Gama D’Eça – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Fri, 20 Feb 2026 16:57:48 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Gama D’Eça – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Gama D’Eça – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

]]>
Gama D’Eça – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/09/23/museu-gama-deca-e-victor-bersani-fecha-temporariamente-para-reforma-do-telhado Tue, 23 Sep 2025 17:30:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13714

O Museu Educativo Gama D’Eça e Victor Bersani, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), fechará ao público no dia 26 de setembro para a realização de uma reforma no telhado do prédio principal. A intervenção, aguardada desde 2009, deve se estender pelo período de seis meses e inclui a substituição da estrutura e das telhas, sem alterar as características originais do imóvel centenário.

A última grande obra no edifício ocorreu entre 1997 e 1998. Desde então, o telhado acumulava problemas de infiltração, cupins e danos causados por temporais. O projeto de reforma foi elaborado neste ano pelos professores André Lubeck e Rogério Antocheves, do Escritório Modelo, projeto de extensão universitária vinculado ao Centro de Tecnologia

Durante a obra, o acervo será retirado para evitar riscos e parte dele será transferido para o prédio da antiga Reitoria, que receberá a recriação histórica da sala do primeiro reitor da universidade. No local, a equipe seguirá trabalhando no desenvolvimento de novas exposições. 

“O mais importante é deixar registrado que este não é um fechamento definitivo”, afirmou o museólogo Bernardo Duque de Paula, diretor do museu desde 2023. Ele também ressalta o comprometimento em manter as características históricas do edifício: “Não vamos descaracterizar o telhado. Será mantida a telha francesa e a volumetria”, concluiu.

Novas exposições previstas

A previsão é que o museu reabra com mostras inéditas, incluindo uma dedicada à coleção de cédulas e moedas, e outra sobre meteoritos pertencentes ao acervo. Essas exposições estavam previstas para este ano, mas foram adiadas em razão da obra.

Impacto na visitação

O fechamento ocorre em um período de alta visitação. Somente em 2024, o museu recebeu 18.732 visitantes, público comparável ao de museus da capital. Em 2025, já eram mais de 14 mil visitantes até setembro. “A gente quase triplicou a média de visitação dos anos anteriores. Agora, o desafio será retomar esse fluxo após seis meses fechado”, afirmou Bernardo.

Para o técnico-administrativo Felipe Steffenel, a interrupção trará impacto, mas a reabertura com novidades deve ajudar a recuperar o público. “Será preciso um trabalho de comunicação, mas confiamos que as novas exposições vão atrair novamente a comunidade”, avaliou. 

Edifício histórico no coração de Santa Maria

O Museu Educativo Gama D’Eça  e Victor Bersani está instalado desde 1985 no antigo palacete do médico Astrogildo César de Azevedo, figura proeminente na história local e fundador do Hospital de Caridade de Santa Maria. Erguida em 1913, a casa, localizada na Rua do Acampamento, é um dos marcos arquitetônicos de Santa Maria. Após a morte de Astrogildo, o edifício passou por diversas transformações e também foi sede da Prefeitura Municipal, após ser desapropriado pelo governo em 1964. 

O acervo do Museu Gama D’Eça  e Victor Bersani tem sua origem na formação da coleção Victor Bersani, da Sociedade União dos Caixeiros Viajantes de Santa Maria, em 1913. Reunindo peças de grande valor histórico, essa coleção foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 1937, sendo uma das primeiras do país a receber essa proteção legal, e uma das três únicas no Rio Grande do Sul. 

Texto: Rafael Reis, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Agenda 2030 na UFSM

A ação de extensão apresentada neste texto se alinha aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

]]>
Gama D’Eça – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/07/10/camara-de-extensao-reconhece-relevancia-dos-acervos-e-colecoes-da-ufsm Thu, 10 Jul 2025 21:25:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13068

A Câmara de Extensão reconheceu nesta terça-feira, 8 de julho, a relevância dos onze acervos e coleções da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). A chancela institucional considera a importância dos acervos e coleções para o ensino, a pesquisa e a extensão, com objetivo de valorizar e preservar o seu valor científico-cultural e como patrimônio da UFSM. O reconhecimento é resultado de levantamento realizado pelo Grupo de Trabalho (GT) de Museus, coordenado pela Divisão de Museus da Pró-Reitoria de Extensão (PRE).

 Uma das novidades do reconhecimento é a mudança do nome do Planetário da UFSM, para “Planetário Professor José Mariano da Rocha Filho”. Além dele, fazem parte da lista de acervos reconhecidos, o Laboratório de Arqueologia, Sociedades e Culturas das Américas (LASCA), a Mostra de Ciências Morfológica, o Herbário PALM, o Acervo Artístico da UFSM, o Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica da Quarta Colônia (CAPPA), o Museu Gama d’Eça e Victor Bersani, o Jardim Botânico e o Herbário SMDB, a Litoteca, o Museu Arte Ciência Tecnologia (MACT) e o Museu de Solos do Rio Grande do Sul.

O reconhecimento serve como uma forma de consolidar as diretrizes da Política Museal da UFSM, aprovada em 2024, além de permitir o registro da data de criação dos acervos e coleções. Além dos dossiês com informações detalhadas, o processo teve o parecer técnico da museóloga Aline Vargas. 

“Trata-se de uma verdadeira biografia da Universidade e, também, da memória de Santa Maria, retratadas através da cultura material. Ao alcançar, dentro da instituição, a condição de patrimônio, estes bens emergem como catalisadores da identidade institucional e da memória e evidenciam a importância da produção e difusão do conhecimento”, destaca Aline. Segundo ela, esse é um primeiro movimento para o reconhecimento dos “tesouros escondidos” nos departamentos da instituição e da Universidade.

Visibilidade e valorização

Marcelo Leite da Veiga, coordenador da Mostra de Ciências Morfológicas, ressalta o trabalho de visitação guiada feito com escolas e outros grupos da sociedade, tendo recebido mais de 5 mil visitantes desde de 2022. “A Mostra de Ciências Morfológicas ser oficialmente reconhecida como parte integrante dos Museus da UFSM, proporcionará mais oportunidades para obtenção de subsídios, para sua ampliação e divulgação, bem como participar do rol de Museus e Instituições similares do Brasil e exterior”, acrescenta Marcelo.

A responsável pela Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA), Vera Lúcia Portinho Vianna, recorda que o trabalho de levantamento dos acervos e coleções teve início em 2020 na PRE. “Para subsidiar tal reconhecimento, foi elaborado um dossiê técnico contendo documentação comprobatória da existência e da atuação de onze acervos e coleções no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão, muitos deles com mais de 50 anos de trajetória”, explica Vera.

Para o museólogo e coordenador do Museu Gama D’Eça, Bernardo Duque de Paula, o reconhecimento é um passo importante para a valorização da história dos museus. “No caso do Museu Gama d’Eça e Victor Bersani esse reconhecimento resgata uma parte fundamental da sua história, que tem início em 1913, como um dos museus mais antigos do Rio Grande do Sul e um dos únicos com o acervo tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)”, complementa Bernardo.

A diretora do Jardim Botânico da UFSM, Simone Messina Gomez, afirma que o reconhecimento contribui para as ações educativas, científicas e ambientais realizadas no espaço. “Além disso, insere o Jardim Botânico de maneira mais evidente nas políticas institucionais de extensão, ampliando nosso potencial de visibilidade, articulação com outras unidades e acesso a recursos específicos”, ressalta Simone.

Texto: Micael dos Santos Olegário, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (SDE/PRE).

Agenda 2030 na UFSM

A ação de extensão apresentada neste texto se alinha aos seguintes Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Acesse as imagens para saber mais sobre cada um deles.

]]>
Gama D’Eça – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/02/10/gama-deca-realiza-primeira-edicao-de-uma-noite-no-museu Mon, 10 Feb 2025 13:21:50 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=11104 Foto colorida de inscrição no Museu Gama D'Eça
Estudantes exploraram o museu de forma lúdica e interativa por meio da atividade (Foto: Gustavo Damascena/Agência de Notícias)

As câmeras do Museu Gama d’Eça captaram estranhas atividades em seu interior na noite desta quarta-feira (5). Quem passou pela Rua do Acampamento não sabia que lá dentro ocorria a primeira edição do evento “Uma Noite No Museu”. Ao contrário do filme homônimo, não foram as peças do acervo que deram vida ao Gama d’Eça quando as portas se fecharam, mas sim um grupo de 15 visitantes que procuravam uma misteriosa peça a partir de pistas espalhadas no prédio histórico que estava com as luzes apagadas.

Pequenas dicas espalhadas pelo museu foram utilizadas pelos visitantes como um mapa na “caça ao tesouro”. Quanto mais perto de descobrir qual era a peça misteriosa, mais se conhecia sobre seu acervo em diferentes áreas como arqueologia, paleontologia, zoologia, numismática e geologia. Em alguns momentos, a investigação foi deixada de lado para dar espaço a apreciação do acervo, descoberto aos poucos com o auxílio das lanternas.

Com o interior do museu todo vasculhado, chegou o momento de investigar o anexo externo do Gama d’Eça pois, como dizia uma das pistas, “o objeto era grande demais para ficar dentro do museu”. Ao chegar no local, o grupo encontrou a peça misteriosa: uma carruagem que pertenceu a Manoel Marques de Souza, o Conde de Porto Alegre. Marques de Souza é  bisavô de José Mariano da Rocha Filho, idealizador e primeiro reitor da UFSM. O veículo foi adquirido em Paris entre os anos de 1836 e 1837. 

A carruagem foi utilizada como meio de transporte e escritório de reuniões pelo militar em campanhas como a Guerra dos Farrapos (1835-1845), onde lutou pelo exército imperial; Guerra do Prata (1851-1852) e Guerra do Paraguai (1864-1870). Após sua participação neste último conflito, Marques de Sousa recebeu o título de conde. O veículo também foi utilizado em sua carreira política, onde se destacou pela luta abolicionista pela criação e liderança de uma associação civil que comprava a liberdade de crianças escravizadas.

Foto colorida de atividade "Uma Noite no Museu"
As pistas da investigação levaram os alunos até a carruagem utilizada que pertenceu ao Conde de Porto Alegre (Foto:Gustavo Damascena/Agência de Notícias)

Equipe do museu planeja novas edições abertas ao público

A dinâmica interativa e desafiadora da atividade surpreendeu a estudante de Estatística, Maria Castro. “A experiência não só aumentou o meu interesse pela história e pela cultura, como me fez ter um olhar diferente pela maneira como a atividade foi realizada e pela diversidade do acervo”, conta a universitária que, apesar do pequeno desconforto causado pelo encontro com os animais empalhados no escuro, pretende visitar o museu novamente.

Isabela Morais, estudante de Paisagismo, visitou o museu pela primeira vez e se surpreendeu com os caminhos percorridos e histórias carregadas pela carruagem com quase dois séculos de existência. “Não imaginava que ela tivesse passado por tantas coisas. Além de ter sido um meio de transporte familiar, também passou por guerras e provavelmente levou pessoas feridas. Achei muito valiosa essa experiência”, conta. Também chamaram a atenção de Isabela as moedas e cédulas antigas na seção de Numismática e os utensílios utilizados na culinária indígena na seção de Arqueologia do Gama d’Eça.

O Setor de Apoio Integral ao Estudante (Satie), lidago à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Prae), em parceria com a equipe do museu promoveu o evento para moradores da Casa do Estudante II que, em sua maioria, visitaram o espaço museal pela primeira vez, assim como Maria e Isabela. Ao todo, foram recebidas aproximadamente 100 inscrições para a atividade, tanto do público acadêmico, quanto do público externo. O diretor do museu, Bernardo Duque de Paula afirma que o objetivo é realizar novas edições do evento voltadas para a comunidade externa e também para o público infantil.

Foto colorida de público durante atividade do Museu Gama D'Eça
A dinâmica interativa da atividade surpreendeu e envolveu os participantes (Foto: Gustavo Damascena/Agência de Notícias)

Texto: Bernardo Silva, estudante de Jornalismo e bolsista da Agência de Notícias

Edição: Maurício Dias

]]>