{"id":287,"date":"2025-03-27T11:05:47","date_gmt":"2025-03-27T14:05:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/?p=287"},"modified":"2025-03-27T16:45:06","modified_gmt":"2025-03-27T19:45:06","slug":"analises-de-solo-em-areas-de-deslizamentos-mostram-consequencias-das-enchentes-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/2025\/03\/27\/analises-de-solo-em-areas-de-deslizamentos-mostram-consequencias-das-enchentes-no-rs","title":{"rendered":"An\u00e1lises de solo em \u00e1reas de deslizamentos mostram consequ\u00eancias das enchentes no RS"},"content":{"rendered":"\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

An\u00e1lises de solo funcionam como exames m\u00e9dicos que buscam identificar doen\u00e7as. No caso da terra, a inten\u00e7\u00e3o \u00e9 descobrir a qualidade e as necessidades do solo para o cultivo de plantas. O projeto de extens\u00e3o dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Qu\u00edmica (PPGQ) da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) realizou um trabalho de coleta e an\u00e1lise de solo na Serra Ga\u00facha, em cidades\u00a0 atingidas pelas enchentes de maio de 2024. Nos munic\u00edpios de Pinto Bandeira, Bento Gon\u00e7alves e Veran\u00f3polis, os pesquisadores coletaram amostras em \u00e1reas de deslizamento de propriedades rurais dedicadas \u00e0 fruticultura.<\/p>

Allan Kokkonen, doutorando do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias do Solo (PPGCS) e integrante do projeto, explica que as an\u00e1lises comuns revelam dois padr\u00f5es distintos: os solos de \u00e1reas nativas, que tendem a ser muito \u00e1cidos e apresentam baixa disponibilidade de nutrientes, tornando-se menos adequados para o cultivo; e os solos de \u00e1reas j\u00e1 cultivadas, nos quais geralmente se identifica a necessidade de reposi\u00e7\u00e3o de aduba\u00e7\u00e3o ou fertiliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

No caso da Serra Ga\u00facha p\u00f3s-enchente, os pesquisadores identificaram ainda um terceiro tipo de solo, que mistura caracter\u00edsticas de \u00e1reas nativas e cultivadas. No deslizamento de terra, tanto as \u00e1reas que perderam quanto as que receberam sedimentos passam por uma grande transforma\u00e7\u00e3o. O material deslocado pode conter solo, pedras e outros elementos, tornando o cen\u00e1rio imprevis\u00edvel. \u201c\u00c9 uma completa surpresa, um tiro no escuro. A gente n\u00e3o sabe o que vai encontrar ali\u201d, destaca Allan. Para o pesquisador, na compara\u00e7\u00e3o com exames de sangue, \u00e9 como se a an\u00e1lise mostrasse uma doen\u00e7a nova, que ainda n\u00e3o tem padr\u00e3o de tratamento.

Os resultados mostram que as \u00e1reas degradadas n\u00e3o perderam grandes quantidades de nutrientes, mas apresentaram um aumento na acidez. Esse problema, por\u00e9m, p\u00f4de ser facilmente corrigido com aplica\u00e7\u00e3o de calc\u00e1rio, permitindo que muitas \u00e1reas j\u00e1 estejam aptas para o cultivo. \u201cEsse foi um resultado que a gente n\u00e3o esperava: essas \u00e1reas de deposi\u00e7\u00e3o t\u00eam fertilidade relativamente boa para a maioria dos nutrientes\u201d, ressalta Allan.

No entanto, para o pesquisador, o maior problema diz respeito \u00e0 qualidade ou sa\u00fade do solo, ou seja, n\u00e3o se trata apenas de analisar os nutrientes, mas tamb\u00e9m a estrutura. Os pesquisadores perceberam que os solos analisados tiveram perda de mat\u00e9ria org\u00e2nica. Allan explica: \u201c\u00c9 aquele material que tem origem org\u00e2nica, formado por microorganismos que vieram de plantas decompostas\u201d. Allan ressalta que a mat\u00e9ria org\u00e2nica tem v\u00e1rias fun\u00e7\u00f5es importantes. \u201cEla \u00e9 respons\u00e1vel por dar estrutura e agrega\u00e7\u00e3o ao solo, o que \u00e9 crucial, pois \u00e9 essa estrutura que facilita a reten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\u201d, detalha. Essa caracter\u00edstica auxilia em per\u00edodos de seca, em que a \u00e1gua \u00e9 mais escassa – como o que o Rio Grande do Sul enfrenta agora.

Um segundo ponto \u00e9 que a mat\u00e9ria org\u00e2nica oferece nutrientes para a planta, principalmente nitrog\u00eanio, um dos mais importantes para o fornecimento de energia. \u201cProvavelmente esses solos que perderam muita mat\u00e9ria org\u00e2nica – e foi bastante a quantidade perdida – v\u00e3o ter um volume de micr\u00f3bios, de fungos e de bact\u00e9rias muito pequenos. E eles s\u00e3o ben\u00e9ficos\u201d, especifica Allan.

Al\u00e9m disso, de acordo com o pesquisador, a mat\u00e9ria org\u00e2nica tamb\u00e9m pode interagir com o ambiente. \u201cEla \u00e9 feita basicamente de carbono\u201d, afirma. Ou seja, quando est\u00e1 no solo, permite que ele funcione como dreno de carbono, que se converte em energia para o desenvolvimento das plantas. \u201cQuando se perde ela, provavelmente foi liberada na forma de g\u00e1s. Ou seja, toneladas e toneladas de carbono que estavam na mat\u00e9ria org\u00e2nica, estocadas no solo, foram para a atmosfera\u201d, conclui. Para Allan, essa perda transforma os sistemas agr\u00edcolas de drenos em emissores. \u201cAquela \u00e1rea de deslizamento emitiu bastante carbono, o que a gente sabe que vai potencializar as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e o efeito estufa\u201d, destaca.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t

Preju\u00edzos no setor da agricultura<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Na Serra Ga\u00facha, cujas caracter\u00edsticas s\u00e3o de encostas e morros, o relevo acidentado facilita o escoamento superficial das \u00e1guas. De acordo com pesquisadores do Grupo de Estudos de Predi\u00e7\u00e3o de Aduba\u00e7\u00e3o e Potencial de Contamina\u00e7\u00e3o de Elementos em Solos (Gepaces) da UFSM, esses solos t\u00eam adapta\u00e7\u00f5es que favorecem a condu\u00e7\u00e3o de \u00e1guas em per\u00edodos de chuva normais. No entanto, em maio de 2024, em regi\u00f5es como a da Serra, choveu mais de 500 mil\u00edmetros em 48 horas, de acordo com estimativas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). Nesses casos, h\u00e1 uma sobrecarga dos sistemas h\u00eddricos, o que resultou em deslizamentos de terra em encostas.

Estes eventos n\u00e3o causaram s\u00f3 consequ\u00eancias sociais, mas tamb\u00e9m preju\u00edzos financeiros, especialmente na agricultura. De acordo com dados de estudo realizado em novembro pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), s\u00e3o pelo menos R$88,9 bilh\u00f5es em preju\u00edzos financeiros, entre o setor produtivo (69%), o social (21%), a infraestrutura (8%) e o meio ambiente (1,8%).

J\u00e1 no setor da agricultura, a Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul) divulgou, em junho do ano passado, perdas que somam pelo menos R$ 467 milh\u00f5es, em pequenas, m\u00e9dias e grandes propriedades. Segundo a Empresa de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural (Emater), ocorreram danos diversos em setores produtivos de gr\u00e3os, olericultura – cultivo de hortali\u00e7as, legumes e verduras -, floricultura, pastagens, produ\u00e7\u00e3o leiteira e produ\u00e7\u00e3o florestal, al\u00e9m de animais mortos e solos afetados. A fruticultura tamb\u00e9m foi impactada, afetando a produ\u00e7\u00e3o de uva, p\u00eassego, caqui, kiwi, bergamota, ameixa, nectarina e outras frutas.

Rubiane Rubo \u00e9 engenheira agr\u00f4noma e presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Frutas de Pinto Bandeira. Depois de terminar a gradua\u00e7\u00e3o na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ela retornou \u00e0 propriedade familiar para continuar o neg\u00f3cio iniciado pela av\u00f3. S\u00e3o cerca de cem hectares com planta\u00e7\u00f5es de frutas diversas em um terreno extenso em comprimento. Rubiane conta que, nas enchentes, tr\u00eas grandes deslizamentos atingiram a propriedade. \u201cUm no in\u00edcio, um no meio e um no final. Isso comprometeu os tratamentos de inverno, porque a gente trabalha em patamares, ent\u00e3o n\u00e3o tinha como um trator andar\u201d, explica. Patamares s\u00e3o formas de organizar o terreno dos pomares, em uma esp\u00e9cie de escada. Maur\u00edcio Bonaf\u00e9, engenheiro agr\u00f4nomo na Vin\u00edcola Aurora, esclarece que esses sistemas s\u00e3o feitos para evitar a perda de solo por escorrimento superficial de \u00e1gua, ou seja, em volumes normais de chuva. \u201cIsso faz com que a \u00e1gua caia com menor velocidade no solo. A gota tem menos impacto e consequentemente a \u00e1gua consegue penetrar com mais facilidade\u201d, detalha. Al\u00e9m disso, outra estrat\u00e9gia que tem esse intuito \u00e9 a da cobertura verde, ou seja, o plantio de \u00e1rvores e vegeta\u00e7\u00f5es, o que tamb\u00e9m favorece a fun\u00e7\u00e3o do solo como reservat\u00f3rio de \u00e1gua.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Cratera no final da propriedade da fam\u00edlia de Rubiane Rubo, em Pinto Bandeira. No lado esquerdo da foto, \u00e9 poss\u00edvel ver os patamares que restaram.<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Os deslizamentos atrasaram os tratamentos de inverno nos pomares, por conta do risco e da dificuldade de acesso \u00e0 propriedade. \u201cComprometeu a flora\u00e7\u00e3o depois, que n\u00e3o foi de tanta qualidade, e consequentemente impactou em menor quantidade de frutos\u201d, relata Rubiane.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t

An\u00e1lise de solo como t\u00e9cnica de avalia\u00e7\u00e3o de perdas<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Na UFSM, um dos projetos que busca auxiliar na avalia\u00e7\u00e3o dos impactos das enchentes no solo \u00e9 o \u2018Diagn\u00f3stico da aptid\u00e3o agr\u00edcola das terras e fertilidade do solo em \u00e1reas agr\u00edcolas atingidas por desastres clim\u00e1ticos\u2019, dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias do Solo (PPGCS), em Agrobiologia (PPGAgroBio) e em Qu\u00edmica (PPGQ). Foi contemplado no \u00faltimo edital do Programa de Extens\u00e3o da Educa\u00e7\u00e3o Superior na P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o (PROEXT-PG). O objetivo \u00e9 produzir conhecimento para facilitar o retorno das atividades agr\u00edcolas, com foco no fortalecimento das fam\u00edlias de pequenos agricultores.<\/p>

A t\u00e9cnica usada no projeto \u00e9 a an\u00e1lise de solo. Gustavo Brunetto \u00e9 coordenador do projeto e professor no Departamento de Solos e no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancias do Solo da UFSM. Ele explica que alguns solos n\u00e3o conseguem fornecer as quantidades de nutrientes que uma planta precisa para o crescimento. Para conhecer essas caracter\u00edsticas, se faz uma an\u00e1lise. \u201cSe recomenda ir at\u00e9 o campo e fazer a coleta de uma por\u00e7\u00e3o do solo, que depois \u00e9 levado para o laborat\u00f3rio e analisado\u201d, descreve Gustavo.<\/p>

A an\u00e1lise de solos tem algumas etapas:
1 – Amostragem: defini\u00e7\u00e3o das \u00e1reas a serem analisadas e coletadas. Em uma gleba (\u00e1rea de terra), se define de dez a 20 pontos de coleta, em locais variados do terreno, mas que tenham as mesmas caracter\u00edsticas, de hist\u00f3rico de aduba\u00e7\u00e3o e plantio. Em cada um desses pontos, a coleta \u00e9 feita em uma profundidade de zero a dez ou de zero a 20 cent\u00edmetros, a depender das caracter\u00edsticas. Com uma p\u00e1 de corte, um trado ou at\u00e9 um quadriciclo, coleta-se uma por\u00e7\u00e3o de solo de cada ponto. Com as coletas feitas, pega-se uma por\u00e7\u00e3o de solo de cada um dos pontos e se mistura em um balde, para ter uma representa\u00e7\u00e3o homog\u00eanea da \u00e1rea. Depois, pega-se cerca de 500 gramas da amostra de solo para fazer uma pr\u00e9-secagem, o que envolve desfazer os torr\u00f5es de terra, espalhar em uma superf\u00edcie limpa e deixar secar de dois a tr\u00eas dias, a depender das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas. Depois de seca, a terra \u00e9 colocada em um saco pl\u00e1stico e identificada com a propriedade e produtor\/a, nome da gleba e demais caracter\u00edsticas.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Integrantes do Gepaces em atividade de coleta de solo<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Trado usado para a coleta de por\u00e7\u00f5es de solo<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

2 –\u00a0 An\u00e1lise no laborat\u00f3rio: as amostras de solo s\u00e3o enviadas para um laborat\u00f3rio credenciado, que faz a an\u00e1lise. A credencial pode ser emitida pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) ou pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normaliza\u00e7\u00e3o e Qualidade Industrial (Inmetro)

3 – Interpreta\u00e7\u00e3o da an\u00e1lise: feita por um t\u00e9cnico, que pode ser algu\u00e9m formado em Engenharia Agron\u00f4mica. Envolve entender os resultados de an\u00e1lise para indicar solu\u00e7\u00f5es.

4 – Recomenda\u00e7\u00e3o: A partir dos resultados, a pessoa respons\u00e1vel pela interpreta\u00e7\u00e3o elabora as recomenda\u00e7\u00f5es de aplica\u00e7\u00e3o no solo analisado. Quantidade de aduba\u00e7\u00e3o e calagem (aplica\u00e7\u00e3o de cal), qual a melhor fonte de nutrientes, melhor \u00e9poca de aplica\u00e7\u00e3o, entre outras quest\u00f5es, podem compor esse relat\u00f3rio.

Apesar de ser uma t\u00e9cnica simples e de baixo custo, Gustavo afirma que ela \u00e9 fundamental. A etapa da amostragem precisa ser feita com cuidado e rigor para que o resultado seja qualitativo. \u201c\u00c9 mais ou menos voc\u00ea ter a preocupa\u00e7\u00e3o de ir no m\u00e9dico e ele interpretar o teu resultado da an\u00e1lise de sangue, mas se n\u00e3o foi feito um procedimento adequado na amostragem, ele n\u00e3o vai ter validade\u201d, compara.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t

As coletas na Serra Ga\u00facha<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

As coletas de por\u00e7\u00f5es de solo para an\u00e1lise do projeto da UFSM foram realizadas em dez \u00e1reas de pomares e vinhedos atingidos por deslizamentos nos munic\u00edpios de Veran\u00f3polis, Bento Gon\u00e7alves e Pinto Bandeira. Para a escolha das \u00e1reas, o grupo do professor Gustavo Brunetto contou com o apoio do engenheiro agr\u00f4nomo Maur\u00edcio Bonaf\u00e9, que \u00e9 gerente agr\u00edcola da Cooperativa Vin\u00edcola Aurora, de Bento Gon\u00e7alves. Por conta do contato direto com as fam\u00edlias, Maur\u00edcio j\u00e1 tinha um mapeamento das \u00e1reas degradadas. \u201cFizemos alguns apontamentos sobre as \u00e1reas que podiam ser recuperadas e, com isso, se prop\u00f4s as \u00e1reas para coleta das amostras\u201d, explica Maur\u00edcio.

A fase de mapeamento e escolha das propriedades levou em torno de dois meses, em meados de setembro de 2024. A coleta das amostras foi feita entre dezembro de 2024 e janeiro de 2025, concomitantemente com as an\u00e1lises.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t

Pr\u00f3ximos passos<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Os pr\u00f3ximos passos do projeto envolvem o encaminhamento dos resultados de an\u00e1lise para as fam\u00edlias de produtores, al\u00e9m da realiza\u00e7\u00e3o de eventos para a divulga\u00e7\u00e3o e explica\u00e7\u00e3o dos dados. O projeto tamb\u00e9m pretende realizar an\u00e1lises agrobiol\u00f3gicas e qu\u00edmicas, a partir dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o parceiros, e criar cartilhas e relat\u00f3rios para os t\u00e9cnicos e produtores.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t

Cap\u00edtulo de livro<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

No dia 14 de mar\u00e7o, o grupo de pesquisadores do projeto foi at\u00e9 Porto Alegre para o evento de lan\u00e7amento do livro \u2018RS: Reflex\u00f5es para a reconstru\u00e7\u00e3o do Rio Grande do Sul\u2019. O produto foi feito a partir do projeto \u2018RS: Resili\u00eancia & Sustentabilidade\u2019, que \u00e9 uma promo\u00e7\u00e3o de acordo de coopera\u00e7\u00e3o entre a Secretaria Extraordin\u00e1ria de Reconstru\u00e7\u00e3o do RS, do Governo Federal e a Funda\u00e7\u00e3o Escola de Sociologia e Pol\u00edtica de S\u00e3o Paulo. Tamb\u00e9m contou com o apoio da Open Society Foundations. O grupo de 17 pesquisadores da UFSM assina o cap\u00edtulo 4, \u2018Diagn\u00f3stico da aptid\u00e3o agr\u00edcola das terras e fertilidade do solo em \u00e1reas agr\u00edcolas atingidas por desastres clim\u00e1ticos na Serra Ga\u00facha\u2019. O livro pode ser acessado por meio deste link.<\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t

\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Apresenta\u00e7\u00e3o do cap\u00edtulo de livro no Semin\u00e1rio Cient\u00edfico do projeto \u2018RS: Resili\u00eancia e Sustentabilidade\u2019<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\"Descri\u00e7\u00e3o\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t
Grupo de pesquisadores da UFSM presentes no evento de lan\u00e7amento<\/figcaption>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/figure>\n\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t
\n\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t
\n\t\t\t\t
\n\t\t\t\t\t\t\t

Expediente:<\/span><\/p>\n

Reportagem: Samara Wobeto, jornalista<\/span><\/p>\n

Edi\u00e7\u00e3o: Luciane Treulieb, jornalista<\/span><\/p>\n

Design: Evandro Bertol, designer<\/span><\/p>\n

Fotografias: Grupo de Estudos de Predi\u00e7\u00e3o de Aduba\u00e7\u00e3o e Potencial de Contamina\u00e7\u00e3o de Elementos em Solos (Gepaces)<\/span><\/p>

Aluata Comunica\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancia<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Projeto da UFSM identificou ganho de acidez e perda de mat\u00e9ria org\u00e2nica na Serra Ga\u00facha<\/p>\n","protected":false},"author":5006,"featured_media":290,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,2],"tags":[67,54,68,72,70,21,71,22,23,76,75,74,24,69],"class_list":["post-287","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","tag-analises-de-solo","tag-capes","tag-deslizamentos-de-terra","tag-enchentes-do-rs","tag-enchentes-maio-24","tag-extensao","tag-maio-de-2024","tag-pos-graduacao","tag-pre","tag-producao-de-frutas","tag-producao-de-pessego","tag-producao-de-uva","tag-prpgp","tag-serra-gaucha"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5006"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=287"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/287\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/290"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=287"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=287"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=287"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}