Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Thu, 05 Mar 2026 19:22:31 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/05/exposicao-arrancadas-de-nos-e-aberta-no-hall-da-reitoria-da-ufsm-e-reforca-debate-sobre-violencia-contra-as-mulheres Thu, 05 Mar 2026 18:52:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15075

      A exposição itinerante permanente “Arrancadas de Nós – Histórias que precisam ser contadas” foi aberta na manhã desta quinta-feira, 5 de março, no Hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A mostra integra a programação do Mês da Mulher, organizada pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade e reúne imagens e histórias de dez mulheres vítimas de feminicídio no estado do Rio Grande do Sul, propondo à comunidade acadêmica e à sociedade uma reflexão sobre a violência de gênero e a necessidade de fortalecer ações de enfrentamento a esse tipo de crime.

      A iniciativa integra uma mobilização mais ampla de conscientização sobre a violência contra as mulheres e ocorre simultaneamente em outras três cidades do estado.

Exposição no hall da Reitoria

    Com caráter itinerante, a exposição percorre municípios do Rio Grande do Sul levando o debate para universidades, escolas e instituições públicas. Durante a abertura, representantes de diferentes instituições destacaram a importância de trazer o tema para o espaço universitário e ampliar o diálogo com a comunidade. 

      A exposição tem como objetivo dar visibilidade à realidade do feminicídio no Brasil e homenagear mulheres que perderam suas vidas em razão da violência de gênero. A iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre a gravidade desse tipo de crime, considerado uma das formas mais cruéis de violência contra as mulheres, além de promover reflexão sobre as consequências do feminicídio para as famílias e para a comunidade. As fotografias expostas foram selecionadas pela Coordenação da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Cada imagem apresenta um breve relato sobre a mulher retratada, trazendo informações sobre sua trajetória de vida e sobre o crime do qual foi vítima. A mostra também pretende estimular o debate público sobre a prevenção da violência de gênero e fortalecer parcerias com instituições, organizações e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo para ampliar a conscientização e mobilização social em torno do enfrentamento ao feminicídio.

    A cerimônia de abertura contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas e representantes de instituições públicas e da sociedade civil. Estiveram presentes a reitora da Universidade, Martha Adaime, o vice-reitor, Thiago Marquesan, e a pró-reitora de extensão, Milena Freire, além da deputada estadual Stela Farias, responsável por levar a exposição a diferentes municípios do estado. Também participaram da abertura o juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Aguinão, a representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira, secretárias municipais, vereadoras, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Maria, pró-reitoras, docentes, servidoras técnico-administrativas e estudantes da Universidade.
Representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira.

     A representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira, ressaltou que o momento é de reflexão, mas também de mobilização diante do aumento dos casos de feminicídio no país. Segundo ela, a universidade tem papel fundamental na promoção de políticas e ações voltadas à igualdade de gênero. “Nosso objetivo é promover políticas de igualdade dentro da Universidade, acompanhar ações, acolher demandas e fortalecer uma cultura que enfrente as diferentes formas de violência contra as mulheres”, afirmou.

    A exposição também chama atenção para os números recentes da violência de gênero. De acordo com dados mencionados durante o evento, apenas nos primeiros meses deste ano, o Rio Grande do Sul já registra cerca de 20 casos de feminicídio, um aumento superior a 50% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

     O juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Agnon, destacou que o combate à violência contra a mulher exige uma atuação conjunta entre diferentes áreas da sociedade. Para ele, embora as ações do sistema de justiça sejam importantes, elas não são suficientes por si só. “Temos trabalhado com medidas protetivas e prisões, mas o enfrentamento precisa ser multidimensional. Precisamos também de educação, comunicação e debate público para tirar esse problema da invisibilidade”, destacou.

Juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Agnon
Deputada Estadual Stela Farias.

 

A deputada estadual Stela Farias, responsável pela articulação da exposição, explicou que a iniciativa surgiu a partir do pedido de familiares de uma vítima de feminicídio que desejavam manter viva a memória da filha. A partir desse relato, surgiu a proposta de criar uma mostra itinerante com histórias de mulheres assassinadas. Desde então, a exposição passou a percorrer diferentes cidades do estado. Atualmente, há diversos conjuntos de painéis em circulação, permitindo que a mostra aconteça simultaneamente em vários locais.

“A ideia é justamente provocar reflexão, dar visibilidade a essas histórias e mostrar que não estamos falando apenas de números, mas de vidas interrompidas, de sonhos e de famílias”, explicou a deputada.

Segundo ela, o projeto já passou por dezenas de municípios e deve continuar circulando pelo estado nos próximos meses, levando o debate sobre violência de gênero para escolas, universidades e espaços públicos.

 

A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou que a Universidade tem buscado desenvolver políticas institucionais voltadas à igualdade de gênero e ao enfrentamento das violências. “Essas são questões complexas e precisam ser enfrentadas de diversas formas. A universidade tem o papel de produzir conhecimento, promover educação e incentivar o debate para transformar essa realidade”, afirmou.

Reitora Martha Adaime.

A exposição permanece aberta à visitação no Hall da Reitoria da UFSM até amanhã, dia 06/03, e integra as atividades de conscientização e debate sobre a violência de gênero desenvolvidas na instituição ao longo do mês.

A programação do “8M na UFSM”, organizada pela Casa Verônica da UFSM em conjunto com a PRE, segue ao longo de todo o mês de março com diferentes atividades voltadas ao debate sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e enfrentamento às violências. 

A agenda inclui rodas de conversa, exposições, ações culturais e eventos acadêmicos promovidos por diferentes unidades e projetos da Universidade. A programação completa pode ser conferida no perfil do Instagram @extensaoufsm.

Folders informativos distribuídos na cerimônia.

Texto e fotos: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/03/ufsm-promove-viva-o-campus-especial-dia-das-mulheres-8 Tue, 03 Mar 2026 22:07:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15064

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e do Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 8 de Março, o Viva o 55BET Pro Especial Dia das Mulheres. O evento faz parte da programação que será realizada ao longo do mês de março, pensada nesse tema tão relevante, principalmente, nos dias de hoje. As atividades são abertas a toda a comunidade e acontecem das 15h às 19h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, a Mostra Morfo; o Projeto Arte Além do Ofício; o Acervo Artístico e uma programação especial e repleta de atividades em parceria com a Casa Verônica da UFSM, juntamente com o Coletivo Editorial Taú, Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH/UFSM), DTG Noel Guarany 13ª Região, Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) e Incubadora Social. Serão oferecidas oficinas como defesa pessoal, leitura, esportes campeiros para mulheres, oficina e campeonato de truco gaudério, Tertafe (Tejo, Tava, Argola e ferradura), oficina de assoalho pélvico e exercícios para gestantes, além da presença da Feira Incubadora Social Mulheres Empreendedoras. 

O Viva promete atrações artísticas diversificadas, passando pelo rock, música gaúcha, música brasileira e música eletrônica, tudo por conta das apresentações de mulheres potentes nas vozes e talentos da AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, Luiza Morais e Zara Steinbrenner.

Viva o 55BET Pro 

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional. 

PROGRAMAÇÃO 

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

  • 15h às 19h – Largo do Planetário 
  • 15h30 – AG Rock 
  • 16h30 – DTG Noel Guarany e 13ª Região Tradicionalista – Mirella Sydol, na gaita e Clara Pivetta, solista vocal 
  • 17h – Luiza Morais – Música Brasileira 
  • 18h – Zara Steinbrenner: Set de música House, Groove Disco, Música Eletrônica

PARCEIROS FIXOS 

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • JARDIM BOTÂNICO 
  • 15h às 19h 
  • 16h Recepção e visita livre 
  • 17h yoga ao ar livre: Equilíbrio e gravidade: corpo em alinhamento 
  • 18h30 Palestra: mulheres pioneiras na Astronomia 
  • 19h oficina de observação de constelações e meditação guiada 
  • ACERVO ARTÍSTICO 
  • 15h às 19h 
  • Exposição Não Estou Lá, de Victor Hugo Cecatto 
  • Arte Rupestre na Caverna Espaço Imersivo 
  • 17h – Oficina Textil – Tramas Femininas (inscrições prévias via formulário)
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • MOSTRA MORFO 
  • 15h às 19h 
  • Prédio 19

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CASA VERÔNICA

Casa Verônica 

  • 17h — Conversa sobre o serviço
  •  17h — Oficina de defesa pessoal (Bosque em frente ao planetário)

Coletivo Editorial Taú 

  •  16h–17h — Oficina de leitura: “O Monstro não mora aqui (Ele escreve)” — Leitura crítica de contos de horror contemporâneos e técnicas de Escrita Criativa (Bosque próximo à pracinha) 

GIDH — Mariana Selister 

  • 17h–18h — Oficina de leitura: “Roda de Histórias: Mulheres Inspiradoras, de Bertha Lutz a você” (Bosque próximo à pracinha) 

DTG Noel Guarany (13ª Região) 

  • 16h–18h — Oficinas de esportes campeiros para mulheres 
  • A partir das 16h — Oficina e campeonato de Truco Gaudério, Peteca e Vaca Parada 
  • A partir das 17h — Oficina de Tetarfe (Tejo, Tava, Argola e Ferradura)

LIASM 

  • 15h — Oficina para assoalho pélvico (Bosque em frente ao planetário)
  • 16h — Oficina de exercícios para gestantes (Bosque em frente ao planetário) 

Feira Incubadora Social 

  • Mulheres empreendedoras
Post do evento – @extensaoufsm

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte/Pró-Reitoria de Extensão

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/caminhada-internacional-na-natureza-e-pauta-de-seminario-internacional-e-integra-cesta-de-politicas-da-alianca-global-contra-a-fome-e-a-pobreza Fri, 20 Feb 2026 14:12:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14931

UFSM presente no debate internacional sobre fome e pobreza

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2025, do 1º Seminário Internacional “Universidades e Agricultura Familiar”, realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. O encontro reuniu cerca de 40 especialistas convidados do Brasil e do exterior, incluindo representantes da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, México e Portugal, no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O evento foi organizado pela UFG em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e teve como foco a integração entre ensino, pesquisa e extensão universitária como estratégia para fortalecer a soberania e a segurança alimentar e nutricional. Com ênfase na América Latina, especialmente nos países do Mercosul, o seminário promoveu o mapeamento de ações acadêmicas voltadas à agricultura familiar, a sistematização de políticas públicas, a elaboração de recomendações técnicas para gestores e o fortalecimento de redes de cooperação internacional.

A abertura contou com a presença do Ministro Wellington Dias (MDS) e da Reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves. O painel inaugural, “Universidades, Agricultura Familiar e Políticas Públicas no Combate à Fome e à Pobreza”, foi mediado pelos professores da UFG Adriano Rodrigues de Oliveira e Fabiana Thomé da Cruz (Grupo de Trabalho (GT) Cooperação Acadêmica MDS), com participação de João Paulo de Faria Santos (GT Cooperação Acadêmica MDS), Charllote Bilo (Mecanismo de Suporte da Aliança Global), Pablo Rush (Grupo de Investigadores em Políticas Públicas para a Agricultura Familiar (GIPPAF) – Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) – Argentina) e Gabriel Isola (REAF – Uruguai).

 

Aliança Global e Cesta de Políticas

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza constitui uma abordagem inovadora para acelerar a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 ( Erradicação da Pobreza) 2 (Fome Zero). A iniciativa busca manter impulso político contínuo, mobilizar recursos públicos e privados e apoiar políticas baseadas em evidências, priorizando países e populações em situação de vulnerabilidade.

No centro da Aliança está a Cesta de Políticas, considerada seu núcleo estruturante. Trata-se de um conjunto de instrumentos e programas que podem ser adotados integralmente ou adaptados por governos, contando com suporte técnico e financeiro dos membros da Aliança. Para integrar essa cesta, as iniciativas devem apresentar escopo claro, viabilidade de implementação governamental, base empírica consistente, foco prioritário em pessoas em situação de fome e pobreza e contribuição direta para os ODS 1 e 2.

 

Caminhada Internacional na Natureza: ATER, turismo rural e geração de renda

No Grupo de Trabalho 04 (Assistência Técnica e Extensão Rural Participativa), o professor Ezequiel Redin apresentou a experiência da Caminhada Internacional na Natureza, desenvolvida pela UFSM com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio do edital Território Imembuy – Geoparques, em colaboração com a Emater-RS/Ascar e as prefeituras municipais da Região Central do Rio Grande do Sul.

 

A iniciativa articula turismo rural, agricultura familiar e Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), promovendo geração de renda, fortalecimento dos sistemas alimentares locais e inclusão produtiva de agricultores familiares e comunidades quilombolas. A proposta foi debatida como exemplo de ação com potencial de política pública em escala ampliada, atendendo aos critérios da Cesta de Políticas.

 

Os resultados apresentados evidenciam impactos concretos: entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 18 caminhadas em 13 municípios da Região Central do RS, com 2.694 participantes efetivos e 155 expositores locais. No período, a iniciativa gerou mais de 500 mil reais em movimentação econômica. Somente em 2025, foram 69 mil reais em vendas diretas, envolvendo cafés, almoços e feiras da agricultura familiar e quilombola. Ao todo, 917 pessoas participaram da organização dos eventos, integrando comunidade acadêmica, gestores públicos e comunidades rurais.

O projeto também alcançou reconhecimento institucional ao integrar, em 2026, uma questão do vestibular da UFSM, ampliando sua visibilidade acadêmica. A experiência está baseada em evidências científicas, com a produção de vários resumos, artigos e capítulos de livros publicados com a operacionalização do movimento do turismo rural na Região Central do RS.

Ao final do encontro, realizado no Auditório da Escola de Música, 55BET Pro Samambaia da UFG, a experiência da Caminhada foi citada e destacada na plenária de encerramento como referência de articulação entre universidade, extensão rural, poder público municipal e desenvolvimento territorial sustentável.

Em breve, a iniciativa deverá constar na plataforma oficial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza:
http://globalallianceagainsthungerandpoverty.org/pt-br/

Turistas na Caminhada Internacional na Natureza – Raízes do Mirim em Toropi (RS), realizada em 30 de agosto de 2025
Café da manhã e representantes das comunidades quilombolas em Restinga Sêca durante o evento Caminhando com os Quilombolas: história e ancestralidade, realizado em 09 de agosto de 2025

Representação do Colégio Politécnico e articulação nacional

Representaram a UFSM, pela área de Extensão Rural do Colégio Politécnico, os professores Gustavo Pinto da Silva e Ezequiel Redin. O professor Gustavo apresentou a experiência de formação de extensionistas rurais por meio da disciplina Vivências em Fruticultura. Embora a proposta não tenha avançado como política de abrangência regional ou nacional, a participação reforçou a presença da UFSM em debates internacionais estratégicos sobre desenvolvimento social e rural sustentável.

Os docentes também participaram da defesa da inclusão da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (PNATER) na Cesta de Políticas da Agenda Global, ampliando o diálogo entre experiências locais e diretrizes nacionais.

A participação no seminário reafirma o protagonismo da UFSM, da Emater-RS/Ascar e dos municípios parceiros na construção de soluções inovadoras voltadas ao combate à fome e à pobreza, alinhadas à agenda global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp

Texto e fotos: PROGEATER

Revisão e edição: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM) e Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/10/disciplinas-voltadas-a-igualdade-de-genero-diversidade-e-direitos-humanos-sao-ofertadas-entre-os-diferentes-niveis-de-ensino-na-ufsm Tue, 10 Feb 2026 14:06:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14881 A Casa Verônica realizou o levantamento* semestral das disciplinas que abordam questões de gênero, diversidade, orientação sexual e relações étnico-raciais, ofertadas no 1º semestre de 2026, em cursos de ensino técnico, graduação e pós-graduação da UFSM.

Ao todo, foram mapeadas 16 disciplinas, distribuídas entre os níveis de graduação, pós-graduação, ensino médio e ensino técnico/tecnológico, vinculadas a diferentes centros, unidades e campi da universidade.

A ação visa dar visibilidade a essas ofertas como estratégias de promoção da igualdade de gênero, conforme a Resolução nº 64/2021, que institui a Política de Igualdade de Gênero da UFSM.

Confira as disciplinas que serão ofertadas:

🎓 Centro de Educação

Graduação
Direitos Humanos e Gênero — Curso de Pedagogia (noturno)
Diáspora Africana, Cultura e Religiosidade — Curso de Ciências da Religião (EaD)

Pós-graduação
Gênero, Educação e Trabalho — Programa de Pós-Graduação em Educação Profissional e Tecnológica (PPGEPT)

  • Relações Étnico-raciais: por uma educação antirracista — Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE)

🎓 Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH)

Graduação
Psicologia e Políticas Públicas I — Curso de Psicologia
Estudos de Gênero — Curso de Ciências Sociais
Gênero, Políticas Sociais e Serviço Social — Curso de Serviço Social
Exclusão Social e Relações Étnico-raciais — Curso de Serviço Social
Arquivos e Direitos Humanos — Curso de Arquivologia

🎓 Centro de Educação Física e Desportos (CEFD)

Pós-graduação
Estudos Socioculturais do Corpo e da Saúde — Mestrado em Ciências do Movimento e Reabilitação

🎓 CCS / CCR

Graduação
Anatomia Animal — Cursos de Medicina Veterinária e Zootecnia

🎓 UFSM – 55BET Pro Palmeira das Missões

Graduação
História das Ciências Biológicas e Bases de Sistemática — Curso de Ciências Biológicas (Licenciatura)
Vulnerabilidade, Gênero e Violência: temas para conversar em Saúde — Curso de Enfermagem

🏫 Colégio Politécnico da UFSM

Ensino Médio
Temas Sociais e Filosóficos — Ensino Médio

🏫 Colégio Técnico Industrial de Santa Maria (CTISM)

Ensino Técnico / Tecnológico
Relações Humanas e Diversidade — Curso Superior de Tecnologia em Redes de Computadores
Diversidade e Relações Humanas / Linguagem e Relações Humanas no Mundo do Trabalho — Curso Superior de Tecnologia em Eletrônica Industrial e Curso Técnico

 

A oferta dessas disciplinas fortalece o compromisso da UFSM com a formação crítica, a promoção dos direitos humanos e o enfrentamento às desigualdades de gênero e raça no espaço universitário.

Ficou com interesse em alguma das disciplinas, confira no link a planilha com informações sobre docente responsável e quais disciplinas aceitam estudantes de outros cursos ou na modalidade aluno especial:

http://docs.google.com/spreadsheets/d/1RudZ1ztXFB8Xy-a-y4ImmqRaCBpdEgswaaLVlNDQUbg/edit?usp=sharing

 

* consulta às unidades acadêmicas via formulário google forms

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/03/radar-esportivo-conheca-o-projeto-de-extensao-da-ufsm-que-esta-realizando-a-transmissao-do-campeonato-gaucho-2026 Tue, 03 Feb 2026 14:22:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14830

 

No ar desde 1981, o Radar Esportivo é um dos projetos de comunicação mais tradicionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente estruturado como Radar Esportivo em Multiplataforma, o projeto de extensão, vinculado aos cursos de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), tem como objetivo promover e dar visibilidade ao esporte local e regional, além de ampliar o espaço para modalidades que historicamente recebem menor atenção da mídia, como o esporte universitário.

Em 2026, o projeto integra a cobertura do Campeonato Gaúcho às suas atividades, realizando a transmissão dos jogos do Inter de Santa Maria na competição. A iniciativa ocorre em parceria com as Rádios UFSM e com o programa UniFM Esporte Clube, unindo ensino, extensão e prestação de serviço à comunidade por meio da comunicação esportiva. As transmissões do Gauchão marcam a retomada de uma experiência que não acontecia desde antes da pandemia, com a última cobertura realizada em 2019, ampliando novamente a presença da UFSM em grandes eventos esportivos do estado.

Integrantes do Radar Esportivo / Foto: Jessica Mocellin
Pedro na transmissão de São José x Inter-SM em Porto Alegre / Foto: Patrício de Freitas/Divulgação

Para o jornalista Pedro Pereira, egresso do projeto e do curso de Jornalismo da UFSM e, atualmente, produtor e apresentador do UniFM Esporte Clube, a experiência tem sido marcante tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Segundo ele, “essa experiência está sendo gratificante e, de certa forma, inacreditável”, especialmente por ter escolhido permanecer em Santa Maria após a graduação. O jornalista destaca que muitos colegas optam por deixar a cidade em busca de oportunidades em centros maiores, mas que a decisão de ficar possibilitou vivenciar uma cobertura de alto nível. “Estou tendo essa oportunidade justamente por ter tomado essa decisão”, afirma.

Pedro também ressalta a dimensão institucional da cobertura, que leva o nome da UFSM para diferentes regiões do estado. “Nós estamos tendo a oportunidade de cobrir e levar o nome da UFSM estado afora. Fomos para Porto Alegre duas vezes e para Bagé; na segunda fase devemos conhecer outras cidades, ou até voltar para Porto Alegre”, relata. Para ele, essa vivência é especialmente significativa por envolver estudantes que estão no início da formação profissional, muitos deles ainda nos primeiros semestres do curso.

LABORATÓRIO DE FORMAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

Com mais de quatro décadas de trajetória, o Radar Esportivo consolidou-se como um importante laboratório de prática profissional para estudantes da área da Comunicação. Atualmente, o projeto conta com 15 integrantes, sendo 11 estudantes do curso de Jornalismo, três de Relações Públicas e um de Produção Editorial, além da coordenação e orientação da professora Viviane Borelli.

Ao longo das atividades, os estudantes participam de todas as etapas do processo jornalístico, incluindo pauta, apuração, produção, redação, edição, locução e apresentação. Durante as transmissões do Gauchão, os alunos atuam como narradores, comentaristas, repórteres de campo, repórteres de torcida, plantonistas e técnicos, vivenciando na prática a rotina do jornalismo esportivo em multiplataforma.

Pedro Pereira destaca a relevância dessa experiência para a formação acadêmica dos estudantes. Ele observa que muitos profissionais formados anteriormente não tiveram acesso a esse tipo de vivência durante a graduação. “Eu e mais alguns colegas saímos competentes da faculdade sem ter essa experiência, mas vemos alunos do Radar entrando no terceiro semestre. Ou seja, eles estão tendo essa oportunidade já no primeiro ano de faculdade. Pensa o quão melhores e mais preparados eles vão estar ao fim da graduação”, avalia.

O jornalista também destaca o aprendizado técnico envolvido nas transmissões, ressaltando que cada função apresenta desafios específicos. “Aqui, na rádio, nós temos vários eventos, mas participar da transmissão de um jogo é muito diferente. Muitos alunos estão tendo essa oportunidade pela primeira vez agora. Nós fazemos comentários nos programas do Radar, mas fazer comentários, ao vivo, de uma partida é muito diferente”, comenta, citando o trabalho de narradores, comentaristas e repórteres ao vivo como uma experiência fundamental para o desenvolvimento profissional.

 

VIVÊNCIA EXTENSIONISTA E CRESCIMENTO COLETIVO

A estudante Marina Ferreira dos Santos, bolsista do projeto e aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo, também destaca o caráter formativo e coletivo da experiência. Para ela, a atuação do Radar Esportivo em parceria com a Casa de Comunicação, a Coordenadoria de Comunicação, a rádio UniFM 107.9 e o programa UniFM Esporte Clube representa um diferencial na formação acadêmica. Marina afirma que vê a experiência “como algo enriquecedor”, ressaltando que, apesar de o termo ser frequentemente usado como clichê, ele traduz com precisão o impacto do projeto.

Segundo a estudante, a vivência contribui não apenas para a formação profissional, mas também para o crescimento pessoal dos participantes. Ela ressalta que a participação em transmissões longas, com mais de 90 minutos de duração, oferece uma experiência que dificilmente seria possível fora do ambiente universitário. “É um completo diferencial ter participado de transmissões de pelo menos 90 minutos de jogo, que nós não teríamos em nenhum outro lugar e em nenhum outro momento que não fosse agora, enquanto estudantes”, destaca.

Marina na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

Marina também enfatiza a importância de acompanhar todo o processo de construção das transmissões, desde as etapas iniciais até a realização final. Como bolsista, ela relata que acompanhar o desenvolvimento do projeto desde o início permite visualizar os resultados concretos do trabalho coletivo. “A gente consegue ver os colegas crescendo, a gente consegue ver a gente próprio crescendo, a gente consegue ver o fruto de todo o trabalho, de todas as discussões e reuniões e conversas que a gente teve para isso acontecer, que agora dá um fruto real”, afirma.

Gabriel na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

O estudante Gabriel Ferraz, aluno do terceiro semestre do curso de Jornalismo da UFSM e narrador das partidas transmitidas pelo projeto, também destaca o impacto formativo da experiência no Radar Esportivo. Segundo ele, participar das transmissões do Campeonato Gaúcho tem sido algo inédito em sua trajetória acadêmica.

Para o estudante, a vivência prática proporcionada pelo projeto representa algo raro dentro da formação universitária. “É muito difícil nós termos uma real experiência de como é atuar no mercado de trabalho durante os quatro anos de formação”, destaca. Ele cita como exemplo uma das transmissões realizadas no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, quando teve contato direto com profissionais já conhecidos do jornalismo esportivo. “Eu sentei ao lado da equipe do Diário de Santa Maria e atrás de mim estava o pessoal da Rádio Gaúcha numa cabine, incluindo o Guerrinha. Enfim, profissionais consagrados que trabalham com isso constantemente”, relata.

Mesmo atuando com menos recursos técnicos em comparação com grandes emissoras, Gabriel afirma que a experiência é altamente motivadora. “Só a chance, a possibilidade de poder fazer uma transmissão melhor que a deles, mesmo com muito menos recursos, é algo que me motiva de uma maneira sem precedentes”, afirma. Ele compara as estruturas profissionais com a realidade do projeto e destaca o esforço coletivo envolvido. “Eles têm técnico de som e têm quatro, cinco, seis pessoas envolvidas só em uma função, nós não. No nosso caso, é todo mundo fazendo tudo por si; todo mundo fazendo um pouquinho para que no final o Radar Esportivo ganhe com isso”.

PROGRAMAS NO RÁDIO E ATUAÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Além da transmissão do Campeonato Gaúcho, o Radar Esportivo mantém uma programação semanal de dois programas fixos na grade da UniFM, produzida e apresentada por acadêmicos dos cursos de Comunicação. São eles: o Radar na Rodada, um programa de debates sobre o esporte local, nacional e mundial, exibido às quartas-feiras, às 14h; e o Radar Entrevista, veiculado às sextas-feiras, às 14h, que recebe convidados envolvidos com o esporte de Santa Maria e região.

O projeto também atua de forma intensa nas plataformas digitais, com produção de conteúdos jornalísticos para o Instagram. Entre os conteúdos produzidos, estão as coberturas realizadas nos stories, em tempo real, de eventos esportivos da cidade, como os jogos

Cobertura de jogo da UFSM Futsal na Série Ouro de 2025 / Arquivo pessoal

da UFSM Futsal na Série Ouro, partidas do Inter de Santa Maria, o Festival Paralímpico da UFSM, a Superliga de Futsal Pró de Santa Maria e os jogos do Santa Maria Soldiers, ampliando o alcance das informações esportivas junto à comunidade. 

EXTENSÃO, PESQUISA E IMPACTO SOCIAL

Ao longo de sua trajetória, o Radar Esportivo passou por diferentes transformações, acompanhando as mudanças nas práticas jornalísticas e nos modos de consumo de conteúdo esportivo. O projeto também se destaca pela articulação entre ensino, pesquisa e extensão, com participação frequente em eventos acadêmicos como a Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), onde são apresentados relatos e pesquisas sobre as práticas desenvolvidas.

Por meio de parcerias com equipes, entidades esportivas e projetos da UFSM e região, o Radar Esportivo contribui para a visibilização de modalidades, atletas e iniciativas que muitas vezes não encontram espaço na mídia comercial. Dessa forma, o projeto reafirma seu compromisso com a formação acadêmica, a divulgação científica e o acesso da sociedade a uma informação esportiva de qualidade, plural e independente.

Equipe das oficinas da escola / Arquivo Pessoal

Em 2025, o projeto também passou a desenvolver ações educativas por meio da iniciativa Radar Esportivo Multiplataforma: Extensão nas Escolas, com a realização de oficinas para estudantes do ensino médio em uma escola de Camobi. As atividades ocorreram em duas visitas, com turmas do 1º ano do Ensino Médio Integral do Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso, em Santa Maria. A proposta combinou abordagens teóricas e práticas, voltadas à educação popular, ao protagonismo estudantil e à comunicação comunitária. Durante as oficinas, foram trabalhados conceitos sobre comunicação como direito e instrumento de cidadania, além de noções básicas de produção de conteúdo em áudio, incluindo estrutura de roteiro e técnicas de gravação utilizando o celular.

A retomada das transmissões de jogos do Inter-SM após o período de paralisação provocado pela pandemia é apontada como um marco importante para o projeto. Para Marina, voltar a realizar transmissões tanto pelo Radar Esportivo quanto pela UniFM representa um momento significativo de reconstrução e fortalecimento. Ela destaca o envolvimento coletivo e a expectativa de continuidade: “é muito legal ver que vai ter mais gente querendo entrar no Radar Esportivo e dar continuidade ao projeto da forma que ele tem que ser e que essa experiência é, para os estudantes, o mais autêntica e maximalista possível.”

Pedro Pereira reforça esse sentimento ao destacar o orgulho de representar a UFSM e o próprio Radar Esportivo em um evento de grande visibilidade. Ele afirma que é simbólico ver o projeto novamente presente ao lado de emissoras tradicionais da cidade. “É muito legal viver e ficar no gramado, estando ao lado da Rádio CDN e da Rádio Imembuí, tradicionais da cidade, e ali junto entre os microfones estar o laranja das Rádios UFSM”, comenta, ressaltando a importância histórica dessa presença.

EQUIPE DE COBERTURA DO GAUCHÃO

A cobertura do Campeonato Gaúcho 2026 realizada pelo projeto Radar Esportivo em conjunto com as Rádios da Universidade, envolve 15 estudantes dos cursos de Comunicação Social da UFSM, que atuam de forma integrada nas funções de narração, comentário, reportagem de campo, reportagem de torcida, plantão e técnica, além do apoio profissional do jornalista Pedro Pereira, do programa UNIFM Esporte Clube. A escala da primeira fase das coberturas contou com os seguintes integrantes e atribuições:

  • Andrya Lima Nielsen (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Arthur Aires Dal Rosso (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Clara Antonelo Basso (Jornalismo) – Comentarista e técnica;
  • Gabriel Martelet Ferraz (Jornalismo) – Narrador;
  • Gabriela Carvalho Bina (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Gabriela dos Santos Alves (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e técnica;
  • Gabriele Araujo Mendes (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Isadora Juliatto Piovesan (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e repórter de torcida;
  • Jaíne Kraetzig Cristofari (Jornalismo) – Comentarista;
  • João Victor Barbat Barros (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo e repórter de torcida;
  • Júlia Martins Moura (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Leonardo Koehler (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Maria Eduarda Jahn Marques (Produção Editorial) – Organizadora das coberturas;
  • Marina Brignol de Llano Einhardt (Jornalismo) – Repórter de campo e técnica;
  • Marina Ferreira dos Santos (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo, repórter de torcida e organizadora das coberturas;
  • Pedro Pereira (Jornalista do UNIFM Esporte Clube) – Repórter de campo e organizador das coberturas.

As transmissões do Radar Esportivo em parceria com as Rádios UFSM seguem agora para a segunda fase do Campeonato Gaúcho 2026, acompanhando os próximos confrontos do Inter-SM na competição. 

Os jogos previstos são: 05/02 (quinta-feira), às 21h30min, Inter-SM x Avenida, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 08/02 (domingo), às 16h, Monsoon x Inter-SM, no Estádio Francisco Novelletto, em Porto Alegre; 15/02 (domingo), sem horário definido, Guarany x Inter-SM, no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé; 22/02 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Guarany, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 01/03 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Monsoon, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; e 08/03 (domingo), sem horário definido, Avenida x Inter-SM, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul. 

Para acompanhar a cobertura, conferir conteúdos exclusivos ou obter mais informações, o público pode seguir o Radar Esportivo nas redes sociais, especialmente no Instagram e no YouTube, além de acessar os links das Rádios UFSM, onde são realizadas as transmissões das partidas.

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/01/13/caminhada-internacional-na-natureza-e-tema-de-questao-do-vestibular-da-ufsm-e-reforca-protagonismo-da-regiao-central-do-rs-em-turismo-rural-sustentavel Tue, 13 Jan 2026 15:12:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14769
Iniciativa articulada entre UFSM, Emater, prefeituras e comunidades rurais ganha reconhecimento acadêmico ao ser abordada no vestibular 2026, evidenciando seu papel na promoção do turismo rural sustentável, do bem-estar e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável na Região Central do RS.

A Caminhada Internacional na Natureza, desenvolvida na Região Central do Rio Grande do Sul por meio da articulação entre a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Emater-RS/Ascar, prefeituras municipais e comunidades locais, ganhou destaque nacional ao ser incorporada como tema de uma questão do Vestibular UFSM 2026. A presença da iniciativa em uma prova de ingresso ao ensino superior evidencia a relevância social, ambiental, cultural e educativa do projeto, que vai muito além da atividade física, consolidando-se como uma estratégia concreta de desenvolvimento territorial sustentável.

Ao abordar o corpo em movimento, a relação com o território, o patrimônio cultural e geológico, o bem-estar e a saúde, a questão do vestibular dialoga diretamente com a proposta da Caminhada Internacional na Natureza: promover experiências que integrem educação, turismo, extensão rural, conservação ambiental e fortalecimento comunitário. Nesse sentido, a alternativa correta da prova reforça a caminhada como uma prática capaz de promover consciência socioambiental, dinamizar a economia local e contribuir para a qualidade de vida, ou seja, exatamente os pilares que sustentam o projeto na região.

Reprodução: Prova 1 Tarde do Vestibular 2026 da UFSM

Caminhar como experiência de tempo, território e cuidado

A iniciativa também se conecta a reflexões contemporâneas sobre saúde e bem-estar. Na perspectiva do filósofo Byung-Chul Han, a sociedade atual necessita construir “outro tempo”: um tempo de atenção, contemplação e presença. As caminhadas nos territórios dos geoparques e áreas rurais da Região Central do RS materializam essa ideia ao convidar os participantes a desacelerar, observar a paisagem, escutar as histórias locais, valorizar o patrimônio natural e cultural e habitar o espaço de forma mais consciente. O deslocamento deixa de ser apenas movimento físico e se transforma em experiência sensível, educativa e reflexiva, fortalecendo vínculos com a natureza, consigo mesmo e com as comunidades anfitriãs.

Foto: Participantes degustando frutas locais em meio à natureza no ponto de apoio da Caminhada Olhares sobre Nova Palma em 2023.
Autor: Vicent Solar

Alinhamento aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável

A Caminhada Internacional na Natureza está fortemente alinhada aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU. A iniciativa contribui diretamente para o ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ao estimular atividade física e qualidade de vida; ODS 4 (Educação de Qualidade), ao promover aprendizagem em espaços não formais; ODS 8 (Trabalho Decente e Crescimento Econômico) e ODS 12 (Consumo e Produção Responsáveis), ao gerar renda para agricultores familiares, agroindústrias e empreendimentos locais; ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis) e ODS 15 (Vida Terrestre), ao valorizar o território, a biodiversidade e o patrimônio natural; além de fortalecer o ODS 17 (Parcerias e Meios de Implementação), por meio da cooperação entre universidade, poder público, instituições de extensão e comunidades rurais.

Crescimento consistente e expansão territorial (2023–2025)

Desde 2023, a Região Central do Rio Grande do Sul vem se consolidando como uma das principais referências em turismo rural comunitário no Brasil. Entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 18 caminhadas, com crescimento contínuo no número de municípios envolvidos, participantes e impactos socioeconômicos.

Municípios participantes:

  • 2023 – Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO:
    Ivorá, Agudo, Faxinal do Soturno, Dona Francisca, Nova Palma e São João do Polêsine.
  • 2024 – Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO e Projeto de Geoparque Raízes de Pedra:
    Itaara, Nova Esperança do Sul e Silveira Martins.
  • 2025 – Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO e Projeto de Geoparque Raízes de Pedra:
    Itaara, Silveira Martins, Restinga Sêca, Toropi, Faxinal do Soturno, Novo Cabrais, São João do Polêsine e Nova Esperança do Sul.

No acumulado de 2023 a 2025, o projeto registrou 3.428 pré-inscritos, 2.694 participantes efetivos, 1.195 cafés, 2.310 almoços, 376 pessoas na organização, 541 integrantes das comunidades e 155 expositores locais. Os números demonstram a robustez da iniciativa e sua capacidade de integrar agricultura familiar, turismo, educação e desenvolvimento territorial de forma articulada e sustentável.

Foto: Ponto de apoio com equipe da Emater/RS na Caminhada Rural Encantos da Gruta em Nova Esperança do Sul. 
Autor: Equipe PROGEATER 

2025: o marco da consolidação regional

O ano de 2025 representou o maior salto da série histórica. Foram 1.819 pré-inscritos e 1.470 participantes, distribuídos em nove municípios, consolidando a Caminhada Internacional na Natureza como uma política territorial de grande alcance. As atividades mobilizaram 201 organizadores, 352 membros das comunidades e 42 expositores, gerando mais de R$ 69 mil em vendas de produtos locais, como alimentos da agricultura familiar, artesanatos e produtos típicos regionais. Além disso, foram servidos 623 cafés e 1.054 almoços, reforçando o papel da gastronomia local na geração de renda e na valorização cultural.

Foto: Ambulância acompanhando os participantes da Caminhada Rural São Geraldo em Itaara em 2024. 
Autora: Michele Vestena 

Infraestrutura, segurança e responsabilidade institucional

Um dos grandes diferenciais do projeto é a sólida infraestrutura e o rigoroso cuidado com a segurança e o bem-estar dos caminhantes, resultado do comprometimento das equipes locais, regionais e institucionais. Cada caminhada envolve um planejamento detalhado e uma ampla rede de apoio, que inclui:

  • Atuação da Polícia Militar e da Polícia Rodoviária Federal, especialmente em travessias de rodovias;
  • Equipes de enfermagem, ambulância e apoio médico ao longo dos percursos;
  • Presença do Corpo de Bombeiros, com estrutura e monitoramento contínuo;
  • Carros de apoio, buggies e motocicletas em trechos íngremes ou de maior exigência física;
  • Uso de rádios comunicadores (walkie-talkies) para integração das equipes;
  • Preparação prévia das trilhas, com limpeza, manutenção, abertura de acessos e construção de pontes provisórias quando necessário;
  • Sinalização completa, desde as vias principais até os pontos internos do percurso, incluindo pontos de parada, banheiros, controles e chegada;
  • Organização do estacionamento, recepção dos participantes e logística de chegada;
  • Infraestrutura comunitária para cafés e almoços, com acolhimento local;
  • Alongamento orientado por profissionais de Educação Física;
  • Pontos de parada com banheiros limpos, papel higiênico e controle por meio de carimbos;
  • Transporte de retorno em ônibus para percursos lineares;
  • Sistema de som, microfone, apoio técnico e animação;
  • Distribuição de bastões de caminhada (cajados) em algumas edições;
  • Assinatura da Declaração de Responsabilidade pelos participantes no momento da inscrição;
  • Envolvimento de 20 a 150 pessoas na organização local de cada evento.

Além disso, o projeto conta com um sistema estruturado de feedback dos caminhantes, que recorrentemente destacam a excelência da organização, a segurança dos percursos e o cuidado das equipes envolvidas.

Foto: Carro dos bombeiros voluntários de Novo Cabrais no suporte à Caminhada
Autor: Equipe PROGEATER
Foto: Equipe dos bombeiros voluntários de Novo Cabrais no suporte à Caminhada
Autor: Equipe PROGEATER
Foto: Apoio da polícia na travessia do asfalto em Nova Esperança do Sul na caminhada em 2025. 
Autor: Equipe PROGEATER

Reconhecimento acadêmico e impacto social

Ao ser tema de uma questão do Vestibular da UFSM, a Caminhada Internacional na Natureza alcança um novo patamar de reconhecimento, reafirmando seu caráter educativo, científico e extensionista. A iniciativa demonstra, na prática, como ações territoriais bem estruturadas podem dialogar com a academia, com a sociedade e com os grandes desafios contemporâneos, consolidando a Região Central do Rio Grande do Sul como referência nacional em turismo rural comunitário, desenvolvimento sustentável e integração entre ensino, pesquisa e extensão. A iniciativa está registrada na UFSM como Programa de Extensão denominado Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) – ação Caminhada Internacional na Natureza. 

Foto: Caminhada da Geringonça em Faxinal do Soturno com a participação de bombeiros e ambulância. 
Autor: Equipe PROGEATER

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp

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Destaques – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/01/12/milena-carvalho-assume-como-pro-reitora-de-extensao Mon, 12 Jan 2026 13:33:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14760

Na manhã da terça-feira (6), ocorreu a cerimônia de transmissão de cargo e posse da nova gestão da instituição, realizada no Centro de Convenções da UFSM. O evento reuniu autoridades acadêmicas, servidores, estudantes e representantes da comunidade.

A solenidade teve início com o ato simbólico de transmissão do colar reitoral, repassado pelo ex-reitor Luciano Schuch à professora Martha Bohrer Adaime, oficializando a mudança na condução da Universidade. Em seguida, a reitora empossada entregou o termo de posse ao professor Tiago Marchesan, que passou a exercer a função de vice-reitor.

Essa primeira etapa da cerimônia foi finalizada com a entrega dos termos de posse ao chefe de gabinete e aos pró-reitores que compõem a nova equipe de gestão da UFSM.

Nova gestão da UFSM
Martha Adaime recebendo o colar reitoral

Conheça a pró-reitora de extensão

Formada em Jornalismo e Publicidade, com mestrado em Ciências Sociais e doutorado em Comunicação pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a professora Milena Carvalho desenvolveu uma carreira acadêmica pautada pela defesa dos direitos humanos, pela promoção da equidade de gênero e pelo incentivo ao diálogo com a sociedade. Professora do curso de Publicidade e Propaganda e vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Comunicação, ela acumula mais de 15 anos de atuação no ensino superior, com destaque para o trabalho em extensão universitária.

Para o início de sua gestão, Milena elenca como prioridade a realização de um diagnóstico detalhado na Pró-Reitoria, com foco na escuta da equipe e na identificação das principais necessidades do setor. Outro eixo de atuação será o acompanhamento da presença da extensão nos currículos dos cursos, com o objetivo de aprimorar os processos, definir metas possíveis e apontar aspectos que demandam ajustes. A professora também ressalta a relevância de intensificar o diálogo com as unidades de ensino da UFSM, considerando as particularidades de cada centro, colégio e campus, como estratégia para fortalecer a extensão universitária de maneira articulada e diversa.

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Na noite do dia 10 de dezembro, o Centro de Convenções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi palco de uma celebração marcada por emoção, memória e arte. O Tributo a Elis Regina, organizado pela Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), reuniu um auditório completamente lotado para homenagear uma das maiores vozes da música brasileira e, ao mesmo tempo, celebrar os 50 anos de existência da PRE.

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Com início às 20h e entrada gratuita, o espetáculo integrou a programação comemorativa do cinquentenário da Pró-Reitoria e proporcionou ao público uma experiência que foi além da música. O show combinou interpretação musical, projeções audiovisuais, fotografias históricas e uma narração teatral que conduziu o público pela trajetória artística e humana de Elis Regina, criando uma atmosfera de profunda imersão.

Elis Regina: voz, coragem e território

A narrativa apresentada pela atriz Luiza de Rossi ao longo do espetáculo resgatou a história da menina de Porto Alegre que “cantava como quem respira” e que, ainda muito jovem, conquistou os palcos do país. Desde o emblemático Festival de 1965, quando Elis interpretou Arrastão e revelou ao Brasil uma voz que parecia conter um mar inteiro, sua presença artística passou a transformar a música popular brasileira.

Luiza de Rossi durante narração.

Apenas com a entonação da voz, Luiza conduziu o público ao longo da apresentação por esse percurso intenso, “da menina à mulher, da artista à lenda, da força ao silêncio”. Um legado que segue pulsando, convocando novas leituras, novos corpos e novas vozes. Homenagear Elis, como ressaltado na narrativa, é sempre um encontro entre o que fomos e o que ainda podemos ser.

Três vozes, uma homenagem

O tributo foi protagonizado pelas cantoras Gabrieli Strücker, Luiza Gomes Veloso e Mariana Zamberlan Freddo. O trio deu vida a interpretações sensíveis e potentes de músicas icônicas da carreira de Elis Regina. Acompanhado por  banda instrumental, estavam presentes: Diogo Mattos (piano),  Erick Corrêa (contrabaixo), Gabriel Jardim (violão) e Pedrinho Monte (bateria).

A banda reunida no fim do espetáculo.

O trio no palco.

O repertório percorreu diferentes fases da artista, relembrando canções icônicas como Arrastão (1965), Águas de Março (1972), Romaria (1977), Aprendendo a Jogar (1980), Como Nossos Pais, Travessia, Casa no Campo, Alô, Alô Marciano e Maria Maria, que encerrou o espetáculo de forma emocionante.

Em um dos momentos de fala, a cantora Luiza Gomes agradeceu à universidade e à Pró-Reitoria de Extensão (PRE) pela oportunidade. “Muito obrigada a todos que vieram nos prestigiar na comemoração dos 50 anos da Pró-Reitoria de Extensão. Agradecemos à PRE por proporcionar esse momento, por essa banda maravilhosa e por nos permitir compartilhar a obra de Elis com vocês”, afirmou.

Segundo o trio, essa foi a primeira vez que o tributo ganhou formato de grande espetáculo. Embora o grupo já tivesse apresentado canções de Elis anteriormente, as performances ocorreram em um formato mais intimista. “Neste ano, fizemos outro show nas ‘Janelas do 13 de Maio’, no teatro, mas era uma apresentação reduzida: éramos nós três, com violão e piano e um repertório menor. Agora, ampliamos o projeto, incorporando recursos audiovisuais para ocupar melhor o grande espaço do palco”, explicou Luiza.

Da UFSM para os palcos: trajetória do trio

Mariana Zamberlan Freddo, Luiza Gomes Veloso e Gabrieli Strücker.

O trio tem origem na própria universidade. Formadas em Licenciatura em Música pela UFSM, as três cantoras se conheceram ainda durante a graduação. Após a conclusão do curso, unidas por trajetórias marcadas pela vivência em regiões de fronteira, passaram a compartilhar influências culturais diversas, que se refletem em outros projetos musicais do grupo, como o Nosotras Trio, voltado à música latina.

Segundo Gabrieli Strücker, Elis Regina é uma referência incontornável para intérpretes brasileiras, e essa admiração também aproxima o trio. “Elis é algo comum na nossa vivência, tanto como mulher, quanto como intérprete e cantora”, comentou. Já Luiza Gomes ressaltou a importância da artista como fonte permanente de inspiração: “Não existe cantora brasileira que não se depare com Elis em algum momento. Ela é uma inspiração obrigatória. Quanto mais se pesquisa, mais se compreende e mais se apaixona”.

A organização do evento 

A idealização do espetáculo partiu da Coordenadoria de Cultura e Arte da PRE, como parte das ações comemorativas dos 50 anos da Pró-Reitoria. A coordenadora Vera Lucia Portinho Vianna explicou que a proposta nasceu do desejo de realizar um grande show com artistas da cidade, valorizando a produção local e os vínculos com a universidade.

Segundo Vera, ocupar o amplo palco do Centro de Convenções não é uma tarefa fácil, por isso, contou com ajuda da atriz Juliet Castaldello. O evento foi organizado pela equipe do Centro de Convenções da UFSM e, ao imaginar o show, Vera recorreu a Juliet para participar. Entre as canções, o público acompanhou intervenções narrativas e projeções audiovisuais, pensadas e planejadas para ampliar a experiência do público, fortalecendo a dimensão cultural do evento. Vera também destacou a importância de ver egressas da UFSM retornando à universidade como protagonistas de um espetáculo dessa magnitude.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, revisora da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Equipe PRE na câmara de vereadores de Santa Maria e Pró-Reitor de Extensão, Flavi Lisboa ao lado do Vereador Luiz Fernando

No dia 16 de dezembro, a Câmara de Vereadores de Santa Maria aprovou o projeto de lei que institui o Dia da Extensão Universitária no município, a ser celebrado anualmente em 15 de dezembro. A mesma sessão foi marcada pela homenagem ao Pró-Reitor de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), o Prof. Dr. Flavi Ferreira Lisboa Filho, em reconhecimento à sua trajetória e à contribuição para o fortalecimento das políticas extensionistas no município.

A iniciativa legislativa reforça o papel histórico da extensão universitária no desenvolvimento social, cultural e econômico de Santa Maria, cidade reconhecida nacionalmente como polo universitário. A data escolhida faz referência à nomeação do primeiro Pró-Reitor de Extensão da UFSM, em 1975, marco que consolidou institucionalmente a extensão como um dos pilares da universidade, ao lado do ensino e da pesquisa.

Autor e defensor do projeto de lei, o vereador Luiz Fernando Cuozzo Lemos destacou que a proposta nasce da compreensão de que a identidade de Santa Maria está profundamente vinculada à universidade e, especialmente, à extensão universitária. Segundo ele, o crescimento do município ao longo das últimas décadas está diretamente relacionado às ações desenvolvidas pelas instituições de ensino superior, com protagonismo da UFSM.

O parlamentar ressaltou que a extensão universitária passou por uma evolução histórica no município, saindo de um modelo assistencialista para um formato dialógico e de construção coletiva, no qual universidade e sociedade produzem conhecimento de forma conjunta. Para o vereador, reconhecer oficialmente o Dia da Extensão Universitária é também reconhecer a própria história e identidade santamariense. “Quando a gente reconhece o Dia da Extensão Universitária, nada mais estamos fazendo do que reconhecer a nossa própria identidade enquanto município. Santa Maria se construiu junto com a universidade e, sem dúvida, com as ações de extensão”, afirmou Luiz Fernando.

Trajetória pessoal ligada à extensão

A defesa do projeto também se conecta à trajetória pessoal do vereador, marcada pela atuação em projetos sociais e extensionistas desde a graduação. Ele relatou que seu envolvimento com ações comunitárias antecede a vida acadêmica e se intensificou com a participação em projetos de extensão universitária, tanto como estudante quanto como docente.

Segundo o vereador Luiz Fernando, a extensão sempre foi um espaço privilegiado de transformação social, capaz de aproximar realidades distintas e promover oportunidades. Ele destacou que, enquanto aluno, já percebia o impacto das ações extensionistas na comunidade e que, como professor, essa capacidade de transformação se ampliou ainda mais.

Impactos da nova lei no município

Com a inclusão do Dia da Extensão Universitária no Calendário Oficial de Datas Comemorativas de Santa Maria, o vereador avalia que a lei cria um marco institucional permanente, capaz de ampliar a visibilidade das ações extensionistas desenvolvidas não apenas pela UFSM, mas também por outras instituições de ensino superior do município.

A legislação autoriza o Poder Executivo Municipal a promover, em parceria com universidades e entidades da sociedade civil, eventos, feiras, festivais, debates, oficinas e atividades comunitárias, fortalecendo o vínculo entre universidade e comunidade. Para o parlamentar, a data pode se tornar um catalisador de novas iniciativas, inclusive com potencial de atrair parcerias e recursos públicos e privados. “A visibilidade é fundamental. A partir do momento em que o município reconhece oficialmente a extensão, abre-se espaço para fortalecer projetos, ampliar ações e criar movimentos coletivos que beneficiem ainda mais a comunidade”, explicou.

O vereador também enfatizou a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, princípio reafirmado no texto do projeto de lei. Segundo ele, a extensão permite identificar demandas reais da sociedade, que se transformam em objetos de pesquisa e, posteriormente, retornam à comunidade em forma de soluções concretas.

Esse ciclo, conforme destacou, qualifica a formação acadêmica e amplia o impacto social da universidade, especialmente em comunidades em situação de vulnerabilidade. Para o parlamentar, a vivência extensionista prepara profissionais mais sensíveis às realidades sociais e mais aptos a atuar em diferentes contextos do país.

Homenagem ao Pró-Reitor de Extensão Flavi Ferreira Lisboa Filho

Além da aprovação do Projeto de Lei, a sessão do dia 16 de dezembro foi marcada pela homenagem ao Pró-Reitor de Extensão da UFSM, Flavi Ferreira Lisboa Filho, proposta pelo próprio vereador e aprovada por unanimidade na Câmara Municipal.

O parlamentar destacou que a homenagem reconhece uma trajetória marcada pelo compromisso social, pela sensibilidade e pela capacidade de liderança, que resultou em avanços significativos na política extensionista da UFSM ao longo dos últimos anos. Entre os destaques citados estão a consolidação de projetos de alcance regional, como os geoparques, a criação de observatórios com foco em direitos humanos e o fortalecimento de ações voltadas à inclusão social e à causa animal.

“O professor Flavi tem uma história brilhante de transformação social. A homenagem a ele representa também o reconhecimento de todos os extensionistas que constroem, diariamente, essas ações que mudam vidas”, afirmou o vereador. Segundo ele, a distinção transcende a figura individual do Pró-Reitor e simboliza o reconhecimento coletivo das ações de extensão.

Perspectivas futuras

Com a sanção da lei, a expectativa é que o primeiro Dia da Extensão Universitária seja celebrado oficialmente em 15 de dezembro de 2026, com a realização de atividades integradas entre diferentes instituições. O vereador adiantou que pretende dialogar com a nova gestão da Pró-Reitoria de Extensão da UFSM para a construção de um evento de grande porte, reunindo projetos e iniciativas extensionistas do município.

Para ele, a criação da data representa um passo importante para consolidar Santa Maria como referência nacional em extensão universitária e para ampliar o acesso da população ao conhecimento produzido nas universidades. “A extensão é uma das maiores ferramentas de transformação social que temos. Fortalecê-la é fortalecer a universidade, a cidade e a sociedade como um todo”, concluiu.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, revisora da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 

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