Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Fri, 13 Mar 2026 17:40:48 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/13/feira-dos-geoparques-movimenta-o-shopping-praca-nova Fri, 13 Mar 2026 17:37:49 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15137

Nos dias 28 de fevereiro e 1º de março, Santa Maria sediou a Feira dos Geoparques com a temática Turismo, um evento realizado no Shopping Praça Nova. 

Durante os dois dias de programação, o público que prestigiou a Feira teve a oportunidade de conhecer iniciativas ligadas aos territórios dos Geoparques de Caçapava, da Quarta Colônia e do projeto Raízes de Pedra. Participaram empreendimentos que atuam em diferentes segmentos do Turismo, como gastronomia, meios de hospedagem, espaços culturais e agências de turismo receptivo.

No total, 20 empreendimentos estiveram presentes no evento, representando iniciativas desenvolvidas em 18 municípios que integram os três territórios.

A realização da Feira resulta de uma parceria entre os territórios envolvidos, a Subdivisão de Geoparques da UFSM e o Shopping Praça Nova. Essa iniciativa busca alavancar o desenvolvimento turístico e regional através da estratégia dos Geoparques, que articula geoconservação, geoturismo e geração de renda. 

Para 2026, foi planejado um calendário anual com atividades destinadas à divulgação de empreendedores que atuam nos territórios. A próxima Feira dos Geoparques, com a temática da Páscoa, será realizada no Shopping Praça Nova durante os dias 28 e 29 de março. O público está convidado a participar e conhecer de perto as experiências turísticas que integram os territórios dos Geoparques da região.

Texto: Bibiana Schiavini, turismóloga da Subdivisão de Geoparques (PRE/UFSM)

Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

Fotos: Equipe de Marketing do Shopping Praça Nova

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Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/13/seminario-do-geoparque-quarta-colonia-debate-turismo-cultura-e-meio-ambiente-na-regiao Fri, 13 Mar 2026 13:47:37 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15130

No dia 24 de fevereiro de 2026, aconteceu o Seminário da Quarta Colônia  Geoparque Mundial da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O evento aconteceu no Município de Ivorá e reuniu representações dos nove municípios da região com a finalidade de compartilhar conhecimento acerca do território e fortalecer as comissões para promover ações de turismo, cultura, educação, comunicação e meio-ambiente no território.

Estiveram presentes no evento representando a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) a Pró-Reitoria de Extensão, o coordenador da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), Leandro Nunes Gabbi, a turismóloga na Subdivisão de Geoparques, Bibiana Schiavini, a docente Suzane Marcuzzo e membros do Comitê Científico do Geoparque Quarta Colônia que representam a UFSM, Adriano Figueiró, Maria Medianeira Padoin e Jorge Cruz.

De manhã, aconteceram palestras com Rodrigo Temp Muller, paleontólogo do Centro de Apoio à Pesquisa Paleontológica (CAPPA) da UFSM, Vanessa Corales e Suellen Saccol, representantes do Parque Estadual da Quarta Colônia, e Tanice Kormann, representante do Corredor Ecológico da Quarta Colônia.

Texto: Bibiana Schiavini, turismóloga da Subdivisão de Geoparques (PRE/UFSM) 

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Foto: Assessoria de comunicação do Geoparque Quarta Colônia.

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Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/seminario-de-integracao-da-pro-reitoria-de-extensao Fri, 20 Feb 2026 16:54:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14948

Com o objetivo de promover o reconhecimento interno, fortalecer a integração entre equipes e alinhar as ações institucionais, no dia 12 de fevereiro a Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou o Seminário de Integração da PRE. O encontro reuniu cerca de 40 servidores das diferentes coordenadorias e marcou o início da nova gestão.

A Pró-Reitora de Extensão Adjunta, Angela Righi, explica que a iniciativa surgiu da necessidade de aproximar as equipes após a mudança de gestão e do crescimento significativo da estrutura nos últimos anos. “Às vezes as pessoas se conhecem, mas não se reconhecem no que fazem, nas atividades que desenvolvem. Então pensamos esse momento para que todos possam se ver, entender o papel de cada setor e enxergar a pró-reitoria como um todo”, destaca.

A programação do primeiro semestre prevê dois momentos centrais: o Seminário de Integração, realizado agora no início das atividades; e um Seminário de Planejamento, já agendado para abril. 

Na primeira etapa, cada uma das quatro coordenadorias apresentou sua equipe, suas atribuições e as ações desenvolvidas, sempre articuladas à Política de Extensão e às responsabilidades institucionais da pró-reitoria. A proposta foi oferecer uma visão macro da extensão universitária, permitindo que os servidores compreendessem como os setores organizam suas ações, quem são os responsáveis por cada atividade e como se dá o fluxo de trabalho. “Todas as nossas ações são pensadas para atender às atribuições previstas na política de extensão. Ao trazer isso para o grande grupo, conseguimos visualizar melhor como cada coordenadoria contribui para o funcionamento da PRE”, reforça Angela.

Para a Pró-Reitora de Extensão, Milena Carvalho, encontros como esse têm uma natureza muito específica dentro da rotina administrativa da Universidade. “Na extensão, o nosso propósito é comum: a relação com a sociedade, a promoção de transformações sociais e a formação humana dos estudantes. Mas somos uma pró-reitoria espalhada geograficamente e com coordenadorias que têm naturezas distintas, como desenvolvimento regional, cultura e arte e cidadania. Muitas vezes o grupo não se encontra no cotidiano”, explica.

Milena destaca que, além da dispersão física — com equipes atuando em diferentes espaços, como o Planetário, o Centro de Convenções, a Antiga Reitoria e Silveira Martins —, há também a diversidade de públicos e projetos, o que torna ainda mais necessário um momento coletivo de alinhamento. “Quando nos enxergamos, conseguimos identificar possibilidades de complementaridade, apoio mútuo e até reconhecer desafios comuns. Isso fortalece o sentimento de integração, que é o principal propósito”, afirma.

Abertura do seminário

Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão

A equipe da Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) apresentou sua estrutura e suas principais frentes de atuação, evidenciando o papel estratégico que desempenha no fortalecimento das ações extensionistas da instituição.

A coordenadoria é responsável por gerir recursos destinados a editais e programas institucionais. Também atua no acompanhamento da curricularização da extensão, processo obrigatório desde 2018, que determina a inserção de, no mínimo, 10% da carga horária dos cursos de graduação em atividades extensionistas. Desse modo, passou a acompanhar de forma mais sistemática como essas horas estão sendo implementadas nos currículos, seja por meio de disciplinas obrigatórias, disciplinas optativas ou ações de extensão vinculadas aos cursos.

A equipe também foi responsável pela organização do Fórum de Extensão, que, no último ano, realizou quatro edições, reunindo aproximadamente 300 participantes apenas no 55BET Pro Sede. Os encontros promovem a troca de experiências entre coordenadores de projetos, estudantes e representantes das comunidades atendidas, evidenciando os impactos sociais das ações desenvolvidas.

Coordenadoria de Cultura e Arte

A Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) atua de forma transversal, articulando cultura, educação, direitos humanos, inclusão social e ações afirmativas. “Não existe atividade cultural que não esteja inserida na natureza extensionista”, reforçou Raquel Guerra, coordenadora da CCA.

Centro de Convenções e Viva o 55BET Pro

Entre os principais espaços culturais está o Centro de Convenções da UFSM, considerado um dos maiores teatros do interior do Rio Grande do Sul. O espaço é frequentemente associado diretamente à coordenadoria, já que é o principal palco das ações culturais promovidas pela Universidade.

A programação do Centro é definida por um comitê gestor que reúne representantes de diferentes setores institucionais. As atividades são organizadas por meio do portal de agendamentos e de editais específicos, inclusive para locações externas, com recursos gerenciados pela fundação de apoio da Universidade. Parte desses recursos é destinada à manutenção do teatro, que exige constante investimento técnico e estrutural.

Outro destaque é o projeto Viva o 55BET Pro, criado em 2014. A iniciativa consolidou o 55BET Pro Sede da UFSM como um dos principais espaços culturais da cidade de Santa Maria. Desde 2017, o projeto registra média anual de público que gira em torno de 100 mil pessoas, mesmo considerando períodos de pandemia, reformas e adversidades climáticas. Somente em 2025, já foram realizadas sete edições, reunindo mais de 100 mil participantes e oferecendo cerca de 149 atividades.

Divisão de Museus e espaços de memória

O Museu Gama D’Eça, fundado em 1913, é um dos mais antigos do estado e possui acervo reconhecido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Desde 2023, o espaço já recebeu mais de 40 mil visitantes, número expressivo mesmo diante de desafios estruturais. O museu, que atualmente está fechado em razão de uma obra, desenvolve exposições temáticas, atividades educativas e um intenso trabalho de catalogação e preservação do acervo.

O Laboratório de Arqueologia atua com pesquisa, preservação e democratização do acesso ao patrimônio arqueológico, promovendo exposições, visitas mediadas, oficinas e publicações educativas.

Planetário e popularização da ciência

O Planetário da UFSM, que completa 55 anos em 2026, atende cerca de 20 mil visitantes por ano. Além das sessões presenciais de cúpula, realiza transmissões virtuais para escolas de diferentes estados brasileiros. O espaço conta com exposições permanentes, atividades de observação astronômica, oficinas e participação em eventos como o Descubra UFSM.

Entre as exposições recentes, destacam-se iniciativas voltadas à valorização da ciência e da presença feminina na produção científica, em diálogo com instituições parceiras como o Planetário do Rio de Janeiro.

Coordenadoria de Desenvolvimento Regional

A Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), consolida-se como um dos principais braços institucionais na promoção do desenvolvimento territorial sustentável no Centro e Oeste do Rio Grande do Sul. Com foco na articulação de atores locais, no apoio a políticas públicas e na valorização do patrimônio natural e cultural, a coordenadoria atua diretamente nos territórios dos geoparques e em municípios parceiros.

Atuação nos geoparques

A principal ferramenta de trabalho da CODER é a atuação territorial estruturada, especialmente nos territórios dos seguintes geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): o Geoparque Quarta Colônia e o Geoparque Caçapava. O Brasil possui atualmente seis geoparques reconhecidos pela UNESCO, sendo três no Rio Grande do Sul.

Esses territórios são reconhecidos por revelar a memória geológica da Terra e estruturam suas ações em três pilares: educação, geoturismo e desenvolvimento sustentável. A CODER atua no acompanhamento dos processos de certificação e revalidação junto à UNESCO, oferecendo suporte técnico, científico e extensionista para que os territórios atendam aos critérios internacionais.

O trabalho envolve viagens constantes, reuniões com prefeituras, secretarias de educação, gestores municipais e comitês gestores dos geoparques.

Expansão e novos espaços

Em Silveira Martins, a CODER também coordena o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O local abriga feiras de ciência, eventos culturais, seminários e ações interdisciplinares em parceria com a Secretaria Municipal de Educação. A proposta é ampliar a ocupação do espaço pela comunidade acadêmica e regional, promovendo pertencimento e integração.

Desenvolvimento que nasce da articulação

A CODER reforça o papel da extensão universitária como instrumento de desenvolvimento regional. A estratégia está baseada na escuta das comunidades, no direcionamento de editais a demandas específicas e na construção coletiva de soluções.

Ao articular universidade, poder público e sociedade civil, a coordenadoria contribui para que os territórios avancem não apenas na certificação internacional, mas na consolidação de redes sustentáveis de educação, cultura, turismo e geração de oportunidades.

Coordenadoria de Cidadania 

A Coordenadoria de Cidadania (COCID), consolida-se como um dos principais eixos de atuação social da instituição. Com projetos voltados à população em situação de vulnerabilidade, a COCID desenvolve suas ações em diferentes espaços estratégicos

A COCID articula políticas de direitos humanos, igualdade de gênero, relações étnico-raciais e inovação social sob uma mesma perspectiva: promover dignidade, acesso e permanência.

Ao integrar acolhimento institucional, formação crítica, geração de renda e fortalecimento comunitário, a coordenadoria reafirma o papel da extensão universitária como instrumento de transformação social, ampliando o alcance da UFSM para além dos muros do campus.

Observatório de Direitos Humanos

O Observatório de Direitos Humanos (ODH) coordena cerca de 60 projetos organizados em Grupos de Trabalho, que atuam em áreas como estudos afro-brasileiros e indígenas, segurança alimentar e nutricional, deficiência e acessibilidade e extensão prisional.

Entre suas atribuições, estão:

  • promover diálogo com a comunidade sobre direitos humanos;
  • articular acordos com instituições escolares e sociais;
  • fomentar editais e eventos voltados à temática.

O ODH também atua na consolidação de parcerias com organizações comunitárias da região, buscando fortalecer projetos territoriais e responder a demandas sociais concretas.

Casa Verônica

Criada a partir da Política de Igualdade de Gênero aprovada em 2021, a Casa Verônica é um espaço de acolhimento, orientação e articulação institucional para promoção da igualdade de gênero e enfrentamento às violências. O nome homenageia Verônica Oliveira, mulher trans e ativista social de Santa Maria, assassinada em 2019, reconhecida pelo trabalho comunitário que realizava.

O serviço oferece:

  • atendimento psicológico e jurídico (via profissionais contratadas com recursos de emenda parlamentar);
  • orientação social para estudantes, servidores e terceirizados;
  • ações educativas e grupos temáticos;
  • capacitações para docentes e servidores;
  • articulação com rede municipal de enfrentamento à violência (Juizado da Violência Doméstica, Ministério Público e serviços de assistência).

Além do acolhimento individual, a Casa Verônica desenvolve ações de formação e campanhas institucionais, como atividades alusivas ao Dia Internacional das Mulheres e capacitações sobre prevenção ao assédio.

Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas

O Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI) atua na promoção das relações étnico-raciais dentro e fora da Universidade. Estruturado como programa de extensão, o núcleo articula ações com movimentos sociais, escolas e instituições públicas.

Entre as iniciativas desenvolvidas estão:

  • cursos de geração de renda em comunidades e no sistema prisional;
  • projetos de inclusão digital em parceria com universidades de outros estados;
  • Novembro Negro, com programação cultural e acadêmica;
  • concurso literário com escolas da rede pública;
  • formação sobre cultura indígena e afro-brasileira nas escolas;
  • realização do Congresso Brasileiro de Pesquisadores(as) Negros(as).

Um avanço recente foi a aprovação da resolução dos Notórios Saberes, permitindo que mestres e mestras de saberes tradicionais possam atuar como docentes convidados, reconhecendo epistemologias historicamente invisibilizadas no ambiente acadêmico.

O NEABI também atua no acolhimento e permanência de estudantes negros e indígenas, oferecendo suporte acadêmico e institucional.

Incubadora Social

A Incubadora Social da UFSM é considerada a primeira incubadora pública de inovação social vinculada a uma universidade federal no Brasil. Seu objetivo é gerar trabalho, renda e impacto social por meio do fortalecimento de empreendimentos comunitários. Sua atuação é estruturada em três frentes: compartilhamento, mercado e conexão. 

Atualmente, a incubadora acompanha 12 empreendimentos incubados e prepara nova chamada pública para ampliação do número de projetos atendidos. O trabalho é realizado com apoio de bolsistas de graduação e pós-graduação. Os empreendimentos apoiados atuam em áreas como economia circular, negócios de impacto, geração de renda e sustentabilidade.

O chefe da Incubadora Social, Lucas Avila, destaca o papel dela como espaço estratégico de articulação com o ecossistema de inovação e impacto social de Santa Maria. “É vital estarmos aqui para que esse conjunto de ações possa se integrar e ganhar ainda mais força”, pontua.

Integração e confraternização 

A segunda parte do seminário foi dedicada a uma dinâmica de integração entre as coordenadorias. Após um momento de confraternização, os participantes foram organizados em grupos mistos, reunindo servidores de diferentes setores. A atividade propôs o mapeamento de inter-relações e possibilidades de cooperação, incentivando a reflexão sobre como uma coordenadoria pode apoiar a outra, seja no planejamento, na execução ou no suporte operacional das ações.

Para a coordenadora da CCA, Raquel Guerra, o momento tem sido produtivo e estratégico. “Acho que está sendo um momento em que estamos podendo nos conhecer melhor, entender como cada setor trabalha. É muito importante ver o trabalho que os colegas realizam, se identificar com ele e pensar possíveis parcerias com outras coordenadorias”, destaca. Segundo ela, o seminário cumpre seu propósito de promover integração entre as equipes.

A articulação entre áreas também é apontada como fundamental pelo chefe da Incubadora Social, Lucas Avila. Para ele, o encontro é essencial para o processo de gestão universitária, especialmente no campo da extensão. “Estamos falando de várias coordenadorias e inúmeros projetos sendo desenvolvidos. Esse é o espaço em que as equipes podem conhecer o trabalho umas das outras, verificar como é possível criar conexões e fortalecer a sinergia entre as ações”, afirma.

Avila ressalta que o seminário também evidencia o crescimento da extensão na Universidade. “A cada ano e a cada semestre, a extensão vem se desenvolvendo e ampliando suas conexões com a sociedade, com organizações e com os cursos. A pós-graduação, por exemplo, hoje precisa estar conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs), da Agenda 2030”, explica, referindo-se à Organização das Nações Unidas (ONU) e aos compromissos globais assumidos pelas instituições de ensino.

O seminário ocorre em um momento de projeção para 2026, ano que será marcado por transição de gestão na Universidade e por novos desafios institucionais e sociais. “Será um ano de mudanças, com eleições e grandes eventos no cenário nacional. Precisamos estar preparados para aproveitar as oportunidades e fortalecer cada vez mais a extensão”, reforça Avila.

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Em 26 de novembro de 2025, após agenda na Reitoria da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), aconteceu, na Sala dos Conselhos, uma roda de conversa com o professor Artur Sá, atual presidente da Rede Global de Geoparques (GGN).

Estiveram presente representantes dos comitês, gestores e coordenadores científicos dos geoparques mundiais da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) Caçapava (André Borba – UFSM) e Quarta Colônia (Adriano Figueiró e Maria Medianeira Padoin – UFSM), além de membros da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER) e Subdivisão de Geoparques da UFSM. Na ocasião, as servidoras da Subdivisão de Geoparques, Patricia Freitas e Bibiana Schiavini, entregaram mimos dos territórios de Caçapava e Quarta Colônia ao professor Artur.

Vale destacar que a UFSM passou a integrar, em novembro de 2021, a Cátedra UNESCO Geoparques, Desenvolvimento Regional Sustentável e Estilos de Vida Saudáveis. A associação internacional, coordenada pela UNESCO, atualmente também é presidida pelo referido professor.

Artur Sá cumpriu agenda no Brasil por convite do Programa de Pós- Graduação em Patrimônio Cultural (PGPC) da UFSM e da Coordenação da Quarta Colônia Geoparque, com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul (FAPERGS) para participar do Seminário Internacional de Formação Continuada de Professores da Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO. A atividade faz parte do ciclo comemorativo dos 150 anos da Imigração Italiana no Rio Grande do Sul e será realizada nos dias 27 e 28 de novembro do corrente ano no Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO.

Texto: Subdivisão de Geoparques (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Assessoria de comunicação do Geoparque Quarta Colônia.

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Durante os dias 5 e 6 de dezembro, aconteceu o “Viva Silveira Martins – Ciência, Arte, Cultura e Literatura em Movimento”, realizado no Espaço Multidisciplinar Silveira Martins. O evento teve como foco aproximar a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) da comunidade de Silveira Martins, reforçando os vínculos institucionais e territoriais por meio de ações culturais, educativas, científicas e sociais. A programação reuniu, em um mesmo espaço, atividades de extensão universitária, arte, patrimônio, saúde e interação comunitária, promovendo a integração entre a universidade e a população local.

O evento reuniu cerca de 200 pessoas, compostas por estudantes e docentes da educação básica e do ensino superior, além de integrantes da comunidade em geral. Entre os participantes, estiveram autoridades municipais, pais e familiares de estudantes da educação básica, reforçando o caráter integrador e comunitário da iniciativa. A ação buscou valorizar o território e estimular o diálogo entre saberes acadêmicos e conhecimentos construídos pela comunidade, ampliando a participação social. Com isso, o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins (EMSM) foi consolidado como um espaço dinâmico de convivência, aprendizagem e integração regional, reafirmando seu papel como ponto de encontro entre diferentes áreas do conhecimento e a comunidade.

A preparação do espaço ocorreu de forma colaborativa, envolvendo a equipe do Espaço Multidisciplinar Silveira Martins e a Secretaria Municipal de Educação, que atuou diretamente na organização, ambientação e disposição das atividades. O trabalho conjunto garantiu acolhimento ao público e funcionalidade aos diferentes ambientes expositivos e interativos ao longo do evento.

Programação

Com mais de 40 atrações, o Viva Silveira Martins 2025 contou com a participação de projetos vinculados ao edital Território Imembuy e apresentou uma programação ampla e integrada ao longo de dois dias. As atividades envolveram as áreas de educação, cultura, ciência, literatura e saúde, reunindo diferentes públicos em um mesmo espaço de troca e aprendizagem.

A programação incluiu exposições de trabalhos, relatos de experiências de escolas e projetos de extensão, oficinas temáticas nas áreas de literatura, nutrição, economia criativa, jogos populares e esporte de orientação, além de lançamentos do Centro de Documentação e Memória, ações de promoção da saúde, biblioteca itinerante, visitas guiadas e apresentações culturais.

Extensão em ação 

O evento destacou-se pela relevância no âmbito das ações de extensão universitária, ao concretizar o papel social da UFSM na aproximação com a comunidade de Silveira Martins e da região. Ao reunir, em um mesmo espaço, atividades culturais, educativas, científicas e sociais, a iniciativa ampliou a circulação de conhecimentos e facilitou o acesso da população às ações acadêmicas, promovendo diálogo, participação e sentimento de pertencimento.

A interação direta entre universidade e comunidade evidenciou o compromisso institucional com o desenvolvimento territorial, a valorização da cultura local e a formação cidadã. Além disso, o evento fortaleceu redes de cooperação entre universidade, escolas, poder público e projetos comunitários, consolidando o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins como um ambiente vivo, aberto e integrador. Ao dar visibilidade às iniciativas de extensão e estimular a troca entre saberes acadêmicos e comunitários, a ação contribuiu para a construção de vínculos duradouros, ampliou o impacto social das atividades desenvolvidas e abriu caminho para novas parcerias que qualificam a presença da UFSM no território.

Destaques da edição 

Esta edição do evento destacou-se pela ampliação das parcerias institucionais, especialmente com a Secretaria Municipal de Educação, e pela forte presença dos projetos vinculados ao Território Imembuy, que qualificaram a programação e reforçaram a identidade territorial da iniciativa. A proposta apresentou uma programação mais diversificada, com atividades culturais, educativas e comunitárias voltadas ao patrimônio, à saúde, à arte, à ciência e à participação social, ampliando o alcance junto à população e consolidando o Espaço Multidisciplinar Silveira Martins (EMSM) como um espaço vivo de integração entre universidade e comunidade.

Um dos principais destaques foi a integração do Viva Silveira Martins com dois eventos de grande relevância para o município: a Feira Municipal de Ciências e a Feira Municipal do Livro. A Feira de Ciências garantiu protagonismo às escolas, valorizando as produções estudantis, incentivando a cultura investigativa e fortalecendo o diálogo entre a educação básica e a universidade. Já a Feira do Livro agregou um importante componente cultural e educativo, estimulando a leitura, a formação de leitores e o acesso à literatura por meio de estandes, exposições e atividades formativas. A união dessas três iniciativas potencializou a programação, diversificou o público participante e consolidou o EMSM como um espaço articulador de saberes, cultura, ciência e integração comunitária.

Confira as fotos do evento

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Espaço Multidisciplinar Silveira Martins

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Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/23/caminhada-internacional-na-natureza-consolida-expansao-historica-em-2025-e-se-destaca-como-referencia-na-regiao-central-do-rs-em-turismo-rural-sustentavel Tue, 23 Dec 2025 14:30:18 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14638

Crescimento consistente coloca a Região Central do RS entre as principais referências em turismo rural comunitário

A Região Central do Rio Grande do Sul registrou, entre 2023 e 2025, um crescimento contínuo e expressivo na Caminhada Internacional na Natureza, iniciativa que integra Extensão Rural, turismo sustentável e desenvolvimento comunitário. O ano de 2025 marcou o maior salto da série histórica, com recordes de participação, envolvimento comunitário e movimentação econômica, alavancando o protagonismo do território no cenário brasileiro de ações integradas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De 2023 a 2025, o projeto acumulou 3.428 pré-inscritos, 2.694 participantes efetivos, 1.195 cafés, 2.310 almoços, 376 pessoas na organização, 541 integrantes das comunidades e 155 expositores locais, consolidando-se como uma das iniciativas mais robustas de integração entre agricultura familiar, turismo, educação e desenvolvimento territorial no estado. Esses números refletem a capacidade de mobilização e o fortalecimento das redes de cooperação entre municípios, agricultores familiares, empreendimentos locais e instituições públicas.

2025: o grande salto da consolidação regional

O ano de 2025 apresentou o avanço mais expressivo desde o início da série, tornando-se um marco para o fortalecimento do turismo rural na região. Com 1.819 pré-inscritos e 1.470 participantes, distribuídos em nove municípios, o projeto atingiu níveis inéditos de engajamento comunitário e visibilidade institucional.

As caminhadas mobilizaram 201 organizadores, 352 membros das comunidades e 42 expositores, movimentando mais de R$ 69 mil em vendas de produtos locais — como agroindústrias familiares, artesanatos, hortaliças, panificados e itens típicos da cultura regional. Além disso, foram servidos 623 cafés e 1.054 almoços, reforçando o papel das comunidades na oferta gastronômica e na geração de renda.

O aumento expressivo desses indicadores demonstra não apenas a ampliação das atividades, mas o fortalecimento de processos formativos, culturais, econômicos e sociais que envolvem agricultores, estudantes, técnicos, gestores e famílias rurais.

 

Extensão Rural, ODS e universidade: um tripé de transformação territorial

A iniciativa do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) —- ação Caminhada Internacional na Natureza — se alinha de forma direta a diversos ODS, como o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 8 (Trabalho Decente), ODS 10 (Redução das Desigualdades), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 12 (Consumo Responsável), ODS 13 (Ação Climática) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Cada caminhada é um espaço de educação ambiental e patrimonial, de fortalecimento de redes sociais locais, estímulo econômico e valorização de práticas sustentáveis no meio rural. Tais aspectos são centrais nos princípios de Extensão Universitária definidos pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão.

A UFSM, por meio do Programa de Extensão Rural PROGEATER, desempenha papel estruturante no planejamento, execução e avaliação das ações, unindo ensino, pesquisa e extensão para promover o desenvolvimento territorial sustentável. Além de fomentar metodologias participativas com agricultores e comunidades, a universidade fortalece a formação de estudantes e professores, integra saberes tradicionais e científicos e amplia a visibilidade do turismo rural no estado.

Ao mesmo tempo, a ação reforça o papel da Extensão Rural pública, conduzida pela Emater/RS-Ascar, que atua na mobilização das comunidades, na valorização dos saberes locais, no apoio à produção agroindustrial e na organização dos roteiros.

Colaboração institucional que se torna referência nacional

O sucesso crescente da Caminhada Internacional na Natureza resulta da articulação entre prefeituras municipais, Emater/RS-Ascar e UFSM, constituindo um modelo de governança colaborativa raro no Brasil.

Nos territórios do Geoparque Quarta Colônia, do Projeto Geoparque Raízes de Pedra e em regiões vizinhas, essa cooperação cria uma rota estruturada de turismo de base comunitária, envolvendo escolas, empreendedores, comunidades e setores públicos em um processo que coloca o desenvolvimento local no centro da agenda.

O conjunto das ações faz do projeto um caso exemplar de como a Extensão Rural, quando articulada à Extensão Universitária e aos ODS, pode gerar impactos concretos, mensuráveis e sustentáveis. Com o avanço significativo de 2025, a Região Central do Rio Grande do Sul consolida-se como referência nacional na integração entre turismo rural, políticas públicas e desenvolvimento comunitário.

Um projeto que transforma e projeta o futuro dos territórios

Com o expressivo avanço de 2025 e os resultados acumulados entre 2023 e 2025, a Caminhada Internacional na Natureza reafirma seu papel como uma das iniciativas mais relevantes em Extensão Rural e turismo sustentável no Brasil. Além de integrar comunidades, qualificar territórios e gerar oportunidades, o projeto demonstra que políticas públicas articuladas com universidades e serviços de extensão podem produzir impactos reais e duradouros.

A expansão consolidada na Região Central do RS aponta para a continuidade do trabalho e para novas possibilidades de inovação, pesquisa e articulação regional, fortalecendo ainda mais a presença da UFSM, da Emater/RS-Ascar e das prefeituras na construção de territórios mais sustentáveis, educadores e resilientes.

A UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER), registrado no Colégio Politécnico e na Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, apoia e participa desta iniciativa, em conjunto com a Emater-RS/Ascar, a gestão pública municipal, agricultores e demais representantes das comunidades rurais.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto (@caminhadasufsm) ou a comunidade de avisos no WhatsApp

Texto: Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) e Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/22/eventos-do-geoparque-cacapava-celebram-o-geodia-com-educacao-integracao-e-valorizacao-do-territorio Mon, 22 Dec 2025 11:17:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14598

No dia 14 de novembro, o 55BET Pro da Universidade Federal do Pampa (Unipampa), em Caçapava do Sul, recebeu mais uma edição do GeoDia, reunindo estudantes, professores e visitantes ao longo de um dia inteiro de atividades educativas, culturais e interativas. A coordenação do evento ficou a cargo da Subdivisão de Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM).

A programação contou com oficinas, exposições e experiências práticas. Entre as atividades, estiveram a oficina “Pequenos Paleo-Artistas”, com pintura de fósseis, ministrada pela equipe do Serviço Geológico do Brasil (SGB), a sessão historiada “Uma Vida de Preguiça”, a Exposição de Minerais e Rochas, a Trilha das Plantas Ameaçadas do Pampa, o projeto “ODS em Ação: Pensar Global, Agir Local” e a oficina “As cores do Geoparque Caçapava”, que envolveu a produção de tintas naturais

Também fizeram parte da programação a visita guiada ao Jardim da Geodiversidade, mostra fotográfica, muro de escalada, jogo de memória, oficinas com lã no “Caminhos da Lã”, Sandbox, uso de óculos de realidade virtual, entre outras atrações que despertaram o interesse de públicos de todas as idades.

No período da tarde, alunos e professores participaram de atividades como “Investigadores da Natureza”, Corrida de Orientação, ações do Projeto Te Acolhe – APAE e da apresentação “Tambores de Sopapo: arte e ancestralidade”, que encantou os participantes ao valorizar a cultura e a ancestralidade afro-gaúcha. Durante todo o evento, uma equipe de monitores esteve distribuída pelos espaços, garantindo organização e uma experiência qualificada para o público.

Dando continuidade às ações, o GeoDia — Edição Minas do Camaquã chegou à sua 4ª edição no dia 11 de dezembro, sendo realizado na Escola Gladi Machado. O evento reuniu alunos, professores e membros da comunidade em um dia repleto de atividades educativas e oficinas interativas, fortalecendo o vínculo entre escola, universidade e território.

As atividades foram ministradas por alunos e servidores da UFSM e da Unipampa, com coordenação da Subdivisão de Geoparques da UFSM, promovendo a integração entre as universidades e o território do Geoparque. A programação incluiu a Trilha das Plantas Ameaçadas do Pampa, as mostras fotográficas “Aves do Geoparque Caçapava”, de Thomas Michel Ambiel, e “Céu Noturno do Geoparque Caçapava”, com registros de Vinícius Tavares, cedidos pela Tuna Ecoturismo.

Atividades como “Investigadores da Natureza” animaram as crianças, que puderam explorar o ambiente natural de forma lúdica. Oficinas do “Caminhos da Lã”, o Cine Kids — que apresentou os bastidores e o processo criativo do livro Geoaventuras em Caçapava do Sul —, o projeto ODS em Ação e a exposição de minerais e rochas do Geoparque Caçapava completaram a programação.

Antes do evento, os ministrantes participaram de um city tour pelas Minas do Camaquã, conhecendo de perto a riqueza natural, histórica e cultural da região. A edição contou ainda com a presença da subprefeita das Minas do Camaquã, Vitória Godinho, reforçando o apoio institucional às ações do Geoparque.

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: @geoparquecacapava

 

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Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/12/02/sabores-e-saberes-conheca-o-projeto-da-ufsm-que-impulsiona-culinaria-com-frutas-nativas-2 Tue, 02 Dec 2025 18:26:15 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14470

No interior da Quarta Colônia, em Restinga Seca, no Quilombo São Miguel dos Carvalhos, um movimento silencioso, mas profundamente transformador, tem brotado de frutos nativos da Pampa e da Mata Atlântica e histórias ancestrais. O projeto Sabores e Saberes, coordenado pela professora Suzane Bevilacqua Marcuzzo, do curso de Gestão Ambiental da UFSM e Pós-Graduação em Geografia, está ressignificando o valor cultural, econômico e ambiental das frutas tradicionais dos biomas, transformando conhecimento em renda, alimento em identidade e floresta em futuro.

Criado em 2017, o projeto tem como propósito incentivar a preservação de frutas nativas da Mata Atlântica e do Pampa — derrubando estigmas de que espécies menos conhecidas seriam incomestíveis ou até venenosas — e transformá-las em uma oportunidade de geração de renda. A iniciativa nasceu da inquietação da professora Suzane diante do desconhecimento generalizado sobre as frutas nativas do Sul do Brasil, abundantes na região, mas ainda pouco presentes no cotidiano.

Entre essas espécies estão o butiá, a jabuticaba, o guabiju, a cereja-do-mato, a uvaia, o araçá e a pitanga, frutos com alto valor nutricional, mas frequentemente tratados apenas como algo que “serve para os bichos”, como relatam muitos moradores do interior. “Ninguém preserva aquilo que não conhece. Se as pessoas não experimentam, não consomem e não criam vínculo com a floresta, nunca vão entender por que ela precisa ser protegida”, comenta a professora.

Idealizadora e coordenadora do projeto, professora Suzane Marcuzzo.

Como tudo começou

A professora,  Engenheira Florestal de formação, lembra que, no início do projeto, chegaram a surgir propostas para trabalhar com sistemas agroflorestais da região. A ideia, porém, despertou uma inquietação: no Sul, boa parte da população ainda tem pouco contato com as frutas nativas, e praticamente não existe uma cadeia de valor consolidada para esses produtos. “Eu ficava pensando: quando chegasse a época da colheita, o que aconteceria com o agricultor? Ele teria uma grande quantidade de frutas, mas não teria para quem vender”, explica.

Além de serem desconhecidas, essas frutas precisam de um certo cuidado. “Frutas nativas são altamente perecíveis. “Você colhe pela manhã e, se não preparar ou congelar no mesmo dia, o fruto já começa a perecer. Não é como a banana, que pode durar até uma semana. No caso dessas espécies, muitas vezes, no fim da tarde ou à noite, já é possível perceber sinais de deterioração”, explica.

Foi então que a professora, também coordenadora do NEAP – Núcleo de Estudos em Áreas Protegidas, tomou uma decisão: testar receitas com frutas nativas, pois, para preservar, as pessoas precisam primeiro conhecer. Ela deu início aos experimentos em Vale Vêneto, em 2017, na Quarta Colônia, com a ajuda da nutricionista irmã Rosa, da Casa de Retiros. “Pensei: as pessoas primeiro precisam conhecer para ter demanda. Para aquele agricultor que está desmatando passar a ver que ele pode manter ou até aumentar sua área de floresta por meio de pomares de espécies nativas ou agrofloresta. Então ele vai enxergar com outro olhar e pensar: ‘Mas se eu produzir aqui, eu vendo lá na feira, na agroindústria, ou eu abro a minha agroindústria’”, relata a professora.

Depois de desenvolver algumas receitas, a professora decidiu organizar um café aberto à comunidade, no qual todos pudessem experimentar pratos preparados com frutas pouco conhecidas na região. Entre eles estavam o queijo com aroeira-vermelha, a geleia de jerivá e o docinho de jaracatiá. São nomes diferentes, mas que despertaram memórias afetivas. Segundo ela, o encontro teve resultados positivos, marcado por comentários como: “Nossa! A minha avó fazia isso!”. Muitos também demonstraram surpresa, dizendo que não imaginavam que aquela fruta, ou até mesmo aquele pedaço da árvore, pudesse ser aproveitado na cozinha.

Primeiro banner expositivo do projeto, com receitas desenvolvidas para degustação no café.

Para Suzane, esse era justamente o objetivo do experimento: recuperar saberes que foram se perdendo com o tempo, já que muitas dessas preparações fazem parte da história local. O jaracatiá, por exemplo, conhecido como “mamãozinho do mato”, tem uma tradição antiga. Ela explica: “Esse docinho não é feito do fruto que você come, mas do galho ralado. Ele fica parecido com coco e tem um sabor entre coco e abacaxi. Essa receita tem forte ligação com a imigração italiana. Quando os colonos chegaram na região, provavelmente aprenderam com os indígenas. A partir disso, começaram a fazer uma espécie de cocada, chamada de ‘pau-doce’, usando os galhos dessa árvore nativa da Mata Atlântica”.

Alguns anos após o primeiro experimento, a professora foi convidada pela PRE para participar do edital dos Geoparques e ministrar um curso no Projeto Progredir — realizado nos geoparques Quarta Colônia e Caçapava —, já que o trabalho de Suzane dialogava diretamente com o desenvolvimento territorial. Nesse contexto, ela desenvolveu duas edições do Progredir, uma com 52 horas e outra com 72 horas. Assim como no primeiro experimento, os resultados foram extremamente positivos: o público adorou.

Segundo Suzane, no último curso ela ofertou 15 receitas, uma para cada fruta utilizada. No entanto, o engajamento das participantes foi tão grande que elas criaram mais de 50 novas receitas a partir dos mesmos ingredientes. As criações foram diversas e inventivas, como bala de bergamota com aroeira, bala de jaboticaba, geleia de laranja com aroeira vermelha, além de várias outras combinações que incorporavam aroeira de diferentes formas.

Feira com os produtos desenvolvidos pelas participantes do Progredir Caçapava.

Como o projeto acontece 

A partir de oficinas participativas que iniciam com a apresentação da professora Suzane, é introduzido o tema com falas de abertura, exibição de materiais e vídeos sobre a espécie trabalhada, sobre a floresta e sobre a proposta de desenvolvimento sustentável baseada na manutenção da mata como fonte de geração de renda. Para contextualizar, Suzane também apresenta vídeos de outras regiões do país, onde chefs de cozinha já atuam com iniciativas semelhantes, demonstrando que a prática é uma realidade consolidada em vários lugares do Brasil.

Uma grande característica do projeto é a participação ativa apenas de mulheres, pois, embora os encontros sejam abertos a todos os públicos, a presença masculina é mínima. “Os homens até participam, mas são poucos, não chega a 1%. Quem realmente comparece e leva as ideias adiante são as mulheres”, explica.

Após a introdução, a oficina segue para a parte prática, “quando partimos para as panelas”, como descreve a professora. Todos os participantes trabalham juntos na preparação das receitas. Suzane leva as frutas que guarda em sua casa e no Politécnico– armazenadas em diversos freezers —, colhidas com apoio de amigas, familiares e moradoras das comunidades, sempre com o cuidado de preservar as espécies e incentivar seu plantio. Em algumas edições, ao final do curso, as agricultoras recebem um kit de mudas, reforçando o compromisso com a conservação e a ampliação das áreas cultivadas.

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Suzane e participantes no momento de preparação dos alimentos.

A professora Suzane trabalha com uma fruta específica em cada encontro, como a uvaia, por exemplo. A fruta, já descongelada, é distribuída entre os participantes, que aprendem o processo de despolpa e manejo: retirada do caroço, separação da polpa e identificação das particularidades de cada espécie. “Cada fruta exige um tipo de cuidado. Algumas têm a semente aderida à polpa, outras não. Nada é tão simples, e cada uma precisa ser apresentada do jeito certo”, explica.

Na sequência, o grupo parte para a elaboração da receita do dia, que pode ser uma geleia, cuca, bolacha ou broa. Após o preparo, vem o momento da degustação, seguido da análise sensorial. Ao final de cada oficina, os participantes preenchem uma ficha avaliando sabor, textura e aroma do produto, utilizando uma escala Likert.

Onde encontrar o projeto 

O curso é realizado onde houver demanda. Segundo a professora Suzane, a iniciativa conta com o apoio da Emater (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural) e das prefeituras da região. Sempre que surge a oportunidade de ministrar oficinas financiadas por algum município, ela segue para a comunidade, levando suas frutas e seu livro de receitas.

A divulgação dos encontros fica a cargo das prefeituras e da Emater, responsáveis por mobilizar os participantes. “Eles nos trazem as pessoas. Chegamos até a Emater, que é nossa parceira, e à prefeitura, conversamos sobre a proposta e, a partir daí, eles iniciam a chamada. A divulgação é feita principalmente pelos grupos de WhatsApp que eles mantêm”, explica Suzane.

Mulheres que viram protagonistas

Nas últimas edições do curso, a professora Suzane percebeu que estava fortalecendo o empreendedorismo feminino, pois ajudava as mulheres a encontrar nas receitas uma forma de sustento. Segundo ela, nessa edição participaram 30 mulheres, e quatro delas decidiram empreender, entre elas dona Celi, que hoje integra a Polifeira. “Nas quintas-feiras, ali na Polifeira, tem a banca Mata Atlântica, e esse é um dos resultados do projeto: a Celi vende geleias de pitanga, cereja, jacarandá, butiá, uvaia, guabiroba e guabiju. Ela já está ali há dois anos, desde que participou do curso”, ressalta.

Banca “Mata Atlântica” na Polifeira da UFSM.

Suzane iniciou uma nova etapa de trabalho ao levar suas receitas para as mulheres do Quilombo de São Miguel dos Carvalhos, em Restinga Sêca, na região da Quarta Colônia, onde atua atualmente. Diferente das oficinas pontuais, o curso oferecido no quilombo segue o formato do Progredir (sem ser do Progredir), com encontros semanais e conteúdo continuado. As participantes também ganharam uma apostila com dicas e receitas. Sem grandes financiamentos, a professora viaja aos fins de semana levando seu acervo de frutas para as atividades práticas. Durante a semana, mantém contato constante com as participantes por meio de um grupo de WhatsApp, no qual circulam fotos de novos pratos, ideias de receitas e até novidades da comunidade.

Participantes durante preparação dos alimentos na cozinha do Quilombo.

Hoje, o projeto também se estrutura como curso de formação, com apostilas, oficinas práticas e articulação para futuros financiamentos. Segundo a professora, “experimentar uma fruta nativa é um ato político. É conhecer para preservar”. As oficinas se tornam um espaço não apenas de aprendizado técnico, mas também de fortalecimento comunitário, troca de memórias e construção de autoestima. “Elas descobrem que aquilo que estava ali do lado de casa, caindo no chão, pode virar renda. E, quando percebem isso, olham para a floresta com outros olhos”, ressalta.

No evento “Caminhada da Natureza” , que reúne de 100 a 200 pessoas, a professora conta que o grupo produziu diversos produtos e vendeu tudo, arrecadando cerca de 800 reais em um único dia. As participantes ficaram surpresas e relataram a Suzane que essa é uma  oportunidade real de autonomia financeira. “A caminhada deu uma injeção de entusiasmo. Elas voltaram dizendo: ‘Professora, dá certo! Nós conseguimos!’”, comentou Suzane.

Uma semente que continua crescendo

Os resultados confirmam que o esforço vale a pena: mulheres que antes duvidavam de suas próprias habilidades agora desenvolvem receitas autorais, formam coletivos e comercializam seus produtos por toda a região. No quilombo, a cozinha tornou-se um espaço de protagonismo e resistência.

A professora conduz praticamente todo o trabalho sozinha, contando apenas com o apoio de uma bolsista na parte administrativa. Quando surgem oportunidades, ela busca financiamentos por meio de editais e, no momento, aprovou o projeto no edital Fapergs (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul). “É um projeto pessoal, um sonho. Às vezes a gente precisa apostar no que acredita, mesmo sem recursos”, afirma Suzane.

Segundo Suzane, “a cereja do bolo é a restauração ecológica. É quando as próprias participantes pedem árvores para plantar. É recuperar a Mata Atlântica e o Pampa com sentido e com pertencimento”. 

Alguns dos produtos desenvolvidos no projeto: 

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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No dia 6 de outubro, em celebração ao Dia Mundial da Geodiversidade, o Geoparque Caçapava promoveu um encontro especial que reuniu representantes da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), da Prefeitura Municipal de Caçapava do Sul e empreendedores locais ligados ao turismo, à cultura e à produção artesanal. O evento, realizado em formato de coffee break e roda de conversa, teve como principal objetivo fortalecer conexões e fomentar o desenvolvimento sustentável do território. Em um ambiente descontraído, voltado à troca de ideias e experiências, os participantes foram convidados a refletir sobre o futuro do projeto a partir da pergunta: “O que queremos para o Geoparque nos próximos quatro anos?”.

 

Abertura do evento: O Secretário de Inovação, Turismo e Cultura, Ignacio Lemos representando a prefeitura de Caçapava do Sul. Ao lado, Alizandra Danzmann representando o Geoparque Caçapava e Bibiana Toniazzi representando a UFSM.

Um espaço de conexão e escuta

A servidora da UFSM, Bibiana Toniazzi, explicou que a proposta do Geotour surgiu da necessidade de aproximar os diversos setores que compõem o ecossistema do turismo local, como hospedagem, alimentação, receptivo e comércio. “O evento vem para conectar. A partir do Geotour, buscamos unir hotelaria, gastronomia, compras e lazer para que os empreendedores se conheçam, troquem informações e trabalhem de forma integrada, desenvolvendo o território de maneira sustentável”, destacou.

Inspirado em experiências anteriores, como a do Geoparque da Quarta Colônia, o evento contou com algumas dinâmicas e foi dividido em quatro eixos simbólicos: comer, dormir, passear e comprar,  pilares que sustentam um turismo de qualidade. Os empreendedores de cada um desses eixos sentaram-se juntos e trocaram desafios, ideias e boas práticas, além de discutir soluções conjuntas para aprimorar a experiência dos visitantes de Caçapava.

Na mesa “Passear e Comprar”, estiveram presentes 11 empreendedores locais, que apresentaram seus produtos e serviços. Em meio a risadas e conversas descontraídas, o grupo compartilhou ideias sobre formas de fortalecer o turismo em Caçapava do Sul e aprimorar a experiência dos visitantes na cidade. O casal responsável pela HS Artesanato aproveitou o momento para falar sobre o trabalho que realiza: “Trabalhamos com artesanato pedagógico e costura criativa. Atuamos em casa, em parceria com fornecedores que disponibilizam o material necessário para produzirmos peças inspiradas nos pontos turísticos da cidade. Também fazemos a divulgação e podemos desenvolver produtos específicos conforme o interesse dos clientes”. Durante o diálogo, eles aproveitaram para direcionar perguntas ao Secretário de Inovação, Cultura e Turismo, Ignacio Lemos, manifestando interesse em compreender melhor o perfil dos visitantes que chegam a Caçapava — se são pessoas que apenas passam pela cidade ou que, de fato, consomem produtos e serviços locais.

Mesa “Passear e Comprar”, no centro da imagem está o casal da HS artesanato.

O secretário comentou sobre o novo sistema que está sendo desenvolvido, o qual permitirá o mapeamento e a coleta de informações sobre visitantes nos hotéis e pontos turísticos da cidade. Ele ressaltou a importância de estruturar o turismo municipal com base em planejamento e inovação tecnológica. “Estamos criando uma ferramenta inédita para coletar dados diretamente na fonte. Isso vai nos permitir entender quem visita Caçapava, de onde vem, por que vem e como consome. Assim, poderemos formular políticas públicas mais precisas e eficientes”, explicou o secretário. 

Para Ignacio, o Geoparque Caçapava funciona como uma vitrine para o município. “O reconhecimento mundial do Geoparque Caçapava pela Unesco potencializa as negociações com o governo do Estado, para que sejam feitos investimentos no município. Esses aportes abrem novas possibilidades para o setor privado, especialmente o do turismo, já que o aumento do fluxo de visitantes representa a chegada de recursos externos que fortalecem os negócios locais”, destacou.

O secretário conversando com os emprendedores da “Passear e Comprar”.

A servidora Bibiana Toniazzo lembrou que Caçapava do Sul é reconhecida como a capital gaúcha da geodiversidade — título que reflete a singularidade do seu território, marcado por formações rochosas, cactáceas endêmicas e paisagens únicas. “Celebrar o Dia Mundial da Geodiversidade é reconhecer o valor dos nossos espaços, da geologia e da nossa história. É reafirmar o papel do Geoparque como um instrumento de desenvolvimento e pertencimento comunitário”, destacou.

Na mesa “Dormir e Comer”, estiveram presentes cinco empreendedores. A recepcionista do “Novo Hotel”, Alessandra Barbosa Pereira, apresentou o empreendimento em que atua e destacou que o foco principal é oferecer um atendimento personalizado aos hóspedes, com diferenciais que tornam a estadia mais acolhedora. Um dos principais atrativos, segundo Alessandra, é receber pets: “Recebemos pets no mesmo quarto que os donos e não cobramos nenhuma taxa adicional por isso”. Segundo ela, esse cuidado tem gerado retorno positivo entre os visitantes. “Uma cliente comentou que teve dificuldade em encontrar hotéis em Caçapava que aceitassem animais de estimação. Depois da boa experiência conosco, ela acabou indicando o Novo Hotel a amigos que vinham à cidade para conhecer a Pedra do Segredo”, afirmou.

Mesa “Comer e Dormir”

Alessandra durante sua fala.

Integrando o que Alessandra havia falado, Rogério Seixas, proprietário do “Novo Bistrô”, ressaltou a importância do atendimento e da qualidade como diferencial para fidelizar o cliente. “O cliente exige duas coisas primordiais: bom atendimento e bom produto. Se as duas caminham juntas, ele retorna e indica o local para outras pessoas. É assim que o turismo cresce: com amor e dedicação”, afirmou.

Entrevista com Rogério.

Caçapava e o futuro do Geoparque

O coordenador científico do Geoparque Caçapava, professor André Borba, compartilhou experiências de outros geoparques da América Latina, como o do Chile, destacando iniciativas de gamificação turística e passaportes culturais que poderiam ser adaptadas para Caçapava. “Lá, os visitantes ganham carimbos em cada ponto visitado e, ao final, recebem uma lembrança oficial. É uma forma divertida de incentivar o turismo e reconhecer o engajamento dos visitantes”, comentou.

A coordenadora do Geoparque Caçapava, Alizandra Danzmann, comentou sobre a importância do evento: “O que a gente traz a partir do Geotour é conectar a hotelaria, a gastronomia, as compras, quem são as artesãs que se envolvem no processo dos geoprodutos, compras, vendas, onde comer, onde dormir, onde ir. É para que eles saibam como eles trabalham, o que eles fazem, de que forma trabalham, os horários de atendimento, quais são os serviços que eles prestam, para que consigam se conectar entre si e trabalhar unidos, de uma forma de desenvolvimento sustentável”.

Segundo ela, o Geoparque também se conecta com a comunidade ao desenvolver o sentimento de pertencimento das pessoas que aqui vivem, por meio do conhecimento e valorização dos seus patrimônios — históricos, culturais e naturais. “Trabalhamos muito o patrimônio aliado à educação, que é a educação patrimonial. Atuamos nas escolas, da educação infantil ao ensino médio, abrangendo as redes particular, municipal e estadual. Além disso, promovemos eventos e capacitações que permitem levar esse entendimento a uma comunidade mais ampla”, destacou.

Alizandra durante a entrevista.

Texto: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Milena Boeff, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Geoparques UFSM – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2025/10/10/geoparque-de-cacapava-do-sul-e-destaque-no-salao-nacional-do-turismo-2025 Fri, 10 Oct 2025 17:29:12 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=13921

Entre os dias 21 e 23 de agosto, o Salão Nacional do Turismo: Conheça o Brasil 2025 reuniu milhares de visitantes no Distrito Anhembi, em São Paulo. Com entrada gratuita, o evento reforçou a valorização dos destinos turísticos brasileiros por meio de uma programação diversificada, que incluiu o Feirão de Turismo, palestras, workshops, além de feiras de artesanato e produtos da agricultura familiar de todas as regiões do país.

Os dois Geoparques da nossa região marcaram presença no evento: o Caçapava e o Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO. A turismóloga Bibiana Schiavini, chefe da Subdivisão de Geoparques da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), marcou presença no espaço dedicado aos geoparques brasileiros. A participação teve como foco o fortalecimento de parcerias institucionais e a promoção do geoturismo como ferramenta de desenvolvimento sustentável para a região.

A presença no evento contou com o apoio da Rede Brasileira de Geoparques e do Ministério do Turismo (MTur), possibilitando a divulgação dos seis geoparques brasileiros reconhecidos pela UNESCO em uma das principais vitrines do turismo nacional.

A participação no Salão reforça o compromisso da UFSM e dos geoparques brasileiros com a promoção do turismo sustentável, a valorização do patrimônio geológico e cultural, além da geração de oportunidades para as comunidades locais.

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