Comunica\u00e7\u00e3o de risco de desastres (CRD)<\/strong><\/span><\/p>\n\u00c9 uma diretriz para pol\u00edticas p\u00fablicas de redu\u00e7\u00e3o do risco de desastres (RRD). Engloba um processo comunicacional a ser observado a partir de dimens\u00f5es da comunica\u00e7\u00e3o p\u00fablica, cultura preventiva e justi\u00e7a clim\u00e1tica. Integra estrat\u00e9gias de percep\u00e7\u00e3o de risco, compartilhamento permanente de informa\u00e7\u00f5es e relacionamento institucional e interpessoal ativo entre todos os envolvidos. Essencial para a tomada de decis\u00f5es e di\u00e1logo entre conhecimento cient\u00edfico e experi\u00eancias comunit\u00e1rias. Para ser efetiva requer acessibilidade na linguagem, uso de m\u00faltiplas tecnologias de informa\u00e7\u00e3o, metodologias de participa\u00e7\u00e3o social e combater a desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n
Por Cora Catalina Quinteros | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o pela USP | Professora na UTFPR<\/pre>\n
<\/pre>\nContinuidade do neg\u00f3cio<\/strong><\/span><\/p>\nA continuidade de neg\u00f3cios \u00e9 definida pela habilidade de uma organiza\u00e7\u00e3o em manter opera\u00e7\u00f5es essenciais durante e ap\u00f3s incidentes disruptivos, recuperando-se para um estado operacional est\u00e1vel. Esse processo envolve identificar fun\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, avaliar riscos, e desenvolver planos de resposta eficazes que assegurem a manuten\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es sob adversidades. Inclui tamb\u00e9m a implementa\u00e7\u00e3o de testes regulares e atualiza\u00e7\u00f5es do plano para garantir sua efic\u00e1cia cont\u00ednua. Essa pr\u00e1tica \u00e9 crucial para a sustentabilidade de longo prazo da empresa, permitindo a r\u00e1pida adapta\u00e7\u00e3o e recupera\u00e7\u00e3o frente a desafios inesperados. Os planos de continuidade de neg\u00f3cio podem entrar em a\u00e7\u00e3o antes dos planos de gest\u00e3o de crise, pois ser\u00e3o eles que ajudar\u00e3o na retomada de um processo antes de se tornar algo mais cr\u00edtico.<\/p>\n
Por Patricia Brito Teixeira | Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span>TWPB Group - Strategic Board Member
<\/span><\/pre>\nControv\u00e9rsia p\u00fablica<\/strong><\/span><\/p>\nOs pioneiros da \u00e1rea de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas no Brasil afirmavam que a controv\u00e9rsia p\u00fablica \u00e9 uma \u201c…situa\u00e7\u00e3o de debate ou discuss\u00e3o que se origina entre os membros de um grupo e que os impulsiona a tomar uma decis\u00e3o (Andrade, 1993) \u201d. Portanto, ela poderia ser compreendida como a g\u00eanese da opini\u00e3o p\u00fablica e de como os interesses dos p\u00fablicos s\u00e3o formados. Se de um lado, a controv\u00e9rsia p\u00fablica \u00e9 um espa\u00e7o democr\u00e1tico para o debate e, por conseguinte, do amadurecimento das ideias; por outro, se malconduzida ou mal interpretada, pode representar o princ\u00edpio de uma crise (Sim\u00f5es, 1995). Na literatura internacional de rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, est\u00e1 presente nas reflex\u00f5es de Finn (1981). Para ele, um dos prop\u00f3sitos da \u00e1rea de RP \u00e9 justamente prevenir e evitar conting\u00eancias cr\u00edticas. Na Am\u00e9rica Latina, Sol\u00f3rzano (2001), o principal propagador do conceito de controv\u00e9rsia p\u00fablica, defendia que o escopo das rela\u00e7\u00f5es-p\u00fablicas perpassava pela compreens\u00e3o dos anseios de atores ativos em um debate p\u00fablico e os seus respectivos desdobramentos.<\/p>\n
Por Andr\u00e9ia Silveira Athaydes | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora na UFSM
<\/span><\/pre>\nCrise<\/strong><\/span><\/p>\nEvento at\u00edpico que se estabelece quando o risco se concretiza. Caracteriza-se pela gera\u00e7\u00e3o de instabilidade significativa e incertezas nas organiza\u00e7\u00f5es e na sociedade, com potencial de provocar impactos negativos em diversos aspectos: humano, financeiro, ambiental, pol\u00edtico, material, reputacional. Configura-se num per\u00edodo de mudan\u00e7as e de tomada de decis\u00f5es com vistas \u00e0 supera\u00e7\u00e3o do momento de perturba\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, h\u00e1 a quebra da normalidade da atua\u00e7\u00e3o empresarial\/institucional, despertando a aten\u00e7\u00e3o da opini\u00e3o p\u00fablica e o interesse da m\u00eddia em realizar a cobertura extensiva do acontecimento, seus desdobramentos, impactos e consequ\u00eancias.<\/span><\/p>\nPor Jones Machado |\u00a0Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o Midi\u00e1tica |\u00a0<\/span>Professor na UFSM
<\/span><\/pre>\nD<\/span><\/h2>\n\u00a0<\/p>\n
Desastre<\/strong><\/span><\/p>\nMaterializa\u00e7\u00e3o do risco, quando a antecipa\u00e7\u00e3o de um determinado perigo se torna um preju\u00edzo concreto, resultante da somat\u00f3ria dos aspectos que o constituem: a exposi\u00e7\u00e3o a uma amea\u00e7a, como chuvas torrenciais, e o contexto de vulnerabilidade, que dificulta ou at\u00e9 mesmo inviabiliza uma possibilidade de resposta. Conforme o Escrit\u00f3rio da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para Redu\u00e7\u00e3o de Riscos de Desastres, desastres s\u00e3o uma interrup\u00e7\u00e3o grave do funcionamento de uma comunidade, em qualquer escala, devido a eventos perigosos que interagem com condi\u00e7\u00f5es de exposi\u00e7\u00e3o, vulnerabilidade e capacidade, levando a perdas e impactos humanos, materiais, econ\u00f4micos e ambientais. Do ponto de vista comunicacional, um desastre deve ser visto de forma sist\u00eamica e trabalhado para que seja evitado ou, ao menos, tenha seus efeitos\u00a0mitigados<\/span>.<\/p>\nPor Eloisa Beling Loose<\/span> | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora e pesquisadora na UFRGS
<\/pre>\nDesinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\nConte\u00fado falso ou enganoso produzido e disseminado de forma deliberada para induzir erro e causar dano. Em contextos de risco e crise, explora incertezas, amplia p\u00e2nico, mina a confian\u00e7a em fontes leg\u00edtimas e dificulta respostas coordenadas. Distingue-se de \u201cmisinforma\u00e7\u00e3o\u201d (erro n\u00e3o intencional) e de \u201cmalinforma\u00e7\u00e3o\u201d (conte\u00fado verdadeiro usado para causar dano). Enfrent\u00e1-la requer governan\u00e7a, monitoramento cont\u00ednuo, verifica\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o transparente e participa\u00e7\u00e3o social.<\/p>\n
Por Gustavo Buss<\/span> | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Sanitarista | Assessor Regional S\u00eanior da Rede Sa\u00fade \u00danica (RSU\/Fiocruz), Fiocruz Rio Grande do Sul.<\/pre>\n
<\/pre>\nE<\/span><\/h2>\n\u00a0<\/p>\n
Emerg\u00eancia<\/strong><\/span><\/p>\nConjunto de condi\u00e7\u00f5es, contextos e elementos que, ao representar amea\u00e7a de dano, exige uma resposta imediata e desafia a capacidade de rea\u00e7\u00e3o de indiv\u00edduos e institui\u00e7\u00f5es. Na comunica\u00e7\u00e3o, envolve os fluxos r\u00e1pidos de informa\u00e7\u00e3o, a ativa\u00e7\u00e3o de protocolos e a constru\u00e7\u00e3o de narrativas que reduzam incertezas e orientem comportamentos. A emerg\u00eancia, frequentemente, revela fragilidades sist\u00eamicas e se relaciona ao conceito de crise, marcando o momento inicial, no qual decis\u00f5es precisam ser tomadas sob press\u00e3o.<\/p>\n
Por Abner Willian Quintino de Freitas | Doutorando no PPG Epidemiologia da Faculdade de Medicina da UFRGS | Fundador e Diretor da Hopeful Brasil<\/pre>\n\u00a0<\/p>\n
Evento cr\u00edtico<\/strong><\/span><\/p>\nTermo que expressa o fato ocorrido ou acontecimento em si. Tamb\u00e9m denominado como\u00a0evento adverso<\/em>\u00a0ou simplesmente\u00a0evento<\/em>. Na vis\u00e3o processual da gest\u00e3o de crises \u00e9 considerado momento importante para atua\u00e7\u00e3o correta e proativa. \u00c9 quando o risco \u2013 mapeado ou n\u00e3o \u2013 se converte em realidade e demanda a\u00e7\u00f5es efetivas. No evento cr\u00edtico h\u00e1 necessidade de acionar medidas de gest\u00e3o e de comunica\u00e7\u00e3o. As primeiras para atender os envolvidos de maneira \u00e1gil e resolutiva e encerrar o evento e seus efeitos. J\u00e1 a comunica\u00e7\u00e3o deve estar alinhada com a gest\u00e3o, em uma esp\u00e9cie de combo perfeito e ter foco nos envolvidos, pr\u00f3ximos ao evento. Tamb\u00e9m \u00e9 momento de alinhar as narrativas para um eventual cen\u00e1rio de alta repercuss\u00e3o.<\/p>\nPor Ros\u00e2ngela Florczak de Oliveira | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora e Pesquisadora da <\/span>PUCRS
<\/span><\/pre>\n\u00a0<\/h2>\nG<\/span><\/h2>\n\u00a0<\/p>\n
Gabinete de Crise<\/strong><\/span><\/p>\nO Gabinete ou Comit\u00ea de Crise \u00e9 um pequeno grupo de pessoas (10 a 12 componentes)\u00a0com cargos estrat\u00e9gicos na organiza\u00e7\u00e3o, formado para planejar e conduzir a gest\u00e3o e a comunica\u00e7\u00e3o de eventuais crises. O Gabinete tem a delega\u00e7\u00e3o da diretoria para agir tanto antes, na gest\u00e3o de riscos, quanto durante e ap\u00f3s uma crise.\u00a0\u00a0Ele sinaliza os pontos vulner\u00e1veis da organiza\u00e7\u00e3o, define objetivos, estrat\u00e9gias, normas e t\u00e1ticas para a empresa agir na preven\u00e7\u00e3o e na ocorr\u00eancia de crises. Ligado ao \u2018board\u2019 da empresa, ele deve ter dom\u00ednio t\u00e9cnico, poder decis\u00f3rio e estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n
Por Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni | Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o (UnB) | Professor e consultor de crise.
<\/span><\/pre>\nGerenciamento de Crise<\/strong><\/span><\/p>\nProcesso sistem\u00e1tico composto por um conjunto de a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas em resposta a situa\u00e7\u00f5es adversas que colocam a reputa\u00e7\u00e3o de uma organiza\u00e7\u00e3o em risco. Compreende fazer frente a situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas em curso a fim de mitigar danos e reduzir os impactos (humanos, financeiros, midi\u00e1ticos, materiais, reputacionais, etc.) dos seus desdobramentos. Coordenado por uma equipe multifuncional, treinada e com responsabilidades definidas, atua na resposta imediata quando da ocorr\u00eancia de uma crise que precisa ser gerenciada.<\/p>\n
Por Lana D\u2019\u00c1vila Campanella | Doutora e com P\u00f3s-doutorado em Comunica\u00e7\u00e3o Social (PPGCom PUCRS) | Professora na Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)
<\/pre>\nGest\u00e3o de Crise<\/strong><\/span><\/p>\nProcesso comunicacional e estrat\u00e9gico voltado ao enfrentamento de situa\u00e7\u00f5es cr\u00edticas, que rompem a normalidade organizacional e exigem respostas imediatas. Envolve decis\u00f5es sob press\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o clara e coordenada com p\u00fablicos de interesse e a\u00e7\u00f5es para mitigar danos \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o e manter a continuidade das opera\u00e7\u00f5es. Diferente da gest\u00e3o de risco, que age para prevenir, a gest\u00e3o de crise lida com o evento em andamento, exigindo lideran\u00e7a, agilidade e empatia. Exige prepara\u00e7\u00e3o pr\u00e9via e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. Na comunica\u00e7\u00e3o, \u00e9 essencial articular mensagens coerentes, emp\u00e1ticas e transparentes para mitigar impactos e preservar relacionamentos duradouros.<\/p>\n
Por T\u00e2nia Teixeira Pinto | Doutora em Literatura\u00a0 e Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o |\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0
Professora e pesquisadora em Comunica\u00e7\u00e3o Organizacional na Faculdade C\u00e1sper L\u00edbero<\/pre>\n\u00a0<\/span><\/pre>\n
<\/span><\/pre>\nGest\u00e3o de crises digitais<\/strong><\/span><\/p>\nCada vez mais comuns e mais parte do trabalho de quem faz gest\u00e3o de presen\u00e7a, engajamento e influ\u00eancia no ambiente digital, a gest\u00e3o de crises em meios digitais \u00e9 uma compet\u00eancia fundamental para os profissionais de comunica\u00e7\u00e3o contempor\u00e2neos. Monitorar o que acontece com a pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o, com suas lideran\u00e7as e funcion\u00e1rios \u2013 pois j\u00e1 tem algum tempo, todos s\u00e3o porta-vozes e\/ou embaixadores dos locais em que trabalham; bem como acompanhar a concorr\u00eancia e o setor s\u00e3o parte do trabalho de preven\u00e7\u00e3o de riscos e crises. No entanto, n\u00e3o se pode apenas apostar que a preven\u00e7\u00e3o vai evitar os problemas. Por isso, ter agilidade para resolver as quest\u00f5es digitais de maneira direta, transparente e honesta \u00e9 crucial para um bom encaminhamento da crise. Importante posicionar-se de maneira contundente, convincente e aberta. Ao investir em monitoramento, tem-se preven\u00e7\u00e3o. Ao investir em um franco planejamento de gest\u00e3o de riscos, crises s\u00e3o mitigadas.<\/p>\n
Por Carolina Frazon Terra | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | Professora na USP
<\/span><\/pre>\nGest\u00e3o de riscos<\/strong><\/span><\/p>\nO termo Gest\u00e3o de Riscos \u00e9 detalhado na ISO 31000:2018, elaborada pelo Technical Committee Risk Management (ISO\/TC 262), em que se desdobra como a atividade coordenada para dirigir e controlar uma organiza\u00e7\u00e3o no que se refere ao efeito da incerteza nos objetivos, com consequ\u00eancia negativa, positiva ou ambas. Est\u00e1 vinculado diretamente \u00e0 governan\u00e7a e se alicer\u00e7a em informa\u00e7\u00f5es confi\u00e1veis, claras, tempestivas e acess\u00edveis a todos os envolvidos. Sua efetividade requer comunica\u00e7\u00e3o multissetorial, de forma articulada, inclusiva, din\u00e2mica, cont\u00ednua, humanizada, abrangente e personalizada aos contextos.<\/p>\n
Por Leonardo Siqueira Alves dos Passos | Especialista em Gest\u00e3o de Emerg\u00eancia e Desastres | 1\u00ba Tenente do Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Sul
<\/span><\/pre>\nGovernan\u00e7a<\/strong><\/span><\/p>\nEst\u00e1 diretamente relacionada aos processos, pr\u00e1ticas e estruturas que contribuem para uma tomada de decis\u00e3o eficaz e transparente por uma organiza\u00e7\u00e3o. Envolve a lideran\u00e7a e a supervis\u00e3o da gest\u00e3o de riscos, al\u00e9m de assegurar que as a\u00e7\u00f5es adotadas estejam alinhadas com os valores, responsabilidades sociais e compromissos da institui\u00e7\u00e3o com seus p\u00fablicos estrat\u00e9gicos. A falta de uma governan\u00e7a robusta pode agravar situa\u00e7\u00f5es de crise, gerando incertezas, instabilidade e comprometendo a recupera\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, esse conjunto de pr\u00e1ticas se torna ainda mais essencial, pois proporciona clareza nas decis\u00f5es e contribui para a mitiga\u00e7\u00e3o dos impactos negativos causados \u00e0 imagem e \u00e0 estrutura organizacional e para o fortalecimento da confian\u00e7a.<\/p>\n
Por Ana Paula Sartor | <\/span>Jornalista, p\u00f3s-graduada em Comunica\u00e7\u00e3o & Marketing | Diretora de Engajamento Corporativo e Reputa\u00e7\u00e3o na Edelman Brasil<\/pre>\n
<\/span><\/pre>\nH<\/span><\/h2>\n\u00a0<\/p>\n
Hora de ouro \/ Golden hour<\/em><\/strong><\/span><\/p>\nRefere-se ao primeiro momento ap\u00f3s o surgimento de uma emerg\u00eancia que afeta a organiza\u00e7\u00e3o, em que uma interven\u00e7\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o r\u00e1pida (dentro dos primeiros 60 minutos) e eficaz \u00e9 crucial para determinar o desenvolvimento dos eventos. Portanto, \u00e9 um per\u00edodo cr\u00edtico para defender a imagem corporativa e reduzir a possibilidade de danos a longo prazo \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o organizacional. Este princ\u00edpio enfatiza a necessidade de agir prontamente e comunicar dados precisos para reduzir consequ\u00eancias negativas e preservar a credibilidade da organiza\u00e7\u00e3o na sociedade. Um termo adotado na \u00e1rea m\u00e9dica que postula como, em situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia, a a\u00e7\u00e3o imediata dentro dos primeiros 60 minutos ap\u00f3s o trauma \u00e9 crucial para estabilizar a pessoa afetada, evitar que sua condi\u00e7\u00e3o piore e reduzir poss\u00edveis sequelas.<\/p>\n
Por Andrea Oliveira | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | Professora Titular na Universidad de M\u00e1laga (UMA)<\/pre>\n
<\/span><\/pre>\nI<\/span><\/h2>\n\u00a0<\/p>\n
Identidade<\/strong><\/span><\/p>\n\u00c9 a express\u00e3o materializada e coletiva da cultura que representa um conceito significativo e fundamental na sociedade, visto que \u00e9 por meio dela que identificamos pessoas, grupos e organiza\u00e7\u00f5es. Portanto, \u00e9 considerada a ess\u00eancia, o princ\u00edpio, o DNA, o que d\u00e1 conceito e sentido \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es e \u00e0 sociedade.\u00a0 No \u00e2mbito organizacional compreende caracter\u00edsticas que distinguem organiza\u00e7\u00f5es de como s\u00e3o percebidas pelos p\u00fablicos, e na sua origem, representa um composto de princ\u00edpios resultantes de atributos individuais e coletivos compartilhados, os quais definem pap\u00e9is, s\u00edmbolos, pol\u00edticas, regras e procedimentos.<\/p>\n
Por Sergio Andreucci | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor da Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes da USP
<\/span><\/pre>\nImagem<\/strong><\/span><\/p>\nConjunto de percep\u00e7\u00f5es, conceituais e ic\u00f4nicas, que os sujeitos produzem mentalmente sobre determinada organiza\u00e7\u00e3o. A constru\u00e7\u00e3o de imagem se d\u00e1 sempre por processos subjetivos que sintetizam em representa\u00e7\u00e3o mental as diversas experi\u00eancias interativas que os p\u00fablicos t\u00eam, direta e\/ou indiretamente, com a organiza\u00e7\u00e3o. Em situa\u00e7\u00f5es de crise, a imagem de uma organiza\u00e7\u00e3o experimenta certos n\u00edveis de instabilidade, com tend\u00eancia a percep\u00e7\u00f5es negativas. Nesses casos, para atenuar poss\u00edveis desgastes, uma boa gest\u00e3o de crise com processos \u00e1geis e transparentes de comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental.<\/span><\/p>\nPor Jean Felipe Rossato | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o e Informa\u00e7\u00e3o | Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas na UFRGS
<\/span><\/pre>\n\u00a0<\/p>\n
Issues management<\/em> \/ Gerenciamento de assuntos cr\u00edticos<\/strong><\/span><\/p>\nProcesso estrat\u00e9gico usado para antecipar, identificar, analisar e responder a temas pol\u00eamicos , antes que eles se tornem crises e impactem uma organiza\u00e7\u00e3o. Envolve rastrear a opini\u00e3o p\u00fablica, monitorar tend\u00eancias e abordar proativamente as preocupa\u00e7\u00f5es antes que elas se transformem em problemas maiores. O objetivo \u00e9 evitar crises, proteger a reputa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o e minimizar qualquer impacto negativo em suas opera\u00e7\u00f5es ou na percep\u00e7\u00e3o do p\u00fablico. Como disciplina formal teve in\u00edcio na d\u00e9cada de 1970 e \u00e9 creditado a Howard Chase. O conceito \u00e9 usado hoje principalmente como elemento-chave da Resili\u00eancia Corporativa para gerenciar amea\u00e7as potenciais, manter rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas eficazes, evitar crises e a cria\u00e7\u00e3o de legisla\u00e7\u00f5es restritivas aos neg\u00f3cios.<\/span><\/p>\nPor Eduardo Prestes | Mestre em Comunica\u00e7\u00e3o | S\u00f3cio-fundador e diretor executivo da Crisis Solutions e da Crisis Academy <\/span><\/span><\/pre>\n
<\/span><\/pre>\nM<\/span><\/h2>\n\u00a0<\/p>\n
Mapa de risco\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\nInstrumento estrat\u00e9gico de gest\u00e3o, que mensura a probabilidade e o impacto da ocorr\u00eancia do risco atrav\u00e9s de uma matriz gr\u00e1fica. A metodologia consiste em entender a conjuntura; identificar os riscos; mensurar seu grau de incid\u00eancia; priorizar os mais cr\u00edticos; criar planos de a\u00e7\u00e3o e em implantar, monitorar e revisar as a\u00e7\u00f5es. Entende-se como priorit\u00e1rio, que ocorram simula\u00e7\u00f5es de cen\u00e1rios de risco dentro da empresa (tabletop<\/em>), para que a equipe adquira experi\u00eancia e seguran\u00e7a nos protocolos a fim de evitar a crise. O desenvolvimento de uma cultura preventiva diminui a incerteza e fortalece a tomada de decis\u00f5es nas organiza\u00e7\u00f5es.<\/p>\nPor Lana D'\u00c1vila Campanella | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o Social | Professora na UFSM
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Manual de crise<\/strong><\/span><\/p>\nDocumento estrat\u00e9gico que incorpora informa\u00e7\u00f5es b\u00e1sicas para orientar uma empresa na preven\u00e7\u00e3o ou redu\u00e7\u00e3o do impacto provocado por situa\u00e7\u00f5es de crise.\u00a0 Ele deve incluir: a) indica\u00e7\u00e3o de fatores ou motivos que podem desencadear uma crise; b) explicita\u00e7\u00e3o dos potenciais p\u00fablicos estrat\u00e9gicos a serem impactados pela ocorr\u00eancia de uma crise; c) crit\u00e9rios para constitui\u00e7\u00e3o de um Comit\u00ea de Crise, inst\u00e2ncia decis\u00f3ria do processo de gest\u00e3o de crises; d) elabora\u00e7\u00e3o de um plano de comunica\u00e7\u00e3o para o enfrentamento da crise; e) monitoramento e avalia\u00e7\u00e3o da repercuss\u00e3o da crise na imagem e na reputa\u00e7\u00e3o da empresa.<\/p>\n
Por Wilson da Costa Bueno | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor s\u00eanior da Eca\/USP<\/pre>\n\u00a0
<\/span><\/pre>\nMatriz de risco<\/strong><\/span><\/p>\nFerramenta que possibilita analisar os principais riscos que uma empresa pode vir a enfrentar com seus p\u00fablicos, podendo a partir da constru\u00e7\u00e3o de uma matriz, \u00a0minimizar potenciais impactos nos neg\u00f3cios. Identificar os riscos tanto internos quanto externos, realizar an\u00e1lise dos riscos – classificar de acordo com a probabilidade da ocorr\u00eancia e gravidade do risco, planejar a\u00e7\u00f5es para minimizar, monitorar e reavaliar, s\u0101o fases que comp\u00f5em sua aplica\u00e7\u00e3o.\u00a0<\/p>\n
Por Marlene Marchiori | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | Escritora, Pesquisadora, Palestrante e Mentora em Comunica\u00e7\u00e3o, Cultura e Estrat\u00e9gia como pr\u00e1tica.
<\/pre>\nMedia training<\/strong><\/span><\/p>\nO relacionamento com a m\u00eddia deve ser pautado pela \u00e9tica, pela transpar\u00eancia e pelo profissionalismo, porque a presen\u00e7a na imprensa, se promovida de forma competente, impacta positivamente a imagem e a reputa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es. O programa, denominado media training, quando coordenado por profissionais experientes, contribui para qualificar a intera\u00e7\u00e3o das fontes com a imprensa. Ele deve detalhar as caracter\u00edsticas do processo de produ\u00e7\u00e3o jornal\u00edstica, identificar o perfil e o compromisso dos diferentes ve\u00edculos, e explicitar as posturas adequadas e as boas pr\u00e1ticas que devem vigorar no exerc\u00edcio desta atividade.\u00a0<\/p>\n
Por Wilson da Costa Bueno | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor s\u00eanior da ECA\/USP
<\/pre>\nMensagem-chave<\/strong><\/span><\/p>\nRecurso utilizado dentro do planejamento de comunica\u00e7\u00e3o que serve para balizar o posicionamento institucional da empresa e sustentar outras comunica\u00e7\u00f5es que venham a ser realizadas. No contexto de gerenciamento de crises corporativas, a mensagem-chave deve sempre cumprir o papel de dizer com clareza qual \u00e9 a posi\u00e7\u00e3o da empresa naquele momento. Precisa ser planejada e aprovada pela lideran\u00e7a e equipe jur\u00eddica, a fim de evitar interpreta\u00e7\u00f5es d\u00fabias ou equivocadas. Deve ser clara, coerente, factual e flex\u00edvel para se adaptar conforme o andamento da crise.\u00a0<\/p>\n
Por \u00c9rica Ruiz | Mestre em Administra\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de neg\u00f3cios pela UEL | CEO da Crisis Solutions Consultoria em gerenciamento de Resili\u00eancia Corporativa
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Mitiga\u00e7\u00e3o<\/strong><\/span><\/p>\nConjunto de estrat\u00e9gias adotadas para reduzir os impactos potenciais de riscos e desastres sobre pessoas, organiza\u00e7\u00f5es e o meio ambiente. Vai al\u00e9m da preven\u00e7\u00e3o ao reconhecer que certas amea\u00e7as s\u00e3o inevit\u00e1veis, buscando minimizar seus efeitos. Envolve a\u00e7\u00f5es estruturais e n\u00e3o estruturais, como planejamento urbano, educa\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e fortalecimento comunit\u00e1rio. Inspirado pela abordagem japonesa (gensai<\/em>), o conceito integra tecnologia, cultura de preven\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o participativa para promover resili\u00eancia local.<\/p>\nPor Aline Ramos Barros Shimoda | Mestre em Processos e Manifesta\u00e7\u00f5es Culturais, Pesquisadora do RCCom (UFRGS). Rela\u00e7\u00f5es P\u00fablicas, residente no Jap\u00e3o.
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P<\/span><\/h2>\n
Paracrise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\nGest\u00e3o de risco tornada p\u00fablica e que antecede uma potencial crise. Caracteriza-se pela necessidade de as organiza\u00e7\u00f5es comunicarem na mitiga\u00e7\u00e3o do risco reputacional face a preocupa\u00e7\u00f5es polarizadas. Trata-se de corrigir o que pode ser uma percep\u00e7\u00e3o errada do p\u00fablico, que ganha espa\u00e7o nas redes sociais digitais e que \u00e9 exacerbada pela emo\u00e7\u00e3o. Em face disto, exige-se \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es uma resposta preventiva e estrat\u00e9gica, ajustando a sua comunica\u00e7\u00e3o e opera\u00e7\u00f5es antes da situa\u00e7\u00e3o escalar para uma crise. Este conceito \u00e9 fundamental na gest\u00e3o de risco, destacando a import\u00e2ncia da monitoriza\u00e7\u00e3o cont\u00ednua e proatividade.<\/p>\n
Por Elsa Lemos | Mestre em Guerra de Informa\u00e7\u00e3o (PT) | <\/span>Especialista em Comunica\u00e7\u00e3o de Crise
<\/span><\/pre>\nPercep\u00e7\u00e3o de risco<\/span><\/strong><\/span><\/p>\n\u00c9 a avalia\u00e7\u00e3o subjetiva sobre amea\u00e7as potenciais, influenciada por fatores sociais, culturais e individuais, bem como por aspectos cognitivos e sensoriais. Diretamente relacionada \u00e0 ado\u00e7\u00e3o de comportamentos preventivos, a percep\u00e7\u00e3o de risco \u00e9 moldada pela confian\u00e7a nas fontes e no conte\u00fado da informa\u00e7\u00e3o sobre riscos. A percep\u00e7\u00e3o de risco pode ser analisada sob a abordagem tradicional, fundamentada em evid\u00eancias cient\u00edficas e experi\u00eancias passadas, ou sob a abordagem evolutiva, que considera incertezas e impactos futuros, sendo esta \u00faltima mais eficaz para estimular o engajamento da popula\u00e7\u00e3o e fortalecer a confian\u00e7a nas autoridades.<\/p>\n
Por Bianca Persici Toniolo | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | Professora Auxiliar Convidada na Universidade da Beira Interior e na Universidade de Coimbra
<\/span><\/pre>\nPermacrise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\nDa combina\u00e7\u00e3o das palavras “permanente” e “crise” surge o conceito de “permacrise” para descrever o estado atual de crise cont\u00ednua, recorrente e persistente que enfrentamos nos campos econ\u00f3mico, social e ambiental. Ao contr\u00e1rio de \u201cpolicrise\u201d, \u201cpermacrise\u201d implica que pass\u00e1mos a ver as crises como situa\u00e7\u00f5es que s\u00f3 podem ser geridas ao longo do tempo e n\u00e3o resolvidas. Diante de um cen\u00e1rio marcado por volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, \u00e9 essencial planear uma comunica\u00e7\u00e3o \u00e1gil que permita lidar com os desafios quotidianos de um mundo em constante mudan\u00e7a.<\/p>\n
Por Gisela Gon\u00e7alves | Doutora em Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span>Professora Associada na Universidade da Beira Interior e investigadora do LabCom
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<\/span><\/pre>\nPlano de conting\u00eancia<\/span><\/strong><\/span><\/p>\nDocumento minucioso elaborado por equipe multidisciplinar que oferece alternativas de respostas, atitudes, posturas e comportamentos a controv\u00e9rsias que se apresentem diante de situa\u00e7\u00f5es que envolvam risco, crises ou emerg\u00eancias. Deve ser elaborado a partir de levantamento de experi\u00eancias ou situa\u00e7\u00f5es relacionadas ao tema, \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o ou aos personagens que nela se coloquem, e que possam ter sido vivenciadas pelos pr\u00f3prios envolvidos ou por terceiros. O objetivo principal \u00e9 minimizar efeitos negativos para a organiza\u00e7\u00e3o e seus p\u00fablicos, al\u00e9m de potencializar atitudes \u00e1geis em favor dos envolvidos.<\/p>\n
Por Luiz Alberto de Farias | Livre Docente e Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor Titular Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/pre>\n\u00a0<\/pre>\n\u00a0<\/p>\n
Policrise<\/span><\/strong><\/span><\/p>\nSitua\u00e7\u00e3o em que diversas crises ocorrem simultaneamente e interagem de modo a amplificar seus impactos. Essas crises podem ser de natureza econ\u00f4mica, pol\u00edtica, social, ambiental ou de sa\u00fade, e sua interconex\u00e3o torna o cen\u00e1rio mais complexo e dif\u00edcil de solucionar. Nesse contexto, a combina\u00e7\u00e3o das crises n\u00e3o representa apenas a soma dos problemas individuais, mas cria desafios, aumentando o grau de imprevisibilidade e agravando os riscos. A policrise se caracteriza por gerar consequ\u00eancias mais graves do que se cada crise ocorresse de forma isolada.<\/p>\n
Por Jos\u00e9 Gabriel Andrade | Doutor em Comunica\u00e7\u00e3o | Professor na Universidade do Minho (UM) - Portugal
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<\/span><\/pre>\nPol\u00edtica de conduta<\/span><\/strong><\/span><\/p>\nDocumento que re\u00fane normas e diretrizes de conduta para p\u00fablicos de interesse da organiza\u00e7\u00e3o, tais como funcion\u00e1rios, fornecedores, parceiros etc. A ideia de uma pol\u00edtica de conduta \u00e9 ajudar a nortear as a\u00e7\u00f5es de comunica\u00e7\u00e3o e visibilidade tanto da organiza\u00e7\u00e3o quando se expressa, quanto do ponto de vista dos indiv\u00edduos, quando postam em seus perfis de m\u00eddias sociais ou blogs, aplicativos, sites de opini\u00e3o, entre outros. O car\u00e1ter \u00e9 mais de orienta\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o do que punitivo, embora possa trazer, em seu bojo, as san\u00e7\u00f5es e penalidades a que todos est\u00e3o sujeitos ao descumprir alguma norma de conduta. Em tempos de m\u00eddias digitais, contar com uma pol\u00edtica de conduta pode ajudar a dirimir ou mitigar riscos e crises organizacionais.<\/p>\n
Por Carolina Frazon Terra | Doutora em Ci\u00eancias da Comunica\u00e7\u00e3o | <\/span>Professora na USP
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