{"id":218,"date":"2023-04-17T14:14:41","date_gmt":"2023-04-17T17:14:41","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/?p=218"},"modified":"2023-10-06T15:43:08","modified_gmt":"2023-10-06T18:43:08","slug":"artigo-escolas-a-beira-de-um-ataque-de-nervos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/projetos\/institucional\/observatorio-crise\/2023\/04\/17\/artigo-escolas-a-beira-de-um-ataque-de-nervos","title":{"rendered":"Escolas \u00e0 beira de um ataque de nervos"},"content":{"rendered":"\n

Por Jo\u00e3o Jos\u00e9 Forni<\/strong> (Autor do livro\u00a0\u201cGest\u00e3o de Crises e Comunica\u00e7\u00e3o \u2013 O que Gestores e Profissionais de Comunica\u00e7\u00e3o precisam saber para enfrentar Crises Corporativas\u201d)<\/em><\/p>\n

O Brasil foi surpreendido nas \u00faltimas semanas por dois ataques covardes em escolas para crian\u00e7as, em S\u00e3o Paulo. O primeiro, na escola Escola Estadual Thomazia Montoro, em 27 de mar\u00e7o, que resultou na morte de uma professora, al\u00e9m de tr\u00eas alunos feridos. O autor seria um aluno problem\u00e1tico, com passado de problemas em outra escola, e que no dia anterior teria se desentendido com outros colegas. O segundo ataque teve como protagonista um paranoico, de 25 anos, tamb\u00e9m com diversas passagens pela pol\u00edcia. Ele pulou o muro de uma creche, em Blumenau-SC. E ainda usou um meio cruel, com uma machadinha, para atacar as crian\u00e7as, assassinando quatro delas, entre 5 e 7 anos, e ferindo outras tr\u00eas. Os dois atentados causaram uma como\u00e7\u00e3o nacional, pela forma gratuita e absurda; e colocou pais, professores e autoridades em estado de alerta, por se sentirem inseguros, amea\u00e7ados e vulner\u00e1veis.<\/p>\n

N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que man\u00edacos ou ex-alunos invadem escolas no Brasil e cometem crimes, com mortes, nos \u00faltimos anos. \u00c9 uma contrafa\u00e7\u00e3o est\u00fapida dos atentados nos EUA, que acontecem quase todos os dias e j\u00e1 se tornaram uma \u2018doen\u00e7a psicossocial\u2019 dos americanos, para os quais s\u00f3 o desarmamento geral da popula\u00e7\u00e3o poderia funcionar como rem\u00e9dio. Mas esse desvario n\u00e3o \u00e9 exclusivo daquele pa\u00eds. Pa\u00edses adiantados como Nova Zel\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Noruega (1), Canad\u00e1 e mesmo a China, tamb\u00e9m s\u00e3o v\u00edtimas de psic\u00f3ticos.<\/p>\n

No Brasil, ataques violentos, com armas, em escolas, n\u00e3o s\u00e3o novidade. Basta lembrar o da Escola Tasso da Silveira, Realengo, RJ, em abril de de 2011, quando um ex-aluno invadiu as salas de aula, armado com rev\u00f3lver, resultando na morte de 12 alunos. Posteriormente, em Suzano, em S\u00e3o Paulo, em 2019: dois ex-alunos atacaram a escola Prof. Raul Brasil, ap\u00f3s terem assassinado um tio deles, fora da escola. No tiroteio dentro da escola morreram cinco alunos e duas funcion\u00e1rias. Esses casos mais emblem\u00e1ticos ocorreram ao mesmo tempo em que creches e outras escolas sofreram invas\u00f5es e atentados por alunos ou fan\u00e1ticos, tamb\u00e9m com o registro de mortes.<\/p>\n

\u00a0<\/p>\n

Nova onda precisa ser contida<\/strong><\/p>\n

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\"Ataques<\/p>\n

Ataques recentes, seguidos de amea\u00e7as, tentativas frustradas de invas\u00e3o com armas nas escolas,\u00a0posts<\/em>\u00a0com conte\u00fado de viol\u00eancia, s\u00e3o a\u00e7\u00f5es que aproveitam o momento para causar p\u00e2nico na popula\u00e7\u00e3o e dar vaz\u00e3o a grupos de \u00f3dio, que vivem de provocar conflitos, seja no ambiente de trabalho, no meio pol\u00edtico, quanto, agora, nas escolas. Eles aproveitam momentos como esse, de eventos lament\u00e1veis, para agravar o clima de inseguran\u00e7a. Tudo isso com a for\u00e7a das redes sociais e de plataformas das chamadas\u00a0Big Techs<\/em>\u00a0(Facebook, Instagram, Twitter, Tik Tok<\/em>, etc), que est\u00e3o sendo pressionadas pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, para administrarem e expurgarem esse conte\u00fado t\u00f3xico. N\u00e3o sem alguma resist\u00eancia.<\/p>\n

Segundo C\u00e9sar Fel\u00edcio, em artigo publicado no jornal\u00a0\u201cValor Econ\u00f4mico<\/em>\u201d, (2)\u00a0“Escola n\u00e3o \u00e9 banco e nem aeroporto”,\u00a0<\/em><\/a>\u201cparte do p\u00e2nico \u00e9 o chamado \u201cswatting\u201d: comunica\u00e7\u00e3o falsa de crimes pelo puro deleite de sobrecarregar sistemas de emerg\u00eancia e atrapalhar investiga\u00e7\u00f5es\u201d. Al\u00e9m da \u201cmalandragem\u201d, como utilizar algoritmo em certas redes sociais, que monetiza pelo total de visualiza\u00e7\u00f5es, por meio de amea\u00e7as inexistentes apenas para faturar mais. Ou seja, uma a\u00e7\u00e3o criminosa com um tema t\u00e3o sens\u00edvel quanto a seguran\u00e7a das escolas.\u00a0Para a professora Ros\u00e2ngela Florczak, em artigo publicado nesta semana, no site “Cultura para o Cuidado<\/em>“<\/a>, o uso das redes sociais para estimular o terrorismo \u00e9 “um tema \u00e1rduo que governos e sociedade precisam enfrentar com rigor e celeridade, afinal, a comunica\u00e7\u00e3o gerenciada pelos algoritmos nas m\u00eddias sociais n\u00e3o \u00e9 nem livre, nem democr\u00e1tica. \u00c9 um neg\u00f3cio com fins lucrativos que usa os conte\u00fados dos indiv\u00edduos como mat\u00e9ria-prima e produto.”<\/p>\n

S\u00f3 para dar um exemplo de como esse material\u00a0online<\/em>\u00a0faz mal: na semana passada, um aluno tentou agredir colegas numa escola de Salvador, tendo sido apreendido, por ser menor. Antes, a secretaria de Seguran\u00e7a da Bahia havia conduzido cerca de 20 pessoas entre adolescentes e adultos por envolvimento com produ\u00e7\u00e3o e dissemina\u00e7\u00e3o de boatos sobre ataques em institui\u00e7\u00f5es de ensino. Em Nota, a SSP informou que o estudante de 20 anos alegou ter sido orientado e instigado, por meio de um aplicativo, baixado em seu celular, para amea\u00e7ar colegas e professores. Ele utilizou uma faca para causar p\u00e2nico no ambiente escolar. Ou seja, um jovem com 20 anos n\u00e3o \u00e9 uma crian\u00e7a. Como pode justificar que foi \u2018orientado\u2019 a provocar viol\u00eancia em escolas e, como menino obediente, invadiu a escola? Ele n\u00e3o tem a dimens\u00e3o de que est\u00e1 sendo cooptado para um crime? Alguma coisa est\u00e1 errada na gest\u00e3o dessas redes, para permitir que fatos como esse aconte\u00e7am.<\/p>\n

\u00c9 Ros\u00e2ngela Florczak que alerta:\u00a0“<\/em>No horizonte das esperan\u00e7as poss\u00edveis, h\u00e1 uma pista concreta para compreender como o medo assume esse lugar t\u00e3o significativo na sociedade, especialmente no caso brasileiro. N\u00e3o temos mecanismos de cuidado e preven\u00e7\u00e3o. Nos sentimos desprotegidos porque nossa cultura reativa n\u00e3o permite que tenhamos um sistema de prote\u00e7\u00e3o confi\u00e1vel. Governos e organiza\u00e7\u00f5es de todos os portes e todas as naturezas n\u00e3o investem em conhecimento e capacita\u00e7\u00e3o das pessoas para o cuidado de si e da coletividade.”<\/p>\n

No Brasil, governos, autoridades policiais e educadores reagem a esses atentados ou amea\u00e7as na base da tentativa e erro. No \u00e2mbito federal e estadual, os governos literalmente n\u00e3o sabem o que fazer, pressionados pela opini\u00e3o p\u00fablica. Em Santa Catarina, por exemplo, o governador, sem qualquer estudo de viabilidade de seguran\u00e7a ou financeira, anunciou que ir\u00e1 colocar um policial armado, em cada escola (mais de 1.000 estabelecimentos), como se isso fosse a solu\u00e7\u00e3o nesse momento, e como se j\u00e1 n\u00e3o tivesse sido testado nos EUA. Onde n\u00e3o deu certo.<\/p>\n

Como disse C\u00e9sar Fel\u00edcio, no mesmo artigo citado, \u201ca estrat\u00e9gia de criar esquemas ostensivos de seguran\u00e7a nas unidades escolares \u00e9 capaz de trazer uma sensa\u00e7\u00e3o moment\u00e2nea de tranquilidade, mas transformar escolas em ag\u00eancias de banco ou terminais de embarque em aeroportos n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o estrutural e n\u00e3o impede novos ataques, do contr\u00e1rio os Estados Unidos seriam blindados contra situa\u00e7\u00f5es assim\u201d. Para crian\u00e7as de uma creche, que est\u00e3o come\u00e7ando a entender o que significa sair do aconchego do lar e ir para um ambiente estranho, imaginem o que pode representar um policial armado, sempre presente, naquele lugar.<\/p>\n

Na linha da gest\u00e3o por espasmos, o governo liberou tamb\u00e9m R$ 150 milh\u00f5es para seguran\u00e7a das escolas. Mas esses recursos v\u00e3o ser empregados como? Em qu\u00ea? Isso ainda n\u00e3o ficou claro. Todos querem mostrar servi\u00e7o, num momento extremamente delicado para os estudantes e professores, quando a educa\u00e7\u00e3o, o cumprimento do calend\u00e1rio, do programa escolar, do curriculum deveriam ser o principal foco da escola. Se desde 2020, a pandemia atingiu em cheio a educa\u00e7\u00e3o brasileira, como um m\u00edssil em cima do que j\u00e1 era ruim, agora, quando estava na hora de recuperar pelo menos parte do que se perdeu, aparece essa nova amea\u00e7a, t\u00e3o perigosa para o futuro de crian\u00e7as e adolescentes, como foi a pandemia.<\/p>\n

O ministro da Justi\u00e7a anuncia uma press\u00e3o e penalidades aos portais da Internet que disseminam \u2018fake news’ relacionadas a amea\u00e7as e risco de mortes em escolas. Uma delas, o Twitter, estava resistindo a tirar conte\u00fados t\u00f3xicos do ar, mas com a press\u00e3o das autoridades brasileiras parece que resolveu ceder. Essa cruzada tem que ser feita, mas principalmente punir alunos ou man\u00edacos que, de qualquer forma, cometam crimes de amea\u00e7as a professores, pais e colegas, como est\u00e1 acontecendo. Alunos deveriam saber que envolvimento nesses atos, caracterizados como terrorismo, implica penalidades pesadas, como a expuls\u00e3o da escola. A UnB estuda se cabe a expuls\u00e3o de um aluno do curso de Comunica\u00e7\u00e3o que plantou amea\u00e7as terroristas em banheiro da Universidade. As penalidades precisam ser duras e exemplares. N\u00e3o d\u00e1 para passar a m\u00e3o na cabe\u00e7a de quem se envolve em terrorismo escolar, como se fosse natural brincar com a vida dos outros nesse mundo conectado. N\u00e3o \u00e9.<\/p>\n

N\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas de que as medidas anunciadas foram gestadas no calor dos atentados e de amea\u00e7as, sem grandes debates, seja com a sociedade, seja com o mundo pol\u00edtico, policial ou com especialistas em educa\u00e7\u00e3o. O governo quis mostrar servi\u00e7o rapidamente. O pacote de medidas foi aprovado como rea\u00e7\u00e3o aos atentados ou centenas de amea\u00e7as de ataques. Apesar dessa a\u00e7\u00e3o proativa, isso n\u00e3o \u00e9 bom, num momento em que o tema est\u00e1 sob press\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o e ainda no calor do debate sobre o que realmente precisa ser feito. Esse tema das escolas n\u00e3o comporta espasmos que acontecem, quando barragens se rompem, edif\u00edcios, boates, museus incendeiam e se anunciam ‘medidas rigorosas’ que n\u00e3o se efetivam.<\/p>\n

O que os Estados Unidos t\u00eam feito<\/strong><\/p>\n

Recente artigo, publicado no jornal <\/a>The New York Times<\/a>,\u00a0<\/em><\/strong>admite que \u201cpor d\u00e9cadas, tratamos a viol\u00eancia armada como uma batalha a ser vencida, e n\u00e3o como um problema a ser resolvido \u2013 e isso nos deixou pior do que em lugar nenhum. Em 2021, um recorde de 48.000 americanos foram mortos por armas de fogo, incluindo suic\u00eddios, homic\u00eddios e acidentes.”<\/p>\n

\u201cEssa realidade \u00e9 o que permitiu que um jovem de 18 anos obtivesse um fuzil de assalto e matasse 19 crian\u00e7as e dois professores em uma sala de aula de uma escola prim\u00e1ria em Uvalde, Texas, em 2022 (3). E \u00e9 isso que torna os Estados Unidos uma exce\u00e7\u00e3o global quando se trata de viol\u00eancia armada, com mais mortes por arma de fogo do que qualquer um de seus pares.”<\/p>\n

\u201cLeis mais r\u00edgidas sobre armas parecem ajudar. Elas est\u00e3o associadas a menos mortes por armas de fogo, tanto no contexto dom\u00e9stico quanto global, enquanto leis mais brandas sobre armas est\u00e3o associadas a mais mortes por armas de fogo.\u201d<\/p>\n

Mas nem as autoridades americanas t\u00eam a receita de como frear ou reduzir essa permanente saga de atentados a bala, dos EUA. Para se ter uma ideia, at\u00e9 o fim de mar\u00e7o deste ano j\u00e1 foram registrados 146 tiroteios naquele pa\u00eds, muitos deles com mortes.\u00a0No ano passado, foram 647 atentados desse tipo, nos mais diversos lugares, de escolas a casas de divers\u00e3o.<\/a><\/p>\n

Recentemente, a Federa\u00e7\u00e3o Americana de Professores (AFT) e a Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Educa\u00e7\u00e3o (NEA), que representam milh\u00f5es de professores, administradores e empregados, em fun\u00e7\u00e3o do atentado em Uvalde, se debru\u00e7aram num trabalho para tornar as escolas americanas mais seguras. As principais recomenda\u00e7\u00f5es do relat\u00f3rio constam na publica\u00e7\u00e3o do artigo\u00a0How to Stop Shootings and Gun Violence in Schools,<\/em>\u00a0<\/a>citado abaixo.<\/p>\n

Autoridades e pol\u00edticos j\u00e1 se convenceram de que colocar policial ou empregados armados nas escolas pode at\u00e9 inibir, mas n\u00e3o evita problemas de seguran\u00e7a. Pode funcionar como uma medida inibit\u00f3ria, mas a simples presen\u00e7a do policial n\u00e3o impediria os atentados. O governo dos EUA preferiu oferecer recursos para as escolas melhorarem a seguran\u00e7a, desde a constru\u00e7\u00e3o de muros, port\u00f5es de seguran\u00e7a e ampla cobertura com c\u00e2meras. O FBI h\u00e1 anos estuda o\u00a0modus operandi<\/em>\u00a0dos atentados, tentando reduzi-los com medidas de seguran\u00e7a, mas principalmente com a restri\u00e7\u00e3o a armas. Objetivo sempre frustrado pelo lobby da NRA- National Rifle Association, com respaldo dos Republicanos, no Congresso, e dos fabricantes de armas. Especialistas preferem apostar num programa de conscientiza\u00e7\u00e3o dentro das escolas. E num trabalho de intelig\u00eancia, para estudar o perfil, monitorar e identificar poss\u00edveis atiradores.<\/p>\n

Essa atua\u00e7\u00e3o do FBI foi intensificada, principalmente, ap\u00f3s o famoso \u201cmassacre de Columbine\u201d, ocorrido em abril de 1999, em Columbine, Colorado, quando dois alunos, com armas e bombas mataram 12 colegas e um professor, al\u00e9m de ferirem 21 pessoas na Columbine High School. Este atentado se tornou um \u00edcone da viol\u00eancia gratuita e da vulnerabilidade das escolas, nos Estados Unidos. E, de certo modo, de tudo mais que vem acontecendo nesses 24 anos, no ambiente escolar americano, e at\u00e9 mesmo no Brasil e outros pa\u00edses. \u00c9 a reprise est\u00fapida e psic\u00f3tica daquele filme de horror que aconteceu em Columbine e parece n\u00e3o ter fim.<\/p>\n

(1)\u00a0Noruega: em julho de 2011, um atirador militante nazista provocou uma explos\u00e3o no centro de Oslo, para distrair os policiais, e se dirigiu a uma ilha, onde ele sabia que havia uma conven\u00e7\u00e3o pol\u00edtica de jovens. Fortemente armado com fuzil e pistolas, ele come\u00e7ou a atirar nos estudantes e matou 69 pessoas, ferindo dezenas, sem que a pol\u00edcia pudesse evitar. At\u00e9 ser preso.<\/em><\/p>\n

(2)\u00a0Escola n\u00e3o \u00e9 banco nem aeroporto, Cesar Fel\u00edcio, Valor Econ\u00f4mico, 14\/04\/2023.<\/em><\/a><\/p>\n

(3)\u00a0Em 27 de julho de 2022, um atirador invadiu uma escola em Uvalde, Texas, EUA, e matou 19 crian\u00e7as e dois adultos, sendo morto em seguida. Al\u00e9m de 12 feridos<\/em>.<\/p>\n

\u00a0<\/p>\n

Artigos assinados expressam a opini\u00e3o de seus autores<\/strong>.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

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