Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Fri, 27 Mar 2026 18:31:27 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/27/viva-o-campus-edicao-especial-dia-das-mulheres-mobiliza-a-comunidade-e-celebra-o-protagonismo-feminino-na-ufsm Fri, 27 Mar 2026 18:18:58 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15295

A Universidade Federal de Santa Maria realizou, no dia 8 de março, uma edição especial do Viva o 55BET Pro, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres. A ação, promovida pela Coordenadoria de Cultura e Arte e pelo Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), integrou a programação temática do mês de março e reuniu a comunidade em uma tarde de atividades culturais, educativas e de valorização das mulheres.

Com programação gratuita e aberta ao público, o evento ocorreu das 15h às 19h no campus da UFSM, consolidando-se como um espaço de convivência, aprendizado e expressão artística.

Programação diversificada e participação comunitária

A edição contou com uma ampla gama de atividades voltadas à promoção da cultura, do bem-estar e da reflexão social. Oficinas práticas e interativas estiveram entre os principais atrativos, abordando temas como defesa pessoal, leitura crítica, esportes campeiros para mulheres e práticas de saúde.

Também foram oferecidas oficinas específicas voltadas ao cuidado com o corpo feminino, como exercícios para gestantes e atividades para fortalecimento do assoalho pélvico, promovidas pela Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM). As ações reforçaram a importância da saúde integral e do autocuidado.

Outro destaque foi a Feira da Incubadora Social, que reuniu mulheres empreendedoras, incentivando a economia solidária e dando visibilidade a iniciativas locais lideradas por mulheres.

Arte e cultura protagonizadas por mulheres

A programação artística trouxe diversidade de estilos e evidenciou o talento feminino na música. O público acompanhou apresentações que passaram pelo rock, música tradicional gaúcha, música popular brasileira e música eletrônica.

Estiveram presentes grupos e artistas locais, como AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, além das cantoras Luiza Morais e Zara Steinbrenner. As performances reforçaram a proposta do evento de valorizar mulheres artistas e ampliar seus espaços de visibilidade no cenário cultural.

Parcerias ampliam o alcance das atividades

O evento contou com a participação de diversos parceiros institucionais e projetos da universidade, o que contribuiu para enriquecer a programação e ampliar o alcance das ações.

Entre os parceiros, destacam-se a Polifeira do Agricultor, o Jardim Botânico, o Acervo Artístico, o Projeto Arte Além do Ofício e a Mostra Morfo. As atividades incluíram exposições, oficinas, visitas guiadas e práticas ao ar livre.

No Jardim Botânico, o público participou de uma programação especial que incluiu yoga ao ar livre, palestra sobre mulheres pioneiras na astronomia e observação de constelações, promovendo a integração entre ciência, natureza e reflexão sobre o papel feminino na produção do conhecimento.

Espaços de diálogo e reflexão sobre direitos humanos

A Casa Verônica teve papel central na programação, oferecendo atividades voltadas ao debate e à conscientização. Em parceria com coletivos e projetos como o Coletivo Editorial Taú e o Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH), foram realizadas oficinas de leitura, rodas de conversa e discussões sobre temas contemporâneos.

Destacam-se as atividades que envolveram roda de histórias sobre mulheres inspiradoras e oficinas de escrita criativa e leitura crítica, incentivando a expressão e o pensamento crítico.

Tradição e inovação no mesmo espaço

Outro ponto marcante da programação foi a valorização da cultura regional. O DTG Noel Guarany 13ª Região promoveu oficinas de esportes campeiros voltadas especialmente para mulheres, além de atividades como truco gaudério, peteca, vaca parada e jogos tradicionais como tejo, tava, argola e ferradura.

A iniciativa destacou a importância da inclusão feminina em práticas tradicionalmente associadas ao universo masculino, promovendo igualdade e participação.

Viva o 55BET Pro: integração entre universidade e sociedade

Criado em 2014, o Viva o 55BET Pro se consolidou como uma das principais ações de extensão da UFSM, com o objetivo de aproximar a universidade da comunidade. A iniciativa busca incentivar a participação cultural, artística e científica, além de promover a conscientização sobre temas sociais e ambientais.

Nesta edição especial, o evento reafirmou seu papel como espaço de encontro, diversidade e reflexão, destacando a relevância do debate sobre o protagonismo feminino na sociedade contemporânea.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Fotos: Coordenadoria de Cultura e Arte (PRE/UFSM).

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/05/exposicao-arrancadas-de-nos-e-aberta-no-hall-da-reitoria-da-ufsm-e-reforca-debate-sobre-violencia-contra-as-mulheres Thu, 05 Mar 2026 18:52:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15075

      A exposição itinerante permanente “Arrancadas de Nós – Histórias que precisam ser contadas” foi aberta na manhã desta quinta-feira, 5 de março, no Hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A mostra integra a programação do Mês da Mulher, organizada pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade e reúne imagens e histórias de dez mulheres vítimas de feminicídio no estado do Rio Grande do Sul, propondo à comunidade acadêmica e à sociedade uma reflexão sobre a violência de gênero e a necessidade de fortalecer ações de enfrentamento a esse tipo de crime.

      A iniciativa integra uma mobilização mais ampla de conscientização sobre a violência contra as mulheres e ocorre simultaneamente em outras três cidades do estado.

Exposição no hall da Reitoria

    Com caráter itinerante, a exposição percorre municípios do Rio Grande do Sul levando o debate para universidades, escolas e instituições públicas. Durante a abertura, representantes de diferentes instituições destacaram a importância de trazer o tema para o espaço universitário e ampliar o diálogo com a comunidade. 

      A exposição tem como objetivo dar visibilidade à realidade do feminicídio no Brasil e homenagear mulheres que perderam suas vidas em razão da violência de gênero. A iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre a gravidade desse tipo de crime, considerado uma das formas mais cruéis de violência contra as mulheres, além de promover reflexão sobre as consequências do feminicídio para as famílias e para a comunidade. As fotografias expostas foram selecionadas pela Coordenação da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Cada imagem apresenta um breve relato sobre a mulher retratada, trazendo informações sobre sua trajetória de vida e sobre o crime do qual foi vítima. A mostra também pretende estimular o debate público sobre a prevenção da violência de gênero e fortalecer parcerias com instituições, organizações e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo para ampliar a conscientização e mobilização social em torno do enfrentamento ao feminicídio.

    A cerimônia de abertura contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas e representantes de instituições públicas e da sociedade civil. Estiveram presentes a reitora da Universidade, Martha Adaime, o vice-reitor, Thiago Marquesan, e a pró-reitora de extensão, Milena Freire, além da deputada estadual Stela Farias, responsável por levar a exposição a diferentes municípios do estado. Também participaram da abertura o juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Aguinão, a representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira, secretárias municipais, vereadoras, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Maria, pró-reitoras, docentes, servidoras técnico-administrativas e estudantes da Universidade.
Representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira.

     A representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira, ressaltou que o momento é de reflexão, mas também de mobilização diante do aumento dos casos de feminicídio no país. Segundo ela, a universidade tem papel fundamental na promoção de políticas e ações voltadas à igualdade de gênero. “Nosso objetivo é promover políticas de igualdade dentro da Universidade, acompanhar ações, acolher demandas e fortalecer uma cultura que enfrente as diferentes formas de violência contra as mulheres”, afirmou.

    A exposição também chama atenção para os números recentes da violência de gênero. De acordo com dados mencionados durante o evento, apenas nos primeiros meses deste ano, o Rio Grande do Sul já registra cerca de 20 casos de feminicídio, um aumento superior a 50% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

     O juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Agnon, destacou que o combate à violência contra a mulher exige uma atuação conjunta entre diferentes áreas da sociedade. Para ele, embora as ações do sistema de justiça sejam importantes, elas não são suficientes por si só. “Temos trabalhado com medidas protetivas e prisões, mas o enfrentamento precisa ser multidimensional. Precisamos também de educação, comunicação e debate público para tirar esse problema da invisibilidade”, destacou.

Juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Agnon
Deputada Estadual Stela Farias.

 

A deputada estadual Stela Farias, responsável pela articulação da exposição, explicou que a iniciativa surgiu a partir do pedido de familiares de uma vítima de feminicídio que desejavam manter viva a memória da filha. A partir desse relato, surgiu a proposta de criar uma mostra itinerante com histórias de mulheres assassinadas. Desde então, a exposição passou a percorrer diferentes cidades do estado. Atualmente, há diversos conjuntos de painéis em circulação, permitindo que a mostra aconteça simultaneamente em vários locais.

“A ideia é justamente provocar reflexão, dar visibilidade a essas histórias e mostrar que não estamos falando apenas de números, mas de vidas interrompidas, de sonhos e de famílias”, explicou a deputada.

Segundo ela, o projeto já passou por dezenas de municípios e deve continuar circulando pelo estado nos próximos meses, levando o debate sobre violência de gênero para escolas, universidades e espaços públicos.

 

A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou que a Universidade tem buscado desenvolver políticas institucionais voltadas à igualdade de gênero e ao enfrentamento das violências. “Essas são questões complexas e precisam ser enfrentadas de diversas formas. A universidade tem o papel de produzir conhecimento, promover educação e incentivar o debate para transformar essa realidade”, afirmou.

Reitora Martha Adaime.

A exposição permanece aberta à visitação no Hall da Reitoria da UFSM até amanhã, dia 06/03, e integra as atividades de conscientização e debate sobre a violência de gênero desenvolvidas na instituição ao longo do mês.

A programação do “8M na UFSM”, organizada pela Casa Verônica da UFSM em conjunto com a PRE, segue ao longo de todo o mês de março com diferentes atividades voltadas ao debate sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e enfrentamento às violências. 

A agenda inclui rodas de conversa, exposições, ações culturais e eventos acadêmicos promovidos por diferentes unidades e projetos da Universidade. A programação completa pode ser conferida no perfil do Instagram @extensaoufsm.

Folders informativos distribuídos na cerimônia.

Texto e fotos: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/04/ufsm-integra-a-operacao-carimbo-da-100a-edicao-do-projeto-rondon Wed, 04 Feb 2026 13:59:06 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14852

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi selecionada para participar da Operação Carimbó, que integra a 100ª edição do Projeto Rondon, uma das mais emblemáticas iniciativas de extensão universitária do país. A participação da UFSM nessa edição histórica representa o reconhecimento do compromisso institucional da Universidade com a responsabilidade social, a extensão universitária e a formação cidadã dos estudantes.

A equipe da UFSM será coordenada pela professora Silvana Bastos Cogo, do curso de Enfermagem, docente com sólida trajetória acadêmica e ampla experiência em ações extensionistas e no próprio Projeto Rondon. Enfermeira, graduada em 2002 pela Universidade Franciscana (UFN), com mestrado em enfermagem pela UFSM e doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Silvana atua como docente da UFSM desde 2009, tendo desenvolvido atividades de ensino, pesquisa e extensão em diferentes campi da instituição.

Ao longo de sua trajetória, a professora já participou de duas edições anteriores do Projeto Rondon: em 2010, na Operação Rei do Baião, no município de Orocó (PE) e em 2011, como coordenadora da Operação Seridó, em Itajá (RN). Essas experiências anteriores contribuíram para a elaboração da proposta que garantiu a seleção da UFSM para a Operação Carimbó.

Uma proposta baseada no diagnóstico do território

A proposta apresentada pela UFSM para o Projeto Rondon foi construída a partir de um estudo ampliado da realidade regional, respeitando as peculiaridades sociais, econômicas e culturais do território de atuação. Segundo a professora Silvana, esse diagnóstico é fundamental para identificar, de forma responsável, as necessidades dos municípios que recebem as ações do Projeto Rondon.

O estudo contemplou informações sobre a região da Ilha de Marabá, composta por 13 municípios e três municípios da Ilha de Marajó, no estado do Pará. A proposta reúne um diagnóstico socioeconômico, urbano e rural, com identificação de índices de pobreza e exclusão social, principais problemas enfrentados pelas populações locais, programas e políticas públicas existentes, além de uma análise da situação econômica e social da região.

A partir desse levantamento, foram planejadas ações nas áreas de saúde, educação, cultura, direitos humanos e justiça, que serão desenvolvidas durante o período de atuação da UFSM no município designado.

O significado da Operação 100 para a UFSM

Para a professora Silvana, a participação da UFSM na Operação 100 do Projeto Rondon vai além de uma conquista institucional. Representa, sobretudo, um compromisso ético e social com populações que vivem em contextos de vulnerabilidade. Segundo ela, integrar essa edição histórica “representa o reconhecimento do compromisso institucional com a extensão universitária, fortalecendo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, a formação cidadã dos estudantes e a projeção nacional da universidade como agente de transformação social em benefício da população brasileira”.

Silvana destaca ainda que atuar em regiões com necessidades significativas exige responsabilidade e engajamento por parte de docentes e estudantes envolvidos, reforçando o papel social da universidade pública.

O que caracteriza a Operação Carimbó

A Operação Carimbó se caracteriza pela aproximação direta entre universidade e sociedade, promovendo o contato de professores e estudantes com realidades marcadas por desigualdades sociais persistentes, mas também por forte diversidade cultural e formas consistentes de organização comunitária.

O contexto do estado do Pará evidencia importantes desafios sociais. De acordo com os dados apresentados pela professora, o estado abriga 135.603 pessoas quilombolas e 80.980 indígenas, além de apresentar índices educacionais abaixo da média nacional, com IDEB de 5,7 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,8 nos anos finais e 4,4 no ensino médio da rede estadual. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,69, considerado médio, ocupando a 23ª posição no ranking nacional.

Em 2024, a renda média per capita registrada foi de R$ 1.344,00. Além disso, apenas 8,7% da população conta com cobertura de esgotamento sanitário e 66,65% com cobertura de atenção primária em saúde, deixando cerca de 34% da população sem acesso regular a serviços básicos de saúde.

As demandas específicas do município de atuação ainda serão definidas após a confirmação oficial por parte do Ministério da Defesa. A professora explica que somente após essa definição será possível realizar uma identificação precisa das necessidades sociais e comunitárias do local.

Seleção dos estudantes e planejamento da operação

Os estudantes que integrarão a equipe da Operação Carimbó serão selecionados em março de 2026, por meio de edital a ser publicado em fevereiro. Entre os critérios mínimos, está a exigência de que os candidatos tenham cursado ao menos 50% do curso. A participação prévia em experiências extensionistas será valorizada, por ser considerada um conjunto de potencialidades relevantes para a atuação no Projeto Rondon.

O planejamento da operação envolve diversas etapas até o deslocamento da equipe. Um dos momentos centrais é a viagem precursora, realizada pela professora coordenadora, com o objetivo de conhecer previamente o município, ajustar as ações planejadas junto aos gestores locais e definir questões logísticas, como acomodações e alimentação da equipe durante o período de atuação. Até o embarque da equipe, previsto para julho de 2026, o planejamento inclui a organização das ações, a confecção de materiais e a realização de reuniões periódicas para entrosamento e preparação dos rondonistas.

A logística da viagem envolve diferentes etapas: a UFSM, em geral, garante o deslocamento até Porto Alegre e o seguro viagem/saúde dos participantes, enquanto o Ministério da Defesa é responsável pelo transporte até a cidade-sede da operação (Marabá) e os municípios de atuação. A hospedagem e alimentação ficam sob responsabilidade das prefeituras locais, sendo acordadas previamente durante a viagem precursora. Apesar de as acomodações serem simples, por se tratar de uma atividade voluntária, os rondonistas costumam ser bem acolhidos e contam com apoio logístico e acompanhamento do Exército durante todo o período da operação.

Impactos e formação cidadã

De acordo com a professora Silvana, os impactos das ações do Projeto Rondon tendem a ser percebidos a longo prazo, uma vez que o objetivo é promover o desenvolvimento das comunidades a partir de suas próprias demandas. Ainda assim, espera-se que as ações gerem impactos satisfatórios à população atendida.

As experiências vivenciadas durante a operação costumam ser marcantes para estudantes e docentes, especialmente pelo acolhimento da população local e pela construção de vínculos baseados na convivência, no diálogo e na troca de saberes. “Esses laços permanecem na memória dos participantes e tornam-se experiências inesquecíveis, com impacto duradouro em suas trajetórias pessoais, acadêmicas e profissionais”, destaca a coordenadora.

Ao articular o conhecimento acadêmico com a realidade local, a experiência do Projeto Rondon contribui de forma significativa para a formação cidadã e profissional dos estudantes. A vivência em contextos de diversidade cultural e vulnerabilidade social favorece o desenvolvimento da sensibilidade social, do compromisso ético, da autonomia, do trabalho em equipe e da capacidade de propor soluções alinhadas às demandas das comunidades.

Extensão como eixo transformador

Ao final, a professora Silvana Bastos Cogo reforça o orgulho da UFSM em participar da 100ª edição do Projeto Rondon e destaca a importância de valorizar e fortalecer ações extensionistas no ambiente universitário. Segundo ela, é por meio da extensão que a universidade se aproxima da realidade social, articula teoria e prática e constrói saberes comprometidos com a transformação social dos municípios onde atua.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/01/06/projeto-linguas-no-campus-desenvolve-materiais-didaticos-colaborativos-para-qualificar-o-ensino-de-ingles-em-escolas-publicas Tue, 06 Jan 2026 14:49:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14725

Um projeto de extensão iniciado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 2025 tem como foco a produção colaborativa de materiais didáticos para o ensino de inglês como língua adicional no contexto da escola pública. Intitulado Línguas no 55BET Pro: desenvolvimento de material didático para qualificação do acesso à educação em inglês como língua adicional, o projeto integra um programa de extensão já consolidado na Universidade e aposta na articulação entre formação inicial de professores, docentes da educação básica e pesquisa acadêmica.

A iniciativa está vinculada ao Programa Línguas no 55BET Pro, que atua há quase três décadas na UFSM, completando 30 anos em 2027. Segundo a coordenadora do projeto, professora Roseli Gonçalves do Nascimento, o programa tem como eixos centrais a formação de professores, especialmente da área de Letras, e a capacitação linguística da comunidade. “É um programa de formação de professores, qualificação da formação de profissionais de Letras, principalmente Letras em Inglês, e a capacitação em línguas para a comunidade externa”, explica.

 

Produção colaborativa como estratégia formativa

 

O projeto surgiu a partir da participação em um edital do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX), com o objetivo de desenvolver materiais didáticos de forma colaborativa, voltados ao ensino de inglês como uma língua adicional na educação básica da região. A proposta envolveu estudantes de Letras em formação inicial e professores que já atuam na rede básica de ensino, em um processo mediado por docentes da UFSM e por um doutorando que atuou como mentor.

De acordo com a coordenadora, o foco do projeto está na qualificação da produção de materiais didáticos, compreendidos como o elemento central da prática pedagógica no ensino de línguas. “O material didático é o principal mediador da ação pedagógica desses profissionais da educação. É ali que a gente seleciona o insumo de linguagem, os textos em áudio, vídeo ou escrito, e as atividades que vão dar acesso às línguas adiconais”, afirma.

A qualidade desse material, segundo Roseli, não pode ser entendida de uma forma genérica. “Não é um conceito abstrato. Um material de qualidade é aquele adequado ao contexto de ensino: à faixa etária, à série, aos interesses e às necessidades daquele grupo específico de estudantes”, pontua a professora.

 

Encontro do projeto para definição de atividades

Formação crítica e autonomia docente

 

Ao longo do projeto, foram desenvolvidas unidades didáticas específicas para o contexto de atuação de cada professor participante. Esse processo ocorreu por meio de encontros semanais de trabalho chamados de design sessions, nos quais as equipes analisaram, discutiram e reformularam os materiais em conjunto.

Roseli destaca que mudar a forma de produzir material didático envolve uma transformação mais profunda da prática docente. “Mudar a maneira como você desenvolve material didático e como você dá aula não é algo que se faz com umas simples técnicas. É um processo de mudança de visão do que é a linguagem e de como se ensina essa linguagem e que leva tempo”, ressalta.

Nesse contexto, o papel dos bolsistas do projeto foi considerado fundamental. “O trabalho das bolsistas que atuaram nessa mediação foi crucial, porque elas faziam reuniões semanais com as professoras para realmente olhar para o material e discutir como poderiam melhorar”, relata. Além de duas bolsistas financiadas pelo edital, o projeto contou ainda com a atuação de duas assistentes voluntárias.

 

Democratização do acesso ao inglês como direito

 

Um dos pilares conceituais do projeto é a compreensão da língua inglesa como um direito, e não como um conhecimento restrito a determinados grupos sociais. A coordenadora explica que a equipe adota a noção de “língua adicional” justamente para reforçar essa perspectiva.

“A gente entende que a língua inglesa, assim como outras línguas estrangeiras, é um direito do cidadão, assim como o acesso à educação, à saúde e à moradia”, comenta a coordenadora. Para ela, o domínio de uma língua adicional amplia as possibilidades de participação social, de interlocução e de exercício da cidadania.

Nesse sentido, a democratização do acesso ocorre de forma indireta, mas estruturante: ao qualificar a formação e a prática de professores da educação básica, o impacto do projeto se estende a um número muito maior de estudantes. De acordo com Roseli, “se a gente qualifica a formação de um professor, quando ele entra em sala de aula esse trabalho se expande, porque ele vai atingir diversos alunos”.

 

Financiamento, resultados e próximos passos

 

Em 2025, o projeto contou exclusivamente com recursos do FIEX para a concessão de bolsas, o que viabilizou a dedicação das estudantes envolvidas. No entanto, a coordenadora aponta que a continuidade e a ampliação das ações dependem de novos apoios, especialmente para a etapa de revisão, edição e divulgação dos materiais produzidos.

A proposta inicial do projeto prevê a produção, aplicação, avaliação e publicização dos materiais didáticos. Caso não haja recursos para impressão, a equipe pretende disponibilizar os conteúdos através do formato digital. “A nossa ideia é disponibilizar publicamente, seja em versão impressa ou como e-book”, explica a coordenadora.

 

Desafios na articulação com a educação básica

 

Entre os principais desafios enfrentados, Roseli destaca as dificuldades de comunicação com os professores da rede básica de ensino e a intensa rotina de trabalho desses profissionais. A coordenadora relata que, apesar do interesse inicial, alguns docentes precisaram desistir da participação devido à sobrecarga de atividades.

“A rotina de um professor da educação básica é extremamente puxada. Muitas vezes, mesmo com interesse e engajamento, não conseguem manter a participação”, afirma a coordenadora. Ainda assim, a adoção do formato híbrido permitiu a participação de professores de diferentes municípios do Rio Grande do Sul, ampliando o alcance do projeto.

Integração com ensino, pesquisa e extensão

O projeto integra um laboratório e um programa de extensão mais amplo, que reúne diferentes frentes de atuação em ensino, pesquisa e extensão. Entre elas estão estudos sobre letramentos acadêmicos, translinguagem, ensino bilíngue, suficiência linguística na pós-graduação e eventos voltados à divulgação científica em língua inglesa, como o Symposium of Academic Exchange.

Para Roseli, essa diversidade de ações reforça o papel da universidade na formação crítica de professores e na aproximação com a sociedade. “É um trabalho lento, de médio e longo prazo, mas que tem potencial de intervir de forma consistente na qualidade do ensino e no acesso ao conhecimento”, conclui.

Para acompanhar as ações, publicações e novidades do projeto, é possível acessar o perfil no Instagram: @linc_ufsm.  Mais informações sobre o laboratório que integra o programa de extensão também estão disponíveis no site do Laboratório LabLER, clicando aqui!

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM). 

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/12/confira-o-andamento-dos-editais-para-refugiados-selecao-de-estudantes-e-professores-imigrantes Fri, 12 Dec 2025 12:31:09 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14541

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), da Pró-Reitoria de Graduação (‎PROGRAD), da Pró-Reitoria de Gestão de Pessoas (‎PROGEP), da ‎Diretoria de Relações Internacionais (DRI) e do ‎Observatório de Direitos Humanos (ODH), segue com dois editais abertos para refúgio e acolhimento humanitário. Um convoca estudantes, e o outro, professores visitantes estrangeiros. 

Edital para professores visitantes estrangeiros

A listagem das inscrições homologadas definitivas do edital de seleção para professores visitantes estrangeiros e refugiados saiu no dia 2 de dezembro, aprovando 9 das 12 inscrições preliminares para a próxima etapa, de análise e entrevista. Segundo o edital, no final do processo, três docentes serão contratados. Os contratos terão duração inicial de seis meses, mas com possibilidade de prorrogação por igual período.  

O objetivo é facilitar a vinda de professores estrangeiros em situação de refúgio, oferecendo oportunidades de atuação acadêmica e reforçando, no âmbito da UFSM, o compromisso com a solidariedade internacional e a inclusão.  

Acompanhe o processo seletivo: http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/progep/editais/268-2025 

Edital para ingresso de estudantes refugiados e imigrantes

O edital voltado a refugiados e imigrantes vulneráveis para ingresso em cursos de graduação da UFSM — parte do programa humanitário — encerrou as inscrições na última segunda-feira, dia 8 de dezembro de 2025.  Ao todo, o edital abre 97 vagas em 67 cursos de graduação, com ingresso previsto para 2026.  

De acordo com o cronograma oficial, a lista preliminar de inscrições homologadas será divulgada em 15 de dezembro, e haverá oportunidade de recurso para eventuais contestações. Já a lista definitiva deve sair até o dia 13 de janeiro de 2026. Em seguida, no dia 26 de janeiro, será divulgado o resultado final, e haverá fase de acolhimento e matrícula nas semanas iniciais de fevereiro de 2026.  

A iniciativa integra o chamado Programa Humanitário – Refugiados Palestinos, resultado de uma articulação institucional da UFSM entre PRE, PROGRAD, PROGEP, DRI e ODH, com apoio de grupos de pesquisa como o Migraidh/Cátedra Sérgio Vieira de Mello. O programa visa atender refugiados e imigrantes, especialmente vindos de contextos de conflito, oferecendo oportunidades de estudos, docência, assistência socioeconômica, moradia estudantil, alimentação, transporte e suporte de integração.  

Acompanhe o processo seletivo: http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/prograd/editais/092-2025

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/11/17/lancamento-da-14a-coletanea-do-atelie-de-textos-celebra-autoria-estudantil-e-aproxima-universidade-e-comunidade Mon, 17 Nov 2025 14:15:35 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14306

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a comunidade escolar de Campos Borges celebraram, na última sexta-feira (14), o lançamento da coletânea produzida pelos estudantes participantes da 14ª edição do Programa Ateliê de Textos. O evento ocorreu no Centro Cultural do município e contou com a presença dos alunos-autores e seus familiares, professores da E.E.E.B. João Ferrari, autoridades locais, integrantes da equipe do programa e acadêmicos do curso de Licenciatura em Letras que atuaram na prática extensionista.

A coletânea foi publicada em formatos e-book e impresso, marcando a culminância de um trabalho realizado ao longo de todo o ano letivo e reafirmando a potência da escrita como experiência formativa, social e afetiva. Está disponível para leitura gratuita clicando aqui!

Alunos-autores, equipe e homenageados Ateliê de Textos 2025


Um programa que transforma a relação com a leitura e a escrita

         Com quase 15 anos de atuação, o Ateliê de Textos é um programa de extensão vinculado ao Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM que vem transformando a forma como a leitura e a escrita são trabalhadas em escolas públicas da região. Criado em 2011 como projeto de extensão e institucionalizado como programa em 2021, o Ateliê reúne ensino, pesquisa e extensão em uma proposta colaborativa que envolve comunidade escolar, professores universitários e estudantes de graduação e pós-graduação.

        Coordenado pela professora Cristiane Fuzer, do Departamento de Letras Vernáculas, o programa desenvolve oficinas de leitura e produção textual junto a estudantes dos anos finais do ensino fundamental. As ações são realizadas por acadêmicos de Letras e professores das escolas parceiras, sob orientação da equipe da UFSM, em um processo pedagógico que valoriza autoria, reflexão crítica e participação ativa dos alunos.

       “O Ateliê de Textos tem como objetivo fazer um trabalho colaborativo entre escolas e universidade, voltado à formação inicial de professores de Língua Portuguesa e ao aprimoramento do letramento de estudantes da educação básica”, explica a coordenadora. “É um processo que envolve o ensino, a pesquisa e a extensão, beneficiando tanto quem ensina quanto quem aprende”.

Do planejamento à autoria: como funciona o Ateliê de Textos

A metodologia do programa organiza o ensino da escrita em etapas de pré-escrita, (re)escrita e pós-escrita, incluindo atividades de leitura, contação de histórias, produção textual e devolutivas individuais e coletivas.

 

As oficinas seguem os princípios da Pedagogia de Gêneros, que estrutura o aprendizado em quatro momentos:

  • desconstrução do gênero (leitura e análise detalhada);

  • construção conjunta;

  • produção independente;

  • socialização da versão final.

 

“Os alunos começam lendo e analisando um gênero textual, depois escrevem coletivamente, com apoio dos bolsistas e professores, até se sentirem seguros para produzir de forma independente”, comenta Cristiane. “Cada texto passa por um processo de revisão e reescrita até chegar à sua versão final”.

O ponto alto de cada edição é justamente a publicação do livro, etapa que se materializou na celebração desta 14ª edição. Para a coordenadora, “as crianças se tornam autoras e vivem a experiência de ver seu texto publicado e compartilhado com o mundo. Isso reforça a autoestima, o protagonismo e a compreensão de que a escrita tem valor social”.

O programa também produz cadernos didáticos e cartilhas, elaborados pela equipe e publicados pela Editora da UFSM e pela Editora da PRE. Cinco volumes já foram lançados, além das coletâneas dos alunos, todas disponíveis gratuitamente no repositório institucional da universidade.

 
Alunos autografando - Lançamento 2025

Fundamentos teóricos e produção de conhecimento

A base do programa está na Linguística Sistêmico-Funcional, teoria de Michael Halliday que compreende a linguagem como sistema sociossemiótico. Essa perspectiva sustenta a utilização da metodologia “Ler para Aprender”, adotada nas oficinas e nas ações de formação docente.

“Todo projeto precisa ter base científica. No nosso caso, trabalhamos com a linguística sistêmico-funcional, que embasa nossa prática e nossas pesquisas”, afirma a coordenadora. As oficinas e materiais produzidos servem também como corpus para iniciação científica, trabalhos de mestrado e doutorado, além de publicações e participação em eventos nacionais e internacionais.

 

O programa integra ainda uma rede de pesquisadores brasileiros e latino-americanos dedicados à Pedagogia de Gêneros e à metodologia “Ler para Aprender”, ampliando o alcance das ações para além dos espaços da UFSM.

Integração com o ensino e impacto social

Desde 2020, o Ateliê de Textos está inserido no currículo do curso de Letras – Licenciatura em Língua Portuguesa, por meio da disciplina “Leitura e Produção de Textos: Práticas de Avaliação e Mediação”. Essa integração permite que os acadêmicos vivenciem a realidade escolar desde a graduação e desenvolvam competências práticas para sua futura atuação docente.

Ao longo de quase 15 anos, o programa já atendeu cerca de 40 escolas públicas de Santa Maria, da Quarta Colônia e da região Central, incluindo Restinga Sêca, Faxinal do Soturno, Agudo e Campos Borges. Cada edição trabalha com um gênero textual diferente, como narrativa, fábula, biografia ou observação comentada, sempre em diálogo com as demandas das escolas parceiras.

“As relações humanas construídas nesse processo são tão importantes quanto o aprendizado técnico”, afirma Cristiane, ao destacar a dimensão afetiva e comunitária que atravessa o trabalho.

Alunos da escola E.M.E.I.E.F. Dezidério Fuzer (2024)

Reconhecimento institucional e desafios

         O trabalho desenvolvido pelo Ateliê de Textos já recebeu reconhecimento nacional em duas ocasiões que marcaram profundamente a trajetória do programa. Em 2013, o projeto foi contemplado com o Prêmio RBS de Educação, voltado ao impacto comunitário. Segundo a coordenadora, esse prêmio foi decisivo para ampliar a atuação da iniciativa: “Com o valor do prêmio, nós conseguimos, no ano seguinte (2014), atender duas escolas. Conseguimos pagar bolsas, comprar materiais para o projeto. Foi um momento muito importante para expandir as ações”.

        Já em 2017, o programa recebeu o Prêmio Rubens Murillo Marques, concedido pela Fundação Carlos Chagas, dessa vez reconhecendo o trabalho voltado à formação inicial de professores. “O prêmio RBS foi focado no trabalho com os alunos das escolas, e o prêmio da Fundação Carlos Chagas foi mais focado no trabalho que eu faço com os professores em formação aqui na universidade”, explica Cristiane.

      Juntos, os dois prêmios permitiram a ampliação do número de escolas atendidas e a consolidação da metodologia que hoje estrutura o programa. Cristiane recorda que, após os editais e reconhecimentos, o Ateliê viveu seu período “dourado”: “Conseguimos muitos recursos. Compramos computador, muita coisa para o projeto que estamos usando até hoje […], e conseguimos atender quatro escolas em um ano, cinco escolas em outro”.

      Os prêmios, portanto, não apenas legitimaram o impacto social e formativo do programa, mas também garantiram condições materiais e de equipe para que o Ateliê de Textos se tornasse uma referência em leitura, escrita e formação docente na UFSM e na região.

      Ao longo de sua trajetória, o Ateliê de Textos também contou com importantes fontes de financiamento que possibilitaram a continuidade e a ampliação de suas ações. Além dos prêmios já recebidos, o programa foi contemplado pelos editais PROEXT MEC-Sisu em 2015 e 2016, o que garantiu recursos para estruturação de materiais e atividades. Em 2020 e 2021, o Ateliê também recebeu apoio por meio do edital Geoparques da UFSM, fortalecendo o desenvolvimento das oficinas e das pesquisas associadas. Atualmente, o programa se mantém com recursos do FIEX, da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), e com o apoio institucional do Centro de Artes e Letras (CAL), assegurando a continuidade das atividades de formação docente e letramento em escolas públicas.

 

A escrita como ferramenta de cidadania

Ao promover o encontro entre universidade e escola, o Ateliê de Textos reafirma a linguagem como prática social e instrumento de transformação. A cada nova edição, novos estudantes experimentam o prazer de escrever, revisar, compartilhar e publicar seus textos. Para a coordenadora, esse é o verdadeiro sentido do programa: “O Ateliê de Textos é um espaço onde todos aprendem, sejam os professores, os acadêmicos e os alunos das escolas. É a universidade cumprindo seu papel de estar próxima das escolas e das comunidades, ajudando a formar leitores, escritores e cidadãos mais conscientes do seu lugar no mundo”.

 

Para saber mais sobre o Programa Ateliê de Textos, acompanhar as atividades e acessar materiais produzidos ao longo das edições, visite o site oficial do projeto ou o perfil no Instagram: @atelie.de.textos.ufsm

 

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/10/10/ufsm-lanca-programa-humanitario-para-acolhimento-de-refugiados-palestinos Fri, 10 Oct 2025 18:28:57 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13927

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio do Observatório de Direitos Humanos (ODH) e em parceria com o Grupo de Pesquisa e Extensão Direitos Humanos e Mobilidade Humana Internacional (Migraidh/Cátedra Sérgio Vieira de Mello), lança a Chamada Pública do Programa Humanitário – Refugiados Palestinos. A iniciativa conta com o apoio das Pró-Reitorias de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), Gestão de Pessoas (PROGEP), Graduação (PROGRAD) e Assuntos Estudantis (PRAE), assim como da Diretoria de Relações Internacionais (DRI).

O programa tem como objetivo acolher refugiados palestinos, fortalecendo as relações acadêmicas entre esses sujeitos e a UFSM. Serão ofertadas 10 vagas para ingresso em cursos de graduação e 3 vagas para professor visitante.

A proposta busca oferecer educação, solidariedade e oportunidades como formas de transformação social, valorizando os conhecimentos e experiências trazidos pelos refugiados e promovendo o fortalecimento de suas vozes em novos contextos.

Segundo dados da Agência das Nações Unidas de Assistência aos Refugiados da Palestina (UNRWA), a Faixa de Gaza vive uma grave crise humanitária, com milhões de pessoas deslocadas e privadas de acesso a direitos básicos como saúde e educação. Nesse cenário, o programa da UFSM representa um gesto concreto de solidariedade internacional e compromisso com os direitos humanos.

Os estudantes selecionados nos cursos de graduação terão direito a passagem aérea, moradia e alimentação provisória. Além disso, poderão participar do Programa de Benefício Socioeconômico (PBSE), que oferece gratuidade nas refeições dos Restaurantes Universitários e acesso aos editais de moradia estudantil, transporte e material pedagógico, entre outros auxílios. 

Já os professores visitantes terão contratos de seis meses, podendo ser renovados por igual período.

Com este edital, a UFSM reafirma seu papel como instituição pública comprometida com os direitos humanos e a cooperação internacional, valorizando os conhecimentos e saberes oriundos dessas experiências e permitindo o fortalecimento dessas vozes em outros espaços e contextos. O acolhimento será coordenado pela Diretoria de Relações Internacionais (DRI), com apoio do Migraidh/Cátedra Sérgio Vieira de Mello, que também poderá oferecer assessoria jurídica e documental aos participantes.

Acesse o edital aqui: http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/editais/096-2025

Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: observatoriodh@55bet-pro.com

Texto: Gabriele Mendes, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 

Revisão: Catharina Viegas, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 

 

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/09/30/lancamento-da-cop-ufsm-transformando-o-global-em-local Tue, 30 Sep 2025 16:55:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13785

A 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP 30) é um dos maiores eventos globais. O encontro reúne, anualmente, líderes mundiais, cientistas, organizações não governamentais e representantes da sociedade civil para, ao longo de dez dias, debater ações de enfrentamento às mudanças climáticas. Neste ano, a conferência acontece em Belém (PA), a partir de 10 de novembro.

Com o propósito de aproximar as pautas discutidas na conferência da realidade acadêmica e regional, a UFSM promoverá a COP UFSM: Transformando o global em local. A iniciativa, coordenada pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), contará com uma programação cultural, científica e ambiental que reconhece e valoriza experiências sustentáveis já existentes na instituição, além de incentivar novas ações.

No dia 22 de setembro, na Sala de Conferências, foi apresentada a proposta inicial do evento para setores da universidade. Na ocasião, a equipe de comunicação da COP UFSM, formada por estudantes de graduação Everton Ruiz e Manuella Stelo (Relações Públicas) e Carolina Alegretti (Publicidade e Propaganda), sob orientação da professora Dra. Fernanda Sagrilo Andres, realizou o lançamento da marca da conferência.

A pró-reitora adjunta e técnica em assuntos educacionais da PRE, Jaciele Sell, destacou a relevância da iniciativa: “A gente foi provocado por essa 30ª edição da COP acontecer no Brasil, e isso nos faz olhar melhor para essa temática. Isso nos atrai e nos faz ver o quanto deveríamos estar participando dessas discussões e o quanto a universidade tem um papel fundamental nesse debate.”

Programação da COP UFSM

A COP UFSM será realizada entre os dias 9 e 19 de novembro de 2025, no campus sede da UFSM, com o objetivo de aproximar a universidade e a comunidade do debate global sobre sustentabilidade, meio ambiente e justiça climática.

A programação inclui palestras, minicursos, mesas-redondas, oficinas, cine-debates, apresentações culturais e vivências. Entre os temas a serem debatidos estão: monitoramento climático, gestão de riscos de desastres, direito ambiental, soluções baseadas na natureza, saúde sustentável, práticas comunitárias e tecnologias sociais voltadas à adaptação e à mitigação das mudanças climáticas.

Todas as informações sobre a COP UFSM serão divulgadas nos canais oficiais de comunicação da PRE e da UFSM.

 

Equipe de Comunicação da COP UFSM

Acompanhe pelo @extensaoufsm 

Texto: Carolina Alegretti, acadêmica de Publicidade e Propaganda. 

Revisão: Dra. Fernanda Sagrilo Andres

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Direitos Humanos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/05/12/grupo-de-trabalho-sobre-maternidade-na-ufsm-realiza-sua-primeira-reuniao Mon, 12 May 2025 12:45:55 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=12599

O Grupo de Trabalho (GT) sobre Maternidade na UFSM realizou, na última sexta, 09, a sua primeira reunião. O GT tem por objetivo pensar políticas públicas internas voltadas às mães universitárias, além de propor novas diretrizes e ampliar as discussões sobre a temática no âmbito acadêmico. A instituição do Grupo de Trabalho é uma continuação das atividades e dos avanços conquistados pela Política de Igualdade de Gênero, aprovada em 2021 na UFSM.

Motivado pela busca de mães universitárias para assegurar seus direitos na UFSM, o GT orienta suas ações em articulação com projetos de ensino, pesquisa e extensão que já destacavam a temática no contexto do ensino superior. Além disso, pretende ampliar a efetivação da legislação já existente e assegurar que os direitos das mães sejam conhecidos e reconhecidos na Universidade.

Compõem o GT Maternidade representantes da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP) e da Pró-Reitoria de Planejamento (PROPLAN). A iniciativa foi capitaneada pelo Espaço Multiprofissional Casa Verônica, setor vinculado à PRE que visa a promoção da igualdade de gênero na UFSM.

Texto: Wellington Hack, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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