Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Mon, 09 Mar 2026 11:28:13 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/09/paralelo-33-promove-cine-paralelo-com-exibicao-do-filme-o-agente-secreto Mon, 09 Mar 2026 11:26:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15092

O projeto de extensão Paralelo 33, vinculado ao curso de Relações Internacionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), promove no dia 9 de março mais uma edição do Cine Paralelo, iniciativa que busca aproximar o público universitário e a comunidade de debates sociopolíticos a partir do cinema. O evento ocorre a partir das 18h, no auditório do CAED, no campus da universidade.

Nesta edição, será exibido o filme brasileiro O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura. Ambientado em 1977, durante o período da ditadura militar brasileira, o longa aborda temas como vigilância estatal, memória histórica, repressão política e as formas de resistência construídas em contextos autoritários. A narrativa se desenrola na cidade do Recife, cenário que evidencia as tensões sociais e políticas da época.

O debate promovido após a sessão dialoga diretamente com os objetivos do Paralelo 33: fomentar uma perspectiva Sul Global nas discussões acadêmicas e públicas, destacando experiências históricas e políticas da América Latina, África e Ásia. O projeto se dedica à produção e difusão de conteúdos multimídia – como podcasts, vídeos, notícias em redes sociais e eventos presenciais – com o intuito de tornar mais acessíveis as reflexões críticas acerca das dinâmicas internacionais que atravessam o Sul Global.

Além da relevância temática, o momento escolhido para o evento é particularmente significativo para o cinema brasileiro. O filme O Agente Secreto está concorrendo ao Oscar 2026 em quatro categorias – incluindo Melhor Filme, Melhor Filme Internacional e Melhor Ator para Wagner Moura –, igualando o recorde histórico da produção Cidade de Deus como o filme brasileiro com maior número de indicações em uma única edição da premiação. 

A cerimônia do Oscar 2026 está marcada para o dia 15 de março, poucos dias após a realização do Cine Paralelo, o que torna o evento uma oportunidade estratégica para discutir o impacto internacional do cinema brasileiro contemporâneo e refletir sobre como produções culturais podem contribuir para revisitar e problematizar episódios da história nacional.

Post do evento – @paralelotrintaetres

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).
Revisão: Esther Faria, bolsista de Letras – Português da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM)

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Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/03/ufsm-promove-viva-o-campus-especial-dia-das-mulheres-8 Tue, 03 Mar 2026 22:07:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15064

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), por meio da Coordenadoria de Cultura e Arte e do Observatório de Direitos Humanos, ambos ligados à Pró-Reitoria de Extensão (PRE), promove, neste domingo, 8 de Março, o Viva o 55BET Pro Especial Dia das Mulheres. O evento faz parte da programação que será realizada ao longo do mês de março, pensada nesse tema tão relevante, principalmente, nos dias de hoje. As atividades são abertas a toda a comunidade e acontecem das 15h às 19h.

Essa edição contará com a presença dos parceiros do Viva o 55BET Pro: a Polifeira do Agricultor; o Jardim Botânico, a Mostra Morfo; o Projeto Arte Além do Ofício; o Acervo Artístico e uma programação especial e repleta de atividades em parceria com a Casa Verônica da UFSM, juntamente com o Coletivo Editorial Taú, Programa de Extensão em Gênero, Interseccionalidade e Direitos Humanos (GIDH/UFSM), DTG Noel Guarany 13ª Região, Liga Acadêmica de Saúde da Mulher (LIASM) e Incubadora Social. Serão oferecidas oficinas como defesa pessoal, leitura, esportes campeiros para mulheres, oficina e campeonato de truco gaudério, Tertafe (Tejo, Tava, Argola e ferradura), oficina de assoalho pélvico e exercícios para gestantes, além da presença da Feira Incubadora Social Mulheres Empreendedoras. 

O Viva promete atrações artísticas diversificadas, passando pelo rock, música gaúcha, música brasileira e música eletrônica, tudo por conta das apresentações de mulheres potentes nas vozes e talentos da AG Rock, DTG Noel Guarany 13ª Região, Luiza Morais e Zara Steinbrenner.

Viva o 55BET Pro 

O Viva o 55BET Pro busca incentivar a participação cultural e artística da comunidade, promovendo a conscientização e o cuidado com o Meio Ambiente ao trazer a sociedade para o campus da Instituição. Realizado desde 2014, a ação tem ganhado espaço na agenda de Santa Maria, ressaltando as habilidades e as experiências movimentadas pela UFSM nas diversas áreas de atuação institucional. 

PROGRAMAÇÃO 

PROGRAMAÇÃO ARTÍSTICA

  • 15h às 19h – Largo do Planetário 
  • 15h30 – AG Rock 
  • 16h30 – DTG Noel Guarany e 13ª Região Tradicionalista – Mirella Sydol, na gaita e Clara Pivetta, solista vocal 
  • 17h – Luiza Morais – Música Brasileira 
  • 18h – Zara Steinbrenner: Set de música House, Groove Disco, Música Eletrônica

PARCEIROS FIXOS 

  • POLIFEIRA DO AGRICULTOR 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • JARDIM BOTÂNICO 
  • 15h às 19h 
  • 16h Recepção e visita livre 
  • 17h yoga ao ar livre: Equilíbrio e gravidade: corpo em alinhamento 
  • 18h30 Palestra: mulheres pioneiras na Astronomia 
  • 19h oficina de observação de constelações e meditação guiada 
  • ACERVO ARTÍSTICO 
  • 15h às 19h 
  • Exposição Não Estou Lá, de Victor Hugo Cecatto 
  • Arte Rupestre na Caverna Espaço Imersivo 
  • 17h – Oficina Textil – Tramas Femininas (inscrições prévias via formulário)
  • PROJETO ARTE ALÉM DO OFÍCIO 
  • 15h às 19h 
  • Largo do Planetário 
  • MOSTRA MORFO 
  • 15h às 19h 
  • Prédio 19

PROGRAMAÇÃO ESPECIAL CASA VERÔNICA

Casa Verônica 

  • 17h — Conversa sobre o serviço
  •  17h — Oficina de defesa pessoal (Bosque em frente ao planetário)

Coletivo Editorial Taú 

  •  16h–17h — Oficina de leitura: “O Monstro não mora aqui (Ele escreve)” — Leitura crítica de contos de horror contemporâneos e técnicas de Escrita Criativa (Bosque próximo à pracinha) 

GIDH — Mariana Selister 

  • 17h–18h — Oficina de leitura: “Roda de Histórias: Mulheres Inspiradoras, de Bertha Lutz a você” (Bosque próximo à pracinha) 

DTG Noel Guarany (13ª Região) 

  • 16h–18h — Oficinas de esportes campeiros para mulheres 
  • A partir das 16h — Oficina e campeonato de Truco Gaudério, Peteca e Vaca Parada 
  • A partir das 17h — Oficina de Tetarfe (Tejo, Tava, Argola e Ferradura)

LIASM 

  • 15h — Oficina para assoalho pélvico (Bosque em frente ao planetário)
  • 16h — Oficina de exercícios para gestantes (Bosque em frente ao planetário) 

Feira Incubadora Social 

  • Mulheres empreendedoras
Post do evento – @extensaoufsm

Texto: Coordenadoria de Cultura e Arte/Pró-Reitoria de Extensão

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Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/03/projeto-de-extensao-em-musica-da-ufsm-abre-inscricoes-para-oficinas-gratuitas Tue, 03 Mar 2026 13:28:03 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15056

Estão abertas até o dia 9 de março as inscrições para as oficinas do Projeto de Extensão em Música da Universidade Federal de Santa Maria. A iniciativa é voltada a alunos e egressos de escolas públicas da região de Santa Maria, com idades entre 10 e 22 anos.

Para a turma de 2026, o projeto oferece oficinas de piano, trompete, clarineta, violoncelo, viola de arco e banda jovem. Nas modalidades de trompete, clarineta, violoncelo, viola de arco e banda jovem, é necessário que o candidato possua o instrumento. Já para as aulas de piano, não há essa exigência.

As aulas serão individuais, com encontros semanais realizados no prédio da antiga Reitoria, localizado no centro da cidade. Os horários serão definidos diretamente com os professores Silvia Hasselaar, Clayton Miranda, Guilherme Garbosa, Meryelle Maciente e Fábio Saggin, docentes dos cursos de Música da UFSM.

Os interessados devem realizar a inscrição por meio de formulário online, disponível no link:
http://docs.google.com/forms/d/1630qRqjpWCX3eAjfBpfxMe2U9YZbYuDeDoG3szxntqY/edit


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Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/20/edital-abre-inscricoes-para-municipios-da-regiao-central-realizarem-a-caminhada-internacional-na-natureza-em-2026 Fri, 20 Feb 2026 19:31:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14969

A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria tornaram público o Edital nº 01/2026 para inscrições de municípios interessados em sediar a Caminhada Internacional na Natureza – Região Central do Rio Grande do Sul no ano de 2026.

As inscrições estarão abertas de 10 de fevereiro a 10 de março de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pelas prefeituras municipais da Região Central do Estado, no âmbito da área administrativa da Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria e Geoparques da Região Central, por meio de formulário oficial disponibilizado pela coordenação regional. Confira a lista de municípios de abrangência clicando aqui.

Fortalecimento do turismo rural e da extensão

O edital tem como objetivo organizar, fortalecer e garantir a boa condução da Caminhada Internacional na Natureza na Região Central do RS, definindo normas, critérios de seleção e responsabilidades das entidades envolvidas.

A iniciativa integra o Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) – Eixo 6 – Fomento ao Turismo Rural, consolidando-se como uma ação estratégica de desenvolvimento territorial sustentável, valorização da agricultura familiar e dinamização econômica das comunidades rurais.

Nos últimos anos, a Caminhada tem mobilizado milhares de participantes, fortalecendo circuitos curtos de comercialização, promovendo feiras locais e gerando renda para agricultores familiares, agroindústrias, artesãos e comunidades quilombolas da região.

Critérios e prioridades

Conforme o edital, terão prioridade na escolha das datas os municípios que nunca realizaram a Caminhada, seguidos daqueles que não conseguiram realizar o evento por adversidades, e, posteriormente, os que já participaram em edições anteriores.

Cada município poderá sediar apenas uma Caminhada oficial por ano, e será permitida somente uma Caminhada por mês dentro da área regional, no período de abril a novembro.

As datas disponíveis para 2026 contemplam os meses de abril a novembro, com opções específicas de sábados e domingos previamente estabelecidos no calendário oficial.

A inclusão definitiva no calendário dependerá do cumprimento integral das regras do edital e da contemplação no Edital de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM no respectivo ano.

Responsabilidades compartilhadas

O modelo de governança da Caminhada envolve responsabilidades específicas para cada parceiro:

  • Municípios: garantir ambulância, equipe de saúde, transporte (quando necessário), profissional de Educação Física, carros de apoio, sinalização, credenciamento e infraestrutura básica do evento.
  • Emater-RS/Ascar: definir o trajeto oficial, organizar a feira local, realizar pré-teste técnico do percurso e apoiar o cadastro no sistema Ecobooking.
  • UFSM: coordenar a comunicação oficial, produzir materiais institucionais, organizar inscrições e apoiar o transporte da comunidade universitária (conforme disponibilidade).
  • Comunidade local: organizar café, almoço e feira de produtos regionais, fortalecendo a economia local.

Como se inscrever

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário oficial disponível no período estabelecido no edital. Municípios que não realizarem a inscrição dentro do prazo estarão automaticamente excluídos da edição de 2026.

Dúvidas podem ser encaminhadas para:

📧 caminhadas.ufsm@55bet-pro.com 

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp.

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/02/03/radar-esportivo-conheca-o-projeto-de-extensao-da-ufsm-que-esta-realizando-a-transmissao-do-campeonato-gaucho-2026 Tue, 03 Feb 2026 14:22:52 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14830

 

No ar desde 1981, o Radar Esportivo é um dos projetos de comunicação mais tradicionais da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Atualmente estruturado como Radar Esportivo em Multiplataforma, o projeto de extensão, vinculado aos cursos de Comunicação do Centro de Ciências Sociais e Humanas (CCSH), tem como objetivo promover e dar visibilidade ao esporte local e regional, além de ampliar o espaço para modalidades que historicamente recebem menor atenção da mídia, como o esporte universitário.

Em 2026, o projeto integra a cobertura do Campeonato Gaúcho às suas atividades, realizando a transmissão dos jogos do Inter de Santa Maria na competição. A iniciativa ocorre em parceria com as Rádios UFSM e com o programa UniFM Esporte Clube, unindo ensino, extensão e prestação de serviço à comunidade por meio da comunicação esportiva. As transmissões do Gauchão marcam a retomada de uma experiência que não acontecia desde antes da pandemia, com a última cobertura realizada em 2019, ampliando novamente a presença da UFSM em grandes eventos esportivos do estado.

Integrantes do Radar Esportivo / Foto: Jessica Mocellin
Pedro na transmissão de São José x Inter-SM em Porto Alegre / Foto: Patrício de Freitas/Divulgação

Para o jornalista Pedro Pereira, egresso do projeto e do curso de Jornalismo da UFSM e, atualmente, produtor e apresentador do UniFM Esporte Clube, a experiência tem sido marcante tanto no âmbito profissional quanto pessoal. Segundo ele, “essa experiência está sendo gratificante e, de certa forma, inacreditável”, especialmente por ter escolhido permanecer em Santa Maria após a graduação. O jornalista destaca que muitos colegas optam por deixar a cidade em busca de oportunidades em centros maiores, mas que a decisão de ficar possibilitou vivenciar uma cobertura de alto nível. “Estou tendo essa oportunidade justamente por ter tomado essa decisão”, afirma.

Pedro também ressalta a dimensão institucional da cobertura, que leva o nome da UFSM para diferentes regiões do estado. “Nós estamos tendo a oportunidade de cobrir e levar o nome da UFSM estado afora. Fomos para Porto Alegre duas vezes e para Bagé; na segunda fase devemos conhecer outras cidades, ou até voltar para Porto Alegre”, relata. Para ele, essa vivência é especialmente significativa por envolver estudantes que estão no início da formação profissional, muitos deles ainda nos primeiros semestres do curso.

LABORATÓRIO DE FORMAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

Com mais de quatro décadas de trajetória, o Radar Esportivo consolidou-se como um importante laboratório de prática profissional para estudantes da área da Comunicação. Atualmente, o projeto conta com 15 integrantes, sendo 11 estudantes do curso de Jornalismo, três de Relações Públicas e um de Produção Editorial, além da coordenação e orientação da professora Viviane Borelli.

Ao longo das atividades, os estudantes participam de todas as etapas do processo jornalístico, incluindo pauta, apuração, produção, redação, edição, locução e apresentação. Durante as transmissões do Gauchão, os alunos atuam como narradores, comentaristas, repórteres de campo, repórteres de torcida, plantonistas e técnicos, vivenciando na prática a rotina do jornalismo esportivo em multiplataforma.

Pedro Pereira destaca a relevância dessa experiência para a formação acadêmica dos estudantes. Ele observa que muitos profissionais formados anteriormente não tiveram acesso a esse tipo de vivência durante a graduação. “Eu e mais alguns colegas saímos competentes da faculdade sem ter essa experiência, mas vemos alunos do Radar entrando no terceiro semestre. Ou seja, eles estão tendo essa oportunidade já no primeiro ano de faculdade. Pensa o quão melhores e mais preparados eles vão estar ao fim da graduação”, avalia.

O jornalista também destaca o aprendizado técnico envolvido nas transmissões, ressaltando que cada função apresenta desafios específicos. “Aqui, na rádio, nós temos vários eventos, mas participar da transmissão de um jogo é muito diferente. Muitos alunos estão tendo essa oportunidade pela primeira vez agora. Nós fazemos comentários nos programas do Radar, mas fazer comentários, ao vivo, de uma partida é muito diferente”, comenta, citando o trabalho de narradores, comentaristas e repórteres ao vivo como uma experiência fundamental para o desenvolvimento profissional.

 

VIVÊNCIA EXTENSIONISTA E CRESCIMENTO COLETIVO

A estudante Marina Ferreira dos Santos, bolsista do projeto e aluna do sétimo semestre do curso de Jornalismo, também destaca o caráter formativo e coletivo da experiência. Para ela, a atuação do Radar Esportivo em parceria com a Casa de Comunicação, a Coordenadoria de Comunicação, a rádio UniFM 107.9 e o programa UniFM Esporte Clube representa um diferencial na formação acadêmica. Marina afirma que vê a experiência “como algo enriquecedor”, ressaltando que, apesar de o termo ser frequentemente usado como clichê, ele traduz com precisão o impacto do projeto.

Segundo a estudante, a vivência contribui não apenas para a formação profissional, mas também para o crescimento pessoal dos participantes. Ela ressalta que a participação em transmissões longas, com mais de 90 minutos de duração, oferece uma experiência que dificilmente seria possível fora do ambiente universitário. “É um completo diferencial ter participado de transmissões de pelo menos 90 minutos de jogo, que nós não teríamos em nenhum outro lugar e em nenhum outro momento que não fosse agora, enquanto estudantes”, destaca.

Marina na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

Marina também enfatiza a importância de acompanhar todo o processo de construção das transmissões, desde as etapas iniciais até a realização final. Como bolsista, ela relata que acompanhar o desenvolvimento do projeto desde o início permite visualizar os resultados concretos do trabalho coletivo. “A gente consegue ver os colegas crescendo, a gente consegue ver a gente próprio crescendo, a gente consegue ver o fruto de todo o trabalho, de todas as discussões e reuniões e conversas que a gente teve para isso acontecer, que agora dá um fruto real”, afirma.

Gabriel na transmissão de Internacional x Inter-SM em Porto Alegre / Arquivo pessoal

O estudante Gabriel Ferraz, aluno do terceiro semestre do curso de Jornalismo da UFSM e narrador das partidas transmitidas pelo projeto, também destaca o impacto formativo da experiência no Radar Esportivo. Segundo ele, participar das transmissões do Campeonato Gaúcho tem sido algo inédito em sua trajetória acadêmica.

Para o estudante, a vivência prática proporcionada pelo projeto representa algo raro dentro da formação universitária. “É muito difícil nós termos uma real experiência de como é atuar no mercado de trabalho durante os quatro anos de formação”, destaca. Ele cita como exemplo uma das transmissões realizadas no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, quando teve contato direto com profissionais já conhecidos do jornalismo esportivo. “Eu sentei ao lado da equipe do Diário de Santa Maria e atrás de mim estava o pessoal da Rádio Gaúcha numa cabine, incluindo o Guerrinha. Enfim, profissionais consagrados que trabalham com isso constantemente”, relata.

Mesmo atuando com menos recursos técnicos em comparação com grandes emissoras, Gabriel afirma que a experiência é altamente motivadora. “Só a chance, a possibilidade de poder fazer uma transmissão melhor que a deles, mesmo com muito menos recursos, é algo que me motiva de uma maneira sem precedentes”, afirma. Ele compara as estruturas profissionais com a realidade do projeto e destaca o esforço coletivo envolvido. “Eles têm técnico de som e têm quatro, cinco, seis pessoas envolvidas só em uma função, nós não. No nosso caso, é todo mundo fazendo tudo por si; todo mundo fazendo um pouquinho para que no final o Radar Esportivo ganhe com isso”.

PROGRAMAS NO RÁDIO E ATUAÇÃO NAS PLATAFORMAS DIGITAIS

Além da transmissão do Campeonato Gaúcho, o Radar Esportivo mantém uma programação semanal de dois programas fixos na grade da UniFM, produzida e apresentada por acadêmicos dos cursos de Comunicação. São eles: o Radar na Rodada, um programa de debates sobre o esporte local, nacional e mundial, exibido às quartas-feiras, às 14h; e o Radar Entrevista, veiculado às sextas-feiras, às 14h, que recebe convidados envolvidos com o esporte de Santa Maria e região.

O projeto também atua de forma intensa nas plataformas digitais, com produção de conteúdos jornalísticos para o Instagram. Entre os conteúdos produzidos, estão as coberturas realizadas nos stories, em tempo real, de eventos esportivos da cidade, como os jogos

Cobertura de jogo da UFSM Futsal na Série Ouro de 2025 / Arquivo pessoal

da UFSM Futsal na Série Ouro, partidas do Inter de Santa Maria, o Festival Paralímpico da UFSM, a Superliga de Futsal Pró de Santa Maria e os jogos do Santa Maria Soldiers, ampliando o alcance das informações esportivas junto à comunidade. 

EXTENSÃO, PESQUISA E IMPACTO SOCIAL

Ao longo de sua trajetória, o Radar Esportivo passou por diferentes transformações, acompanhando as mudanças nas práticas jornalísticas e nos modos de consumo de conteúdo esportivo. O projeto também se destaca pela articulação entre ensino, pesquisa e extensão, com participação frequente em eventos acadêmicos como a Jornada Acadêmica Integrada (JAI) e o Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom), onde são apresentados relatos e pesquisas sobre as práticas desenvolvidas.

Por meio de parcerias com equipes, entidades esportivas e projetos da UFSM e região, o Radar Esportivo contribui para a visibilização de modalidades, atletas e iniciativas que muitas vezes não encontram espaço na mídia comercial. Dessa forma, o projeto reafirma seu compromisso com a formação acadêmica, a divulgação científica e o acesso da sociedade a uma informação esportiva de qualidade, plural e independente.

Equipe das oficinas da escola / Arquivo Pessoal

Em 2025, o projeto também passou a desenvolver ações educativas por meio da iniciativa Radar Esportivo Multiplataforma: Extensão nas Escolas, com a realização de oficinas para estudantes do ensino médio em uma escola de Camobi. As atividades ocorreram em duas visitas, com turmas do 1º ano do Ensino Médio Integral do Colégio Estadual Professora Edna May Cardoso, em Santa Maria. A proposta combinou abordagens teóricas e práticas, voltadas à educação popular, ao protagonismo estudantil e à comunicação comunitária. Durante as oficinas, foram trabalhados conceitos sobre comunicação como direito e instrumento de cidadania, além de noções básicas de produção de conteúdo em áudio, incluindo estrutura de roteiro e técnicas de gravação utilizando o celular.

A retomada das transmissões de jogos do Inter-SM após o período de paralisação provocado pela pandemia é apontada como um marco importante para o projeto. Para Marina, voltar a realizar transmissões tanto pelo Radar Esportivo quanto pela UniFM representa um momento significativo de reconstrução e fortalecimento. Ela destaca o envolvimento coletivo e a expectativa de continuidade: “é muito legal ver que vai ter mais gente querendo entrar no Radar Esportivo e dar continuidade ao projeto da forma que ele tem que ser e que essa experiência é, para os estudantes, o mais autêntica e maximalista possível.”

Pedro Pereira reforça esse sentimento ao destacar o orgulho de representar a UFSM e o próprio Radar Esportivo em um evento de grande visibilidade. Ele afirma que é simbólico ver o projeto novamente presente ao lado de emissoras tradicionais da cidade. “É muito legal viver e ficar no gramado, estando ao lado da Rádio CDN e da Rádio Imembuí, tradicionais da cidade, e ali junto entre os microfones estar o laranja das Rádios UFSM”, comenta, ressaltando a importância histórica dessa presença.

EQUIPE DE COBERTURA DO GAUCHÃO

A cobertura do Campeonato Gaúcho 2026 realizada pelo projeto Radar Esportivo em conjunto com as Rádios da Universidade, envolve 15 estudantes dos cursos de Comunicação Social da UFSM, que atuam de forma integrada nas funções de narração, comentário, reportagem de campo, reportagem de torcida, plantão e técnica, além do apoio profissional do jornalista Pedro Pereira, do programa UNIFM Esporte Clube. A escala da primeira fase das coberturas contou com os seguintes integrantes e atribuições:

  • Andrya Lima Nielsen (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Arthur Aires Dal Rosso (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Clara Antonelo Basso (Jornalismo) – Comentarista e técnica;
  • Gabriel Martelet Ferraz (Jornalismo) – Narrador;
  • Gabriela Carvalho Bina (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Gabriela dos Santos Alves (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e técnica;
  • Gabriele Araujo Mendes (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Isadora Juliatto Piovesan (Jornalismo) – Comentarista, plantonista e repórter de torcida;
  • Jaíne Kraetzig Cristofari (Jornalismo) – Comentarista;
  • João Victor Barbat Barros (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo e repórter de torcida;
  • Júlia Martins Moura (Relações Públicas) – Plantonista;
  • Leonardo Koehler (Jornalismo) – Comentarista e repórter de campo;
  • Maria Eduarda Jahn Marques (Produção Editorial) – Organizadora das coberturas;
  • Marina Brignol de Llano Einhardt (Jornalismo) – Repórter de campo e técnica;
  • Marina Ferreira dos Santos (Jornalismo) – Comentarista, repórter de campo, repórter de torcida e organizadora das coberturas;
  • Pedro Pereira (Jornalista do UNIFM Esporte Clube) – Repórter de campo e organizador das coberturas.

As transmissões do Radar Esportivo em parceria com as Rádios UFSM seguem agora para a segunda fase do Campeonato Gaúcho 2026, acompanhando os próximos confrontos do Inter-SM na competição. 

Os jogos previstos são: 05/02 (quinta-feira), às 21h30min, Inter-SM x Avenida, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 08/02 (domingo), às 16h, Monsoon x Inter-SM, no Estádio Francisco Novelletto, em Porto Alegre; 15/02 (domingo), sem horário definido, Guarany x Inter-SM, no Estádio Estrela D’Alva, em Bagé; 22/02 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Guarany, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; 01/03 (domingo), sem horário definido, Inter-SM x Monsoon, no Estádio Presidente Vargas, em Santa Maria; e 08/03 (domingo), sem horário definido, Avenida x Inter-SM, no Estádio dos Eucaliptos, em Santa Cruz do Sul. 

Para acompanhar a cobertura, conferir conteúdos exclusivos ou obter mais informações, o público pode seguir o Radar Esportivo nas redes sociais, especialmente no Instagram e no YouTube, além de acessar os links das Rádios UFSM, onde são realizadas as transmissões das partidas.

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Projetos – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/01/06/projeto-linguas-no-campus-desenvolve-materiais-didaticos-colaborativos-para-qualificar-o-ensino-de-ingles-em-escolas-publicas Tue, 06 Jan 2026 14:49:54 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=14725

Um projeto de extensão iniciado na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 2025 tem como foco a produção colaborativa de materiais didáticos para o ensino de inglês como língua adicional no contexto da escola pública. Intitulado Línguas no 55BET Pro: desenvolvimento de material didático para qualificação do acesso à educação em inglês como língua adicional, o projeto integra um programa de extensão já consolidado na Universidade e aposta na articulação entre formação inicial de professores, docentes da educação básica e pesquisa acadêmica.

A iniciativa está vinculada ao Programa Línguas no 55BET Pro, que atua há quase três décadas na UFSM, completando 30 anos em 2027. Segundo a coordenadora do projeto, professora Roseli Gonçalves do Nascimento, o programa tem como eixos centrais a formação de professores, especialmente da área de Letras, e a capacitação linguística da comunidade. “É um programa de formação de professores, qualificação da formação de profissionais de Letras, principalmente Letras em Inglês, e a capacitação em línguas para a comunidade externa”, explica.

 

Produção colaborativa como estratégia formativa

 

O projeto surgiu a partir da participação em um edital do Fundo de Incentivo à Extensão (FIEX), com o objetivo de desenvolver materiais didáticos de forma colaborativa, voltados ao ensino de inglês como uma língua adicional na educação básica da região. A proposta envolveu estudantes de Letras em formação inicial e professores que já atuam na rede básica de ensino, em um processo mediado por docentes da UFSM e por um doutorando que atuou como mentor.

De acordo com a coordenadora, o foco do projeto está na qualificação da produção de materiais didáticos, compreendidos como o elemento central da prática pedagógica no ensino de línguas. “O material didático é o principal mediador da ação pedagógica desses profissionais da educação. É ali que a gente seleciona o insumo de linguagem, os textos em áudio, vídeo ou escrito, e as atividades que vão dar acesso às línguas adiconais”, afirma.

A qualidade desse material, segundo Roseli, não pode ser entendida de uma forma genérica. “Não é um conceito abstrato. Um material de qualidade é aquele adequado ao contexto de ensino: à faixa etária, à série, aos interesses e às necessidades daquele grupo específico de estudantes”, pontua a professora.

 

Encontro do projeto para definição de atividades

Formação crítica e autonomia docente

 

Ao longo do projeto, foram desenvolvidas unidades didáticas específicas para o contexto de atuação de cada professor participante. Esse processo ocorreu por meio de encontros semanais de trabalho chamados de design sessions, nos quais as equipes analisaram, discutiram e reformularam os materiais em conjunto.

Roseli destaca que mudar a forma de produzir material didático envolve uma transformação mais profunda da prática docente. “Mudar a maneira como você desenvolve material didático e como você dá aula não é algo que se faz com umas simples técnicas. É um processo de mudança de visão do que é a linguagem e de como se ensina essa linguagem e que leva tempo”, ressalta.

Nesse contexto, o papel dos bolsistas do projeto foi considerado fundamental. “O trabalho das bolsistas que atuaram nessa mediação foi crucial, porque elas faziam reuniões semanais com as professoras para realmente olhar para o material e discutir como poderiam melhorar”, relata. Além de duas bolsistas financiadas pelo edital, o projeto contou ainda com a atuação de duas assistentes voluntárias.

 

Democratização do acesso ao inglês como direito

 

Um dos pilares conceituais do projeto é a compreensão da língua inglesa como um direito, e não como um conhecimento restrito a determinados grupos sociais. A coordenadora explica que a equipe adota a noção de “língua adicional” justamente para reforçar essa perspectiva.

“A gente entende que a língua inglesa, assim como outras línguas estrangeiras, é um direito do cidadão, assim como o acesso à educação, à saúde e à moradia”, comenta a coordenadora. Para ela, o domínio de uma língua adicional amplia as possibilidades de participação social, de interlocução e de exercício da cidadania.

Nesse sentido, a democratização do acesso ocorre de forma indireta, mas estruturante: ao qualificar a formação e a prática de professores da educação básica, o impacto do projeto se estende a um número muito maior de estudantes. De acordo com Roseli, “se a gente qualifica a formação de um professor, quando ele entra em sala de aula esse trabalho se expande, porque ele vai atingir diversos alunos”.

 

Financiamento, resultados e próximos passos

 

Em 2025, o projeto contou exclusivamente com recursos do FIEX para a concessão de bolsas, o que viabilizou a dedicação das estudantes envolvidas. No entanto, a coordenadora aponta que a continuidade e a ampliação das ações dependem de novos apoios, especialmente para a etapa de revisão, edição e divulgação dos materiais produzidos.

A proposta inicial do projeto prevê a produção, aplicação, avaliação e publicização dos materiais didáticos. Caso não haja recursos para impressão, a equipe pretende disponibilizar os conteúdos através do formato digital. “A nossa ideia é disponibilizar publicamente, seja em versão impressa ou como e-book”, explica a coordenadora.

 

Desafios na articulação com a educação básica

 

Entre os principais desafios enfrentados, Roseli destaca as dificuldades de comunicação com os professores da rede básica de ensino e a intensa rotina de trabalho desses profissionais. A coordenadora relata que, apesar do interesse inicial, alguns docentes precisaram desistir da participação devido à sobrecarga de atividades.

“A rotina de um professor da educação básica é extremamente puxada. Muitas vezes, mesmo com interesse e engajamento, não conseguem manter a participação”, afirma a coordenadora. Ainda assim, a adoção do formato híbrido permitiu a participação de professores de diferentes municípios do Rio Grande do Sul, ampliando o alcance do projeto.

Integração com ensino, pesquisa e extensão

O projeto integra um laboratório e um programa de extensão mais amplo, que reúne diferentes frentes de atuação em ensino, pesquisa e extensão. Entre elas estão estudos sobre letramentos acadêmicos, translinguagem, ensino bilíngue, suficiência linguística na pós-graduação e eventos voltados à divulgação científica em língua inglesa, como o Symposium of Academic Exchange.

Para Roseli, essa diversidade de ações reforça o papel da universidade na formação crítica de professores e na aproximação com a sociedade. “É um trabalho lento, de médio e longo prazo, mas que tem potencial de intervir de forma consistente na qualidade do ensino e no acesso ao conhecimento”, conclui.

Para acompanhar as ações, publicações e novidades do projeto, é possível acessar o perfil no Instagram: @linc_ufsm.  Mais informações sobre o laboratório que integra o programa de extensão também estão disponíveis no site do Laboratório LabLER, clicando aqui!

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM). 

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A Bombaja UFSM, equipe de competição de Baja SAE vinculada ao Centro de Tecnologia da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), conquistou o 3º lugar geral na competição Baja Sul 2025, realizada entre 21 e 23 de novembro, no Paraná. Com 687,54 pontos, a equipe ficou entre os melhores colocados entre as 16 equipes participantes da etapa regional, que integra o circuito brasileiro da SAE (Sociedade de Engenheiros da Mobilidade). A competição desafia estudantes universitários a projetar, construir e validar protótipos off-road em provas estáticas (relatórios técnicos e apresentação de projeto) e dinâmicas (aceleração, velocidade final, tração, suspensão, manobrabilidade e resistência), simulando condições reais de engenharia, gestão e desempenho em pista.

 

Membros com o BJ-22

Um projeto acadêmico que alia engenharia, inovação e competição off-road

A competição Baja SAE é uma competição de nível internacional, na qual estudantes de engenharia projetam, constroem e validam um protótipo off-road capaz de enfrentar provas de alto desempenho e resistência. No Brasil, além da etapa nacional realizada em São José dos Campos (SP), há competições regionais no Sul, Sudeste e Nordeste. O time vencedor da etapa nacional garante vaga para a etapa internacional, o “mundial”, nos Estados Unidos.

 

A Bombaja UFSM representa a universidade nas competições há mais de 20 anos, reunindo estudantes de diversos cursos da UFSM e do CTISM, que buscam aplicar na prática os conhecimentos adquiridos em sala de aula. Para o capitão da equipe, Rodrigo Pereira, o envolvimento com o Baja nasce da “paixão pelo automobilismo” e do desejo de transformar a teoria aprendida em sala de aula em experiência real de engenharia. Já Ayscha Bartzen, gerente de Suspensão e Direção, destaca que a equipe se tornou um espaço onde encontrou “uma outra forma de colocar em prática o que aprende na aeroespacial”, além do desafio e da responsabilidade de desenvolver um carro que transporta pilotos em situações extremas.


Provas estáticas e dinâmicas: estratégia, técnica e desempenho em pista


As competições de Baja SAE são divididas em provas estáticas, como o ICTS (relatórios técnicos e custos), APD (avaliação de projeto) e apresentação oral, e provas dinâmicas, nas quais o carro é testado em aceleração, velocidade final, tração, manobrabilidade, suspensão e no enduro.

No Baja Sul, a Bombaja UFSM se destacou justamente pelas provas dinâmicas, conquistando os seguintes resultados:

  • Dinâmicas: 3º lugar

  • Apresentação de projeto: 4º lugar

  • Aceleração: 1º lugar

  • Velocidade final: 2 º lugar

  • Tração: 4º lugar

  • Manobrabilidade: 6º lugar

  • Suspensão: 1º lugar (empate com outras 3 equipes)

  • Prova bônus 4×4: 3º lugar

  • Superprime: 2º lugar

  • TopSplit: 1º lugar

  • Enduro: 4º lugar (58 voltas e 272.94 pontos) 

 

A prova de enduro, a mais longa e uma das mais importantes da competição, foi finalizada pela equipe mesmo após enfrentarem problemas mecânicos. Os integrantes realizaram reparos e retornaram à pista, garantindo pontos essenciais para o pódio geral. O time também celebrou com entusiasmo a vitória no Top Split, uma prova estreante no circuito regional. Segundo os membros, a ansiedade era grande pela falta de referências, mas a conquista trouxe “surpresa e felicidade” ao grupo por terem sido os primeiros campeões da prova na região Sul.

Estrutura organizacional: hierarquia, gestão e cultura colaborativa

Além do desempenho em pista, a Bombaja UFSM se destaca pela complexidade de sua estrutura interna, refletindo princípios de gestão e engenharia aplicados ao ambiente acadêmico.

A equipe é organizada em oito subsistemas técnicos (Suspensão e Direção, Powertrain, Freios, Cálculo Estrutural, Elétrica e Eletrônica) e áreas de suporte (capitania, finanças, marketing e comunicação).

Cada subsistema possui um gerente responsável pela coordenação das tarefas, gerenciamento de membros e comunicação dos avanços e demandas para o restante da equipe. Esses gerentes são supervisionados pelos responsáveis de fabricação e projetos, que acompanham o andamento diário das atividades na oficina.

A capitania coordena a equipe como um todo, tomando decisões estratégicas e garantindo o alinhamento entre os setores. Professores orientadores e coorientadores atuam como suporte institucional, orientando o planejamento e representando formalmente o projeto.

Essa divisão hierárquica é fundamental para organizar o ciclo de desenvolvimento do protótipo e garantir continuidade diante das frequentes renovações de membros, características de equipes estudantis.

Infraestrutura e participação acadêmica

A Bombaja UFSM é formada por estudantes de diversos cursos, especialmente das engenharias Mecânica, Aeroespacial, Elétrica e de Controle e Automação.

Para desenvolver e testar o protótipo, o projeto conta com o apoio da UFSM, que oferece laboratório/oficina, pista de testes, suporte de laboratórios especializados como o Laboratório de Motores (GPMOT) e laboratórios do CTISM, além de auxílio logístico para transporte e hospedagem durante as competições.

O futuro da Bombaja UFSM: reestruturação e foco na temporada 2026

Após a conquista do pódio no Baja Sul, a equipe já está planejando a sua próxima temporada. O objetivo agora é aprimorar o protótipo atual, o BJ-22, especialmente o subsistema de powertrain, e capacitar os novos membros por meio de treinamentos e atividades internas.

Como a equipe passa por um período de renovação e está com o número de integrantes reduzido, os estudantes decidiram não participar da etapa nacional no ano de 2026, concentrando esforços na preparação para o Baja Sul do próximo ano, quando esperam retornar ainda mais competitivos.

O 3º lugar geral no Baja Sul 2025 confirma a força do projeto na região Sul e reconhece a dedicação dos estudantes da UFSM. 

 

Para mais informações sobre o projeto e para acompanhar o cotidiano de fabricação, testes e participação em eventos e competições, acompanhe o perfil da Bombaja no Instagram: @bombajaufsm

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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A equipe Taura Bots, vinculada ao Centro de Tecnologia (CT) da UFSM, conquistou o terceiro lugar na categoria Small Size LeagueEntry Level (SSL) da Competição Brasileira de Robótica (CBR) 2025, realizada em outubro, em Vitória (ES). A CBR é a etapa nacional da RoboCup, um dos maiores eventos de robótica do mundo. O resultado consolida a retomada e o crescimento do projeto, que há mais de dez anos atua na formação prática de estudantes e no desenvolvimento de tecnologias em robótica.

Futebol de Robôs

Fundada no ano de 2013, a equipe Taura Bots foi criada com o objetivo de aplicar os conhecimentos dos cursos de tecnologia por meio de projetos de robótica competitiva. Inicialmente dedicada ao futebol de robôs humanoides, a equipe diversificou suas áreas de atuação com o passar dos anos, participando de competições internacionais, projetos de carros autônomos e modalidades como tiro com arco, na qual chegou a ser campeã mundial. Após um período de descontinuidade causado pela pandemia, o grupo passou por uma reconstrução e retomou suas atividades, no início de 2024, com o objetivo de participar da competição.

Atualmente coordenada pelo professor Anselmo Rafael Cukla, do Departamento de Processamento de Energia Elétrica (DPEE), a equipe Taura Bots conta com cerca de 20 membros distribuídos entre suas subequipes, que abrangem robôs de futebol das categorias Small Size League (SSL) e Very Small Size Soccer (VSSS), além do desenvolvimento de drones autônomos. O projeto reúne estudantes de diferentes cursos — como Engenharia de Controle e Automação, Engenharia da Computação, Ciência da Computação, Sistemas de Informação e Engenharia Aeroespacial — que atuam de forma integrada nos setores de mecânica, software, eletrônica e comunicação.

 

Robôs autônomos e estratégias de jogo: como é a competição

A categoria Small Size League – Entry Level consiste em partidas de futebol de robôs totalmente autônomos, nas quais times formados por três robôs competem entre si em uma dinâmica semelhante ao futebol tradicional. Os robôs — pequenos veículos com rodas capazes de se deslocar, driblar e chutar a bola — recebem comandos a partir de um sistema de visão computacional. Uma câmera instalada acima do campo identifica a posição de cada robô e da bola, enquanto um software processa essas informações e envia, via rádio, instruções de movimento e tomada de decisão. “Os robôs jogam sozinhos. A partir do momento em que a partida começa, ficamos apenas assistindo”, explicaram os integrantes. Com dois tempos de cinco minutos e regras específicas, como faltas, substituições e pedidos de time out, a competição exige precisão técnica, estratégia e controle rigoroso do comportamento dos robôs durante as partidas.

Segundo os integrantes Gabriel Niederauer, René Gargano Ferrari e Maria Rita Piekas, que representaram a equipe na competição, este é um dos principais desafios técnicos: integrar visão computacional, tomada de decisão e controle de movimento, ajustando tudo em tempo real no ambiente da competição. Muitos testes precisaram ser feitos no local para compensar variáveis como escorregamento das rodas, atraso na comunicação entre os robôs e diferenças entre o simulador e o campo real.

“Nós aprendemos a não desistir no primeiro problema que aparecer. Precisamos confiar no trabalho que fizemos”, afirma Gabriel, capitão da equipe e acadêmico de Engenharia de Controle e Automação. Ele destaca que a conquista foi resultado da persistência da equipe e da capacidade de identificar soluções rápidas entre uma rodada e outra. 

A integrante Maria Rita Piekas reforça essa percepção ao recordar o desempenho da equipe durante a competição: “A gente perdeu o primeiro jogo e depois fomos até o final. Depois que a gente perdeu o primeiro jogo, a gente focou muito em consertar os pontos fracos e, depois disso, até esse momento do final, a gente ganhou todos”. Para o grupo, o pódio simboliza justamente essa evolução coletiva e o amadurecimento técnico alcançado ao longo do processo.

A edição deste ano contou com nove universidades na categoria Entry Level (categoria de entrada), representando diferentes estados brasileiros. A Taura Bots avançou até a semifinal, na qual enfrentou o time favorito, mais forte do campeonato. Apesar da derrota impedir o acesso à final, a equipe venceu os demais confrontos e garantiu seu lugar no pódio.

 

Trajetória e formação interdisciplinar

Ao longo dos anos, a Taura Bots participou de intercâmbios com laboratórios na Alemanha, competições internacionais e eventos científicos. Parte das pesquisas desenvolvidas pelos estudantes já resultou em artigos apresentados na Jornada Acadêmica Integrada (JAI) da UFSM e no Simpósio Brasileiro de Robótica, incluindo trabalhos sobre drones autônomos e estruturas mecânicas proprietárias.

A reconstrução recente da equipe também envolveu o desenvolvimento de novos robôs criados totalmente do zero. Segundo Maria Rita e René, esse processo fortaleceu a integração entre cursos e ampliou o caráter formativo do projeto. “O laboratório é um espaço onde diferentes áreas se encontram. Cada estudante aprende com a área do outro, e isso cria um ambiente muito de desenvolvimento técnico e pessoal”, destacam.

Além das competições, o laboratório da Taura Bots também serve de suporte para atividades práticas de disciplinas de engenharia e computação, oferecendo infraestrutura e equipamentos que permitem aos estudantes participantes do projeto aplicar conteúdos do curso em projetos reais.

Parcerias e desafios de financiamento

Embora conte com apoio institucional para deslocamentos e inscrições na competição, a equipe não recebe verba direta da universidade para o desenvolvimento dos robôs. Por isso, depende de parcerias com empresas e do uso eficiente do laboratório.

Atualmente, a Taura Bots possui apoio de empresas como SolidWorks, Allegro e tecnologias da NVIDIA, que fornecem licenças, componentes eletrônicos e unidades de processamento. Os estudantes explicam que, mesmo sem um apoio financeiro, esses recursos são essenciais para manter o nível técnico dos projetos.

Planos para 2026

Após o pódio em Vitória, a equipe já concentra seus esforços em aprimorar os robôs da categoria Small Size LeagueEntry Level. Segundo os integrantes, o principal objetivo para 2026 é aumentar a velocidade dos robôs, hoje considerada baixa para competir em condições mais desafiadoras. Isso exigirá uma reformulação do projeto mecânico e eletrônico, com a adoção de ajustes nos sistemas de controle.

Com os robôs atualmente funcionando de forma estável, a equipe destaca que o próximo ciclo de desenvolvimento será mais eficiente, pois agora é possível testar melhorias diretamente em campo, diferentemente do período inicial, em que as partes eram desenvolvidas separadamente e em simuladores.

Para acompanhar o desenvolvimento dos projetos, os bastidores da preparação para as próximas competições e demais atividades do grupo, a Taura Bots divulga atualizações em seu Instagram: @taurabots

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

 
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