PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima Programa de Educação Tutorial Tue, 24 Feb 2026 21:47:35 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima 32 32 PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2026/02/24/educomunicacao-em-acao-no-dialogo-sobre-clima-comunicacao-e-cidadania Tue, 24 Feb 2026 21:47:33 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=364 O ano foi marcado por uma intensa agenda de atividades extensionistas no PET Educom Clima. As ações são realizadas em diálogo com a comunidade, especialmente a escola, por meio dos processos educomunicativos. Entre ações concluídas, adaptações de percurso e projetos que seguem em construção, o setor de extensão reafirmou seu papel como ponte entre o debate climático e a realidade local.

Uma das experiências mais significativas foi desenvolvida nas Escolas Sepé Tiaraju e Cardeal Roncalli em três momentos. No primeiro dia, realizamos a atividade “Brasil em Chamas” que tratou sobre as queimadas no Brasil em 2024, apresentando dados atualizados e imagens que contextualizaram a crise climática no país. A exposição abriu espaço para uma discussão interativa com os estudantes, incentivando reflexões sobre causas e consequências das queimadas. No segundo dia, promovemos uma oficina prática de fotografia, no qual os alunos foram convidados a registrar, em imagens, a relação entre meio ambiente e escola. O resultado foi exposto no evento Seja UFSM, uma mostra aberta a mais de 500 estudantes da região que visitam nosso campus, além de também ser divulgado nas redes sociais e em nosso site.

Outra iniciativa foi o PET Pró PET, um brechó solidário em prol dos animais abandonados e em situação de vulnerabilidade no campus da UFSM/FW. A ação combinou arrecadação de recursos, engajamento da comunidade acadêmica e conscientização sobre adoção responsável. Mais do que uma atividade pontual, o brechó evidenciou como as questões socioambientais também passam pelo cuidado com o território e com os seres que o habitam. Foram arrecadados R$280,00, valor que será repassado em março de 2026 para o grupo de apoio.

A cobertura da COP 30 também exigiu reinvenção. A ida presencial a Belém não foi possível por questões logísticas e financeiras, mas isso não impediu uma cobertura intensa e qualificada. A parceria com o Observatório do Clima fortaleceu as ações, com o envio de materiais didáticos que subsidiaram debates junto à comunidade acadêmica e à população de Frederico Westphalen, por meio do projeto Estação COP30. Ao longo de todas as atividades, a COP 30 foi tratada como eixo central de discussão, conectando o global ao local.

Temas como combate à desinformação climática e racismo ambiental foram trabalhados de forma transversal ao longo de 2025. As ações foram incorporadas às demais atividades, seja por meio de falas dos petianos, apresentação de dados ou produção de conteúdos para o site e redes sociais do grupo. No caso do racismo ambiental, posts especiais no Instagram e abordagens no podcast Vozes na COP, projeto especial de comunicação climática, ampliaram a discussão sobre como comunidades vulnerabilizadas são desproporcionalmente afetadas por problemas ambientais.

 As atividades de extensão são combinadas com uma comunicação ambiental crítica, acessível e socialmente engajada. O percurso evidencia que fazer extensão é, sobretudo, construir coletivamente para transformar conhecimento em diálogo e ação.

Por Raquel Teixeira  | Bolsista PET Educom Clima. 

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2026/02/17/de-manuais-de-praticas-a-acoes-solidarias-o-ano-de-consolidacao-do-pet-educom-clima Tue, 17 Feb 2026 20:22:45 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=363 Ao longo de 2025, o setor de Organização, Planejamento e Avaliações Institucionais do PET Educom Clima desenvolveu ações voltadas à melhoria da organização interna do grupo, ao planejamento das atividades e à avaliação das ações realizadas. As atividades foram pensadas de forma integrada, totalizando 265 horas, com o objetivo de tornar os processos mais claros, organizados e eficientes, além de fortalecer a atuação institucional do PET.

Entre as ações realizadas, destaca-se a criação de manuais de boas práticas e do banco de dados institucional, que teve como foco padronizar procedimentos e facilitar o funcionamento do grupo. O banco de dados foi totalmente criado, reunindo informações importantes para o dia a dia do PET. Já os manuais de boas práticas começaram a ser elaborados, com a definição de que cada setor do grupo seria responsável por construir seu próprio material, de acordo com suas atividades.

Outra ação importante foi a elaboração de pesquisas de satisfação para uso em eventos, com o objetivo de avaliar as atividades desenvolvidas pelo PET Educom Clima. Foram criados dois modelos de questionário: um para eventos internos e outro para eventos externos. Esses modelos passaram a ser utilizados como base para avaliar todas as ações promovidas pelo grupo.

Também foi criada uma mailing list, organizada com contatos relevantes, como jornalistas e emissoras de rádio. Esse mailing passou a ser utilizado para divulgar as ações do PET, enviar convites e fortalecer a comunicação com parceiros e instituições.

O Momento de Leitura foi desenvolvido como uma atividade de formação e reflexão. Os encontros aconteceram nos intervalos do almoço, com duração média de 30 minutos, e abordaram temas ligados à comunicação, educação, justiça social e mudanças climáticas. As leituras incluíram obras de autores como Ailton Krenak, Vandana Shiva, Paulo Freire e Françoise Vergès. A atividade também foi levada para o ambiente escolar, com uma edição especial realizada no dia 30 de maio na Escola Estadual de Ensino Básico Sepé Tiaraju, em Frederico Westphalen, envolvendo estudantes do Ensino Médio.

A recepção dos calouros, no início do ano, teve como objetivo apresentar o PET Educom Clima aos novos estudantes e aproximá-los das ações do grupo. Para isso, foi criado um QR Code que direcionava os alunos ao Instagram do PET, onde puderam conhecer os projetos e as atividades previstas para o ano.

No campo das ações solidárias, o grupo realizou campanhas de arrecadação em datas especiais. Entre elas, a arrecadação de brinquedos para o Dia das Crianças, feita em parceria com o PROMENOR de Frederico Westphalen. Promovidas em conjunto com os grupos Ecológica Jr, Agenda 2030 e o PET Engenharia Florestal, foram arrecadadas tampinhas plásticas e lacres de alumínio, destinados à ONG AMAA, que atua na proteção de animais. Devido ao bom engajamento, a campanha de arrecadação de tampinhas e lacres foi planejada para continuar em 2026.

Para melhorar a organização das tarefas, foi implementada a ferramenta Trello, organizada por setores, permitindo acompanhar o andamento das atividades e distribuir melhor as responsabilidades entre os integrantes do PET.

Por fim, foi realizada a organização do InterPET, em parceria com os grupos PET CISA e PET Odontologia. O evento aconteceu de forma online no dia 13 de setembro e teve como tema “Comunicação Pessoal e Presença nas Redes Sociais”, com palestra ministrada pela professora Cíntia da Silva Carvalho. A atividade promoveu a integração entre os grupos PET e a troca de experiências.

Por Júlia Weber | Bolsista PET Educom Clima. 

Percepção das petianas

Para Júlia Weber, “as atividades desenvolvidas demonstram um ano positivo para o setor. Foi observado um bom engajamento do grupo nas atividades, especialmente naquelas relacionadas ao planejamento interno e às campanhas de arrecadação, o que contribuiu para o fortalecimento do trabalho coletivo e para a melhoria da organização das atividades do PET. Também, nós petianos, organizando e realizando as atividades, temos a oportunidade de aplicar, na prática, os conhecimentos adquiridos em sala de aula, contribuindo para a nossa formação profissional”. 

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2026/02/09/vozes-e-clima-a-construcao-da-identidade-do-pet-em-seu-primeiro-ano Mon, 09 Feb 2026 18:05:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=362 O primeiro ano de PET,  2025, foi marcado por descobertas, testes e, principalmente, pela vontade de comunicar. Em meio a aprendizados coletivos e à construção de uma identidade própria, o grupo encontrou na comunicação um espaço potente de diálogo  sobre questões climáticas e socioambientais de forma acessível e próxima do público.

Ao longo do ano, o Clima em Pauta se consolidou como uma das principais iniciativas do grupo. A proposta nasceu do desejo de traduzir temas complexos sobre o clima para uma linguagem simples, direta e conectada ao cotidiano. A cada novo vídeo, o projeto foi se moldando, ganhando forma e aproximando o PET de quem acompanhava os conteúdos. Mais do que informar, o Clima em Pauta se tornou um espaço de escuta, troca e reflexão, reforçando a importância de falar sobre o clima de maneira clara e responsável.

Outra atividade que marcou esse primeiro período do grupo foi o Podcast Vozes na COP. O podcast surgiu como uma forma de ampliar o debate e dar voz às discussões que atravessam as Conferências do Clima, conectando o que acontece nesses grandes eventos globais à realidade local. Ao longo dos episódios, o PET experimentou novas linguagens, explorou o formato do áudio; como resultado, percebemos o quanto aprofundar uma única temática pode gerar mais envolvimento e sentido para quem escuta.

Essas duas ações refletem muito do que foi o primeiro ano do PET: um período de construção coletiva, aprendizado constante e a busca pelas melhores formas de comunicar sobre o clima. Entre ajustes, descobertas e novas ideias, o primeiro ano deixou como legado a certeza de que a comunicação pode ser uma ferramenta de transformação — capaz de aproximar pessoas, provocar reflexões e fortalecer o compromisso coletivo com as questões climáticas.

Por Bruna Einecke | Bolsista PET Educom Clima. 

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2026/01/29/pesquisa-e-producao-de-conhecimento-as-acoes-do-pet-educom-clima-em-2025 Thu, 29 Jan 2026 18:12:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=360 Ao longo de 2025, o PET Educom Clima realizou um conjunto de ações voltadas à formação acadêmica, à pesquisa e à produção de conhecimento no campo da comunicação socioambiental. As atividades foram planejadas de modo integrado, promovendo momentos de estudo, troca e debate, que contribuíram tanto para a qualificação dos integrantes do grupo quanto para a comunidade acadêmica interessada nas temáticas da educomunicação e da justiça climática.

Nesse contexto, a Oficina Estudando Métodos destacou-se como um espaço aberto de formação em pesquisa científica. Desenvolvida em quatro encontros ao longo do ano, a oficina possibilitou o contato dos participantes com diferentes abordagens metodológicas, abrangendo discussões sobre elaboração de projetos, análise de dados qualitativos, relações entre pesquisa e comunicação socioambiental e uso de ferramentas digitais no meio acadêmico. A presença de pesquisadoras e pesquisadores convidados ampliou o diálogo entre teoria e prática e auxiliou estudantes em distintas fases de seus trabalhos acadêmicos.

De forma complementar, a atividade Encontro de Pesquisa: Futuros Possíveis consolidou-se como um espaço coletivo de leitura e debate de textos teóricos nas áreas de Jornalismo, Cidadania e Meio Ambiente. Ao longo de seis encontros, os integrantes do PET apresentaram textos previamente selecionados e conduziram discussões coletivas, estimulando a escuta, o diálogo e a construção compartilhada do conhecimento. A atividade contribuiu para o aprofundamento teórico do grupo e para o desenvolvimento de uma postura crítica diante dos desafios contemporâneos relacionados à comunicação e à crise climática.

As atividades desenvolvidas ao longo de 2025 estiveram vinculadas às ações do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental: Possibilidades de Engajamento Educomunicativo pela Justiça Climática, que manteve suas atividades ao longo de 2025. O grupo realizou fichamentos de produções acadêmicas selecionadas nas bases SciELO e BDTD, ampliando o repertório teórico dos participantes e fortalecendo a base conceitual que orienta as ações de ensino, pesquisa e extensão do PET. A participação de estudantes e pesquisadores para além do grupo PET contribuiu para a diversidade de perspectivas e para o diálogo interdisciplinar.

Esse processo formativo também se refletiu na participação do PET Educom Clima em diferentes eventos científicos ao longo do ano, como o Intercom Regional Sul, a Jornada Acadêmica Integrada (JAI), o Congresso Abrapcorp – Comunicação para a Sociedade de Risco e o Colóquio Mato-grossense de Educomunicação. Nesses espaços, o grupo apresentou trabalhos e relatos de experiência que sistematizaram ações de extensão, pesquisas em andamento e práticas educomunicativas, possibilitando a troca com outros pesquisadores e a circulação do conhecimento produzido no âmbito do PET. Como desdobramento dessas experiências, integrantes do grupo publicaram o relato “Em prol da justiça climática: saberes compartilhados” no dossiê Letramento Socioambiental: educação ambiental climática, educomunicação, justiça socioambiental e educação transformadora, da Revista Letramento SocioAmbiental, registrando e compartilhando práticas desenvolvidas pelo PET ao longo de 2025.

No eixo de pesquisa, as atividades desenvolvidas em 2025 contribuíram para a ampliação do repertório teórico e metodológico dos integrantes do PET Educom Clima, qualificando a elaboração de estudos, projetos e produções acadêmicas na área da comunicação socioambiental.

Por Júlia Gonsalo | Bolsista do PET Educom Clima

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2025/11/27/enquanto-discutimos-o-mapa-do-caminho-o-futuro-nos-escapa Thu, 27 Nov 2025 12:56:36 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=357
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Por Franchesco de Oliveira* e Cláudia Herte de Moraes**

Depois de dias intensos em Belém, a COP-30 deixa de ser apenas um encontro global e se torna um ponto de virada (ou de cobrança) para o mundo. Agora, no pós-COP-30, é hora de olhar para além dos discursos e avaliar o que realmente ficou: os compromissos firmados, as tensões expostas, os avanços possíveis e as lacunas que persistem. Entre análises que apontam divergências internas, acordos considerados tímidos e expectativas não atendidas por cientistas, ambientalistas e negociadores, estamos em um momento decisivo para entender o que, de fato, mudou e o que ainda permanece na agenda climática mundial.

A conferência terminou com promessas de acelerar a transição energética, elevar o financiamento climático e estabelecer mecanismos mais rígidos de adaptação. Houve avanços, mas também frustrações: os países maiores emissores ainda resistem a metas vinculantes, e o financiamento aos países do Sul Global continua marcado por burocracias e disputas políticas. Ainda assim, Belém deslocou o eixo das discussões: a urgência climática tem território, tem povo, tem nome. E tem pressa. 

Neste Observatório de Jornalismo Ambiental, acompanhamos a preparação e a realização da COP-30 a partir de diferentes abordagens e jornalismos. Podemos afirmar que a pauta se consolidou como mais relevante e mais aprofundada nesta edição do evento, realizado no coração da Amazônia. A atmosfera e a proximidade da COP-30 trouxeram elementos de destaque para o debate sobre a emergência climática que, afinal, já está sendo vivenciada de forma avassaladora no mundo. 

Para a análise do Nexo, mesmo com a inclusão de temas na COP que geralmente passam ao largo da visibilidade midiática (justiça racial, gênero e participação social com a Cúpula dos Povos), o ponto central sobre os combustíveis fósseis e desmatamento foi considerado vago e incapaz de reparar minimamente a dívida histórica do Norte Global com o Sul Global. Neste sentido, a reportagem analisada colabora para um debate mais aprofundado sobre as causas do aquecimento global e não apenas sobre as consequências já sentidas em vários cantos do mundo. 

Da mesma forma, a BBC destacou que a COP-30 terminou sob o peso das ausências, sobretudo a dos Estados Unidos, e de um texto final que frustrou ambientalistas ao não incluir qualquer referência aos “mapas do caminho” para abandonar os combustíveis fósseis e zerar o desmatamento, duas das propostas centrais defendidas por Lula. Embora o “Mutirão Global” tenha sido saudado por evitar a implosão do Acordo de Paris, o recuo diante da pressão de grandes produtores e consumidores de petróleo, como Arábia Saudita, Índia e China, marcou um dos pontos mais sensíveis da conferência. Ainda assim, a BBC apontou avanços moderados, como o aumento do financiamento para adaptação agora com a meta de triplicar até 2035, a inclusão histórica do termo “afrodescendentes” nos documentos oficiais e a adoção de 59 indicadores globais para medir a capacidade de adaptação climática. Ou seja, o veículo destacou o avanço da justiça racial, incorporando uma visão mais complexa da questão climática que é socioambiental em sua base.

Para o G1 a palavra que resume a COP30 é frustração. A principal decepção foi a ausência total de menções aos combustíveis fósseis nos documentos finais, assim como  nos textos de Nexo e BBC.  O portal inclui uma avaliação de que  houve avanços simbólicos, como a inclusão inédita de referências a afrodescendentes. Indicou ainda que para a ONU, a falta de ambição reflete a conjuntura geopolítica fragmentada, com os Estados Unidos ausentes, a União Europeia enfraquecida e China relutante em assumir liderança. Observamos que a análise do G1 trouxe a visão da governança global, de forma indireta, indicando que para a construção de um caminho ainda há fortes entraves de Estados negacionistas e/ou pressionados pelas elites econômicas que atuam globalmente.

Diante desse conjunto de avanços pequenos e problemas que continuam sem solução, os textos do pós-COP funcionam como um alerta: o mundo não está discutindo apenas metas, mas o que ainda é possível evitar diante da crise climática. Belém mostrou a força dos povos da floresta, das vozes que quase nunca são ouvidas e da pressão social que tenta mudar o centro das decisões. 

Ficou evidente que as grandes potências defendem de forma cada vez mais aguerrida os seus interesses ligados aos combustíveis fósseis e que a política internacional segue dividida. Relembramos aqui uma análise deste Observatório sobre a cobertura da COP-28, em 2023, que tratava do mesmo tema: o abandono dos combustíveis fósseis é uma exigência de nosso tempo

Durante a “barqueata” que integrou a programação da Cúpula dos Povos, evento paralelo à COP30, o cacique Raoni disse: “Precisamos cuidar do planeta. Se continuar o desmatamento, nossos filhos e netos vão ter problemas sérios. O nosso território garante a respiração do mundo inteiro.” O pós-COP-30 não é um encerramento, e sim um aviso: o planeta continua cobrando medidas concretas enquanto muitos países ainda hesitam em agir. O relógio climático não para e a história vai registrar quem escolheu empurrar o problema para depois, enquanto o futuro escapava.

*Franchesco de Oliveira é graduando em Jornalismo na UFSM e bolsista do PET Educom Clima. E-mail: franchesco.castro@acad.55bet-pro.com

**Cláudia Herte de Moraes é Jornalista e Doutora em Comunicação e Informação, professora no Programa de Pós-Graduação em Comunicação (UFSM). Tutora do PET Educom Clima (UFSM) e líder do Grupo Educom Clima (CNPq/UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental e do Laboratório de Comunicação Climática. (CNPq/UFRGS). E-mail: claudia.moraes@55bet-pro.com

***Publicado originalmente no no Observatório de Jornalismo Ambiental.

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2025/11/15/petianos-publicam-relato-de-experiencia-em-dossie-sobre-letramento-socioambiental Sat, 15 Nov 2025 12:16:00 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=354 Integrantes do PET Educom Clima participaram da publicação do dossiê Letramento Socioambiental Educação ambiental climática: educomunicação, justiça socioambiental e educação transformadora, lançado em 13 de novembro de 2025. A produção integra o projeto temático “Como a educomunicação pode ampliar e qualificar as práticas de educação ambiental climática na Educação Básica no Brasil?” O lançamento ocorreu simultaneamente em Belém, na Casa da Educação e Inovação Ambiental e Climática, e em São Paulo, no auditório Lupe Cotrim da Escola de Comunicações e Artes da USP, com transmissão ao vivo pelo canal do Labidecom no YouTube.

A Revista Letramento SocioAmbiental reúne reflexões acadêmicas e relatos de experiências pedagógicas voltados à Educação Socioambiental no Brasil. Entre seus colaboradores estão pesquisadores, profissionais de organizações da sociedade civil e professores que desenvolvem práticas formativas em suas comunidades escolares. Com acervo totalmente gratuito, a revista busca ampliar o acesso a conteúdos para o ensino de temas socioambientais na Educação Básica. 

O texto “Em prol da justiça climática: saberes compartilhados”, assinado por Júlia Weber, Júlia Gonsalo de Carvalho, Franchesco de Oliveira Y Castro e Raquel Teixeira Pereira, com tutoria da Prof Dª Cláudia Herte de Moraes, apresenta ações realizadas pelo PET Educom Clima que articulam educomunicação, justiça climática e diálogo intercultural. O relato reúne três ações formativas realizadas entre março e junho de 2025: a oficina Brasil em Chamas, o Momento de Leitura e a oficina Olhar de Jornalista, todas articulando educomunicação, justiça climática e diálogo intercultural.

A seção do dossiê dedicada ao PET Educom Clima sintetiza a perspectiva que orienta as práticas desenvolvidas pelo grupo, a educomunicação como fundamento do letramento socioambiental. As ações são construídas a partir do diálogo, da escuta e da valorização de saberes diversos. Nessa abordagem, comunicação, educação e meio ambiente são compreendidos como processos coletivos e políticos, atravessados por pertencimento, memória, território e justiça social. O texto evidencia como o PET articula teoria e prática ao desenvolver oficinas, rodas de leitura e vivências que estimulam o protagonismo juvenil e indígena diante dos desafios climáticos contemporâneos.

A oficina Brasil em Chamas foi realizada com estudantes do ensino médio de Frederico Westphalen e teve como proposta discutir os impactos das queimadas no Brasil. A atividade apresentou dados, imagens e manchetes sobre incêndios em diferentes biomas, facilitando a compreensão do problema em escala nacional e local. Os estudantes analisaram as informações, debateram causas e consequências e, ao final, produziram cartazes que sintetizavam questionamentos e percepções sobre o tema. A oficina buscou desenvolver leitura crítica da mídia, reflexão contextualizada e produção visual baseada no conteúdo discutido.

A oficina Olhar de Jornalista, desenvolvida com estudantes da Licenciatura Intercultural Indígena da UFSM/FW durante o evento “Compartilhando Saberes”, ofereceu uma vivência prática sobre fotografia e comunicação. Os participantes tiveram uma introdução à história da fotografia e a aspectos técnicos básicos, utilizando câmeras do PET e celulares próprios. Em seguida, registraram o evento a partir de seus pontos de vista, exercitando o uso da imagem como forma de documentação e expressão. Ao final, uma conversa coletiva permitiu analisar as fotografias produzidas e discutir decisões de enquadramento, composição e registro do cotidiano.

O Momento de Leitura, realizado quinzenalmente na universidade e aberto à comunidade acadêmica, promove conversas sobre comunicação, meio ambiente e justiça climática a partir de trechos selecionados por integrantes do grupo. Em uma edição especial na Escola Estadual Sepé Tiaraju, a atividade utilizou um trecho de Ideias para Adiar o Fim do Mundo, de Ailton Krenak, para orientar o diálogo com estudantes do ensino médio sobre consumo, meio ambiente, pertencimento e representatividade indígena e quilombola. A proposta enfatizou a leitura como ponto de partida para discussão e troca de perspectivas.

A participação no dossiê registra parte das ações desenvolvidas pelo PET Educom Clima em 2025 e sistematiza práticas que integram comunicação, educação e meio ambiente.  A versão completa do dossiê está publicada no portal da Revista Letramento SocioAmbiental: http://letramentosocioambiental.com.br/ 

Por Júlia Gonsalo de Carvalho | Bolsista PET Educom Clima

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2025/11/12/o-agro-nao-enche-o-prato-a-denuncia-que-a-cop-ignora Wed, 12 Nov 2025 19:05:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=352
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Por Jéssica Thaís Hemsing* e Cláudia Herte de Moraes**

A COP30 começou oficialmente nesta segunda-feira, dia 10, com a promessa de colocar a transformação da agricultura e dos sistemas alimentares no centro das discussões sobre o combate à crise climática. Embora o tema esteja em alta nos painéis oficiais e na comunicação do evento, o debate permanece superficial. Ainda falta coragem para enfrentar o verdadeiro nó da questão: as estruturas de poder e a desigualdade que sustentam o modelo agroexportador brasileiro.

Falar em soberania alimentar sem tocar na concentração de terras e nos bilhões de reais em subsídios ao agronegócio é esvaziar o sentido da expressão. Não existe soberania alimentar quando quem decide o que e como se planta são grandes corporações mais interessadas em lucro do que em comida de verdade.

O que não pode acontecer é que, em uma conferência do clima que se propõe a discutir o combate à fome e à crise ambiental, o destaque vá para projetos do agronegócio como o Ferrogrão. A ferrovia, apresentada como símbolo de progresso, serve, na prática, para facilitar o escoamento de commodities do Centro-Oeste e do Norte, beneficiando exportadores e não quem precisa de alimento no prato. Muito se fala em redução de custos de frete e de preços dos alimentos, mas essa conta raramente chega à mesa do povo.

O jornal Brasil de Fato está presente em Belém e, por seu caráter contra-hegemônico, tem se destacado pela escuta de vozes diversas. Na tarde desta segunda-feira, 10, participou de um debate no qual Adriano Ferreira, representante do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Campo (MTC), afirmou: “A gente precisa gritar ao mundo que só existe justiça climática se houver proteção dos territórios tradicionais, dos povos indígenas e também dos camponeses que estão na terra produzindo o alimento que nutre o povo brasileiro.” A fala de Adriano representa muitos trabalhadores que lutam por uma justiça climática que inclua quem produz o alimento.

O portal de jornalismo independente ICL Notícias demonstra atenção aos movimentos sociais presentes em Belém, noticiando os protestos recentes durante a COP 30. Com destaque às frases na faixa, “O agro não enche o prato”,  “Ferrogrão Não”, “Comida sem veneno” e “O agro passa, a destruição fica” mostram que a sociedade civil está atenta. As mobilizações denunciam que os grandes empreendimentos do agronegócio (como o projeto Ferrogrão) trazidos como  “salvadores” da economia não alimentam o país. “Não queremos que nossos biomas sejam vistos só como mercado, como corredor de soja, porto ou ferrovia”, retrata a liderança Tupinambá Marília Sena ao ICL. 

Enquanto isso, o governo brasileiro segue abrindo mão de recursos públicos. Em 2024, foram cerca de R$ 158 bilhões em isenções fiscais ao agronegócio, segundo o próprio ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O portal Sumaúma ressalta essa crítica ao destacar que, ao patrocinar grandes produtores e exportadores, o país prioriza o modelo agroexportador, deixando em segundo plano quem luta pela agroecologia e pela proteção ambiental. 

Mesmo diante de dados científicos evidentes sobre a necessidade de produção de alimentos de forma mais sustentável, a maior parte dos veículos de comunicação ignora a pauta da soberania alimentar. Ainda mais quando há manifestações contrárias aos interesses do agronegócio. Pensando na essência do jornalismo, que deveria pautar-se pelo compromisso público, percebemos que, em geral, os veículos hegemônicos descartam uma compreensão ampliada de sua responsabilidade social. Por exemplo, no caso do Ferrogrão citado acima, nenhum veículo tradicional destacou o tema no contexto da COP30.

De um lado, o discurso verde e rentável do agro. Do outro, a luta popular por comida sem veneno e por um modelo agrícola justo e sustentável. Para além do nosso presente já impactado pela mudança climática, que planeta estamos deixando às futuras gerações?

 

*Jéssica Thaís Hemsing é graduanda em Jornalismo na UFSM e bolsista do PET Educom Clima. E-mail: jessica.thais@acad.55bet-pro.com

**Cláudia Herte de Moraes é Jornalista e Doutora em Comunicação e Informação, professora na UFSM. Tutora do PET Educom Clima (UFSM) e líder do Grupo Educom Clima (CNPq/UFSM). Integrante do Grupo de Pesquisa Jornalismo Ambiental e do Laboratório de Comunicação Climática. (CNPq/UFRGS). E-mail: claudia.moraes@55bet-pro.com

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2025/11/11/cuidar-do-planeta-e-comunicar-a-cobertura-do-pet-educom-clima-na-cop30 Tue, 11 Nov 2025 20:42:46 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=347 A COP30, Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que está sendo realizada em Belém do Pará, marca um momento histórico: pela primeira vez, o centro das decisões climáticas globais volta-se diretamente para o coração da Amazônia, bioma essencial para a regulação climática do planeta e território de povos que, há séculos, garantem sua preservação. É neste cenário que o Grupo PET Educom Clima da UFSM fortalece sua atuação na comunicação socioambiental, contribuindo para aproximar a sociedade local das discussões mais urgentes do nosso tempo.

Petianos de Jornalismo e Relações Públicas

Desde o início de 2025, o grupo acompanha os preparativos da Conferência com o projeto “De Olho na COP”, desenvolvido em parceria com o Grupo de Pesquisa em Jornalismo Ambiental (GPJA/UFRGS). A iniciativa analisa criticamente a cobertura jornalística da COP30 e os desafios que cercam sua realização. O objetivo é identificar lacunas informativas e estimular um debate qualificado sobre as decisões que podem definir o futuro do clima no mundo.

Material produzido para a série De Olho na COP em pareceria com o Observatório de Jornalismo Ambiental

Além desse monitoramento da mídia, o PET Educom Clima ampliou sua presença na comunicação climática com reportagens especiais a cada semana. Entre os temas abordados ao longo do ano, foram destaque cultura amazônida, proteção de povos indígenas, o papel da juventude no ativismo ambiental, disputas entre interesses econômicos e justiça socioambiental. Essa atuação contínua se fortaleceu com o Clima em Pauta, quadro semanal que informa, de maneira acessível e dinâmica sobre mudanças climáticas, educação, comunicação e o combate à desinformação. A iniciativa traduz debates técnicos e decisões globais em conteúdos que fazem sentido no cotidiano da comunidade acadêmica e regional. Ao selecionar e contextualizar informações verificadas, o grupo contribui para ampliar o engajamento social diante da crise climática e enfrenta diretamente os desafios da desinformação, um dos grandes obstáculos para a construção de políticas ambientais efetivas.

Veiculado nos canais oficiais do PET, o Clima em Pauta se consolida como um espaço de referência para quem busca atualização constante e confiável sobre o futuro climático do planeta. Assim, o grupo reafirma seu compromisso com a educomunicação  que, inspirados em Paulo Freire, constitui as ações que mais do que transmitir saberes,  buscam o diálogo e a coparticipação crítica.

Entre as ações criadas recentemente, está o podcast “Vozes na COP”, um espaço de diálogo sobre os rumos do planeta a partir do que acontece em Belém. Com cinco episódios, o programa explorou tópicos como saberes tradicionais, integridade da informação, cultura e justiça climática, além das responsabilidades do Brasil no combate às mudanças climáticas. Todo o processo, do roteiro à edição, foi realizado pelos integrantes do PET, que buscaram tornar as discussões da Cúpula Climática acessíveis à comunidade.

Petiana Raquel Teixeira Pereira, editora do podcast Vozes na COP.

Aliando-se ao Observatório do Clima, o grupo atua como uma Estação Central da COP, divulgando o melhor da ciência entre estudantes do ensino médio e universitário. A Estação Central da COP é um convite do Observatório do Clima para qualquer grupo (escola, comunidade, coletivo, centro cultural, etc) que tenha interesse em criar um espaço de informação e formação sobre a Conferência das Partes (COP) e a mudança do clima. Nas esferas da pesquisa sobre desinformação climática, educação midiática e educomunicação socioambiental, a professora tutora Cláudia Herte de Moraes integra o PET Educom Clima à Rede de Parceiros pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima.

Para a professora Cláudia Herte de Moraes, tutora do PET Educom Clima, a participação do grupo na cobertura da COP30 é resultado de um trabalho planejado desde o início do projeto. “Nosso PET já nasceu com foco na comunicação e no clima. Sabíamos que, com a COP acontecendo em Belém, haveria uma grande movimentação no país e, por isso, organizamos desde o fim de 2024 atividades que nos permitissem pesquisar, aprender e discutir o tema”, explica. Ela destaca que o grupo atua de forma integrada entre pesquisa, ensino e extensão, abordando temas como jornalismo ambiental, educação midiática, educomunicação socioambiental e justiça climática. “A produção que temos feito dá muito orgulho, porque passa essa noção de que a comunicação faz parte da transformação que queremos operar na sociedade: uma transformação em direção à sustentabilidade da vida e aos direitos”, afirma. Para Cláudia, o trabalho desenvolvido pelos petianos em 2025 deixa um saldo extremamente positivo e a atuação não termina com o fim da conferência. “Para nós, clima não é só o ano da COP. Seguimos construindo alternativas e discutindo o que está em jogo para garantir uma sociedade de dignidade, oportunidades e igualdade para todos e todas.”

Agora, durante os dias intensos da Conferência, o grupo amplia ainda mais sua atuação e integra a ação extensionista COP UFSM, liderada pela pró-reitoria de extensão. Com a divulgação de lives e transmissões especiais, oficinas, reportagens especiais, as redes sociais do PET trazem  notícias em tempo real e aproximam o público do que está sendo debatido nos pavilhões da COP30. A cobertura reforça o papel da comunicação como ferramenta de participação política para a construção democrática em tempos de emergência climática. Fazer a COP na Amazônia é uma oportunidade única de expor ao mundo tanto os riscos de um bioma ameaçado quanto a riqueza de alternativas sustentáveis construídas por quem vive e cuida da floresta. Nesse contexto, o grupo PET Educom Clima reafirma seu compromisso: contribuir para que a sociedade compreenda o que está em jogo e participe da construção de futuros possíveis.

 

Acompanhe o PET Educom Clima nas redes sociais:

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Por Franchesco de Oliveira | Bolsista PET Educom Clima

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2025/11/10/pet-educom-clima-apresenta-producoes-cientificas-na-jai-e-no-workshop-de-mudancas-climaticas Mon, 10 Nov 2025 19:42:13 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=340 Entre os dias 3 e 7 de novembro, integrantes do PET Educom Clima participaram da 40ª Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e do III Workshop Gaúcho de Mudanças Climáticas, apresentando trabalhos vinculados ao projeto Divulgação Científica – Espalhando a Ciência.

A atividade de divulgação científica tem como objetivo incentivar e auxiliar na produção de artigos, materiais e projetos desenvolvidos pelos bolsistas e  voluntários do grupo. O Espalhando a Ciência busca valorizar a educomunicação  como prática de divulgação e de formação socioambiental, aproximando o conhecimento acadêmico de diferentes públicos.

As produções apresentadas representam diferentes experiências e práticas desenvolvidas nas áreas de pesquisa, ensino e extensão do PET. Entre elas estão os trabalhos “Oficina Brasil em Chamas: usando a fotografia para falar de meio ambiente”, de Franchesco de Oliveira e Raquel Pereira, e “Momento de Leitura do PET Educom Clima em práticas educomunicativas de diálogo e formação socioambiental”, de Júlia Gonsalo de Carvalho e Júlia Weber.

Também foram apresentados “Semana Pensando Verde: evento do grupo Agenda 2030 UFSM-FW”, de Isadora Casse Kozen; “Entre lentes e vozes: fotografia e educomunicação na construção de justiça climática”, de Franchesco de Oliveira e Raquel Pereira; e “PET Educom Clima: identidade e valores na comunicação”, de Bruna Einecke Cabreira, Jéssica Thaís Hemsing e Gabriela Ferreira de Menezes.

Cada trabalho apresentado reflete as ações do projeto, voltadas à divulgação das produções do grupo e ao estímulo à reflexão sobre a prática científica. O Espalhando a Ciência atua como um espaço de formação que integra ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a difusão das atividades do PET.

Por Júlia Gonsalo | Bolsista PET Educom Clima 

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PET Educom Clima-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/2025/11/10/pet-educom-clima-integra-dialogo-sobre-cop30-em-evento-de-interculturalidade-na-ufsm-fw Mon, 10 Nov 2025 13:03:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/pet/educom-clima/?p=335 O Grupo PET Educom Clima participou, dia 8 de novembro, da segunda edição do evento “Compartilhando Saberes: Integração Cultural”, realizado na Universidade Federal de Santa Maria, campus Frederico Westphalen. A ação celebra a presença indígena no ambiente universitário, reforçando a interculturalidade e o fortalecimento dos laços entre os povos originários da UFSM.

Petianos Franchesco de Oliveira e Raquel Pereira juntamente da Professora Aline Passini, coordenadora do curso de Licenciatura Intercultaral Indígena. Foto: Júlia Gonçalo.

Nesta edição, o PET Educom Clima promoveu um momento de diálogo e troca de conhecimentos sobre a Conferência das Partes (COP). O destaque foi para a importância histórica da COP30 ser sediada no Brasil, em 2025, e o papel central dos povos indígenas nos debates internacionais sobre mudanças climáticas. A atividade contou com a participação dos estudantes do curso de Licenciatura Intercultural Indígena, que contribuíram de forma ativa na atividade.

Foto: Aline Iora/Assessoria de Comunicação

Como proposta prática, os petianos convidaram os acadêmicos a colaborarem na montagem da Estação Central da COP, iniciativa do Observatório do Clima que busca incentivar instituições, escolas, comunidades e coletivos a criarem espaços de formação e engajamento sobre a pauta climática. A ação visou estimular o diálogo sobre justiça climática e ampliar o acesso às informações relacionadas às decisões definidas na Conferência.

A Estação Central da COP surge como resposta à urgência climática já vivenciada em diferentes territórios, sejam florestas, campos, periferias ou grandes cidades. É uma estratégia para reforçar que as decisões internacionais têm impacto direto na vida das pessoas. Assim, a participação da comunidade acadêmica e indígena torna-se essencial para o fortalecimento desse debate no Brasil.

Com iniciativas como esta, o grupo PET Educom Clima reafirma seu compromisso com a educação ambiental, a educomunicação e a construção de espaços que ampliem a participação social nas pautas globais sobre o clima.

Foto: Aline Iora/Assessoria de Comunicação

Por Franchesco de Oliveira | Bolsistas PET Educom Clima

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