{"id":316,"date":"2025-06-09T15:41:46","date_gmt":"2025-06-09T18:41:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/?p=316"},"modified":"2025-06-09T15:45:05","modified_gmt":"2025-06-09T18:45:05","slug":"7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/2025\/06\/09\/7-conceitos-que-podem-nos-ajudar-a-entender-as-mudancas-climaticas","title":{"rendered":"7 conceitos que podem nos ajudar a entender as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"\t\t
Conscientizar sobre o impacto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/strong> \u00e9 o objetivo do projeto da UFSM MEMORAR QC \u2013 Memorial das \u00c1guas e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica da Quarta Col\u00f4nia<\/strong>. A proposta envolve a\u00e7\u00f5es educativas voltadas \u00e0 constru\u00e7\u00e3o de uma cultura de resili\u00eancia clim\u00e1tica no territ\u00f3rio da Quarta Col\u00f4nia, por meio de estrat\u00e9gias que aproximem ci\u00eancia e comunidade.<\/p> O projeto surge em um contexto marcado por eventos clim\u00e1ticos extremos cada vez mais frequentes. Em maio de 2024, o Rio Grande do Sul enfrentou uma das maiores cat\u00e1strofes clim\u00e1ticas de sua hist\u00f3ria, com fortes chuvas que atingiram duramente a regi\u00e3o central do estado, incluindo os munic\u00edpios da Quarta Col\u00f4nia. A repeti\u00e7\u00e3o desses eventos mostra que \u00e9 necess\u00e1rio engajar a popula\u00e7\u00e3o na compreens\u00e3o dos desastres e na constru\u00e7\u00e3o de novas rela\u00e7\u00f5es com o territ\u00f3rio e o meio ambiente.<\/p> Nas escolas municipais da Quarta Col\u00f4nia, especialmente com estudantes do 6\u00ba ao 9\u00ba ano do Ensino Fundamental, o projeto Memorar QC vem desenvolvendo oficinas que abordam temas como sustentabilidade e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. As atividades ocorrem no contraturno escolar e incluem jogos, conversas e brincadeiras que despertam o interesse dos alunos e facilitam a compreens\u00e3o dos conte\u00fados. A ideia \u00e9 incentivar o protagonismo juvenil e engajar os estudantes como agentes transformadores em suas comunidades. O projeto tamb\u00e9m realiza a\u00e7\u00f5es voltadas aos adultos da regi\u00e3o, que v\u00e3o de conversas informais a palestras, promovendo di\u00e1logo e conscientiza\u00e7\u00e3o sobre os desafios clim\u00e1ticos.<\/p> Para o coordenador do projeto, professor Adriano Figueir\u00f3, do Departamento de Geografia da UFSM, o conhecimento pode transformar a rela\u00e7\u00e3o que os moradores t\u00eam com o lugar: \u201cO conhecimento \u00e9 a base do processo de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica. Se as pessoas n\u00e3o compreendem a din\u00e2mica da natureza, n\u00e3o t\u00eam como se preparar para ela \u2014 e, portanto, n\u00e3o t\u00eam como se adaptar. \u00c9 a partir das informa\u00e7\u00f5es que as pessoas poder\u00e3o entender como se preparar melhor para reduzir preju\u00edzos e riscos \u00e0 vida numa pr\u00f3xima ocorr\u00eancia clim\u00e1tica\u201d.<\/p> O professor Adriano defende que o protagonismo comunit\u00e1rio \u00e9 essencial quando se trata de enfrentar os desafios clim\u00e1ticos nos territ\u00f3rios rurais. Para ele, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel depender exclusivamente do poder p\u00fablico para resolver os problemas causados por eventos extremos. Diante disso, ele prop\u00f5e uma reflex\u00e3o pr\u00e1tica: o que cada morador pode fazer para melhorar as condi\u00e7\u00f5es ambientais e construir um futuro mais seguro? A resposta, segundo o pesquisador, passa por a\u00e7\u00f5es simples, mas fundamentais, como proteger nascentes dos rios, recompor matas ciliares, identificar \u00e1reas de risco nas propriedades e realizar pequenas interven\u00e7\u00f5es nas propriedades para conter processos erosivos. Essas atitudes exigem, antes de tudo, que as pessoas compreendam a l\u00f3gica do territ\u00f3rio em que vivem. \u201cEstamos falando de uma regi\u00e3o profundamente rural, formada por pequenas propriedades. Quando o conhecimento \u00e9 apropriado pela comunidade, ele pode gerar transforma\u00e7\u00f5es concretas\u00a0 duradouras\u201d, afirma.<\/p> Pedimos ao professor Adriano Figueir\u00f3 que ele elencasse as no\u00e7\u00f5es fundamentais que v\u00eam sendo trabalhados nas atividades oferecidas pelo Memorar QC na Quarta Col\u00f4nia. A seguir, apresentamos 7 conceitos sobre desastres clim\u00e1ticos que ajudam a entender o territ\u00f3rio, a se preparar para eventos extremos e a atuar na constru\u00e7\u00e3o de comunidades mais resilientes e sustent\u00e1veis.<\/p> \u00c9 o conceito central do projeto. Resili\u00eancia, segundo o professor, refere-se \u00e0 capacidade que as pessoas, comunidades e tamb\u00e9m os ecossistemas t\u00eam de se reorganizar e retomar a vida ap\u00f3s eventos extremos, como enchentes, com o menor impacto poss\u00edvel. Essa resili\u00eancia n\u00e3o \u00e9 apenas f\u00edsica, mas tamb\u00e9m social e comunit\u00e1ria. Diante da intensifica\u00e7\u00e3o de crises ambientais e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a frequ\u00eancia e intensidade desses eventos extremos tende a aumentar, tornando essencial essa capacidade de resposta e adapta\u00e7\u00e3o.<\/p> Al\u00e9m disso, o professor destaca que n\u00e3o apenas os seres humanos precisam ser resilientes, mas tamb\u00e9m os rios e a natureza como um todo. Com o ac\u00famulo de sedimentos (solo, areia, pedras) no leito dos rios, a capacidade desses ecossistemas de absorver novas cheias diminui, tornando-os menos resilientes a eventos futuros.<\/p> Est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 resili\u00eancia. Envolve repensar pr\u00e1ticas e estruturas do territ\u00f3rio para reduzir os danos provocados por futuros eventos extremos. A adapta\u00e7\u00e3o passa, portanto, por a\u00e7\u00f5es concretas no uso e ocupa\u00e7\u00e3o do solo, conserva\u00e7\u00e3o de \u00e1reas naturais e reestrutura\u00e7\u00e3o de formas de manejo da terra, considerando os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas.<\/p> Essas \u00e1reas t\u00eam papel crucial na absor\u00e7\u00e3o da \u00e1gua da chuva. Quando bem conservadas, permitem que a \u00e1gua infiltre no solo, abastecendo os len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e liberando-a de forma gradativa para os rios, o que evita tanto a seca quanto enchentes. Quando h\u00e1 perda dessas \u00e1reas \u2014 em especial por conta da expans\u00e3o agr\u00edcola \u2014 a \u00e1gua escorre rapidamente para os rios, sem ser absorvida, causando inunda\u00e7\u00f5es.<\/p> O professor aponta que a falta de vegeta\u00e7\u00e3o e o uso indevido dessas \u00e1reas s\u00e3o um dos principais motivos pelos quais as bacias hidrogr\u00e1ficas da Quarta Col\u00f4nia est\u00e3o perdendo sua capacidade de resposta \u00e0s chuvas intensas.<\/p> S\u00e3o matas que acompanham os cursos dos rios, formando uma faixa de prote\u00e7\u00e3o natural nas margens. Pela legisla\u00e7\u00e3o, devem ser preservadas. Essas matas funcionam como uma barreira que reduz o escoamento de sedimentos e evita o desbarrancamento dos rios. Quando bem conservadas, fazem com que a \u00e1gua da chuva entre no rio sem carregar grande quantidade de terra.<\/p> Sem essa vegeta\u00e7\u00e3o, a \u00e1gua escoa diretamente para os rios carregando o solo, provocando eros\u00e3o e contribuindo para o assoreamento. Em muitas \u00e1reas da Quarta Col\u00f4nia, essas matas est\u00e3o sendo substitu\u00eddas por lavouras \u2014 de arroz nas \u00e1reas mais baixas e de soja nas mais altas \u2014 o que compromete a prote\u00e7\u00e3o dos rios.<\/p> S\u00e3o as partes mais altas de uma bacia hidrogr\u00e1fica, onde os rios nascem. Nessas regi\u00f5es, a presen\u00e7a de vegeta\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para permitir que a \u00e1gua infiltre no solo e abaste\u00e7a os aqu\u00edferos subterr\u00e2neos. Se essas \u00e1reas estiverem desmatadas ou ocupadas por lavouras, a \u00e1gua da chuva n\u00e3o infiltra \u2014 ela escoa com for\u00e7a, erodindo o solo e carregando-o para os rios. Como essas \u00e1reas t\u00eam declive acentuado, o poder erosivo \u00e9 ainda maior, contribuindo significativamente para o assoreamento dos cursos d\u2019\u00e1gua.<\/p> \u00c9 o ac\u00famulo de sedimentos (como solo, areia e pedras) no leito dos rios. Esse processo ocorre principalmente quando a \u00e1gua da chuva escoa por \u00e1reas desmatadas, levando o solo com ela. Ao chegar no rio, esses materiais se depositam, diminuindo o volume \u00fatil da calha fluvial. O rio, ent\u00e3o, tem menos capacidade de conter novas \u00e1guas em eventos de chuva intensa, transbordando com maior facilidade e provocando inunda\u00e7\u00f5es. O assoreamento \u00e9, portanto, um dos principais fatores que reduzem a resili\u00eancia dos rios.<\/p> S\u00e3o os materiais s\u00f3lidos que a \u00e1gua carrega ao escoar sobre o solo, como terra, areia e pedras, especialmente em terrenos inclinados. Nos eventos extremos recentes da Quarta Col\u00f4nia, o professor destaca que at\u00e9 grandes blocos rochosos foram transportados. Esses sedimentos s\u00e3o respons\u00e1veis por entupir os leitos dos rios (assoreamento), agravando os impactos das enchentes.<\/p> O projeto MEMORAR QC \u2013 Memorial das \u00c1guas e Resili\u00eancia Clim\u00e1tica da Quarta Col\u00f4nia<\/strong> foi selecionado pelo edital PROEXT-PG UFSM Al\u00e9m do Arco. \u00c9 uma iniciativa do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia, com apoio dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Comunica\u00e7\u00e3o, em Patrim\u00f4nio Cultural e em Arquitetura, Urbanismo e Paisagismo.<\/p> Reportagem:\u00a0<\/i>Luciane Treulieb, jornalista<\/i><\/p> Ilustra\u00e7\u00e3o: Evandro Bertol, designer<\/i><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Projeto da UFSM estimula protagonismo comunit\u00e1rio na Quarta Col\u00f4nia<\/p>\n","protected":false},"author":88,"featured_media":317,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[9,2],"tags":[32,79,33,23,35,24,34],"class_list":["post-316","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-destaques","category-noticias","tag-geografia","tag-memoria","tag-mudancas-climaticas","tag-pre","tag-proext-pg","tag-prpgp","tag-quarta-colonia"],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/users\/88"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=316"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/316\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/media\/317"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=316"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=316"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/extensao\/proext-pg\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=316"}],"curies":[{"name":"wp","href":"http:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}
<\/p>\u201cO conhecimento \u00e9 a base do processo de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica\u201d<\/h2>

1. Resili\u00eancia<\/h2>
2. Adapta\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica<\/h2>
3. \u00c1rea de Prote\u00e7\u00e3o Ambiental<\/h2>

4. Matas Galerias (ou Ciliares)<\/h2>
5. Cabeceiras de Drenagem<\/h2>
6. Assoreamento<\/h2>
7. Sedimentos<\/h2>