Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Fri, 20 Feb 2026 16:57:48 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/02/sabores-e-saberes-conheca-o-projeto-da-ufsm-que-impulsiona-culinaria-com-frutas-nativas-2 Tue, 02 Dec 2025 18:26:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14470

No interior da Quarta Colônia, em Restinga Seca, no Quilombo São Miguel dos Carvalhos, um movimento silencioso, mas profundamente transformador, tem brotado de frutos nativos da Pampa e da Mata Atlântica e histórias ancestrais. O projeto Sabores e Saberes, coordenado pela professora Suzane Bevilacqua Marcuzzo, do curso de Gestão Ambiental da UFSM e Pós-Graduação em Geografia, está ressignificando o valor cultural, econômico e ambiental das frutas tradicionais dos biomas, transformando conhecimento em renda, alimento em identidade e floresta em futuro.

Criado em 2017, o projeto tem como propósito incentivar a preservação de frutas nativas da Mata Atlântica e do Pampa — derrubando estigmas de que espécies menos conhecidas seriam incomestíveis ou até venenosas — e transformá-las em uma oportunidade de geração de renda. A iniciativa nasceu da inquietação da professora Suzane diante do desconhecimento generalizado sobre as frutas nativas do Sul do Brasil, abundantes na região, mas ainda pouco presentes no cotidiano.

Entre essas espécies estão o butiá, a jabuticaba, o guabiju, a cereja-do-mato, a uvaia, o araçá e a pitanga, frutos com alto valor nutricional, mas frequentemente tratados apenas como algo que “serve para os bichos”, como relatam muitos moradores do interior. “Ninguém preserva aquilo que não conhece. Se as pessoas não experimentam, não consomem e não criam vínculo com a floresta, nunca vão entender por que ela precisa ser protegida”, comenta a professora.

Idealizadora e coordenadora do projeto, professora Suzane Marcuzzo.

Como tudo começou

A professora,  Engenheira Florestal de formação, lembra que, no início do projeto, chegaram a surgir propostas para trabalhar com sistemas agroflorestais da região. A ideia, porém, despertou uma inquietação: no Sul, boa parte da população ainda tem pouco contato com as frutas nativas, e praticamente não existe uma cadeia de valor consolidada para esses produtos. “Eu ficava pensando: quando chegasse a época da colheita, o que aconteceria com o agricultor? Ele teria uma grande quantidade de frutas, mas não teria para quem vender”, explica.

Além de serem desconhecidas, essas frutas precisam de um certo cuidado. “Frutas nativas são altamente perecíveis. “Você colhe pela manhã e, se não preparar ou congelar no mesmo dia, o fruto já começa a perecer. Não é como a banana, que pode durar até uma semana. No caso dessas espécies, muitas vezes, no fim da tarde ou à noite, já é possível perceber sinais de deterioração”, explica.

Foi então que a professora, também coordenadora do NEAP – Núcleo de Estudos em Áreas Protegidas, tomou uma decisão: testar receitas com frutas nativas, pois, para preservar, as pessoas precisam primeiro conhecer. Ela deu início aos experimentos em Vale Vêneto, em 2017, na Quarta Colônia, com a ajuda da nutricionista irmã Rosa, da Casa de Retiros. “Pensei: as pessoas primeiro precisam conhecer para ter demanda. Para aquele agricultor que está desmatando passar a ver que ele pode manter ou até aumentar sua área de floresta por meio de pomares de espécies nativas ou agrofloresta. Então ele vai enxergar com outro olhar e pensar: ‘Mas se eu produzir aqui, eu vendo lá na feira, na agroindústria, ou eu abro a minha agroindústria’”, relata a professora.

Depois de desenvolver algumas receitas, a professora decidiu organizar um café aberto à comunidade, no qual todos pudessem experimentar pratos preparados com frutas pouco conhecidas na região. Entre eles estavam o queijo com aroeira-vermelha, a geleia de jerivá e o docinho de jaracatiá. São nomes diferentes, mas que despertaram memórias afetivas. Segundo ela, o encontro teve resultados positivos, marcado por comentários como: “Nossa! A minha avó fazia isso!”. Muitos também demonstraram surpresa, dizendo que não imaginavam que aquela fruta, ou até mesmo aquele pedaço da árvore, pudesse ser aproveitado na cozinha.

Primeiro banner expositivo do projeto, com receitas desenvolvidas para degustação no café.

Para Suzane, esse era justamente o objetivo do experimento: recuperar saberes que foram se perdendo com o tempo, já que muitas dessas preparações fazem parte da história local. O jaracatiá, por exemplo, conhecido como “mamãozinho do mato”, tem uma tradição antiga. Ela explica: “Esse docinho não é feito do fruto que você come, mas do galho ralado. Ele fica parecido com coco e tem um sabor entre coco e abacaxi. Essa receita tem forte ligação com a imigração italiana. Quando os colonos chegaram na região, provavelmente aprenderam com os indígenas. A partir disso, começaram a fazer uma espécie de cocada, chamada de ‘pau-doce’, usando os galhos dessa árvore nativa da Mata Atlântica”.

Alguns anos após o primeiro experimento, a professora foi convidada pela PRE para participar do edital dos Geoparques e ministrar um curso no Projeto Progredir — realizado nos geoparques Quarta Colônia e Caçapava —, já que o trabalho de Suzane dialogava diretamente com o desenvolvimento territorial. Nesse contexto, ela desenvolveu duas edições do Progredir, uma com 52 horas e outra com 72 horas. Assim como no primeiro experimento, os resultados foram extremamente positivos: o público adorou.

Segundo Suzane, no último curso ela ofertou 15 receitas, uma para cada fruta utilizada. No entanto, o engajamento das participantes foi tão grande que elas criaram mais de 50 novas receitas a partir dos mesmos ingredientes. As criações foram diversas e inventivas, como bala de bergamota com aroeira, bala de jaboticaba, geleia de laranja com aroeira vermelha, além de várias outras combinações que incorporavam aroeira de diferentes formas.

Feira com os produtos desenvolvidos pelas participantes do Progredir Caçapava.

Como o projeto acontece 

A partir de oficinas participativas que iniciam com a apresentação da professora Suzane, é introduzido o tema com falas de abertura, exibição de materiais e vídeos sobre a espécie trabalhada, sobre a floresta e sobre a proposta de desenvolvimento sustentável baseada na manutenção da mata como fonte de geração de renda. Para contextualizar, Suzane também apresenta vídeos de outras regiões do país, onde chefs de cozinha já atuam com iniciativas semelhantes, demonstrando que a prática é uma realidade consolidada em vários lugares do Brasil.

Uma grande característica do projeto é a participação ativa apenas de mulheres, pois, embora os encontros sejam abertos a todos os públicos, a presença masculina é mínima. “Os homens até participam, mas são poucos, não chega a 1%. Quem realmente comparece e leva as ideias adiante são as mulheres”, explica.

Após a introdução, a oficina segue para a parte prática, “quando partimos para as panelas”, como descreve a professora. Todos os participantes trabalham juntos na preparação das receitas. Suzane leva as frutas que guarda em sua casa e no Politécnico– armazenadas em diversos freezers —, colhidas com apoio de amigas, familiares e moradoras das comunidades, sempre com o cuidado de preservar as espécies e incentivar seu plantio. Em algumas edições, ao final do curso, as agricultoras recebem um kit de mudas, reforçando o compromisso com a conservação e a ampliação das áreas cultivadas.

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é IMG-20251202-WA0001-1-edited.jpg
Suzane e participantes no momento de preparação dos alimentos.

A professora Suzane trabalha com uma fruta específica em cada encontro, como a uvaia, por exemplo. A fruta, já descongelada, é distribuída entre os participantes, que aprendem o processo de despolpa e manejo: retirada do caroço, separação da polpa e identificação das particularidades de cada espécie. “Cada fruta exige um tipo de cuidado. Algumas têm a semente aderida à polpa, outras não. Nada é tão simples, e cada uma precisa ser apresentada do jeito certo”, explica.

Na sequência, o grupo parte para a elaboração da receita do dia, que pode ser uma geleia, cuca, bolacha ou broa. Após o preparo, vem o momento da degustação, seguido da análise sensorial. Ao final de cada oficina, os participantes preenchem uma ficha avaliando sabor, textura e aroma do produto, utilizando uma escala Likert.

Onde encontrar o projeto 

O curso é realizado onde houver demanda. Segundo a professora Suzane, a iniciativa conta com o apoio da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e das prefeituras da região. Sempre que surge a oportunidade de ministrar oficinas financiadas por algum município, ela segue para a comunidade, levando suas frutas e seu livro de receitas.

A divulgação dos encontros fica a cargo das prefeituras e da Emater, responsáveis por mobilizar os participantes. “Eles nos trazem as pessoas. Chegamos até a Emater, que é nossa parceira, e à prefeitura, conversamos sobre a proposta e, a partir daí, eles iniciam a chamada. A divulgação é feita principalmente pelos grupos de WhatsApp que eles mantêm”, explica Suzane.

Mulheres que viram protagonistas

Nas últimas edições do curso, a professora Suzane percebeu que estava fortalecendo o empreendedorismo feminino, pois ajudava as mulheres a encontrar nas receitas uma forma de sustento. Segundo ela, nessa edição participaram 30 mulheres, e quatro delas decidiram empreender, entre elas dona Celi, que hoje integra a Polifeira. “Nas quintas-feiras, ali na Polifeira, tem a banca Mata Atlântica, e esse é um dos resultados do projeto: a Celi vende geleias de pitanga, cereja, jacarandá, butiá, uvaia, guabiroba e guabiju. Ela já está ali há dois anos, desde que participou do curso”, ressalta.

Banca “Mata Atlântica” na Polifeira da UFSM.

Suzane iniciou uma nova etapa de trabalho ao levar suas receitas para as mulheres do Quilombo de São Miguel dos Carvalhos, em Restinga Sêca, na região da Quarta Colônia, onde atua atualmente. Diferente das oficinas pontuais, o curso oferecido no quilombo segue o formato do Progredir (sem ser do Progredir), com encontros semanais e conteúdo continuado. As participantes também ganharam uma apostila com dicas e receitas. Sem grandes financiamentos, a professora viaja aos fins de semana levando seu acervo de frutas para as atividades práticas. Durante a semana, mantém contato constante com as participantes por meio de um grupo de WhatsApp, no qual circulam fotos de novos pratos, ideias de receitas e até novidades da comunidade.

Participantes durante preparação dos alimentos na cozinha do Quilombo.

Hoje, o projeto também se estrutura como curso de formação, com apostilas, oficinas práticas e articulação para futuros financiamentos. Segundo a professora, “experimentar uma fruta nativa é um ato político. É conhecer para preservar”. As oficinas se tornam um espaço não apenas de aprendizado técnico, mas também de fortalecimento comunitário, troca de memórias e construção de autoestima. “Elas descobrem que aquilo que estava ali do lado de casa, caindo no chão, pode virar renda. E, quando percebem isso, olham para a floresta com outros olhos”, ressalta.

No evento “Caminhada da Natureza” , que reúne de 100 a 200 pessoas, a professora conta que o grupo produziu diversos produtos e vendeu tudo, arrecadando cerca de 800 reais em um único dia. As participantes ficaram surpresas e relataram a Suzane que essa é uma  oportunidade real de autonomia financeira. “A caminhada deu uma injeção de entusiasmo. Elas voltaram dizendo: ‘Professora, dá certo! Nós conseguimos!’”, comentou Suzane.

Uma semente que continua crescendo

Os resultados confirmam que o esforço vale a pena: mulheres que antes duvidavam de suas próprias habilidades agora desenvolvem receitas autorais, formam coletivos e comercializam seus produtos por toda a região. No quilombo, a cozinha tornou-se um espaço de protagonismo e resistência.

A professora conduz praticamente todo o trabalho sozinha, contando apenas com o apoio de uma bolsista na parte administrativa. Quando surgem oportunidades, ela busca financiamentos por meio de editais e, no momento, aprovou o projeto no edital Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). “É um projeto pessoal, um sonho. Às vezes a gente precisa apostar no que acredita, mesmo sem recursos”, afirma Suzane.

Segundo Suzane, “a cereja do bolo é a restauração ecológica. É quando as próprias participantes pedem árvores para plantar. É recuperar a Mata Atlântica e o Pampa com sentido e com pertencimento”. 

Alguns dos produtos desenvolvidos no projeto: 

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/09/30/geoparques-sao-destaque-no-santa-summit-com-painel-mediado-pelo-pro-reitor-de-extensao-da-ufsm Tue, 30 Sep 2025 21:38:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13799
Painel temático dos Geoparques no Santa Summit

Na última quinta-feira, 26 de setembro, o espaço temático dos geoparques foi um dos pontos altos do Santa Summit, evento de inovação e empreendedorismo realizado em Santa Maria. A área de exposição reuniu iniciativas inspiradas nos territórios que integram o projeto de geoparque, mostrando como ciência, identidade cultural e desenvolvimento sustentável podem andar juntos.

A chamada a programação da “vertical do Turismo no Santa Summit contou com o apoio da Subdivisão de Geoparques vinculada a Coordenadoria de Desenvolvimento Regional – CODER da Pró-reitoria de Extensão PRE da UFSM. Na área de exposição, se fizeram presente estandes de produtos artesanais originários dos Geoparques, com apelo identitário. 

Estande de Geoprodutos “Casca Grossa”
Estande da Novelaria Santa Mara
Estande da Casa de Artes de Jaguari
Estande de Geoprodutos

Painel histórico sobre os Geoparques

Flavi Ferreira, pró-reitor de Extensão e mediador do painel

O painel, mediado por Flavi Ferreira, pró-reitor de Extensão da UFSM, discutiu caminhos para transformar riquezas naturais e patrimoniais da região em oportunidades de futuro. “Eventos como o Santa Summit nos conectam para pensar em formas de desenvolvimento que aproveitam nossos diferenciais e projetam o território para o mundo”, destacou o pró-reitor.

O painel contou com três palestrantes que apresentaram iniciativas exemplares:

  • Carol Pagliarini, idealizadora do Marketplace Vitrine Santa Maria, que dá visibilidade a artesãs e empreendedoras locais, fortalecendo a identidade cultural e impulsionando pequenos negócios.
  • Marta Teixeira, que junto à família transformou a produção de lã ovina em fios artesanais tingidos com plantas e minerais locais, agregando valor e sustentabilidade ao trabalho da ovinocultura na região das Guaritas, por meio da Novelaria Santa Marta;
  • Raquel Melo, que atua na educação patrimonial na Quarta Colônia, desenvolvendo kits lúdicos de escavação e paleontologia para aproximar crianças do patrimônio fóssil da região, através da iniciativa “Sr. Dino”;
Painel com empreendedoras dos Geoparques

“As pessoas as vezes esquecem que a cultura é um ativo. O Santa vitrine é uma rede que torna as pessoas protagonistas da própria voz”, afirmou Pagliarini durante sua fala. Por sua vez, Marta Teixeira ressaltou a importância da colaboração entre diversas iniciativas e entidades: As certificações são consequências do trabalho que fazemos em parceria. Finalizando o painel, Raquel Melo reforçou a importância dos Geoparques: “Não vejo só como um local, mas um ambiente de pertencimento, para valorizar o que temos.”, e ainda comentou como produtos temáticos associados à história dos geoparques atraem públicos de todas as faixa etárias: “Todo mundo gosta de dinossauros. Os adultos também tem esse fascinio. A ideia é sempre divulgar a origem daquele dinossauro e prezar pela sustentabilidade.”, constatou. 

Para o pró-reitor, a presença das três empreendedoras em um painel dedicado aos Geoparques no Santa Summit, foi um momento histórico. “Nós tínhamos três mulheres que fizeram parte desse painel, que não se conheciam entre si, e as três fazendo um trabalho extremamente diferenciado, com apelo identitário, e que podem, a partir de agora, se conectar para alavancar ainda mais o progresso dos seus empreendimentos.”, ressaltou Ferreira. 

Texto e Fotos: Rafael Reis, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE).

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/08/22/participe-do-desafio-de-inovacao-de-impacto-rs-2025 Fri, 22 Aug 2025 13:38:39 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13350

Com inscrições até o dia 19/09, o desafio chega como uma iniciativa estratégica voltada à identificação, apoio e aceleração de startups e negócios de impacto. Conectando empreendimentos de alto potencial a investidores, parceiros e lideranças do setor. A proposta busca estimular novos modelos de negócio capazes de gerar transformação positiva e duradoura na sociedade gaúcha.

Será o ponto de encontro entre empresas

A competição de pitches reunirá startups em diferentes estágios de maturidade, oferecendo visibilidade e conexão direta com investidores. Após um rigoroso processo de triagem e avaliação, apenas 10 finalistas serão selecionados para apresentar suas soluções ao vivo durante a grande final, marcada para o dia 24 de setembro, no Santa Summit, que acontece na Gare da Estação Férrea, em Santa Maria (RS).

As startups podem se inscrever em três categorias distintas, conforme o grau de maturidade e impacto do negócio:

  • Startup Revelação: voltada a empreendimentos em estágio inicial, ainda pré-operacionais ou com tração inicial no mercado;

  • Startup Consolidada: para empresas com produto validado, base de clientes ativa e indicadores sólidos de crescimento;

  • Startup de Impacto: direcionada a negócios com impacto social e/ou ambiental positivo e comprovável.

Como funciona?

  1. Inscrição Online – envie seu pitch deck e preencha os dois formulários (abaixo)
  2. Triagem de Elegibilidade – validação dos requisitos básicos.
  3. Avaliação Assíncrona – comitê de 10 avaliadores seleciona os 10 finalistas.
  4. Preparação – mentoria e workshops para refinar o pitch.
  5. Grande Final – apresentações ao vivo no Santa Summit, dia 24 de Setembro de 2025.

Premiação:

  •  Missão para o Mercopar.
  • Ingresso para o Santa Summit 2026.
  • Possibilidade de mentorias, créditos em serviços e conexões estratégicas.
  • Para a categoria Startup de Impacto:

–  Membership de um ano no Coworking Impact Hub.

– Acesso à comunidade de Impact Startups.

– Participação na Final Metropolitana em Novembro em Porto Alegre.

Para se inscrever acesse o link do forms:

http://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSfFqYrBph_OWiTwRyQRM0EK_5jBRAfp_V_mdTOl_WKegzuz-Q/viewform

Site da Batalha: http://www.santasummit.com.br/batalha

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/03/25/trilha-de-inovacao-social-do-hub-is-sera-destaque-no-south-summit-brazil-2025 Tue, 25 Mar 2025 20:40:07 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=11387

A iniciativa “Trilha de Inovação Social” do Hub IS, da Incubadora Social da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) será um dos projetos apresentados no South Summit Brazil 2025, um dos principais eventos da área de inovação do país. Na última sexta-feira, 21 de março, a novidade foi anunciada em evento realizado no Complexo Multicultural da Antiga Reitoria.

O encontro contou com a presença de Cleni Silva de Oliveira, representante da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT) do RS, e de Bruno Bastos, gerente de startups do South Summit Brazil

O evento foi dividido em dois momentos, o primeiro teve a mentoria para devolutiva do modelo C para os empreendimentos pré-incubados, conduzida pela professora Débora Bobsin, e o segundo uma palestra sobre propriedade intelectual com Lúcio Dornelles, professor da UFSM, focada em estratégias para a proteção de inovações e negócios.

Baseada nos pilares inovar, conectar e compartilhar, a Trilha de Inovação Social envolve diferentes etapas, como cursos de capacitação, pré-incubação, incubação, pós-incubação e o estabelecimento de parcerias externas. O objetivo do projeto está em potencializar negócios de pessoas que estão em situação de vulnerabilidade social e/ou de baixa renda. 

Duas fotos coloridas de evento na Incubadora Social. Na imagem da esquerda, pessoas aparecem em pé e conversando, na direita, Lucas e Nathália estão em pé e falam com o público
Iniciativa do Hub IS foi uma das 12 selecionadas no RS – Foto: Divulgação/Incubadora Social

Reconhecimento

O trabalho da Incubadora Social foi um dos doze projetos escolhidos para serem apresentados no South Summit Brazil. O destaque ocorre graças à metodologia adotada para impulsionar novas ideias e negócios, com a criação de um ecossistema dinâmico e colaborativo, ponto chave da atuação do Hub IS nos 37 municípios do Território Imembuy.

Coordenador da Incubadora Social e do Hub IS, Lucas Ávila destaca que “o resultado deste processo fortalece ainda mais o trabalho desenvolvido pela UFSM em empreendedorismo e inovação social, impactando positivamente na geração de novos modelos de negócios e rentabilidade, especialmente de pequenos empreendedores”.

Diretor adjunto da SICT, Claudir Padia destaca que o projeto da Trilha de Inovação Social une sustentabilidade, impacto social e inovação colaborativa, servindo de modelo para outros hubs de inovação. “A presença no South Summit potencializa não apenas o reconhecimento das ações desenvolvidas na Região Central do Estado pela UFSM, mas também posiciona a Universidade como protagonista na articulação de soluções transformadoras, promovendo conexões estratégicas e consolidando o projeto como uma referência em inovação social no Brasil e, quem sabe, em escala global”, complementa Claudir.

Pró-reitor de Extensão da UFSM, Flavi Lisboa ressalta o orgulho em ter a iniciativa do Hub de Inovação Social selecionada para participar do evento. “O Hub IS vem se qualificando muito e abraçou um projeto robusto e sólido que fornece formação para nossos empreendedores, qualificando seu trabalho no dia-a-dia”, aponta Flavi.

Neste ano, o South Summit Brazil será realizado de 9 a 11 de abril, no Cais Mauá, em Porto Alegre. Em sua quarta edição no país, o evento reúne investidores, empresas, startups e palestrantes de diferentes Estados e países. Com sete palcos em uma área de 38m², a programação terá cinco áreas temáticas: sustentabilidade, digitalização, ecossistema, mudança social e the edge.

Foto colorida de pessoas sentadas no auditório da Incubadora Social
Encontro reuniu cerca de 100 pessoas no Complexo Multicultural da Antiga Reitoria – Foto: Divulgação/PRE

Sobre o trabalho do Hub IS

Idealizado como parte do trabalho da Incubadora Social, vinculada à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), a Hub IS estabelece uma rede de suporte para empreendedores, ampliando as ações dos programas Progredir Santa Maria, Progredir Saúde e Progredir Caçapava.

Ao todo, a trilha envolve mentoria e apoio durante 48 meses. As principais áreas de trabalho junto aos participantes envolvem temáticas como artesanato e design sustentável, reciclagem e upcycling, modelagem têxtil e economia criativa.

Ao final do processo de incubação, as iniciativas têm oportunidade de firmar parcerias com o ecossistema de contatos e referências da Incubadora Social, incluindo 125 empreendedores em Caçapava do Sul, 112 empreendedores na Quarta Colônia e 167 empreendedores em Santa Maria.

Foto colorida de Lucas, ao lado de Cledi e outros participantes de evento na Incubadora Social
Hub IS cresce como referência estadual e nacional – Foto: Divulgação/PRE

Texto: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/03/11/trilha-de-inovacao-da-hub-is-e-selecionada-para-participar-do-south-summit-2025 Tue, 11 Mar 2025 17:11:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=11296 O evento South Summit 2025, que conta com o apoio da Secretaria Extraordinária de Inclusão Digital e Apoio às Políticas de Equidade (SEIDAPE) e da Secretaria de Inovação, Ciência e Tecnologia (SICT), está previsto para acontecer em Porto Alegre durante os dias 09 e 11 de abril. Um dos seus objetivos principais é evidenciar ações sociais inovadoras que tenham alto impacto na comunidade.

Dentre as 12 ações sociais selecionadas para integrar o evento, está a Trilha de Inovação Social do Hub de Inovação da Incubadora Social da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), coordenada pela administradora Nathália Rigui Trindade. “Essa conquista reforça a relevância do trabalho desenvolvido pelo Hub de Inovação Social da UFSM no que tange a iniciativas que se destacam no contexto social, além de ampliar as oportunidades de conexão com outros ecossistemas inovadores”, comenta ela.

Sobre a Trilha de Inovação:

A Trilha é uma metodologia do HUB IS utilizada para fomentar e impulsionar o impacto e o empreendedorismo social. O programa é desenvolvido em cinco etapas diferentes: capacitação em inovação social, pré-incubação, incubação, pós-incubação e parcerias. 

O público-alvo do programa é a comunidade externa da UFSM, como empreendedores sociais e pessoas em situação de vulnerabilidade, principalmente aquelas inscritas no Cadastro Único e/ou auxiliadas pelos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e Centro de Atenção Psicossocial (CAPS). Ao longo dos anos de 2023 e 2024, mais de 250 alunos participaram dos programas de capacitação, enquanto 22 empreendimentos foram selecionados para pré-incubação. 

Ademais, o programa fornece mentorias especializados, feiras mensais e acompanhamento dos projetos a fim de garantir que eles se ampliem.


Texto: Myreya Antunes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/02/06/feira-dos-empreendimentos-da-incubadora-social-promove-integracao-comunitaria-na-antiga-reitoria Thu, 06 Feb 2025 14:11:21 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=11087 A quarta edição da Feira dos Empreendimentos da Incubadora Social reuniu a comunidade local nesta quarta-feira (05/02), no Complexo Multicultural da Antiga Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). O evento proporciona uma oportunidade para os empreendedores incubados divulgarem e comercializarem seus produtos e serviços.

A iniciativa conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e faz parte da Frente Compartilhar do Hub de Inovação Social (Hub IS). A iniciativa busca gerar impacto e proporcionar espaços de interação e troca entre os empreendedores e a comunidade. O evento ocorre mensalmente, sempre na primeira quarta-feira de cada mês.

Nesta edição, participaram sete empreendimentos: Vitrine Sustentável, Corre DazArte, ⁠Recicle Arte, Cátia Barros Artesanatos, Mimos e Artesanatos da Jura, Delícia da Ana Gourmet e DelynArtte. Entre os produtos ofertados, havia alimentos caseiros – como pães, cucas, bolos, empadas e bolachas –, além de artesanato com materiais recicláveis, itens de brechó, óculos, bijuterias (como anéis, pulseiras, brincos e colares), nécessaires, sacolas e chaveiros, entre outros.

Foto colorida de Juraci Terezinha em frente a sua bancada de produtos na Feira dos Empreendimentos
Juraci espera aprender a alavancar suas vendas com experiência na Incubadora Social – Foto: Pietra Nobre/SDE

Oportunidades e impacto

Juraci Terezinha começou a participar da Incubadora Social no ano passado e esteve pela primeira vez na Feira dos Empreendimentos. “Isso é uma terapia para a gente se entrosar e eu tenho certeza que agora, na Incubadora, eu vou aprender a vender minhas coisas”, descreve Juraci, criadora do Mimos e Artesanatos da Jura.

Também artesã, Raquel Dellinghausen idealizou o “DelynArtte Criações Ateliê” há cerca de 20 anos e sonha em expandir seus horizontes. “A questão minha é como escalonar esse trabalho e levar para o mundo? Eu sei que tem público que gosta de uma arte diferente e tem sensibilidade para essas questões”, explica ela, ao falar sobre os acessórios que confecciona a partir do reaproveitamento de materiais. 

Chefe da Incubadora Social, Lucas Ávila ressalta o propósito de estimular a geração de renda e de oportunidades para aprendizado como objetivos da feira. “Os empreendimentos participantes demonstram crescente engajamento com o propósito da Feira, enquanto a comunidade se envolve ativamente na iniciativa. Dessa forma, o evento se consolida como um catalisador da inovação social e do empreendedorismo social, promovendo a interação entre universidade e sociedade por meio da Extensão Universitária”, acrescenta.

Foto colorida de produtos da Feira dos Empreendimentos
Incubadora apoio iniciativas voltadas para a sustentabilidade – Foto: Pietra Nobre/SDE

 

Foto de bancada com produtos na Feira dos Empreendimentos
Delícias caseiras também foram atração da feira – Foto: Pietra Nobre/SDE

Texto: Micael dos Santos Olegário, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/12/16/hub-is-inauguracao-de-espaco-para-inovacao-social-marca-compromisso-da-ufsm-com-as-comunidades Mon, 16 Dec 2024 14:01:04 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=10951 Na véspera do aniversário de 64 anos de fundação da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) inaugurou o Hub IS (Hub de Inovação Social). O evento foi realizado na sexta-feira, 13 de dezembro, na sala 309 do Complexo Multicultural Antiga Reitoria da UFSM. A iniciativa será administrada pela Incubadora Social da UFSM.

A inauguração marcou o início de uma nova fase da instituição, em sua atuação na promoção do desenvolvimento sustentável junto às comunidades. O Hub IS também é um dos primeiros espaços voltados para inovação social criados no ambiente universitário no Brasil. A intenção do projeto está em estabelecer conexões com empreendedores locais e regionais.

A apresentação do Hub IS contou com uma apresentação do projeto “Orquestrando Arte”, responsável por receber o público com música. Durante o lançamento, foram apresentados detalhes sobre a concepção e criação do espaço, pensado para funcionar de forma dinâmica. 

O local conta com um auditório para palestras, workshops e cursos, salas de reunião, espaços co-work e laboratórios com computadores. A reforma da infraestrutura contou com recursos de emendas parlamentares, do Fundo Social e de recursos internos da UFSM.

Participaram da inauguração a vice-reitora Martha Adaime, o deputado estadual Valdeci de Oliveira (PT), além de representantes do poder público municipal e da comunidade. Chefe da Incubadora Social, Lucas Veiga Ávila agradeceu o apoio de diferentes setores e equipes para a concretização do projeto. “A construção da Hub se deu muito por pessoas”.

Foto colorida de descerramento de placa de inauguração do Hub IS
Descerramento de placa marcou simbolicamente a inauguração do Hub IS – Foto: Divulgação/PRE

Inovar, conectar e compartilhar

Na inauguração, Lucas e Nathalia Trindade, administradora da Incubadora Social, descreveram os objetivos e os eixos de atuação do Hub IS. A expectativa é que as ações colaborem com o empreendedorismo e o desenvolvimento sustentável no Distrito Criativo Centro-Gare de Santa Maria e no Território Imembuy. O lema idealizado para o Hub IS é “conectando ideias, inovando juntos, compartilhando impactos”.

Para o Pró-Reitor de Extensão, Flavi Lisboa, a inovação precisa atravessar e fazer parte do cotidiano da Universidade. Segundo ele, a criação do Hub é uma tentativa de encontrar cada vez mais pessoas dispostas a somar e trabalhar em conjunto, “porque não se faz transformação social sozinho”. 

O gestor também convidou diferentes membros da comunidade universitária para que façam uso do espaço, inclusive, para aulas disruptivas de graduação ou pós-graduação. “Queremos dar vida a esse espaço e fazer Santa Maria pulsar. Não é só um prédio e uma sala bonita, são pessoas e isso que faz diferença”, destacou Flavi Lisboa.

Próximos passos

Um dos principais momentos da inauguração do Hub IS foi o descerramento das placas, que simboliza a criação do espaço. Para a sequência, o Hub IS possui uma série de ações planejadas com projetos de extensão, entidades, empresas e empreendedores locais, “tudo conectado com o ecossistema e os habitats do Território Imembuy”. Então, a Hub vai impulsionar esses projetos e iniciativas”, explicou Lucas Ávila.

Fizeram parte da equipe técnica de bolsistas envolvidos com as ações de infraestrutura as estudantes Lauren Muller; Raiane Tolio e Julia Rabello. Os murais do espaço foram criados por Lucas Zanella, Nicole Siluk, Adriele e Sofia. Completam a equipe do Hub IS as bolsistas Andressa Mello, Giovana Angeloti, Mariane Wittmann, Eduarda Magaguinin, Marilia Ceolin, Ana Carolina, Gabriella Muller e Edna Cristovão.

Foto colorida de computadores na sala do Hub IS
Sala do Hud IS foi pensada para atender diferentes demandas de empreendedores locais e regionais – Foto: Divulgação/PRE
Foto colorida da sala do Hub IS durante apresentação do grupo Orquestrando Arte
Grupo Orquestrando Arte fez apresentação no início da inauguração – Foto: Divulgação/PRE
Foto colorida de inauguração do Hub IS com o Pró-Reitor Flavi Lisboa em pé, falando ao microfone
Pró-Reitor de Extensão pontuou importância do espaço para o desenvolvimento regional – Foto: Divulgação/PRE
Foto colorida de pessoas sentadas em auditório do Hub IS
Inauguração contou com presença da comunidade acadêmica e local – Foto: Divulgação/PRE

Matéria relacionada: UFSM inaugurará Hub IS, novo espaço dedicado à inovação e ao impacto social

Texto: Micael dos Santos Olegáro, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/12/10/professores-da-ufsm-apresentam-projeto-flores-para-todos-na-fenasoja-2024 Tue, 10 Dec 2024 15:13:20 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=10932 Dois professores da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participaram da Fenasoja 2024, realizada em Santa Rosa (RS), uma das principais feiras ligadas ao agronegócio no Estado. Nereu Augusto Streck e Lilian Osmari Uhlmann, docentes do Departamento de Fitotecnia, apresentaram o projeto “Flores para Todos”, uma iniciativa que busca estimular o empreendedorismo de agricultores familiares por meio da floricultura. 

A participação foi viabilizada através do Edital de Representação Institucional, criado pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), para auxiliar professores, discentes e técnicos na participação em eventos e na divulgação de seus trabalhos e pesquisas. Nos dias 5 e 6 de dezembro, Nereu e Lilian ministraram uma oficina de arte floral e uma palestra sobre a abrangência nacional do projeto “Flores para Todos”.

De acordo com Nereu, a participação teve como objetivo dar visibilidade à UFSM e mostrar para a sociedade o que é gerado na instituição, principalmente no que diz respeito a questões ligadas ao desenvolvimento no campo. “O projeto Flores para Todos visa levar o empreendedorismo com as flores para agricultores familiares e escolas do campo. Os objetivos são gerar renda para agricultores familiares por meio de uma floricultura sustentável, profissionalizar famílias rurais no cultivo e comercialização de flores e auxiliar nas práticas pedagógicas na educação do campo”, explica o docente.

Sobre a Fenasoja: Realizada no município de Santa Rosa desde 1966, a feira é um evento multissetorial com foco no desenvolvimento rural. Entre seus principais atrativos estão os negócios, a pecuária, a exposição e comercialização, os shows musicais e as apresentações de pesquisas, tecnologias e inovações ligadas ao setor rural. Neste ano, o evento foi realizado de 29 de novembro a 8 de dezembro.

Foto colorida dos professores Nereu e Lilian ao lado de outros organizadores de evento na Fenasoja
Professores participaram de oficina e palestra – Foto: Divulgação/PRE
Foto colorida de palestra do professor Nereu na Fenasoja
Edital permite que professores ampliem divulgação de suas pesquisas e trabalhos – Foto: Divulgação/PRE

Matéria relacionada: Reconstrução RS: ação de extensão da UFSM promove o cultivo de flores na região central do estado

Texto: Micael dos Santos Olegário, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
Empreendedorismo – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2024/11/26/reconstrucao-rs-projeto-da-ufsm-propicia-contato-de-estudantes-do-ensino-medio-com-o-empreendedorismo Tue, 26 Nov 2024 14:42:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=10827 Desenvolvido pela professora Debora Bobsin, o projeto “Educação empreendedora e negócios de impacto no novo ensino médio” surgiu durante a pandemia. Na época, Debora foi convidada para palestrar sobre empreendedorismo social para os estudantes e, ao final do ano, recebeu outro convite para palestrar sobre Geoparque e Empreendedorismo. Durante esse evento, Debora recebeu queixas dos diretores da escola sobre as dificuldades de implementar os conteúdos do novo ensino médio. Assim, em 2021, nasceu o projeto que busca levar a educação empreendedora até escolas rurais de Caçapava do Sul.

Metodologias e práticas

Durante 2022 e 2023, a ação atendeu duas escolas piloto da implementação do novo Ensino Médio, na zona rural de Caçapava: Escola Antônio José Lopes Jardim e Escola Nossa Senhora da Assunção. Atualmente, as ações contemplam a escola Professora Gladi Machado Garcia, nas Minas do Camaquã, e são responsáveis por viabilizar a interação entre os adolescentes com questões ligadas ao empreendedorismo e à tecnologia. A coordenação do projeto conta com o apoio do professor de geografia André Borba e do fotógrafo Rafael Happke, que auxiliam os alunos em oficinas práticas. Uma das oficinas realizadas é a de roteiro, na qual os estudantes desenvolvem documentários sobre a reconstrução de um monumento simbólico da comunidade das Minas do Camaquã. A produção de vídeos não é novidade para os alunos, que já desenvolveram três curtas baseados em contos de suas próprias autorias, apresentados em um festival cultural e literário ofertado na escola Gladi Garcia.

O projeto oferece diversas oficinas de capacitação para alunos e professores, visando facilitar a aprendizagem de conteúdos práticos relacionados ao empreendedorismo, previstos nos itinerários formativos dos alunos dos anos finais do ensino médio. Além disso, busca promover a valorização do contexto local, social e histórico. “Hoje em dia, o projeto também envolve outros desafios, mas a questão do empreendedorismo continua porque ela permeia tudo – mas hoje falamos disso sem falar necessariamente em empreendedorismo. Nós buscamos discutir empreendedorismo para que os alunos valorizem a identidade da comunidade na qual estão inseridos”, explica Débora.


Texto: Myreya Antunes, da Subdivisão de Divulgação e Editoração– PRE

Revisão: Catharina Viegas de Carvalho, Subdivisão de Divulgação e Editoração – PRE.

]]>