Sem categoria – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre Pró-Reitoria de Extensão Wed, 11 Mar 2026 12:27:25 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Sem categoria – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre 32 32 Sem categoria – PRE-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/2026/03/11/bolsas-de-extensao-territorio-imembuy-2026 Wed, 11 Mar 2026 12:26:24 +0000 http://www.55bet-pro.com/pro-reitorias/pre/?p=15114
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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria tornaram público o Edital nº 01/2026 para inscrições de municípios interessados em sediar a Caminhada Internacional na Natureza – Região Central do Rio Grande do Sul no ano de 2026.

As inscrições estarão abertas de 10 de fevereiro a 10 de março de 2026 e devem ser realizadas exclusivamente pelas prefeituras municipais da Região Central do Estado, no âmbito da área administrativa da Emater/RS-Ascar – Regional Santa Maria e Geoparques da Região Central, por meio de formulário oficial disponibilizado pela coordenação regional. Confira a lista de municípios de abrangência clicando aqui.

Fortalecimento do turismo rural e da extensão

O edital tem como objetivo organizar, fortalecer e garantir a boa condução da Caminhada Internacional na Natureza na Região Central do RS, definindo normas, critérios de seleção e responsabilidades das entidades envolvidas.

A iniciativa integra o Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) – Eixo 6 – Fomento ao Turismo Rural, consolidando-se como uma ação estratégica de desenvolvimento territorial sustentável, valorização da agricultura familiar e dinamização econômica das comunidades rurais.

Nos últimos anos, a Caminhada tem mobilizado milhares de participantes, fortalecendo circuitos curtos de comercialização, promovendo feiras locais e gerando renda para agricultores familiares, agroindústrias, artesãos e comunidades quilombolas da região.

Critérios e prioridades

Conforme o edital, terão prioridade na escolha das datas os municípios que nunca realizaram a Caminhada, seguidos daqueles que não conseguiram realizar o evento por adversidades, e, posteriormente, os que já participaram em edições anteriores.

Cada município poderá sediar apenas uma Caminhada oficial por ano, e será permitida somente uma Caminhada por mês dentro da área regional, no período de abril a novembro.

As datas disponíveis para 2026 contemplam os meses de abril a novembro, com opções específicas de sábados e domingos previamente estabelecidos no calendário oficial.

A inclusão definitiva no calendário dependerá do cumprimento integral das regras do edital e da contemplação no Edital de Extensão da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) da UFSM no respectivo ano.

Responsabilidades compartilhadas

O modelo de governança da Caminhada envolve responsabilidades específicas para cada parceiro:

  • Municípios: garantir ambulância, equipe de saúde, transporte (quando necessário), profissional de Educação Física, carros de apoio, sinalização, credenciamento e infraestrutura básica do evento.
  • Emater-RS/Ascar: definir o trajeto oficial, organizar a feira local, realizar pré-teste técnico do percurso e apoiar o cadastro no sistema Ecobooking.
  • UFSM: coordenar a comunicação oficial, produzir materiais institucionais, organizar inscrições e apoiar o transporte da comunidade universitária (conforme disponibilidade).
  • Comunidade local: organizar café, almoço e feira de produtos regionais, fortalecendo a economia local.

Como se inscrever

As inscrições devem ser realizadas por meio do formulário oficial disponível no período estabelecido no edital. Municípios que não realizarem a inscrição dentro do prazo estarão automaticamente excluídos da edição de 2026.

Dúvidas podem ser encaminhadas para:

📧 caminhadas.ufsm@55bet-pro.com 

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto @caminhadasufsm ou na comunidade de avisos do WhatsApp.

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Crescimento consistente coloca a Região Central do RS entre as principais referências em turismo rural comunitário

A Região Central do Rio Grande do Sul registrou, entre 2023 e 2025, um crescimento contínuo e expressivo na Caminhada Internacional na Natureza, iniciativa que integra Extensão Rural, turismo sustentável e desenvolvimento comunitário. O ano de 2025 marcou o maior salto da série histórica, com recordes de participação, envolvimento comunitário e movimentação econômica, alavancando o protagonismo do território no cenário brasileiro de ações integradas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

De 2023 a 2025, o projeto acumulou 3.428 pré-inscritos, 2.694 participantes efetivos, 1.195 cafés, 2.310 almoços, 376 pessoas na organização, 541 integrantes das comunidades e 155 expositores locais, consolidando-se como uma das iniciativas mais robustas de integração entre agricultura familiar, turismo, educação e desenvolvimento territorial no estado. Esses números refletem a capacidade de mobilização e o fortalecimento das redes de cooperação entre municípios, agricultores familiares, empreendimentos locais e instituições públicas.

2025: o grande salto da consolidação regional

O ano de 2025 apresentou o avanço mais expressivo desde o início da série, tornando-se um marco para o fortalecimento do turismo rural na região. Com 1.819 pré-inscritos e 1.470 participantes, distribuídos em nove municípios, o projeto atingiu níveis inéditos de engajamento comunitário e visibilidade institucional.

As caminhadas mobilizaram 201 organizadores, 352 membros das comunidades e 42 expositores, movimentando mais de R$ 69 mil em vendas de produtos locais — como agroindústrias familiares, artesanatos, hortaliças, panificados e itens típicos da cultura regional. Além disso, foram servidos 623 cafés e 1.054 almoços, reforçando o papel das comunidades na oferta gastronômica e na geração de renda.

O aumento expressivo desses indicadores demonstra não apenas a ampliação das atividades, mas o fortalecimento de processos formativos, culturais, econômicos e sociais que envolvem agricultores, estudantes, técnicos, gestores e famílias rurais.

 

Extensão Rural, ODS e universidade: um tripé de transformação territorial

A iniciativa do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) —- ação Caminhada Internacional na Natureza — se alinha de forma direta a diversos ODS, como o ODS 2 (Fome Zero e Agricultura Sustentável), ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ODS 4 (Educação de Qualidade), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 8 (Trabalho Decente), ODS 10 (Redução das Desigualdades), ODS 11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis), ODS 12 (Consumo Responsável), ODS 13 (Ação Climática) e ODS 15 (Vida Terrestre).

Cada caminhada é um espaço de educação ambiental e patrimonial, de fortalecimento de redes sociais locais, estímulo econômico e valorização de práticas sustentáveis no meio rural. Tais aspectos são centrais nos princípios de Extensão Universitária definidos pelo Fórum de Pró-Reitores de Extensão.

A UFSM, por meio do Programa de Extensão Rural PROGEATER, desempenha papel estruturante no planejamento, execução e avaliação das ações, unindo ensino, pesquisa e extensão para promover o desenvolvimento territorial sustentável. Além de fomentar metodologias participativas com agricultores e comunidades, a universidade fortalece a formação de estudantes e professores, integra saberes tradicionais e científicos e amplia a visibilidade do turismo rural no estado.

Ao mesmo tempo, a ação reforça o papel da Extensão Rural pública, conduzida pela Emater/RS-Ascar, que atua na mobilização das comunidades, na valorização dos saberes locais, no apoio à produção agroindustrial e na organização dos roteiros.

Colaboração institucional que se torna referência nacional

O sucesso crescente da Caminhada Internacional na Natureza resulta da articulação entre prefeituras municipais, Emater/RS-Ascar e UFSM, constituindo um modelo de governança colaborativa raro no Brasil.

Nos territórios do Geoparque Quarta Colônia, do Projeto Geoparque Raízes de Pedra e em regiões vizinhas, essa cooperação cria uma rota estruturada de turismo de base comunitária, envolvendo escolas, empreendedores, comunidades e setores públicos em um processo que coloca o desenvolvimento local no centro da agenda.

O conjunto das ações faz do projeto um caso exemplar de como a Extensão Rural, quando articulada à Extensão Universitária e aos ODS, pode gerar impactos concretos, mensuráveis e sustentáveis. Com o avanço significativo de 2025, a Região Central do Rio Grande do Sul consolida-se como referência nacional na integração entre turismo rural, políticas públicas e desenvolvimento comunitário.

Um projeto que transforma e projeta o futuro dos territórios

Com o expressivo avanço de 2025 e os resultados acumulados entre 2023 e 2025, a Caminhada Internacional na Natureza reafirma seu papel como uma das iniciativas mais relevantes em Extensão Rural e turismo sustentável no Brasil. Além de integrar comunidades, qualificar territórios e gerar oportunidades, o projeto demonstra que políticas públicas articuladas com universidades e serviços de extensão podem produzir impactos reais e duradouros.

A expansão consolidada na Região Central do RS aponta para a continuidade do trabalho e para novas possibilidades de inovação, pesquisa e articulação regional, fortalecendo ainda mais a presença da UFSM, da Emater/RS-Ascar e das prefeituras na construção de territórios mais sustentáveis, educadores e resilientes.

A UFSM, por meio da Pró-Reitoria de Extensão (PRE) e do Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER), registrado no Colégio Politécnico e na Pró-Reitoria de Extensão da UFSM, apoia e participa desta iniciativa, em conjunto com a Emater-RS/Ascar, a gestão pública municipal, agricultores e demais representantes das comunidades rurais.

Para mais informações, os interessados podem acessar as redes sociais do projeto (@caminhadasufsm) ou a comunidade de avisos no WhatsApp

Texto: Programa do Geoparque de Assistência Técnica e Extensão Rural (PROGEATER) e Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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Entre os dias 22 e 25 de novembro de 2025, a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) sediou o 56º Encontro Nacional do Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Instituições Públicas de Educação Superior Brasileiras (FORPROEX). Com o tema “Extensão nas Políticas Públicas: democracia e justiça social”, o encontro reuniu 146 gestores e gestoras de extensão de 76 instituições públicas de ensino superior de todas as regiões do país.

O evento culminou na divulgação da Carta de Belo Horizonte, documento que sistematiza debates, posicionamentos e encaminhamentos estratégicos destinados a orientar o fortalecimento da extensão no Brasil nos próximos anos. O texto reafirma o papel da extensão como dimensão formadora, prática transformadora e instrumento essencial para a construção de políticas públicas comprometidas com os direitos sociais e a democracia.

A programação institucional e política discutiu temas estratégicos para o futuro da extensão no Brasil, com destaque para o financiamento da extensão, a integração à Política Nacional de Educação Superior (PNEDS), as relações entre extensão e políticas públicas e a internacionalização da extensão. O Encontro teve início com uma atividade simbólica no Memorial Brumadinho, reafirmando o compromisso da extensão com memória, direitos humanos e justiça socioambiental. Além disso, prestou-se homenagem à extensionista Maria das Dores Pimentel Nogueira (“Marizinha”).

Durante o evento, foi aprovada a criação da Associação FORPROEX, ampliando a capacidade de articulação estratégica do Fórum. As mesas temáticas enfatizaram a necessidade de ampliar recursos, consolidar a indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, fortalecer a relação com os territórios e garantir a inclusão explícita da extensão em editais das Fundações de Amparo à Pesquisa.

Na Carta de Belo Horizonte, é possível encontrar 14 encaminhamentos prioritários para o fortalecimento da extensão universitária. Entre eles: defesa da democracia, valorização dos saberes territoriais, sustentabilidade financeira, internacionalização solidária, articulação com poderes públicos, comprometimento com a Agenda 2030 da ONU e consolidação da extensão como política pública estratégica.

Confira a carta

Texto: Laura Severo, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM). Revisão: Catharina Viegas, revisora da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e a comunidade escolar de Campos Borges celebraram, na última sexta-feira (14), o lançamento da coletânea produzida pelos estudantes participantes da 14ª edição do Programa Ateliê de Textos. O evento ocorreu no Centro Cultural do município e contou com a presença dos alunos-autores e seus familiares, professores da E.E.E.B. João Ferrari, autoridades locais, integrantes da equipe do programa e acadêmicos do curso de Licenciatura em Letras que atuaram na prática extensionista.

A coletânea foi publicada em formatos e-book e impresso, marcando a culminância de um trabalho realizado ao longo de todo o ano letivo e reafirmando a potência da escrita como experiência formativa, social e afetiva. Está disponível para leitura gratuita clicando aqui!

Alunos-autores, equipe e homenageados Ateliê de Textos 2025


Um programa que transforma a relação com a leitura e a escrita

         Com quase 15 anos de atuação, o Ateliê de Textos é um programa de extensão vinculado ao Centro de Artes e Letras (CAL) da UFSM que vem transformando a forma como a leitura e a escrita são trabalhadas em escolas públicas da região. Criado em 2011 como projeto de extensão e institucionalizado como programa em 2021, o Ateliê reúne ensino, pesquisa e extensão em uma proposta colaborativa que envolve comunidade escolar, professores universitários e estudantes de graduação e pós-graduação.

        Coordenado pela professora Cristiane Fuzer, do Departamento de Letras Vernáculas, o programa desenvolve oficinas de leitura e produção textual junto a estudantes dos anos finais do ensino fundamental. As ações são realizadas por acadêmicos de Letras e professores das escolas parceiras, sob orientação da equipe da UFSM, em um processo pedagógico que valoriza autoria, reflexão crítica e participação ativa dos alunos.

       “O Ateliê de Textos tem como objetivo fazer um trabalho colaborativo entre escolas e universidade, voltado à formação inicial de professores de Língua Portuguesa e ao aprimoramento do letramento de estudantes da educação básica”, explica a coordenadora. “É um processo que envolve o ensino, a pesquisa e a extensão, beneficiando tanto quem ensina quanto quem aprende”.

Do planejamento à autoria: como funciona o Ateliê de Textos

A metodologia do programa organiza o ensino da escrita em etapas de pré-escrita, (re)escrita e pós-escrita, incluindo atividades de leitura, contação de histórias, produção textual e devolutivas individuais e coletivas.

 

As oficinas seguem os princípios da Pedagogia de Gêneros, que estrutura o aprendizado em quatro momentos:

  • desconstrução do gênero (leitura e análise detalhada);

  • construção conjunta;

  • produção independente;

  • socialização da versão final.

 

“Os alunos começam lendo e analisando um gênero textual, depois escrevem coletivamente, com apoio dos bolsistas e professores, até se sentirem seguros para produzir de forma independente”, comenta Cristiane. “Cada texto passa por um processo de revisão e reescrita até chegar à sua versão final”.

O ponto alto de cada edição é justamente a publicação do livro, etapa que se materializou na celebração desta 14ª edição. Para a coordenadora, “as crianças se tornam autoras e vivem a experiência de ver seu texto publicado e compartilhado com o mundo. Isso reforça a autoestima, o protagonismo e a compreensão de que a escrita tem valor social”.

O programa também produz cadernos didáticos e cartilhas, elaborados pela equipe e publicados pela Editora da UFSM e pela Editora da PRE. Cinco volumes já foram lançados, além das coletâneas dos alunos, todas disponíveis gratuitamente no repositório institucional da universidade.

 
Alunos autografando - Lançamento 2025

Fundamentos teóricos e produção de conhecimento

A base do programa está na Linguística Sistêmico-Funcional, teoria de Michael Halliday que compreende a linguagem como sistema sociossemiótico. Essa perspectiva sustenta a utilização da metodologia “Ler para Aprender”, adotada nas oficinas e nas ações de formação docente.

“Todo projeto precisa ter base científica. No nosso caso, trabalhamos com a linguística sistêmico-funcional, que embasa nossa prática e nossas pesquisas”, afirma a coordenadora. As oficinas e materiais produzidos servem também como corpus para iniciação científica, trabalhos de mestrado e doutorado, além de publicações e participação em eventos nacionais e internacionais.

 

O programa integra ainda uma rede de pesquisadores brasileiros e latino-americanos dedicados à Pedagogia de Gêneros e à metodologia “Ler para Aprender”, ampliando o alcance das ações para além dos espaços da UFSM.

Integração com o ensino e impacto social

Desde 2020, o Ateliê de Textos está inserido no currículo do curso de Letras – Licenciatura em Língua Portuguesa, por meio da disciplina “Leitura e Produção de Textos: Práticas de Avaliação e Mediação”. Essa integração permite que os acadêmicos vivenciem a realidade escolar desde a graduação e desenvolvam competências práticas para sua futura atuação docente.

Ao longo de quase 15 anos, o programa já atendeu cerca de 40 escolas públicas de Santa Maria, da Quarta Colônia e da região Central, incluindo Restinga Sêca, Faxinal do Soturno, Agudo e Campos Borges. Cada edição trabalha com um gênero textual diferente, como narrativa, fábula, biografia ou observação comentada, sempre em diálogo com as demandas das escolas parceiras.

“As relações humanas construídas nesse processo são tão importantes quanto o aprendizado técnico”, afirma Cristiane, ao destacar a dimensão afetiva e comunitária que atravessa o trabalho.

Alunos da escola E.M.E.I.E.F. Dezidério Fuzer (2024)

Reconhecimento institucional e desafios

         O trabalho desenvolvido pelo Ateliê de Textos já recebeu reconhecimento nacional em duas ocasiões que marcaram profundamente a trajetória do programa. Em 2013, o projeto foi contemplado com o Prêmio RBS de Educação, voltado ao impacto comunitário. Segundo a coordenadora, esse prêmio foi decisivo para ampliar a atuação da iniciativa: “Com o valor do prêmio, nós conseguimos, no ano seguinte (2014), atender duas escolas. Conseguimos pagar bolsas, comprar materiais para o projeto. Foi um momento muito importante para expandir as ações”.

        Já em 2017, o programa recebeu o Prêmio Rubens Murillo Marques, concedido pela Fundação Carlos Chagas, dessa vez reconhecendo o trabalho voltado à formação inicial de professores. “O prêmio RBS foi focado no trabalho com os alunos das escolas, e o prêmio da Fundação Carlos Chagas foi mais focado no trabalho que eu faço com os professores em formação aqui na universidade”, explica Cristiane.

      Juntos, os dois prêmios permitiram a ampliação do número de escolas atendidas e a consolidação da metodologia que hoje estrutura o programa. Cristiane recorda que, após os editais e reconhecimentos, o Ateliê viveu seu período “dourado”: “Conseguimos muitos recursos. Compramos computador, muita coisa para o projeto que estamos usando até hoje […], e conseguimos atender quatro escolas em um ano, cinco escolas em outro”.

      Os prêmios, portanto, não apenas legitimaram o impacto social e formativo do programa, mas também garantiram condições materiais e de equipe para que o Ateliê de Textos se tornasse uma referência em leitura, escrita e formação docente na UFSM e na região.

      Ao longo de sua trajetória, o Ateliê de Textos também contou com importantes fontes de financiamento que possibilitaram a continuidade e a ampliação de suas ações. Além dos prêmios já recebidos, o programa foi contemplado pelos editais PROEXT MEC-Sisu em 2015 e 2016, o que garantiu recursos para estruturação de materiais e atividades. Em 2020 e 2021, o Ateliê também recebeu apoio por meio do edital Geoparques da UFSM, fortalecendo o desenvolvimento das oficinas e das pesquisas associadas. Atualmente, o programa se mantém com recursos do FIEX, da Pró-Reitoria de Extensão (PRE), e com o apoio institucional do Centro de Artes e Letras (CAL), assegurando a continuidade das atividades de formação docente e letramento em escolas públicas.

 

A escrita como ferramenta de cidadania

Ao promover o encontro entre universidade e escola, o Ateliê de Textos reafirma a linguagem como prática social e instrumento de transformação. A cada nova edição, novos estudantes experimentam o prazer de escrever, revisar, compartilhar e publicar seus textos. Para a coordenadora, esse é o verdadeiro sentido do programa: “O Ateliê de Textos é um espaço onde todos aprendem, sejam os professores, os acadêmicos e os alunos das escolas. É a universidade cumprindo seu papel de estar próxima das escolas e das comunidades, ajudando a formar leitores, escritores e cidadãos mais conscientes do seu lugar no mundo”.

 

Para saber mais sobre o Programa Ateliê de Textos, acompanhar as atividades e acessar materiais produzidos ao longo das edições, visite o site oficial do projeto ou o perfil no Instagram: @atelie.de.textos.ufsm

 

 

Texto: Gabriele Mendes, bolsista de Jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Valéria Luzardo, bolsista de Revisão Textual da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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A Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) recebeu cerca de 15 mil pessoas no último domingo, 9 de novembro, para a edição especial do “Viva o 55BET Pro COP UFSM”, promovida no contexto da COP Local e vinculada à 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP 30 da ONU). O evento, organizado pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), reforçou o compromisso da instituição com a sustentabilidade, a educação ambiental e a integração com a comunidade.

Com o objetivo central de estimular o consumo consciente, o reaproveitamento de recursos e a economia circular, o Viva o 55BET Pro deste ano ampliou o diálogo entre universidade e sociedade por meio de atividades culturais e educativas e da sensibilização ambiental. Entre brechós solidários, oficinas, exposições e ações de conscientização, a proposta foi evidenciar a importância da mobilização coletiva diante dos desafios climáticos globais.

Preparação e programação diversa

Para receber o grande público, a UFSM articulou uma ampla rede de setores, projetos e voluntários. A programação gratuita no Largo do Planetário foi organizada pela Coordenadoria de Articulação e Fomento à Extensão (CAFE) e pela Coordenadoria de Cultura e Arte (CCA) da PRE e por estudantes do curso de Relações Públicas, que tiveram participação ativa na produção e comunicação do evento.

Ao todo, foram realizadas cerca de 35 atividades, envolvendo projetos como o Jardim Botânico, o Planetário, a Mostra de Ciências Morfológicas, o Hangar Aeroespacial, a Polifeira do Agricultor e a Arte Além do Ofício. Oficinas de feltragem do Lablã, produção de sabonetes artesanais com óleo reciclado, atividades do projeto Juca nas Escolas e o plantio de três mudas nativas no Bosque da UFSM integraram a programação.

A Incubadora Social marcou presença com uma feira de empreendimentos sustentáveis, enquanto o Comitê Ambiental da Casa do Estudante promoveu um escambo solidário, trocando recicláveis por mudas e adubo orgânico — iniciativas que reforçaram o caráter prático e educativo do evento.

Extensão como ponte entre universidade e sociedade

Para a PRE, o Viva o 55BET Pro tem papel estratégico nas ações de integração com a comunidade. A edição especial da COP 30 reforçou o compromisso da UFSM com a educação ambiental, a justiça climática e a difusão de práticas sustentáveis em sintonia com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030.

Ao tornar a temática climática acessível e participativa, o evento evidenciou como a universidade pública pode contribuir para a construção de uma sociedade mais consciente, crítica e engajada. Feiras, oficinas e apresentações artísticas permitiram trocas entre servidores, estudantes, voluntários e visitantes, fortalecendo o caráter colaborativo das ações extensionistas.

COP Local na UFSM

A realização da COP Local na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) nasceu da necessidade de aproximar da comunidade acadêmica e regional os debates que orientam a COP 30 da ONU, que ocorre em Belém do Pará entre os dias 10 e 21 de novembro. A iniciativa busca traduzir para a realidade local os compromissos globais voltados ao enfrentamento das mudanças climáticas, reforçando o papel da universidade pública como agente de transformação social, científica e ambiental.

Com o tema “Transformando o Global em Local”, o evento pretende valorizar práticas sustentáveis já desenvolvidas na instituição, além de estimular novas ações de ensino, pesquisa e extensão alinhadas aos ODS. Entre os objetivos centrais está o de aproximar estudantes, servidores e a comunidade externa dos desafios e das possíveis soluções para a crise climática.

A proposta também destaca que as mudanças climáticas não devem ser tratadas como uma pauta distante ou restrita às negociações internacionais. Segundo os organizadores, os impactos já fazem parte do cotidiano e podem ser enfrentados a partir de iniciativas locais, colaborativas e interdisciplinares. Ao promover esse diálogo, a COP Local reafirma o compromisso da UFSM com a sustentabilidade, a justiça climática e a responsabilidade socioambiental.

Veja algumas imagens do evento abaixo

Texto: Laura Severo, bolsista de jornalismo da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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No dia 5 de novembro, quarta-feira, ocorreu a quarta edição da Jornada Acadêmica Integrada Mirim (JAI Mirim). Organizado pela Pró-Reitoria de Extensão (PRE), através da Coordenadoria de Desenvolvimento Regional (CODER), em parceria com a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PRPGP), o evento tem como objetivo aproximar a Universidade das escolas de educação infantil, anos iniciais e anos finais do ensino fundamental das redes públicas e privadas de ensino, promovendo o intercâmbio de experiências e o incentivo à iniciação científica entre crianças e jovens.

Nesta edição, a JAI Mirim reúne a comunidade escolar de diversos municípios da região central do estado, como do território do Quarta Colônia Geoparque Mundial da UNESCO, do Caçapava Geoparque Mundial da UNESCO e de Santa Maria, representada por estudantes, professores, diretores, coordenadores pedagógicos e secretarias de educação. Ao todo, foram cerca de 160 trabalhos apresentados, oriundos de mais de 60 escolas, demonstrando a força e diversidade das ações desenvolvidas nas comunidades locais.

Os projetos abordam temas variados, como mudanças climáticas e educação ambiental, empreendedorismo e inovação, cidadania e direitos humanos, saúde e bem-estar, cultura e arte, ciência e tecnologia, além de iniciativas voltadas ao território e às comunidades. A diversidade das produções reflete o compromisso das escolas e da Universidade em estimular o pensamento crítico, a curiosidade científica e o protagonismo estudantil desde as primeiras etapas da educação básica.

Cerimônia de abertura 

A abertura do evento iniciou a partir de uma apresentação do grupo O Joca, do Lar de Joaquina, instituição educacional. O projeto de percussão apresentado integra as atividades do Lar, realizadas três vezes por semana. A maioria dos participantes é estudante da escola da própria instituição, mas o grupo também acolhe crianças de outras escolas da região.

 

As crianças durante a apresentação

Após a apresentação cultural das crianças, a abertura do evento seguiu com as falas das autoridades presentes na mesa de honra. Participaram do momento a Vice-Reitora da UFSM, Martha Adaime; o Pró-Reitor de Extensão, Flavi Ferreira Lisboa Filho; a Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, Cristina Wayne Nogueira; o Coordenador de Desenvolvimento Regional da Pró-Reitoria de Extensão, Leandro Nunes Gabbi; a idealizadora do projeto JAI Mirim, Maria Medianeira Padoin; a representante do Museu do Conhecimento, Susana Cristina dos Reis; e a responsável pela organização do evento, Morgana Mello Bevilacqua.

 

Mesa de honra presente no evento

A servidora Morgana Mello Bevilacqua, responsável pela organização do evento, abriu os discursos dando as boas-vindas aos participantes e destacando o crescimento da iniciativa. “A JAI Mirim começou com uma ideia simples: aproximar as escolas da Universidade. Hoje, o evento cresceu tanto que tivemos que encerrar as inscrições antes do prazo, tamanha foi a procura. Isso mostra o quanto a comunidade escolar acredita nessa proposta”, afirmou.

Ela reforçou que a jornada é um espaço de troca de experiências e valorização da educação pública. “Espero que este dia seja de muita integração, aprendizado e curiosidade. Aproveitem o espaço da UFSM, conheçam nossos projetos e retornem sempre. Esta universidade é de vocês”, completou.

 

Morgana durante sua apresentação

A idealizadora da JAI Mirim, professora Maria Medianeira Padoin, relembrou a origem da proposta, que nasceu a partir da parceria entre a Universidade e as secretarias municipais de educação da região da Quarta Colônia. “A JAI Mirim surgiu como uma forma de trazer a comunidade escolar para dentro da Universidade. Desde o início, o objetivo foi valorizar o trabalho das escolas e criar um espaço onde os saberes se encontrassem”, relatou Maria.

Segundo ela, o evento tornou-se um marco de integração regional, unindo educadores e estudantes em torno da ciência e do pertencimento territorial. “Estamos fazendo história. Este evento mostra que é possível construir conhecimento a partir da comunidade e fortalecer a educação patrimonial, valorizando a identidade e a cultura de nossa região”, destacou.

O Coordenador de Desenvolvimento Regional da Pró-Reitoria de Extensão, Leandro Nunes Gabbi, destacou a amplitude e o impacto do projeto. “Hoje temos 13 municípios participando. O trabalho que começou ligado ao Geoparque da Quarta Colônia cresceu e se tornou um movimento de formação e valorização da educação patrimonial”, explicou.

Ele também ressaltou o engajamento das escolas e o papel da JAI Mirim na formação cidadã. “A Universidade está de portas abertas para todos vocês. Que este seja apenas o início de uma trajetória que, quem sabe, trará muitos desses estudantes de volta à UFSM como alunos de graduação e pós-graduação”, afirmou.

Em um dos momentos mais inspiradores da cerimônia, a Pró-Reitora de Pós-Graduação e Pesquisa, professora Cristina Wayne Nogueira, falou sobre a importância de despertar o gosto pela ciência desde cedo. “É uma alegria imensa ver vocês aqui. A JAI Mirim faz parte da maior jornada científica do Brasil e vocês são protagonistas dessa história. Ver crianças e jovens acreditando na ciência é o que nos dá esperança”, disse a pró-reitora.

O Pró-Reitor de Extensão, professor Flavi Ferreira Lisboa Filho, ressaltou que o sucesso da JAI Mirim é resultado de um trabalho coletivo e do compromisso de servidores, bolsistas e parceiros institucionais. “Nada disso seria possível sem pessoas que acreditam, que se dedicam e que colocam o coração no que fazem. A Morgana é um exemplo disso, e toda a equipe da Pró-Reitoria de Extensão também”, disse ele, emocionado.

O pró-reitor também falou sobre o papel da escola como o primeiro espaço de descoberta. “A escola é onde o universo se abre pela primeira vez. É ali que surgem os sonhos e a vontade de aprender. A universidade é apenas a continuação desse caminho”, afirmou.

 

O Pró-Reitor de Extensão, Flavi Lisboa durante a cerimônia de abertura

A Vice-Reitora Martha Adaime encerrou a cerimônia reforçando o compromisso da UFSM com a inclusão, a ciência e o desenvolvimento humano. “Esta universidade é de todos e todas vocês. Ela tem o poder de transformar vidas — como transformou a minha e a de tantos outros. Queremos que sintam orgulho de estarem aqui e que retornem, futuramente, como parte da nossa comunidade acadêmica”, afirmou Martha.

 

Vice-Reitora Martha Adaime durante a abertura

Conheça alguns dos projetos presentes no evento

Semear sementes crioulas 

Diretamente do município de Agudo, estudantes da escola rural Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Pasqualini apresentaram o projeto Semear sementes crioulas, um trabalho que une pesquisa, sustentabilidade e valorização da agricultura tradicional. O grupo, formado pelas alunas Thyfane Melissa Prade, Nicolly Tauani Cassel e orientado por Ana Cláudia de Menezes decidiu investigar e resgatar o uso das sementes crioulas em contraponto às transgênicas que dominam o mercado atual. “A gente queria entender por que as pessoas pararam de usar as sementes crioulas. Dizem que as transgênicas são mais resistentes, mas, na verdade, as crioulas têm mais nutrientes, se adaptam melhor ao solo e ao clima, e ainda têm um sabor muito melhor”, contou a estudante Nicolly.

A partir dessa inquietação, os estudantes iniciaram uma pesquisa de campo, participando de trocas de sementes, palestras e feiras agroecológicas. Com o tempo, passaram também a cultivar variedades crioulas na própria escola, observando o desenvolvimento e as características de cada planta.

Um dos destaques foi o cultivo da bucha vegetal, conhecida como “bucha de atalho”. “Quando ela está verdinha, parece uma abobrinha e dá até pra comer. É cheia de nutrientes e o sabor é muito bom!”, relata Nicolly.

Além do plantio, o grupo criou mandalas com diferentes tipos de sementes crioulas, simbolizando a biodiversidade e o ciclo da vida. Muitas das sementes foram obtidas por trocas solidárias com agricultores e comunidades indígenas, reforçando o valor da cooperação e da preservação cultural.

Short stories: telling and filmmaking in the digital age

O projeto apresentado pelos alunos da Escola Altina Teixeira, que pode ser traduzido para “Curta-metragens: narração e produção de filmes na era digital”, foi orientado pela professora Mirna Leisi Lopes Rosa. Juntos, embarcaram em uma jornada criativa e desafiadora ao longo do ano: a produção de curtas-metragens em inglês. O projeto, desenvolvido com estudantes do 6º ao 9º ano da escola de Santa Maria, uniu diferentes áreas do conhecimento — Inglês, Português e Artes — e mostrou como a tecnologia pode ser uma poderosa aliada no aprendizado de uma nova língua.

Segundo o aluno Eduardo Oliveira Andrade dos Santos, o processo envolveu diversas etapas de aprendizagem e criação. “A gente começou com a contação de histórias, depois escreveu o roteiro, gravou as cenas e editou tudo com aplicativos como CapCut e Canva”, contou o estudante. A proposta era integrar o uso de recursos tecnológicos e criativos ao ensino de inglês, estimulando o protagonismo dos alunos e a expressão através do audiovisual.

Durante o projeto, os estudantes ampliaram seu vocabulário e colocaram em prática o idioma de forma dinâmica, trabalhando com roteiros, narrações e legendas em inglês. “Alguns curtas têm as falas totalmente em inglês, outros foram gravados em português com legendas traduzidas”, explicou a professora.

Apesar dos desafios com a falta de equipamentos profissionais, a equipe encontrou soluções criativas. “Usamos o celular como ferramenta pedagógica, tanto para gravar os vídeos quanto para editar e inserir os áudios. O importante era que eles vivenciassem todas as etapas de uma produção”, destacou a professora.

O resultado foi surpreendente: 15 curtas-metragens produzidos pelos alunos, que culminaram em um Festival de Curtas da Escola Altina Teixeira, celebrando a dedicação e o talento de todos os envolvidos. O evento contou com uma comissão de oito alunos responsáveis pela organização e apresentação das produções. “Foi um privilégio ver o envolvimento dos estudantes e perceber como o aprendizado do inglês se torna mais significativo quando ele é vivido na prática”, afirmou Mirna, emocionada.

Possibilidade de construção de telhas biosustentáveis com garrafa PET e caixa de leite 

Os alunos do 8º e 9º ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Tenente João Pedro Menna Barreto, orientados pelo professor Guilherme Salgueiro Goulart, mostraram que a ciência pode transformar a realidade e ainda ajudar quem mais precisa — inclusive os animais. O grupo desenvolveu o projeto “Possibilidade de construção de telhas biosustentáveis com garrafa PET e caixa de leite”, uma iniciativa criativa que une reciclagem, consciência ambiental e inovação social.

A ideia partiu de uma pesquisa piloto realizada na escola, em que os professores de Matemática aplicaram questionários para conhecer o perfil das famílias. O levantamento revelou que grande parte dos pais ou responsáveis trabalha como catador de materiais recicláveis e foi daí que nasceu o propósito do projeto. “Pensamos em como poderíamos reaproveitar materiais plásticos e transformá-los em algo útil para a comunidade. Começamos com a ideia de criar telhas sustentáveis e, depois, adaptamos o projeto para a construção de pequenas casas de cachorro e hortas residenciais”, explicou o professor orientador.

Os alunos, divididos em grupos de seis, trabalharam com materiais recicláveis leves, como plásticos e papelão prensado. A maquete apresentada é apenas um protótipo, mas demonstra o potencial de uso dos materiais para construções ecológicas. “Por enquanto, o modelo é ideal para casinhas de cachorro ou hortas pequenas, porque o material ainda é pouco resistente à chuva forte. Mas estamos testando melhorias para que um dia possa ser usado também em casas de verdade”, contou um dos estudantes.

O trabalho começou em setembro e levou cerca de um mês para ser concluído, exigindo paciência, cálculos e trabalho em equipe. “Foi difícil, mas valeu a pena. A gente aprendeu muito e viu que dá pra ajudar o meio ambiente e os animais ao mesmo tempo”, destacaram os alunos que foram escolhidos como apresentadores do projeto.

Além do impacto ecológico, a proposta tem um caráter social importante, pois busca fortalecer o vínculo da escola com a comunidade, incentivando a sustentabilidade e oferecendo soluções acessíveis para famílias em situação de vulnerabilidade. “Os adolescentes têm muita criatividade. Quando são motivados, entregam trabalhos incríveis e esse projeto é prova disso”, afirmou o professor.

Abelhar: cooperar para preservar

As alunas do 4° ano, Sophia Larissa Raddatz e Agatha Beskow Schilde, da Escola Municipal de Ensino Fundamental Alberto Pasqualini, no município de Agudo, orientadas pela professora Ana Cláudia de Menezes, desenvolveram o projeto, que une educação ambiental, sustentabilidade e conhecimento científico sobre as abelhas nativas e sua relação com a produção agrícola, especialmente do morango.

O projeto busca compreender o ciclo de vida das abelhas, identificar diferentes espécies nativas e promover a conscientização sobre a importância da preservação desses polinizadores. Durante o desenvolvimento, as alunas, juntamente com a orientadora, realizaram:

 

    • Entrevistas com especialistas e órgãos de agricultura, como a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), para entender melhor o comportamento e a importância das abelhas.

    • Questionários com 78 pessoas da comunidade escolar, incluindo alunos, professores e funcionários, que mostraram que muitas pessoas ainda desconhecem as abelhas nativas.

    • Registro detalhado do projeto em cadernos de campo, documentando todas as etapas, aprendizados e descobertas.

As alunas explicaram o ciclo de vida das abelhas de forma prática: do ovo depositado pela rainha, passando pela larva e pupa, até a formação da abelha adulta, seja operária, rainha ou macho. Também apresentaram produtos importantes das abelhas, como:

 

    • Geoprópolis, estudada por suas propriedades para combater células de câncer e tumores.

    • Própolis, usado para feridas, queimaduras e hidratação labial, que será produzido na própria escola a partir do meliponário.

    • Cera comum e mel, mostrando a diversidade de produtos que podem ser obtidos de maneira sustentável.

O projeto também incluiu a criação de um meliponário didático, que funcionará como espaço de aprendizagem e lazer, com cantinho de leitura, brinquedos e flores, promovendo a interação entre alunos, natureza e educação ambiental. “Nosso objetivo é mostrar que as abelhas não são apenas importantes para a produção de mel, mas fundamentais para a preservação da agricultura e da biodiversidade local”, disseram as alunas.

Mini Estufa Sustentável

Os alunos do 7° ano, Isadora Kuhn Ceolin, Cecília de Freitas Fiorenza, Lucas Haigert Lenz, Pedro Navarro Ferreira Vieira dos Santos, Tarsila Nunes Barbosa e  Eduarda Cogo Tocchetto, do Colégio Santanna de Santa Maria, juntamente com a professora de Ciências, Juliana Guarize Medeiros, desenvolveram um projeto inovador que une ciência, tecnologia e sustentabilidade: uma mini estufa automatizada, capaz de irrigar plantas de forma inteligente e sem desperdício de água.

A ideia principal do trabalho é demonstrar como é possível realizar uma plantação saudável sem o uso de agrotóxicos, utilizando recursos simples e acessíveis. “Nosso sistema é automático: a água que está no reservatório sobe pela mangueira, irriga as plantas e depois retorna, sem precisar usar muita água”, explicou Lucas, durante a apresentação.

O projeto tem como base o conceito de biotecnologia verde, que busca aplicar inovações tecnológicas na agricultura de forma sustentável. Para isso, os estudantes utilizaram uma bomba de aquário, que, por meio da pressão d’água e do impelidor (uma pequena turbina responsável pela sucção), cria o movimento da água dentro do sistema.

“Fizemos até o cálculo da altura manométrica para saber qual bomba seria ideal. Escolhemos uma de dois metros de potência, suficiente para manter a irrigação constante”, contou Eduarda, destacando o aprendizado técnico envolvido no projeto.

A estrutura da estufa foi feita com materiais reutilizados, como madeira, mangueiras, canos e conexões. Segundo os alunos, o trabalho levou cerca de três semanas para ser concluído, com o apoio da professora de Ciências, que orientou a parte teórica do experimento.

Mais do que um projeto escolar, a mini estufa representa uma visão de futuro sustentável, mostrando que a tecnologia pode ser uma aliada do meio ambiente. “Queremos provar que dá pra cultivar e cuidar da natureza ao mesmo tempo”, resumiu Pedro, com orgulho.

Decoração de quarto sustentável: um projeto ecológico e criativo

As alunas do Colégio Marista de Santa Maria, Joana Giotto Bohrer, Isabelle Pahim Redin, Gabriela Pereira de Souza, Isadora Cazzaroli Hauch e Maria Gabriela Motta, orientadas pela professora Letícia Andrade Lucas, surpreenderam o público com um projeto encantador e consciente: uma decoração de quarto sustentável, composta por uma penteadeira e um puff totalmente recicláveis.

A proposta surgiu da reflexão sobre a importância de reciclar e reutilizar materiais que demoram a se decompor, como o plástico e o papelão, que muitas vezes acabam sendo descartados de forma incorreta e prejudicam o meio ambiente e os animais. “A gente quis mostrar que dá pra criar peças únicas e bonitas com materiais que iriam para o lixo”, explicou Maria Gabriela.

O puff foi confeccionado com 16 garrafas PET, três garrafas de amaciante e papelão, resultando em uma peça leve, resistente e ecológica. Já a penteadeira foi construída com placas de papelão reforçadas, garantindo firmeza e durabilidade. Além disso, cada detalhe da decoração foi pensado com criatividade: até um potinho de batata Pringles virou um porta-lápis.

As estudantes dedicaram cerca de dois meses para concluir a penteadeira e dois dias para o puff — incluindo a pintura e a finalização. “A gente decorou do nosso jeito, de forma harmônica e com bastante brilho, pra mostrar que o sustentável também pode ser bonito e criativo”, contou Isadora.

Mais do que um projeto artístico, a proposta buscou conscientizar o público sobre os 5Rs da sustentabilidaderepensar, reduzir, reutilizar, reciclar e recusar —, incentivando o consumo responsável e o cuidado com o planeta. O público-alvo, segundo as meninas, é principalmente infantil, mas a mensagem alcança todas as idades.

O grupo de estudantes decidiu doar a penteadeira e o puff ao Colégio Marista Santa Marta das Crianças, levando não só o brilho do glitter, mas também o exemplo de solidariedade e consciência ecológica. “A gente testou o puff várias vezes e ele é super forte. Ninguém sai com glitter grudado, mas sim com vontade de reciclar!”, brincaram as alunas.

Poesia, origamis e transtorno do espectro autista: dobrando ideias e construindo histórias

O projeto desenvolvido na Escola Arroio Grande, em Santa Maria, é um verdadeiro exemplo de criatividade, inclusão e sensibilidade dentro do ambiente escolar. A iniciativa nasceu na sala de recursos do Atendimento Educacional Especializado (AEE), coordenada pela professora Fabiane dos Santos Ramos, e envolveu alunos do 5º ano em uma experiência artística e literária emocionante.

A ideia começou com dois alunos: Miguel, que tem o origami como hiperfoco, e Agatha, apaixonada por desenhos e cenários. A professora Fabiane, percebendo o talento e o interesse de ambos, decidiu transformar essas habilidades em um projeto coletivo, que envolveu também os colegas de turma na produção de textos e poesias sobre o meio ambiente. “O Miguel faz qualquer dobradura que tu propuseres e a Agatha desenha sem parar. Então, usamos essas especialidades para trabalhar a inclusão e a expressão artística em sala de aula”, contou a professora Fabiane.

Ao longo do ano letivo, desde março, os alunos se dedicaram à criação dos origamis, cenários e produções escritas, resultando em um livro de poesias e textos ilustrado com as obras dos próprios estudantes. Os temas escolhidos refletem o cuidado com a natureza e a importância da convivência e da empatia.

Um dos alunos participantes, emocionado, contou que participar da JAI Mirim está sendo uma das experiências mais marcantes da sua vida: “Eu nunca tinha recebido uma oportunidade dessas. Quando vi que ia participar, fiquei muito feliz”, disse Arthur, estudante do 5º ano, que também ajudou os colegas na fase final do projeto.

Mais fotos da JAI Mirim

Texto: Laura Severo, bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Fotos: Maria Lúcia Homrich Gotuzzo , bolsista da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

Revisão: Catharina Viegas, revisora de textos da Subdivisão de Divulgação e Editoração (PRE/UFSM).

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