{"id":4790,"date":"2018-03-13T10:09:11","date_gmt":"2018-03-13T13:09:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/pro-reitorias\/prograd\/2018\/03\/13\/mulheres-poder-e-feminismo\/"},"modified":"2018-03-13T10:09:11","modified_gmt":"2018-03-13T13:09:11","slug":"mulheres-poder-e-feminismo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/pro-reitorias\/prograd\/2018\/03\/13\/mulheres-poder-e-feminismo","title":{"rendered":"\u200bMulheres, poder e feminismo"},"content":{"rendered":"

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 <\/span><\/p>\n

\"Evento<\/a><\/span><\/p>\n

Hist\u00f3rias inspiradoras e emocionantes, contadas por mulheres docentes, t\u00e9cnico-administrativas e estudantes, mas, acima de tudo, por mulheres que lutam pelos direitos de todas. O Dia da Mulher na UFSM foi marcado por um dia de reflex\u00f5es sobre os direitos que as mulheres j\u00e1 conquistaram e o que ainda falta conquistar. No dia 8 de mar\u00e7o, no Sal\u00e3o Imembu\u00ed, o Grupo Sororidade UFSM reuniu mulheres de v\u00e1rias \u00e1reas para ouvirem e relatarem suas hist\u00f3rias de vida.<\/span><\/p>\n

O primeiro tema debatido entre as convidadas e o p\u00fablico foi \u201cMulheres e poder\u201d. Instigada sobre quais seriam as caracter\u00edsticas para um bom trabalho de lideran\u00e7a, Elaine Resener, superintendente do Hospital Universit\u00e1rio da UFSM (Husm), relatou que confian\u00e7a, transpar\u00eancia, conhecimento, experi\u00eancia, entre outros, s\u00e3o importantes para a constru\u00e7\u00e3o de uma gest\u00e3o colegiada, modelo por ela defendido. A prova de que as mulheres possuem qualidades de liderar e trabalhar em equipe \u00e9 visualizada no Husm. O local \u00e9 composto por pouco mais de dois mil trabalhadores, e 1.700 s\u00e3o mulheres. Al\u00e9m disso, os principais hospitais universit\u00e1rios, como do Paran\u00e1, Santa Catarina, Pelotas, Rio Grande e de Santa Maria, s\u00e3o dirigidos, no momento, por mulheres. \u201cEu acho que \u00e9 um passo importante esse reconhecimento da capacidade t\u00e9cnica da mulher desenvolvido ao longo do tempo, n\u00e3o sem esfor\u00e7o\u201d, relata Elaine, que diz nunca ter sofrido constrangimentos pelo fato de ser mulher nos locais j\u00e1 trabalhados.<\/span><\/p>\n

Com momentos marcantes e pontuais sofridos pelo machismo, Martha Adaime, pr\u00f3-reitora de Gradua\u00e7\u00e3o da UFSM, relatou que a primeira situa\u00e7\u00e3o de constrangimento foi na escolha pelo curso de Qu\u00edmica Industrial. \u201cIsso n\u00e3o \u00e9 profiss\u00e3o para mulher, \u00e9 profiss\u00e3o para homem\u201d, Martha ouviu de seu pai. Decidida a cursar o que gostava, Martha seguiu o seu sonho. \u201cQuando a gente se encoraja e quando aprende a levantar a carga na queda, n\u00e3o tem por que n\u00e3o seguir\u201d. No momento do est\u00e1gio na Petrobr\u00e1s, no Rio de Janeiro, foi selecionada para o Laborat\u00f3rio de An\u00e1lise de \u00c1gua. Questionado por ela sobre se iria trabalhar na planta da empresa, seu chefe respondeu: \u201cN\u00e3o, n\u00f3s n\u00e3o costumamos colocar mulher na planta\u201d. A escolha pelo perfil acad\u00eamico na UFSM deu a Martha a liberdade para realizar escolhas e trabalhar na gest\u00e3o. \u201cAs mulheres t\u00eam uma sensibilidade na gest\u00e3o de saber ouvir at\u00e9 o fim uma conversa, com qualquer pessoa que esteja na equipe e precise ser ouvida\u201d, comenta.<\/span><\/p>\n

Emocionada com a dif\u00edcil trajet\u00f3ria enfrentada, S\u00f4nia Cechin, diretora do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas (CCNE), contou sobre as dificuldades que teve para conciliar a faculdade e o papel de m\u00e3e ao mesmo tempo. Com a ajuda do marido, <\/span>S\u00f4nia conseguiu vencer as barreiras, cursar mestrado e doutorado, e hoje ser diretora do CCNE. Apesar dos novos tempos, S\u00f4nia questiona: \u201cE hoje, est\u00e1 melhor do que esse per\u00edodo que eu passei? Nem tanto\u201d. Segundo alguns dados relatados por ela referentes aos bolsistas do CNPq na UFSM, existem 13 mulheres e 41 homens na categoria 1, apenas tr\u00eas mulheres na categoria 1B, e na categoria m\u00e1xima, 1A, 10 homens e somente uma mulher, sendo que em todas as categorias as mulheres chegam a escrever o dobro de artigos do que os homens. Na gradua\u00e7\u00e3o, os dados n\u00e3o diferem muito. Nas 15 unidades de ensino na UFSM, apenas tr\u00eas mulheres s\u00e3o diretoras de centro, apesar de elas representarem a maioria nas universidades, 60%. \u201cA gente v\u00ea por esses n\u00fameros que as coisas n\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o bem assim e que a gente tem muito o que fazer ainda para mudar esse cen\u00e1rio\u201d, relata S\u00f4nia, que observa a falta de incentivo \u00e0s mulheres.<\/span><\/p>\n

\"P\u00fablico<\/a>J\u00e1 Ane Carine Meurer, diretora do Centro de Educa\u00e7\u00e3o (CE), comentou o quanto ainda falta ser feito para desmistificar o termo \u201cfeminismo\u201d, composto por uma hist\u00f3ria de lutas. \u201cEntendo que \u00e9 toda uma hist\u00f3ria de supera\u00e7\u00e3o de todas n\u00f3s, mas que fomos nos constituindo a ferro e fogo muitas vezes nas situa\u00e7\u00f5es que enfrentamos\u201d, relatou, destacando o privil\u00e9gio e a oportunidade que foi participar do evento. \u201cN\u00e3o sei se poder\u00edamos falar o que falamos se n\u00e3o estiv\u00e9ssemos nessa institui\u00e7\u00e3o, e se ter\u00edamos tempo de estarmos refletindo sobre isso se estiv\u00e9ssemos numa institui\u00e7\u00e3o privada\u201d, observou. Ane Carine defende que lugares como esse devem ser constitu\u00eddos enquanto resist\u00eancia para todas as pessoas, sejam mulheres ou homens. \u201cEu n\u00e3o quero ser melhor do que os homens. Eu quero, sim, ter tamb\u00e9m o meu espa\u00e7o\u201d, ressaltou. Movida pelo reconhecimento de ser uma mulher que teve a possibilidade de estudar devido ao apoio e ajuda de sua fam\u00edlia, Ane Carine reconhece que no Brasil nem tudo \u00e9 assim. \u201cE quem n\u00e3o tem na sociedade esse la\u00e7o que n\u00f3s tivemos, essa m\u00e3e que apoiou? N\u00f3s temos essa obriga\u00e7\u00e3o, enquanto servidoras p\u00fablicas, de pensar nessas pessoas\u201d, ressaltou a professora.<\/span><\/p>\n

Liderar como refer\u00eancia \u00e9 um dos pensamentos de Viviane Cancian, do N\u00facleo de Desenvolvimento Infantil (NDI). Para Viviane, esse reconhecimento \u00e9 fruto de muito trabalho, compet\u00eancia e dos valores que a constituem como ser humano. Sua trajet\u00f3ria e forma\u00e7\u00e3o contribuiu para que Viviane aprendesse a import\u00e2ncia de escutar os diferentes segmentos, como docentes, t\u00e9cnicos e as fam\u00edlias que precisam de ajuda. Sobre os desafios frente \u00e0 secretaria de educa\u00e7\u00e3o e o tempo que morou no Cear\u00e1, Viviane relatou: \u201cAprendi a respeitar os seres humanos, a capacidade que a gente tem de dialogar com as pessoas que t\u00eam conhecimento e com as pessoas que n\u00e3o t\u00eam\u201d. Hoje, sua maior inspira\u00e7\u00e3o s\u00e3o as crian\u00e7as da Ip\u00ea Amarelo, que mostram a ela \u201ca leveza da vida\u201d. A conviv\u00eancia com as crian\u00e7as e com as demais pessoas com quem j\u00e1 trabalhou mostrou a Viviane os desafios de conviver com os seres humanos e respeitar as diferen\u00e7as. Como gestora, pensa que as mulheres precisam adquirir conhecimento e capacidade antes de liderarem. \u201cEnt\u00e3o, a gente precisa construir lideran\u00e7as mulheres\u201d, conclui.<\/span><\/p>\n

Acostumada a ouvir o p\u00fablico devido ao trabalho desempenhado frente \u00e0 Pr\u00f3-Reitoria de Gest\u00e3o de Pessoas, Marcia Lorentz ressalta que ser um exemplo para os outros e ter empatia pelos seres humanos s\u00e3o os grandes segredos da lideran\u00e7a. Muitas vezes, por\u00e9m, \u00e9 preciso mais que isso. Limitada pela pr\u00f3pria legisla\u00e7\u00e3o, M\u00e1rcia precisa encontrar pequenas solu\u00e7\u00f5es para ajudar nas dificuldades de servidores. \u201cA gente tem que criar alguma coisa positiva para dizer para aquela pessoa que est\u00e1 esperando uma resposta de ti\u201d, relata a pr\u00f3-reitora, em rela\u00e7\u00e3o aos desafios vivenciados no trabalho. O reconhecimento e a valoriza\u00e7\u00e3o dos seres humanos s\u00e3o fundamentais para Marcia, que ressalta o quanto \u00e9 importante existirem pessoas que reconhe\u00e7am o trabalho umas das outras. \u201cA gente tamb\u00e9m precisa das pessoas sens\u00edveis que consigam identificar talentos\u201d, afirmou. <\/span><\/p>\n

Feminismo e o espa\u00e7o das mulheres na sociedade<\/span><\/p>\n

\"Participantes<\/a>Discursos feministas pautados por lutas hist\u00f3ricas e atuais, experi\u00eancias vivenciadas por mulheres jovens e adultas. O tema da mesa 2, \u201cFeminismo: estamos falando de qu\u00ea?\u201d, atraiu as mais diversas mulheres da UFSM para debaterem sobre os seus papeis nos dias hoje. <\/span><\/p>\n

Para uma mulher que acompanha o movimento feminista h\u00e1 um bom tempo, Nikelen Witter, professora e pesquisadora, comemora o momento atual. \u201c\u00c9 um momento \u00edmpar em termos de hist\u00f3ria do movimento feminista. Acho que n\u00f3s nunca estivemos t\u00e3o conectadas e nunca tivemos pautas t\u00e3o amplas e ao mesmo tempo t\u00e3o capazes de nos mobilizar como temos hoje\u201d, ressalta a professora, que observa a crescente uni\u00e3o das mulheres frente a outros tempos. Ali\u00e1s, foi a partir dessa uni\u00e3o que as mulheres conquistaram o direito ao voto. Por\u00e9m, o \u00fanico desconhecimento frente a esse assunto lamentado por Nikelen \u00e9 que essa causa n\u00e3o foi a primeira e a \u00fanica luta das mulheres. \u201cVoto n\u00e3o \u00e9 o suficiente. N\u00f3s quer\u00edamos ser cidad\u00e3s e infelizmente n\u00f3s ainda somos cidad\u00e3s de segunda classe, no sentido de que nossos espa\u00e7os ainda s\u00e3o tolhidos. Os homens ainda cortam as nossas palavras, nos explicam coisas que n\u00f3s sabemos\u201d, relata a professora, que observa a pouqu\u00edssima representa\u00e7\u00e3o das mulheres na sociedade.<\/span><\/p>\n

A primeira grande luta feminista foi o direito \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o e, embora essa luta seja antiga, ainda hoje n\u00e3o s\u00e3o todas as mulheres que possuem escolariza\u00e7\u00e3o. \u201cN\u00f3s temos provas hoje, em in\u00fameras pesquisas, que dizem que qualquer pa\u00eds que consiga que suas mulheres tenham um maior n\u00edvel de escolaridade, o IDH desse pa\u00eds se modifica e cresce\u201d, defende Nikelen, que comenta que essa luta tamb\u00e9m \u00e9 de todos os homens que querem um mundo mais justo. Apesar dos in\u00fameros e crescentes casos de feminic\u00eddios no Brasil, a professora observa que s\u00e3o justamente esses sinais que demonstram o aumento do poder feminino. \u201cIsso \u00e9 a resist\u00eancia da sociedade machista e patriarcal. Quanto mais a gente grita, mais eles batem, mais a gente morre. Ent\u00e3o, a gente n\u00e3o pode sentar e baixar a cabe\u00e7a\u201d, ressalta Nikelen, que diz que essa resist\u00eancia n\u00e3o \u00e9 o significado da perda, mas sim da vit\u00f3ria. \u201cVamos erguer nossas cabe\u00e7as, ocupar os nossos lugares, levantar, falar e usar as nossas vozes a favor de n\u00f3s enquanto um grupo coletivo diferente, que n\u00e3o vai ser igual, mas que se irmana quando \u00e9 oprimido, quando \u00e9 calado e quando \u00e9 censurado\u201d, instiga.<\/span><\/p>\n

Representada por uma hist\u00f3ria de luta feminista e negra, Maria Py Dutra exp\u00f4s a resist\u00eancia e os desafios sofridos pelas mulheres ainda nos dias de hoje. Emocionada, a professora leu um trecho da carta de Sojourner Truth<\/a> intitulada \u201cE n\u00e3o sou mulher?\u201d e citou injusti\u00e7as enfrentadas por uma m\u00e3e em Porto Alegre, acusada de neglig\u00eancia pela morte do filho e condenada a 29 anos de cadeia por mulheres brancas. Jovens como essa sofrem pela falta de direitos e pelo passado dif\u00edcil que t\u00eam que enfrentar, segundo Maria Py. \u201cA Universidade Federal de Santa Maria \u00e9 uma joia que o pessoal da periferia precisa lapidar, porque eles s\u00f3 chegam aqui para ir no Husm\u201d, disse. Al\u00e9m disso, a professora ressaltou que a outra quest\u00e3o que as mulheres negras t\u00eam de resolver \u00e9 na hora de encaminhar seus filhos para a escola. \u201cN\u00f3s dizemos que o grande problema da sociedade brasileira \u00e9 o racismo. Onde \u00e9 que est\u00e1 a reprodu\u00e7\u00e3o do racismo? Dentro da educa\u00e7\u00e3o, na escola\u201d, afirmou. A mudan\u00e7a que deve ser realizada, como observa, \u00e9 justamente na forma\u00e7\u00e3o de profissionais, para que mudem a sua vis\u00e3o atrav\u00e9s da educa\u00e7\u00e3o \u00e9tnico-racial. Ela tamb\u00e9m lamentou os ass\u00e9dios que as mulheres sofrem na UFSM pelos professores, \u201cpor quem deveria estar ali para garantir os nossos direitos\u201d.<\/span><\/p>\n

A estudante Cristina Haas, coordenadora do DCE, chamou a aten\u00e7\u00e3o para o fato de haver pouqu\u00edssimos homens na plateia. \u201cRefor\u00e7ar o quanto \u00e9 importante que os homens nos ou\u00e7am tamb\u00e9m, para conseguirem desconstruir seu machismo\u201d, disse. O preconceito sofrido pelas mulheres est\u00e1 presente na pr\u00f3pria escolha da profiss\u00e3o. Nas universidades, Cristina chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que \u00e9 vis\u00edvel a predomin\u00e2ncia de estudantes femininas em cursos \u201cpredestinados\u201d a elas, como Pedagogia, Fonoaudiologia e Fisioterapia. J\u00e1 nos cursos ligados a Engenharias e Ci\u00eancias Rurais, os homens \u00e9 que s\u00e3o a maioria. \u201c\u00c9 resist\u00eancia ser mulher e se formar nesses cursos\u201d, comenta a estudante, que diz que essa disparidade facilita o ass\u00e9dio. Reconhecedora do privil\u00e9gio que ocupa em ser branca e estudar em uma escola p\u00fablica, Cristina salienta o quanto o debate sobre o feminismo deve ser levado para fora da universidade, para que todas as mulheres possam avan\u00e7ar juntas. \u00c9 justamente o pr\u00f3prio privil\u00e9gio que deve ser abdicado para que se possa construir em conjunto a luta por direitos igualit\u00e1rios. \u201cEnquanto n\u00e3o doer para um homem, n\u00e3o doer para um branco, ele n\u00e3o vai abdicar o racismo e o machismo dele\u201d, afirmou. <\/span><\/p>\n

Representante da Comiss\u00e3o de Igualdade de G\u00eanero da UFSM, Cl\u00e1udia Kessler, jornalista, questionou quem s\u00e3o as mulheres que fazem parte deste feminismo e que s\u00e3o inclu\u00eddas no debate. \u201c\u00c9 importante sempre a gente perceber todos os fatores que influenciam o que \u00e9 ser mulher e \u00e9 uma coisa muito dif\u00edcil a gente ver o que \u00e9 ser mulher\u201d, comenta Cl\u00e1udia, que acredita que o desconforto \u00e9 um dos princ\u00edpios causados pelo feminismo. A m\u00eddia e a sociedade imp\u00f5em padr\u00f5es sobre o que seria o ideal do feminino, observa a jornalista. O corpo, a maquiagem e a roupa que as mulheres usam s\u00e3o alguns dos \u201catributos\u201d julgados com base em modelos pr\u00e9-determinados. \u201cPor que eu teria que ser forte fisicamente para que as pessoas pensem que eu tenho for\u00e7a? Eu tenho for\u00e7a, mas essa for\u00e7a est\u00e1 dentro de mim\u201d, salienta Cl\u00e1udia, que v\u00ea no discurso das mulheres a for\u00e7a que elas t\u00eam. Al\u00e9m disso, o comportamento das pessoas ao redor do mundo reflete o modo como a sociedade est\u00e1 sendo educada e o mundo que elas realmente querem. \u201cA gente quer um mundo em que os homens participem tamb\u00e9m\u201d, refor\u00e7a Cl\u00e1udia, que defende a presen\u00e7a dos homens em espa\u00e7os ocupados por mulheres.<\/span><\/p>\n

Leia tamb\u00e9m o Dossi\u00ea Mulheres na Ci\u00eancia<\/a>, produzido pela Revista Arco, publica\u00e7\u00e3o de jornalismo cient\u00edfico e cultural da UFSM<\/span><\/p>\n

Texto e foto: Gabrielle Ineu Coradini, acad\u00eamica de Jornalismo e bolsista da Ag\u00eancia de Not\u00edcias<\/em><\/span><\/p>\n

Edi\u00e7\u00e3o: Ricardo Bonfanti<\/em><\/span><\/p>\n

Fonte: www.55bet-pro.com<\/a> <\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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