Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Fri, 13 Mar 2026 17:40:48 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/13/feira-dos-geoparques-movimenta-o-shopping-praca-nova Fri, 13 Mar 2026 17:37:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15137

Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, Santa Maria sediou a Feira dos Geoparques com a temática Turismo, um evento realizado no Shopping Praça Nova. 

Durante os dois dias de programação, o público que prestigiou a Feira teve a oportunidade de conhecer iniciativas ligadas aos territórios dos Geoparques de Caçapava, da Quarta Colônia e do projeto Raízes de Pedra. Participaram empreendimentos que atuam em diferentes segmentos do Turismo, como gastronomia, meios de hospedagem, espaços culturais e agências de turismo receptivo.

No total, 20 empreendimentos estiveram presentes no evento, representando iniciativas desenvolvidas em 18 municípios que integram os três territórios.

A realização da Feira resulta de uma parceria entre os territórios envolvidos, a Subdivisão de Geoparques da UFSM e o Shopping Praça Nova. Essa iniciativa busca alavancar o desenvolvimento turístico e regional através da estratégia dos Geoparques, que articula geoconservação, geoturismo e geração de renda. 

Para 2026, foi planejado um calendário anual com atividades destinadas à divulgação de empreendedores que atuam nos territórios. A próxima Feira dos Geoparques, com a temática da Páscoa, será realizada no Shopping Praça Nova durante os dias 28 e 29 de março. O público está convidado a participar e conhecer de perto as experiências turísticas que integram os territórios dos Geoparques da região.

Texto: Bibiana Schiavini, turismóloga da Subdivisão de Geoparques (PRE/UFSM)

Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

Fotos: Equipe de Marketing do Shopping Praça Nova

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Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/09/paralelo-33-promove-cine-paralelo-com-exibicao-do-filme-o-agente-secreto Mon, 09 Mar 2026 11:26:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15092

O projeto de extensão Paralelo 33, vinculado ao curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), promove no dia 9 de março mais uma edição do Cine Paralelo, iniciativa que busca aproximar o público universitário e a comunidade de debates sociopolíticos a partir do cinema. O evento ocorre a partir das 18h, no auditório do CAED, no campus da universidade.

Nesta edição, será exibido o filme brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. Ambientado em 1977, durante o período da ditadura militar brasileira, o longa aborda temas como vigilância estatal, memória histórica, repressão política e as formas de resistência construídas em contextos autoritários. A narrativa se desenrola na cidade do Recife, cenário que evidencia as tensões sociais e políticas da época.

O debate promovido após a sessão dialoga diretamente com os objetivos do Paralelo 33: fomentar uma perspectiva Sul Global nas discussões acadêmicas e públicas, destacando experiências históricas e políticas da América Latina, África e Ásia. O projeto se dedica à produção e difusão de conteúdos multimídia – como podcasts, vídeos, notícias em redes sociais e eventos presenciais – com o intuito de tornar mais acessíveis as reflexões críticas acerca das dinâmicas internacionais que atravessam o Sul Global.

Além da relevância temática, o momento escolhido para o evento é particularmente significativo para o cinema brasileiro. O filme O Agente Secreto está concorrendo ao Oscar 2026 em quatro categorias – incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura –, igualando o recorde histórico da produção Cidade de Deus como o filme brasileiro com maior número de indicações em uma única edição da premiação. 

A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para o dia 15 de março, poucos dias após a realização do Cine Paralelo, o que torna o evento uma oportunidade estratégica para discutir o impacto internacional do cinema brasileiro contemporâneo e refletir sobre como produções culturais podem contribuir para revisitar e problematizar episódios da história nacional.

Post do evento – @paralelotrintaetres

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

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      A exposição itinerante permanente “Arrancadas de Nós – Histórias que precisam ser contadas” foi aberta na manhã desta quinta-feira, 5 de março, no Hall da Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A mostra integra a programação do Mês da Mulher, organizada pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade e reúne imagens e histórias de dez mulheres vítimas de feminicídio no estado do Rio Grande do Sul, propondo à comunidade acadêmica e à sociedade uma reflexão sobre a violência de gênero e a necessidade de fortalecer ações de enfrentamento a esse tipo de crime.

      A iniciativa integra uma mobilização mais ampla de conscientização sobre a violência contra as mulheres e ocorre simultaneamente em outras três cidades do estado.

Exposição no hall da Reitoria

    Com caráter itinerante, a exposição percorre municípios do Rio Grande do Sul levando o debate para universidades, escolas e instituições públicas. Durante a abertura, representantes de diferentes instituições destacaram a importância de trazer o tema para o espaço universitário e ampliar o diálogo com a comunidade. 

      A exposição tem como objetivo dar visibilidade à realidade do feminicídio no Brasil e homenagear mulheres que perderam suas vidas em razão da violência de gênero. A iniciativa busca sensibilizar a sociedade sobre a gravidade desse tipo de crime, considerado uma das formas mais cruéis de violência contra as mulheres, além de promover reflexão sobre as consequências do feminicídio para as famílias e para a comunidade. As fotografias expostas foram selecionadas pela Coordenação da Força-Tarefa de Combate aos Feminicídios da Comissão de Segurança, Serviços Públicos e Modernização do Estado da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Cada imagem apresenta um breve relato sobre a mulher retratada, trazendo informações sobre sua trajetória de vida e sobre o crime do qual foi vítima. A mostra também pretende estimular o debate público sobre a prevenção da violência de gênero e fortalecer parcerias com instituições, organizações e movimentos sociais que atuam na defesa dos direitos das mulheres, contribuindo para ampliar a conscientização e mobilização social em torno do enfrentamento ao feminicídio.

    A cerimônia de abertura contou com a presença de diversas autoridades acadêmicas e representantes de instituições públicas e da sociedade civil. Estiveram presentes a reitora da Universidade, Martha Adaime, o vice-reitor, Thiago Marquesan, e a pró-reitora de extensão, Milena Freire, além da deputada estadual Stela Farias, responsável por levar a exposição a diferentes municípios do estado. Também participaram da abertura o juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Aguinão, a representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira, secretárias municipais, vereadoras, integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Santa Maria, pró-reitoras, docentes, servidoras técnico-administrativas e estudantes da Universidade.
Representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira.

     A representante do Comitê de Igualdade de Gênero da UFSM, Monalisa Siqueira, ressaltou que o momento é de reflexão, mas também de mobilização diante do aumento dos casos de feminicídio no país. Segundo ela, a universidade tem papel fundamental na promoção de políticas e ações voltadas à igualdade de gênero. “Nosso objetivo é promover políticas de igualdade dentro da Universidade, acompanhar ações, acolher demandas e fortalecer uma cultura que enfrente as diferentes formas de violência contra as mulheres”, afirmou.

    A exposição também chama atenção para os números recentes da violência de gênero. De acordo com dados mencionados durante o evento, apenas nos primeiros meses deste ano, o Rio Grande do Sul já registra cerca de 20 casos de feminicídio, um aumento superior a 50% em relação ao mesmo período do ano anterior.

 

     O juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Agnon, destacou que o combate à violência contra a mulher exige uma atuação conjunta entre diferentes áreas da sociedade. Para ele, embora as ações do sistema de justiça sejam importantes, elas não são suficientes por si só. “Temos trabalhado com medidas protetivas e prisões, mas o enfrentamento precisa ser multidimensional. Precisamos também de educação, comunicação e debate público para tirar esse problema da invisibilidade”, destacou.

Juiz da Vara da Violência Doméstica, Rafael Agnon
Deputada Estadual Stela Farias.

 

A deputada estadual Stela Farias, responsável pela articulação da exposição, explicou que a iniciativa surgiu a partir do pedido de familiares de uma vítima de feminicídio que desejavam manter viva a memória da filha. A partir desse relato, surgiu a proposta de criar uma mostra itinerante com histórias de mulheres assassinadas. Desde então, a exposição passou a percorrer diferentes cidades do estado. Atualmente, há diversos conjuntos de painéis em circulação, permitindo que a mostra aconteça simultaneamente em vários locais.

“A ideia é justamente provocar reflexão, dar visibilidade a essas histórias e mostrar que não estamos falando apenas de números, mas de vidas interrompidas, de sonhos e de famílias”, explicou a deputada.

Segundo ela, o projeto já passou por dezenas de municípios e deve continuar circulando pelo estado nos próximos meses, levando o debate sobre violência de gênero para escolas, universidades e espaços públicos.

 

A reitora da UFSM, Martha Adaime, destacou que a Universidade tem buscado desenvolver políticas institucionais voltadas à igualdade de gênero e ao enfrentamento das violências. “Essas são questões complexas e precisam ser enfrentadas de diversas formas. A universidade tem o papel de produzir conhecimento, promover educação e incentivar o debate para transformar essa realidade”, afirmou.

Reitora Martha Adaime.

A exposição permanece aberta à visitação no Hall da Reitoria da UFSM até amanhã, dia 06/03, e integra as atividades de conscientização e debate sobre a violência de gênero desenvolvidas na instituição ao longo do mês.

A programação do “8M na UFSM”, organizada pela Casa Verônica da UFSM em conjunto com a PRE, segue ao longo de todo o mês de março com diferentes atividades voltadas ao debate sobre direitos das mulheres, igualdade de gênero e enfrentamento às violências. 

A agenda inclui rodas de conversa, exposições, ações culturais e eventos acadêmicos promovidos por diferentes unidades e projetos da Universidade. A programação completa pode ser conferida no perfil do Instagram @extensaoufsm.

Folders informativos distribuídos na cerimônia.

Texto e fotos: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/03/ufsm-promove-viva-o-campus-especial-dia-das-mulheres-8 Tue, 03 Mar 2026 22:07:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15064

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e do Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 8 de Março, o Viva o 55BET Pro Especial Dia das Mulheres. O evento faz parte da programação que será realizada ao longo do mês de março, pensada nesse tema tão relevante, principalmente, nos dias de hoje. As atividades são abertas a toda a comunidade e acontecem das 15h às 19h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, a Mostra Morfo; o Projeto Arte Além do Ofício; o Acervo Artístico e uma programação especial e repleta de atividades em parceria com a Casa Verônica da UFSM, juntamente com o Coletivo Editorial Taú, Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH/UFSM), DTG Noel Guarany 13ª Região, Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) e Incubadora Social. Serão oferecidas oficinas como defesa pessoal, leitura, esportes campeiros para mulheres, oficina e campeonato de truco gaudério, Tertafe (Tejo, Tava, Argola e ferradura), oficina de assoalho pélvico e exercícios para gestantes, além da presença da Feira Incubadora Social Mulheres Empreendedoras. 

O Viva promete atrações artísticas diversificadas, passando pelo rock, música gaúcha, música brasileira e música eletrônica, tudo por conta das apresentações de mulheres potentes nas vozes e talentos da AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, Luiza Morais e Zara Steinbrenner.

Viva o 55BET Pro 

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional. 

PROGRAMAÇÃO 

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

  • 15h às 19h – Largo do Planetário 
  • 15h30 – AG Rock 
  • 16h30 – DTG Noel Guarany e 13ª Região Tradicionalista – Mirella Sydol, na gaita e Clara Pivetta, solista vocal 
  • 17h – Luiza Morais – Música Brasileira 
  • 18h – Zara Steinbrenner: Set de música House, Groove Disco, Música Eletrônica

PARCEIROS FIXOS 

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • JARDIM BOTÂNICO 
  • 15h às 19h 
  • 16h Recepção e visita livre 
  • 17h yoga ao ar livre: Equilíbrio e gravidade: corpo em alinhamento 
  • 18h30 Palestra: mulheres pioneiras na Astronomia 
  • 19h oficina de observação de constelações e meditação guiada 
  • ACERVO ARTÍSTICO 
  • 15h às 19h 
  • Exposição Não Estou Lá, de Victor Hugo Cecatto 
  • Arte Rupestre na Caverna Espaço Imersivo 
  • 17h – Oficina Textil – Tramas Femininas (inscrições prévias via formulário)
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • MOSTRA MORFO 
  • 15h às 19h 
  • Prédio 19

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CASA VERÔNICA

Casa Verônica 

  • 17h — Conversa sobre o serviço
  •  17h — Oficina de defesa pessoal (Bosque em frente ao planetário)

Coletivo Editorial Taú 

  •  16h–17h — Oficina de leitura: “O Monstro não mora aqui (Ele escreve)” — Leitura crítica de contos de horror contemporâneos e técnicas de Escrita Criativa (Bosque próximo à pracinha) 

GIDH — Mariana Selister 

  • 17h–18h — Oficina de leitura: “Roda de Histórias: Mulheres Inspiradoras, de Bertha Lutz a você” (Bosque próximo à pracinha) 

DTG Noel Guarany (13ª Região) 

  • 16h–18h — Oficinas de esportes campeiros para mulheres 
  • A partir das 16h — Oficina e campeonato de Truco Gaudério, Peteca e Vaca Parada 
  • A partir das 17h — Oficina de Tetarfe (Tejo, Tava, Argola e Ferradura)

LIASM 

  • 15h — Oficina para assoalho pélvico (Bosque em frente ao planetário)
  • 16h — Oficina de exercícios para gestantes (Bosque em frente ao planetário) 

Feira Incubadora Social 

  • Mulheres empreendedoras
Post do evento – @extensaoufsm

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte/Pró-Reitoria de Extensão

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Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/24/confira-a-programacao-da-edicao-do-viva-o-campus-de-volta-as-aulas-que-acontece-nesse-domingo-01 Tue, 24 Feb 2026 11:34:51 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14986

A Universidade Federal de Santa Maria, por meio da Pró-Reitoria de Extensão UFSM, através da Coordenadoria de Cultura e Arte, promove, neste domingo, 01 de Março, o Viva o 55BET Pro Volta às Aulas. O evento é o primeiro de 2026 e vai recepcionar os alunos para o início do ano letivo. As atividades são abertas a toda comunidade e acontecem das 16h às 20h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, Mostra Morfo; Projeto Arte Além do Ofício; Projeto Hangar Aero Espacial e teremos a presença da Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE); da Pró-Inova; da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós Graduação (PRPGP), além do Diretório Central dos Estudantes (DCE) e da Associação de Pós Graduandos da UFSM (APG), oferecendo ações para o público e muitas informações.

 

A atração artística do Viva vai ficar por conta da apresentação do VouC E-Culture Free @ UFSM, com a performance dos DJs Callil, Sound Of Versailles, Victor Emannuel e Cah Pinheiro, tocando diferentes vertentes da música eletrônica, como: Indie Dance, House Music, trazendo um clima de sunset ao evento.

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional.

PROGRAMAÇÃO:


ATIVIDADE ARTÍSTICA:

  • 18h às 19h30
  • Largo do Planetário
  • VouC E-Culture Free @ UFSM
  • Performance com Callil DJ, Sound Of Versailles DJ, Victor Emannuel DJ e Cah Pinheiro DJ, tocando diferentes vertentes da música eletrônica

PARCEIROS FIXOS:

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR
    16h às 20h
    Largo do Planetário
  • JARDIM BOTÂNICO

16h às 20h

Visita livre ao telhado verde

Visita livre ao jardim sensorial

Exposição de animais taxidermizados

17h Trilha guiada

  • PROJETO HANGAR AEROESPACIAL
    16h às 20h
    Simulador de voo e Apresentações gerais
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO
    16h às 20h
    Largo do Planetário
  • MOSTRA MORFO
    16h às 20h
    Prédio 19

PARCERIAS:

  • Pró-Reitoria de Graduação
  • Pró-Reitoria Pesquisa e Pós Graduação
  • Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis
  • Diretório Central dos Estudantes – DCE
    Associação de Pós
  • Graduandos da UFSM – APG
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Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/edital-abre-inscricoes-para-municipios-da-regiao-central-realizarem-a-caminhada-internacional-na-natureza-em-2026 Fri, 20 Feb 2026 19:31:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14969

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria tornaram público o Edital nº 01/2026 para inscrições de municípios interessados em sediar a Caminhada Internacional na Natureza – Região Central do Rio Grande do Sul no ano de 2026.

As inscrições estarão abertas de 10 de fevereiro a 10 de março de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pelas prefeituras municipais da Região Central do Estado, no âmbito da área administrativa da Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria e Geoparques da Região Central, por meio de formulário oficial disponibilizado pela coordenação regional. Confira a lista de municípios de abrangência clicando aqui.

Fortalecimento do turismo rural e da extensão

O edital tem como objetivo organizar, fortalecer e garantir a boa condução da Caminhada Internacional na Natureza na Região Central do RS, definindo normas, critérios de seleção e responsabilidades das entidades envolvidas.

A iniciativa integra o Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) – Eixo 6 – Fomento ao Turismo Rural, consolidando-se como uma ação estratégica de desenvolvimento territorial sustentável, valorização da agricultura familiar e dinamização econômica das comunidades rurais.

Nos últimos anos, a Caminhada tem mobilizado milhares de participantes, fortalecendo circuitos curtos de comercialização, promovendo feiras locais e gerando renda para agricultores familiares, agroindústrias, artesãos e comunidades quilombolas da região.

Critérios e prioridades

Conforme o edital, terão prioridade na escolha das datas os municípios que nunca realizaram a Caminhada, seguidos daqueles que não conseguiram realizar o evento por adversidades, e, posteriormente, os que já participaram em edições anteriores.

Cada município poderá sediar apenas uma Caminhada oficial por ano, e será permitida somente uma Caminhada por mês dentro da área regional, no período de abril a novembro.

As datas disponíveis para 2026 contemplam os meses de abril a novembro, com opções específicas de sábados e domingos previamente estabelecidos no calendário oficial.

A inclusão definitiva no calendário dependerá do cumprimento integral das regras do edital e da contemplação no Edital de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM no respectivo ano.

Responsabilidades compartilhadas

O modelo de governança da Caminhada envolve responsabilidades específicas para cada parceiro:

  • Municípios: garantir ambulância, equipe de saúde, transporte (quando necessário), profissional de Educação Física, carros de apoio, sinalização, credenciamento e infraestrutura básica do evento.
  • Emater-RS/Ascar: definir o trajeto oficial, organizar a feira local, realizar pré-teste técnico do percurso e apoiar o cadastro no sistema Ecobooking.
  • UFSM: coordenar a comunicação oficial, produzir materiais institucionais, organizar inscrições e apoiar o transporte da comunidade universitária (conforme disponibilidade).
  • Comunidade local: organizar café, almoço e feira de produtos regionais, fortalecendo a economia local.

Como se inscrever

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário oficial disponível no período estabelecido no edital. Municípios que não realizarem a inscrição dentro do prazo estarão automaticamente excluídos da edição de 2026.

Dúvidas podem ser encaminhadas para:

📧 caminhadas.ufsm@55bet-pro.com 

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp.

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Extensão – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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UFSM presente no debate internacional sobre fome e pobreza

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) participou, nos dias 5 e 6 de fevereiro de 2025, do 1º Seminário Internacional “Universidades e Agricultura Familiar”, realizado na Universidade Federal de Goiás (UFG), em Goiânia. O encontro reuniu cerca de 40 especialistas convidados do Brasil e do exterior, incluindo representantes da Argentina, Brasil, Chile, Paraguai, México e Portugal, no âmbito da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

O evento foi organizado pela UFG em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e teve como foco a integração entre ensino, pesquisa e extensão universitária como estratégia para fortalecer a soberania e a segurança alimentar e nutricional. Com ênfase na América Latina, especialmente nos países do Mercosul, o seminário promoveu o mapeamento de ações acadêmicas voltadas à agricultura familiar, a sistematização de políticas públicas, a elaboração de recomendações técnicas para gestores e o fortalecimento de redes de cooperação internacional.

A abertura contou com a presença do Ministro Wellington Dias (MDS) e da Reitora da UFG, Sandramara Matias Chaves. O painel inaugural, “Universidades, Agricultura Familiar e Políticas Públicas no Combate à Fome e à Pobreza”, foi mediado pelos professores da UFG Adriano Rodrigues de Oliveira e Fabiana Thomé da Cruz (Grupo de Trabalho (GT) Cooperação Acadêmica MDS), com participação de João Paulo de Faria Santos (GT Cooperação Acadêmica MDS), Charllote Bilo (Mecanismo de Suporte da Aliança Global), Pablo Rush (Grupo de Investigadores em Políticas Públicas para a Agricultura Familiar (GIPPAF) – Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (REAF) – Argentina) e Gabriel Isola (REAF – Uruguai).

 

Aliança Global e Cesta de Políticas

A Aliança Global contra a Fome e a Pobreza constitui uma abordagem inovadora para acelerar a implementação dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 1 ( Erradicação da Pobreza) 2 (Fome Zero). A iniciativa busca manter impulso político contínuo, mobilizar recursos públicos e privados e apoiar políticas baseadas em evidências, priorizando países e populações em situação de vulnerabilidade.

No centro da Aliança está a Cesta de Políticas, considerada seu núcleo estruturante. Trata-se de um conjunto de instrumentos e programas que podem ser adotados integralmente ou adaptados por governos, contando com suporte técnico e financeiro dos membros da Aliança. Para integrar essa cesta, as iniciativas devem apresentar escopo claro, viabilidade de implementação governamental, base empírica consistente, foco prioritário em pessoas em situação de fome e pobreza e contribuição direta para os ODS 1 e 2.

 

Caminhada Internacional na Natureza: ATER, turismo rural e geração de renda

No Grupo de Trabalho 04 (Assistência Técnica e Extensão Rural Participativa), o professor Ezequiel Redin apresentou a experiência da Caminhada Internacional na Natureza, desenvolvida pela UFSM com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), por meio do edital Território Imembuy – Geoparques, em colaboração com a Emater-RS/Ascar e as prefeituras municipais da Região Central do Rio Grande do Sul.

 

A iniciativa articula turismo rural, agricultura familiar e Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), promovendo geração de renda, fortalecimento dos sistemas alimentares locais e inclusão produtiva de agricultores familiares e comunidades quilombolas. A proposta foi debatida como exemplo de ação com potencial de política pública em escala ampliada, atendendo aos critérios da Cesta de Políticas.

 

Os resultados apresentados evidenciam impactos concretos: entre 2023 e 2025, foram realizadas mais de 18 caminhadas em 13 municípios da Região Central do RS, com 2.694 participantes efetivos e 155 expositores locais. No período, a iniciativa gerou mais de 500 mil reais em movimentação econômica. Somente em 2025, foram 69 mil reais em vendas diretas, envolvendo cafés, almoços e feiras da agricultura familiar e quilombola. Ao todo, 917 pessoas participaram da organização dos eventos, integrando comunidade acadêmica, gestores públicos e comunidades rurais.

O projeto também alcançou reconhecimento institucional ao integrar, em 2026, uma questão do vestibular da UFSM, ampliando sua visibilidade acadêmica. A experiência está baseada em evidências científicas, com a produção de vários resumos, artigos e capítulos de livros publicados com a operacionalização do movimento do turismo rural na Região Central do RS.

Ao final do encontro, realizado no Auditório da Escola de Música, 55BET Pro Samambaia da UFG, a experiência da Caminhada foi citada e destacada na plenária de encerramento como referência de articulação entre universidade, extensão rural, poder público municipal e desenvolvimento territorial sustentável.

Em breve, a iniciativa deverá constar na plataforma oficial da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza:
http://globalallianceagainsthungerandpoverty.org/pt-br/

Turistas na Caminhada Internacional na Natureza – Raízes do Mirim em Toropi (RS), realizada em 30 de agosto de 2025
Café da manhã e representantes das comunidades quilombolas em Restinga Sêca durante o evento Caminhando com os Quilombolas: história e ancestralidade, realizado em 09 de agosto de 2025

Representação do Colégio Politécnico e articulação nacional

Representaram a UFSM, pela área de Extensão Rural do Colégio Politécnico, os professores Gustavo Pinto da Silva e Ezequiel Redin. O professor Gustavo apresentou a experiência de formação de extensionistas rurais por meio da disciplina Vivências em Fruticultura. Embora a proposta não tenha avançado como política de abrangência regional ou nacional, a participação reforçou a presença da UFSM em debates internacionais estratégicos sobre desenvolvimento social e rural sustentável.

Os docentes também participaram da defesa da inclusão da Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma Agrária (PNATER) na Cesta de Políticas da Agenda Global, ampliando o diálogo entre experiências locais e diretrizes nacionais.

A participação no seminário reafirma o protagonismo da UFSM, da Emater-RS/Ascar e dos municípios parceiros na construção de soluções inovadoras voltadas ao combate à fome e à pobreza, alinhadas à agenda global dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp

Texto e fotos: PROGEATER

Revisão e edição: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM) e Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) foi selecionada para participar da Operação Carimbó, que integra a 100ª edição do Projeto Rondon, uma das mais emblemáticas iniciativas de extensão universitária do país. A participação da UFSM nessa edição histórica representa o reconhecimento do compromisso institucional da Universidade com a responsabilidade social, a extensão universitária e a formação cidadã dos estudantes.

A equipe da UFSM será coordenada pela professora Silvana Bastos Cogo, do curso de Enfermagem, docente com sólida trajetória acadêmica e ampla experiência em ações extensionistas e no próprio Projeto Rondon. Enfermeira, graduada em 2002 pela Universidade Franciscana (UFN), com mestrado em enfermagem pela UFSM e doutorado pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Silvana atua como docente da UFSM desde 2009, tendo desenvolvido atividades de ensino, pesquisa e extensão em diferentes campi da instituição.

Ao longo de sua trajetória, a professora já participou de duas edições anteriores do Projeto Rondon: em 2010, na Operação Rei do Baião, no município de Orocó (PE) e em 2011, como coordenadora da Operação Seridó, em Itajá (RN). Essas experiências anteriores contribuíram para a elaboração da proposta que garantiu a seleção da UFSM para a Operação Carimbó.

Uma proposta baseada no diagnóstico do território

A proposta apresentada pela UFSM para o Projeto Rondon foi construída a partir de um estudo ampliado da realidade regional, respeitando as peculiaridades sociais, econômicas e culturais do território de atuação. Segundo a professora Silvana, esse diagnóstico é fundamental para identificar, de forma responsável, as necessidades dos municípios que recebem as ações do Projeto Rondon.

O estudo contemplou informações sobre a região da Ilha de Marabá, composta por 13 municípios e três municípios da Ilha de Marajó, no estado do Pará. A proposta reúne um diagnóstico socioeconômico, urbano e rural, com identificação de índices de pobreza e exclusão social, principais problemas enfrentados pelas populações locais, programas e políticas públicas existentes, além de uma análise da situação econômica e social da região.

A partir desse levantamento, foram planejadas ações nas áreas de saúde, educação, cultura, direitos humanos e justiça, que serão desenvolvidas durante o período de atuação da UFSM no município designado.

O significado da Operação 100 para a UFSM

Para a professora Silvana, a participação da UFSM na Operação 100 do Projeto Rondon vai além de uma conquista institucional. Representa, sobretudo, um compromisso ético e social com populações que vivem em contextos de vulnerabilidade. Segundo ela, integrar essa edição histórica “representa o reconhecimento do compromisso institucional com a extensão universitária, fortalecendo a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, a formação cidadã dos estudantes e a projeção nacional da universidade como agente de transformação social em benefício da população brasileira”.

Silvana destaca ainda que atuar em regiões com necessidades significativas exige responsabilidade e engajamento por parte de docentes e estudantes envolvidos, reforçando o papel social da universidade pública.

O que caracteriza a Operação Carimbó

A Operação Carimbó se caracteriza pela aproximação direta entre universidade e sociedade, promovendo o contato de professores e estudantes com realidades marcadas por desigualdades sociais persistentes, mas também por forte diversidade cultural e formas consistentes de organização comunitária.

O contexto do estado do Pará evidencia importantes desafios sociais. De acordo com os dados apresentados pela professora, o estado abriga 135.603 pessoas quilombolas e 80.980 indígenas, além de apresentar índices educacionais abaixo da média nacional, com IDEB de 5,7 nos anos iniciais do ensino fundamental, 4,8 nos anos finais e 4,4 no ensino médio da rede estadual. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) é de 0,69, considerado médio, ocupando a 23ª posição no ranking nacional.

Em 2024, a renda média per capita registrada foi de R$ 1.344,00. Além disso, apenas 8,7% da população conta com cobertura de esgotamento sanitário e 66,65% com cobertura de atenção primária em saúde, deixando cerca de 34% da população sem acesso regular a serviços básicos de saúde.

As demandas específicas do município de atuação ainda serão definidas após a confirmação oficial por parte do Ministério da Defesa. A professora explica que somente após essa definição será possível realizar uma identificação precisa das necessidades sociais e comunitárias do local.

Seleção dos estudantes e planejamento da operação

Os estudantes que integrarão a equipe da Operação Carimbó serão selecionados em março de 2026, por meio de edital a ser publicado em fevereiro. Entre os critérios mínimos, está a exigência de que os candidatos tenham cursado ao menos 50% do curso. A participação prévia em experiências extensionistas será valorizada, por ser considerada um conjunto de potencialidades relevantes para a atuação no Projeto Rondon.

O planejamento da operação envolve diversas etapas até o deslocamento da equipe. Um dos momentos centrais é a viagem precursora, realizada pela professora coordenadora, com o objetivo de conhecer previamente o município, ajustar as ações planejadas junto aos gestores locais e definir questões logísticas, como acomodações e alimentação da equipe durante o período de atuação. Até o embarque da equipe, previsto para julho de 2026, o planejamento inclui a organização das ações, a confecção de materiais e a realização de reuniões periódicas para entrosamento e preparação dos rondonistas.

A logística da viagem envolve diferentes etapas: a UFSM, em geral, garante o deslocamento até Porto Alegre e o seguro viagem/saúde dos participantes, enquanto o Ministério da Defesa é responsável pelo transporte até a cidade-sede da operação (Marabá) e os municípios de atuação. A hospedagem e alimentação ficam sob responsabilidade das prefeituras locais, sendo acordadas previamente durante a viagem precursora. Apesar de as acomodações serem simples, por se tratar de uma atividade voluntária, os rondonistas costumam ser bem acolhidos e contam com apoio logístico e acompanhamento do Exército durante todo o período da operação.

Impactos e formação cidadã

De acordo com a professora Silvana, os impactos das ações do Projeto Rondon tendem a ser percebidos a longo prazo, uma vez que o objetivo é promover o desenvolvimento das comunidades a partir de suas próprias demandas. Ainda assim, espera-se que as ações gerem impactos satisfatórios à população atendida.

As experiências vivenciadas durante a operação costumam ser marcantes para estudantes e docentes, especialmente pelo acolhimento da população local e pela construção de vínculos baseados na convivência, no diálogo e na troca de saberes. “Esses laços permanecem na memória dos participantes e tornam-se experiências inesquecíveis, com impacto duradouro em suas trajetórias pessoais, acadêmicas e profissionais”, destaca a coordenadora.

Ao articular o conhecimento acadêmico com a realidade local, a experiência do Projeto Rondon contribui de forma significativa para a formação cidadã e profissional dos estudantes. A vivência em contextos de diversidade cultural e vulnerabilidade social favorece o desenvolvimento da sensibilidade social, do compromisso ético, da autonomia, do trabalho em equipe e da capacidade de propor soluções alinhadas às demandas das comunidades.

Extensão como eixo transformador

Ao final, a professora Silvana Bastos Cogo reforça o orgulho da UFSM em participar da 100ª edição do Projeto Rondon e destaca a importância de valorizar e fortalecer ações extensionistas no ambiente universitário. Segundo ela, é por meio da extensão que a universidade se aproxima da realidade social, articula teoria e prática e constrói saberes comprometidos com a transformação social dos municípios onde atua.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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No ar desde 1981, o Radar Esportivo é um dos projetos de comunicação mais tradicionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente estruturado como Radar Esportivo em Multiplataforma, o projeto de extensão, vinculado aos cursos de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), tem como objetivo promover e dar visibilidade ao esporte local e regional, além de ampliar o espaço para modalidades que historicamente recebem menor atenção da mídia, como o esporte universitário.

Em 2026, o projeto integra a cobertura do Campeonato Gaúcho às suas atividades, realizando a transmissão dos jogos do Inter de Santa Maria na competição. A iniciativa ocorre em parceria com as Rádios UFSM e com o programa UniFM Esporte Clube, unindo ensino, extensão e prestação de serviço à comunidade por meio da comunicação esportiva. As transmissões do Gauchão marcam a retomada de uma experiência que não acontecia desde antes da pandemia, com a última cobertura realizada em 2019, ampliando novamente a presença da UFSM em grandes eventos esportivos do estado.

Integrantes do Radar Esportivo / Foto: Jessica Mocellin
Pedro na transmissão de São José x Inter-SM em Porto Alegre / Foto: Patrício de Freitas/Divulgação

Para o jornalista Pedro Pereira, egresso do projeto e do curso de Jornalismo da UFSM e, atualmente, produtor e apresentador do UniFM Esporte Clube, a experiência tem sido marcante tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Segundo ele, “essa experiência está sendo gratificante e, de certa forma, inacreditável”, especialmente por ter escolhido permanecer em Santa Maria após a graduação. O jornalista destaca que muitos colegas optam por deixar a cidade em busca de oportunidades em centros maiores, mas que a decisão de ficar possibilitou vivenciar uma cobertura de alto nível. “Estou tendo essa oportunidade justamente por ter tomado essa decisão”, afirma.

Pedro também ressalta a dimensão institucional da cobertura, que leva o nome da UFSM para diferentes regiões do estado. “Nós estamos tendo a oportunidade de cobrir e levar o nome da UFSM estado afora. Fomos para Porto Alegre duas vezes e para Bagé; na segunda fase devemos conhecer outras cidades, ou até voltar para Porto Alegre”, relata. Para ele, essa vivência é especialmente significativa por envolver estudantes que estão no início da formação profissional, muitos deles ainda nos primeiros semestres do curso.

LABORATÓRIO DE FORMAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

Com mais de quatro décadas de trajetória, o Radar Esportivo consolidou-se como um importante laboratório de prática profissional para estudantes da área da Comunicação. Atualmente, o projeto conta com 15 integrantes, sendo 11 estudantes do curso de Jornalismo, três de Relações Públicas e um de Produção Editorial, além da coordenação e orientação da professora Viviane Borelli.

Ao longo das atividades, os estudantes participam de todas as etapas do processo jornalístico, incluindo pauta, apuração, produção, redação, edição, locução e apresentação. Durante as transmissões do Gauchão, os alunos atuam como narradores, comentaristas, repórteres de campo, repórteres de torcida, plantonistas e técnicos, vivenciando na prática a rotina do jornalismo esportivo em multiplataforma.

Pedro Pereira destaca a relevância dessa experiência para a formação acadêmica dos estudantes. Ele observa que muitos profissionais formados anteriormente não tiveram acesso a esse tipo de vivência durante a graduação. “Eu e mais alguns colegas saímos competentes da faculdade sem ter essa experiência, mas vemos alunos do Radar entrando no terceiro semestre. Ou seja, eles estão tendo essa oportunidade já no primeiro ano de faculdade. Pensa o quão melhores e mais preparados eles vão estar ao fim da graduação”, avalia.

O jornalista também destaca o aprendizado técnico envolvido nas transmissões, ressaltando que cada função apresenta desafios específicos. “Aqui, na rádio, nós temos vários eventos, mas participar da transmissão de um jogo é muito diferente. Muitos alunos estão tendo essa oportunidade pela primeira vez agora. Nós fazemos comentários nos programas do Radar, mas fazer comentários, ao vivo, de uma partida é muito diferente”, comenta, citando o trabalho de narradores, comentaristas e repórteres ao vivo como uma experiência fundamental para o desenvolvimento profissional.

 

VIVÊNCIA EXTENSIONISTA E CRESCIMENTO COLETIVO

A estudante Marina Ferreira dos Santos, bolsista do projeto e aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo, também destaca o caráter formativo e coletivo da experiência. Para ela, a atuação do Radar Esportivo em parceria com a Casa de Comunicação, a Coordenadoria de Comunicação, a rádio UniFM 107.9 e o programa UniFM Esporte Clube representa um diferencial na formação acadêmica. Marina afirma que vê a experiência “como algo enriquecedor”, ressaltando que, apesar de o termo ser frequentemente usado como clichê, ele traduz com precisão o impacto do projeto.

Segundo a estudante, a vivência contribui não apenas para a formação profissional, mas também para o crescimento pessoal dos participantes. Ela ressalta que a participação em transmissões longas, com mais de 90 minutos de duração, oferece uma experiência que dificilmente seria possível fora do ambiente universitário. “É um completo diferencial ter participado de transmissões de pelo menos 90 minutos de jogo, que nós não teríamos em nenhum outro lugar e em nenhum outro momento que não fosse agora, enquanto estudantes”, destaca.

Marina na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

Marina também enfatiza a importância de acompanhar todo o processo de construção das transmissões, desde as etapas iniciais até a realização final. Como bolsista, ela relata que acompanhar o desenvolvimento do projeto desde o início permite visualizar os resultados concretos do trabalho coletivo. “A gente consegue ver os colegas crescendo, a gente consegue ver a gente próprio crescendo, a gente consegue ver o fruto de todo o trabalho, de todas as discussões e reuniões e conversas que a gente teve para isso acontecer, que agora dá um fruto real”, afirma.

Gabriel na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

O estudante Gabriel Ferraz, aluno do terceiro semestre do curso de Jornalismo da UFSM e narrador das partidas transmitidas pelo projeto, também destaca o impacto formativo da experiência no Radar Esportivo. Segundo ele, participar das transmissões do Campeonato Gaúcho tem sido algo inédito em sua trajetória acadêmica.

Para o estudante, a vivência prática proporcionada pelo projeto representa algo raro dentro da formação universitária. “É muito difícil nós termos uma real experiência de como é atuar no mercado de trabalho durante os quatro anos de formação”, destaca. Ele cita como exemplo uma das transmissões realizadas no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, quando teve contato direto com profissionais já conhecidos do jornalismo esportivo. “Eu sentei ao lado da equipe do Diário de Santa Maria e atrás de mim estava o pessoal da Rádio Gaúcha numa cabine, incluindo o Guerrinha. Enfim, profissionais consagrados que trabalham com isso constantemente”, relata.

Mesmo atuando com menos recursos técnicos em comparação com grandes emissoras, Gabriel afirma que a experiência é altamente motivadora. “Só a chance, a possibilidade de poder fazer uma transmissão melhor que a deles, mesmo com muito menos recursos, é algo que me motiva de uma maneira sem precedentes”, afirma. Ele compara as estruturas profissionais com a realidade do projeto e destaca o esforço coletivo envolvido. “Eles têm técnico de som e têm quatro, cinco, seis pessoas envolvidas só em uma função, nós não. No nosso caso, é todo mundo fazendo tudo por si; todo mundo fazendo um pouquinho para que no final o Radar Esportivo ganhe com isso”.

PROGRAMAS NO RÁDIO E ATUAÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Além da transmissão do Campeonato Gaúcho, o Radar Esportivo mantém uma programação semanal de dois programas fixos na grade da UniFM, produzida e apresentada por acadêmicos dos cursos de Comunicação. São eles: o Radar na Rodada, um programa de debates sobre o esporte local, nacional e mundial, exibido às quartas-feiras, às 14h; e o Radar Entrevista, veiculado às sextas-feiras, às 14h, que recebe convidados envolvidos com o esporte de Santa Maria e região.

O projeto também atua de forma intensa nas plataformas digitais, com produção de conteúdos jornalísticos para o Instagram. Entre os conteúdos produzidos, estão as coberturas realizadas nos stories, em tempo real, de eventos esportivos da cidade, como os jogos

Cobertura de jogo da UFSM Futsal na Série Ouro de 2025 / Arquivo pessoal

da UFSM Futsal na Série Ouro, partidas do Inter de Santa Maria, o Festival Paralímpico da UFSM, a Superliga de Futsal Pró de Santa Maria e os jogos do Santa Maria Soldiers, ampliando o alcance das informações esportivas junto à comunidade. 

EXTENSÃO, PESQUISA E IMPACTO SOCIAL

Ao longo de sua trajetória, o Radar Esportivo passou por diferentes transformações, acompanhando as mudanças nas práticas jornalísticas e nos modos de consumo de conteúdo esportivo. O projeto também se destaca pela articulação entre ensino, pesquisa e extensão, com participação frequente em eventos acadêmicos como a Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), onde são apresentados relatos e pesquisas sobre as práticas desenvolvidas.

Por meio de parcerias com equipes, entidades esportivas e projetos da UFSM e região, o Radar Esportivo contribui para a visibilização de modalidades, atletas e iniciativas que muitas vezes não encontram espaço na mídia comercial. Dessa forma, o projeto reafirma seu compromisso com a formação acadêmica, a divulgação científica e o acesso da sociedade a uma informação esportiva de qualidade, plural e independente.

Equipe das oficinas da escola / Arquivo Pessoal

Em 2025, o projeto também passou a desenvolver ações educativas por meio da iniciativa Radar Esportivo Multiplataforma: Extensão nas Escolas, com a realização de oficinas para estudantes do ensino médio em uma escola de Camobi. As atividades ocorreram em duas visitas, com turmas do 1º ano do Ensino Médio Integral do Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso, em Santa Maria. A proposta combinou abordagens teóricas e práticas, voltadas à educação popular, ao protagonismo estudantil e à comunicação comunitária. Durante as oficinas, foram trabalhados conceitos sobre comunicação como direito e instrumento de cidadania, além de noções básicas de produção de conteúdo em áudio, incluindo estrutura de roteiro e técnicas de gravação utilizando o celular.

A retomada das transmissões de jogos do Inter-SM após o período de paralisação provocado pela pandemia é apontada como um marco importante para o projeto. Para Marina, voltar a realizar transmissões tanto pelo Radar Esportivo quanto pela UniFM representa um momento significativo de reconstrução e fortalecimento. Ela destaca o envolvimento coletivo e a expectativa de continuidade: “é muito legal ver que vai ter mais gente querendo entrar no Radar Esportivo e dar continuidade ao projeto da forma que ele tem que ser e que essa experiência é, para os estudantes, o mais autêntica e maximalista possível.”

Pedro Pereira reforça esse sentimento ao destacar o orgulho de representar a UFSM e o próprio Radar Esportivo em um evento de grande visibilidade. Ele afirma que é simbólico ver o projeto novamente presente ao lado de emissoras tradicionais da cidade. “É muito legal viver e ficar no gramado, estando ao lado da Rádio CDN e da Rádio Imembuí, tradicionais da cidade, e ali junto entre os microfones estar o laranja das Rádios UFSM”, comenta, ressaltando a importância histórica dessa presença.

EQUIPE DE COBERTURA DO GAUCHÃO

A cobertura do Campeonato Gaúcho 2026 realizada pelo projeto Radar Esportivo em conjunto com as Rádios da Universidade, envolve 15 estudantes dos cursos de Comunicação Social da UFSM, que atuam de forma integrada nas funções de narração, comentário, reportagem de campo, reportagem de torcida, plantão e técnica, além do apoio profissional do jornalista Pedro Pereira, do programa UNIFM Esporte Clube. A escala da primeira fase das coberturas contou com os seguintes integrantes e atribuições:

  • Andrya Lima Nielsen (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Arthur Aires Dal Rosso (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Clara Antonelo Basso (Jornalismo) – Comentarista e técnica;
  • Gabriel Martelet Ferraz (Jornalismo) – Narrador;
  • Gabriela Carvalho Bina (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Gabriela dos Santos Alves (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e técnica;
  • Gabriele Araujo Mendes (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Isadora Juliatto Piovesan (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e repórter de torcida;
  • Jaíne Kraetzig Cristofari (Jornalismo) – Comentarista;
  • João Victor Barbat Barros (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo e repórter de torcida;
  • Júlia Martins Moura (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Leonardo Koehler (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Maria Eduarda Jahn Marques (Produção Editorial) – Organizadora das coberturas;
  • Marina Brignol de Llano Einhardt (Jornalismo) – Repórter de campo e técnica;
  • Marina Ferreira dos Santos (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo, repórter de torcida e organizadora das coberturas;
  • Pedro Pereira (Jornalista do UNIFM Esporte Clube) – Repórter de campo e organizador das coberturas.

As transmissões do Radar Esportivo em parceria com as Rádios UFSM seguem agora para a segunda fase do Campeonato Gaúcho 2026, acompanhando os próximos confrontos do Inter-SM na competição. 

Os jogos previstos são: 05/02 (quinta-feira), às 21h30min, Inter-SM x Avenida, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 08/02 (domingo), às 16h, Monsoon x Inter-SM, no Estádio Francisco Novelletto, em Porto Alegre; 15/02 (domingo), sem horário definido, Guarany x Inter-SM, no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé; 22/02 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Guarany, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 01/03 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Monsoon, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; e 08/03 (domingo), sem horário definido, Avenida x Inter-SM, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul. 

Para acompanhar a cobertura, conferir conteúdos exclusivos ou obter mais informações, o público pode seguir o Radar Esportivo nas redes sociais, especialmente no Instagram e no YouTube, além de acessar os links das Rádios UFSM, onde são realizadas as transmissões das partidas.

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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