Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural Thu, 26 Sep 2024 11:48:04 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural 32 32 Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/2024/09/26/explorando-fronteiras-a-importancia-e-o-impacto-da-pesquisa-internacional-no-avanco-da-ciencia Thu, 26 Sep 2024 11:48:02 +0000 http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/?p=128 A pesquisa internacional desempenha, atualmente, um papel crucial na evolução de diferentes áreas do conhecimento, como é o caso da medicina veterinária. Ao se envolver em projetos de pesquisa global, veterinários têm a oportunidade de trabalhar com diferentes populações e condições ambientais, o que enriquece sua experiência e contribui para uma compreensão mais abrangente das questões de saúde animal.

O intercâmbio internacional facilita a troca de metodologias inovadoras e a adaptação de melhores práticas a diferentes contextos, promovendo a melhoria contínua na qualidade dos cuidados oferecidos a animais ao redor do mundo. É o caso da médica veterinária Ingryd Merchioratto. Formada pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), conta que começou o primeiro estágio de iniciação científica  em laboratórios de virologia.

-Nunca havia cogitado fazer estágio em laboratório, muito menos trabalhar com vírus, mas foi uma oportunidade que apareceu e decidi experimentar. Me apaixonei pela rotina do “mundo microbiológico”. Acredito que esse foi o ponto de partida, ter tido em meu primeiro orientador alguém que sempre incentivou e me aproximou da área acadêmica – conta

Após, realizou o estágio curricular (obrigatório para concluir o curso), na Embrapa, em Concórdia, e outra parte no Setor de Virologia da UFSM.

Depois da Graduação, Ingryd realizou mestrado e doutorado, tendo a última parte deste concluído na Oklahoma State University, nos Estados Unidos.

-A iniciação científica foi meu “berço”na virologia, foi através dela que dei meus primeiros passos, aprendi o básico e essencial. Foi fundamental para passar por todos os laboratórios que passei, e não ter dificuldade, saber o que estava sendo feito e o porque estava sendo feito. Foi essencial para eu decidir seguir para a área acadêmica – afirma.

Realizar estágios em outros países oferece aos profissionais de medicina veterinária a chance de ganhar uma perspectiva global sobre a prática da medicina animal. A experiência adquirida em diferentes contextos culturais e sistemas de saúde pode levar a um aprimoramento significativo das habilidades técnicas e interpessoais.

O domínio do inglês é fundamental para os profissionais de medicina veterinária que desejam expandir suas atividades para o cenário internacional. O inglês, sendo a língua franca da ciência e da pesquisa global, permite que veterinários acessem uma vasta gama de literatura científica, participem de conferências internacionais e publiquem seus próprios estudos em revistas de renome. Além disso, a habilidade de se comunicar eficazmente em inglês abre portas para colaborações e parcerias internacionais, o que pode acelerar o avanço das pesquisas e a disseminação de novas descobertas.

Ingryd foi aprovada recentemente em um  concurso para vaga de investigadora em virologia do Instituto Nacional de Investigação Agropecuário (INIA) no Uruguai:

-Atualmente estamos montando laboratório de virologia para pesquisa e diagnóstico investigativo, estamos padronizando técnicas moleculares como PCR em tempo real (qPCR), e iniciando laboratório de cultivo celular e de vírus. O principal papel é auxiliar os produtores a solucionarem problemas que apresentam em suas propriedades, além de instituir pesquisas para trazer melhorias para o campo, como controle de infecções víricas, diagnóstico e entre outras.

Experiências internacionais proporcionam uma imersão em diferentes metodologias de tratamento e abordagens preventivas, ajudando os veterinários a se tornarem mais versáteis e adaptáveis. Esse tipo de vivência também fortalece a capacidade de trabalhar em equipes multiculturais e de enfrentar desafios diversos com soluções criativas e bem-informadas.

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Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/2024/08/15/pesquisadores-da-ufsm-avaliam-impactos-da-irrigacao-sobre-cultivos-com-a-finalidade-de-producao-de-biocombustiveis Thu, 15 Aug 2024 14:42:26 +0000 http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/?p=126

A irrigação, ao ser empregada na produção de biocombustíveis, tem demonstrado efeitos significativos tanto positivos quanto negativos sobre os cultivos. Por um lado, a irrigação garante uma oferta mais estável e previsível de água, essencial para o crescimento das culturas usadas na produção de biocombustíveis, como o milho e a cana de açúcar.

Pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria estão analisando os impactos da irrigação sobre cultivos com a finalidade de produção de biocombustíveis. As pesquisas integram um projeto que estuda a viabilidade de culturas energéticas irrigadas para o estado do Rio Grande do Sul.

A gestão adequada da irrigação é uma ferramenta crucial para aumentar a produtividade dos cultivos destinados a biocombustíveis, mas é preciso estar atento quanto à  implementação de práticas eficazes e sustentáveis para minimizar os impactos negativos e garantir a viabilidade ambiental e econômica da produção.

Conforme a professora Marcia Xavier Peiter (CCR/UFSM), o trabalho iniciou em 2013 com a primeira tese sobre o assunto. O objetivo dessa pesquisa inicial foi estudar a viabilidade de cana de açúcar irrigada para produção de etanol, em lavouras experimentais no Colégio Politécnico da Universidade, constituída por 20 variedades da espécie. Posteriormente, foram estudadas as culturas de milho, batata-doce, sorgo e soja.

Atualmente, conforme Marcia, estão sendo conduzidos experimentos para produção de etanol de trigo irrigado e produção de biodiesel a partir de óleo de canola irrigada.

Um dos trabalhos que faz parte do projeto, é o artigo intitulado “Produção de óleo e produtividade econômica da água de cultivares de soja em diferentes disponibilidades hídricas”, resultado parcial de uma tese de doutorado orientada por Marcia junto ao Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola. A tese que originou o trabalho foi defendida em 2022 pela engenheira agrícola Silvana Antunes Rodrigues.

O objetivo da pesquisa foi investigar a viabilidade técnica e econômico-financeira da produção de cultivares de soja, sob diferentes suplementações hídricas para a produção de óleo de soja.

Os  principais resultados apontam que lâminas de irrigação menores, aumentam a produtividade da água e, consequentemente, a produtividade econômica da água para produção de grãos e conteúdo de óleo, acarretando melhor gestão do recurso hídrico.

De acordo com a pesquisadora, esta pode ser uma alternativa, em anos de baixa disponibilidade hídrica:

-Ela pode ser usada para suprir as necessidades de água da cultura e, ao mesmo tempo, obter resultados satisfatórios de rendimento.

Observou-se também que a irrigação suplementar incrementa o rendimento de grãos e produção de óleo das diferentes cultivares de soja.

 

Desde o primeiro artigo, na Ciência Rural

Marcia que é agrônoma pela UFSM (1992), tem Mestrado em Engenharia Agrícola – área de concentração em Irrigação e Drenagem (1994) também pela UFSM, e Doutorado em Engenharia Civil – Área de concentração em Hidráulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de São Carlos/USP (1998), é atualmente Professora Titular da UFSM, lotada no Departamento de Engenharia Rural. A docente atua na graduação de cursos do Centro de Ciências Rurais e no Programa de Pós-Graduação em Engenharia Agrícola.

Como ela mesmo conta, sua relação com a Revista Ciência Rural é antiga:

-Sempre foi a revista do nosso centro, onde publiquei meu primeiro trabalho de pesquisa em 1996. A revista era publicada em formato físico, ou seja, impresso. Quando vim para Santa Maria atuar como docente, fui convidada a colaborar na área de Engenharia Rural/Engenharia Agrícola, função que tenho até hoje.

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Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/2024/05/10/defesa-vegetal-alternativas-para-superproducao-de-especies-reativas-de-oxigenio Fri, 10 May 2024 23:30:25 +0000 http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/?p=125 O chamado estresse oxidativo ocorre por um desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres e/ou na pouca eficiência de remoção des

As plantas, assim como os seres humanos e outros organismos vivos, podem ser afetadas por condições estressantes, que comprometem seu crescimento e desenvolvimento saudável. Tais condições surgem por meio de diversos fatores ambientais, como temperaturas extremas, deficiência hídrica, salinidade do solo, poluição atmosférica, presença de patógenos, entre outros. Mesmo com mecanismos de defesa, o estresse prolongado das plantas pode comprometer significativamente o rendimento das mesmas, afetando a produção agrícola e a segurança alimentar.

Conforme Lilia Gomes Willadino, bióloga e professora aposentada da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), as condições estressantes do ambiente sobre as plantas induzem a superprodução de espécies reativas de oxigênio (ROS), o que gera um estresse oxidativo. As ROS causam danos nas estruturas celulares e podem acarretar a morte da planta.

O estresse oxidativo ocorre, segundo Willadino, devido o desequilíbrio entre compostos oxidantes e antioxidantes, em favor da geração excessiva de radicais livres e/ou na pouca eficiência de remoção desses.  “Para prevenir o acúmulo de ROS e o estresse oxidativo extremo, são ativadas respostas bioquímicas e fisiológicas em plantas superiores que constituem os mecanismos de defesa antioxidantes. Tais mecanismos, que combatem o estresse oxidativo, incluem um eficiente sistema de defesa antioxidante que envolve a atividade das enzimas superóxido dismutase, catalase, ascorbatoperoxidase, peroxirredoxinas, dentre outras, além de metabólitos não enzimáticos, que, de forma conjunta, atuam na eliminação das ROS e na redução do dano oxidativo”, completa a professora.

Considerando esse cenário, um artigo organizado pela professora propôs uma revisão dos principais sítios de produção de ROS e a ação de algumas enzimas do sistema de defesa antioxidante em plantas, bem como, situações que podem provocar danos severos à planta ou levá-la à morte. O trabalho aborda consequências, bioquímicas e fisiológicas, do estresse sobre as plantas, as quais, como organismos sésseis, são imóveis. Essa condição acarreta na necessidade de responder aos mais diferentes estresses ambientais, sejam eles abióticos ou bióticos.

Há décadas, a agricultura enfrenta desafios significativos na produção de alimentos, causando preocupação tanto para os produtores quanto para os consumidores. No entanto, as plantas, os principais protagonistas nesse cenário, sentem, cada vez mais, os impactos das mudanças ambientais. Diante desse panorama, é urgente encontrar soluções práticas e eficazes para solucionar tais problemas. O ponto inicial para alcançar uma resolução satisfatória é compreender como as plantas reagem diante dos diversos estresses ambientais e quais são as adaptações fisiológicas que elas promovem. Uma vez adquirido esse conhecimento, torna-se fundamental desenvolver estratégias para combater os agentes causadores do estresse oxidativo e prevenir danos que possam comprometer a produtividade das culturas.

 

REFERÊNCIAS:

GUIMARÃES, M. J. M., SIMÕES, W. L., BARROS, J. R. A., ALBERTO, K. DA C., & WILLADINO, L. G. (2022). Parâmetros bioquímicos, fisiológicos e produtividade de sorgo granífero irrigado com água salina. Journalof Environmental AnalysisandProgress, 7(3), 159–168. http://doi.org/10.24221/jeap.7.3.2022.4692.159-168

GUIMARÃES, M. J. M.; SIMOES, W. L.; BARROS, J. R. A.; WILLADINO, L. G. (2020). Salinitydecreasestranspirationofsorghumplants. Experimental Results, v. 1, 2020.

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Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/2024/04/08/revolucao-no-campo-solucao-inovadora-para-combater-o-carrapato-bovino Mon, 08 Apr 2024 16:27:43 +0000 http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/?p=124

Grupo de pesquisa analisa a viabilidade técnica-comercial de vacina desenvolvida para o combate do parasita

Atualmente, o Brasil se destaca como o segundo maior produtor de carne bovina do mundo, contabilizando um rebanho estimado em 193,4 milhões de cabeças. Além disso, possui capacidade para exportar cerca de 1,45 milhão de toneladas de carne e ocupa o sexto lugar na produção mundial de leite (ANUALPEC, 2022). Esses números evidenciam a relevância do país na produção de proteína animal em escala internacional. No entanto, o aumento do rebanho ocasiona uma maior incidência de parasitas que afetam esses animais, como os carrapatos.

Conforme o Médico veterinário e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Itabajara da Silva Vaz Junior, o carrapato bovino (Rhipicephalus. microplus) traz prejuízos à bovinocultura, através da transmissão de agentes de doenças, despesas com excesso de produtos e queda na produção pecuária. O parasita é presente em regiões tropicais e subtropicais, sendo uma das espécies de maior distribuição mundial.

O carrapato bovino é um ectoparasita hematófago, isto é, se alimenta de sangue. Além disso, também é um vetor de patógenos que causam algumas doenças, como a babesiose e a anaplasmose. Essas enfermidades são responsáveis por índices elevados de mortalidade, cujas medidas de prevenção e ocorrência de surtos impactam economicamente a atividade da pecuária.

O controle imunológico desta espécie não é comum, como informa o professor. Isso porque ainda não há vacinas comerciais com nível de proteção suficiente para proteger os bovinos. O controle mais utilizado, é o uso de acaricidas sintéticos, frequentemente criticados pelo custo e necessidades específicas. “Outra desvantagem dessa forma de controle é a crescente seleção de populações resistentes aos princípios ativos que compõem as formulações desses acaricidas. Portanto, o uso de uma vacina evitaria, ou diminuiria, o uso de acaricidas”, explica Itabajara Junior.

Ao considerar esse cenário, um grupo de pesquisa utilizou resultados prévios que caracterizaram proteínas de diferentes espécies de carrapatos com potencial para serem utilizadas em uma vacina. O objetivo seria aumentar o conhecimento da biologia dos carrapatos e propor alternativas eficazes de controle. Com base nestes dados, a equipe do professor Itabajara realizou a formulação de 20 patentes depositadas junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), além de um registro no Uruguai e um no Paquistão.

O projeto é desenvolvido, atualmente, em parceria com uma empresa brasileira de produtos veterinários. Com isso, é possível analisar a viabilidade técnica-comercial da vacina desenvolvida pelo grupo. A equipe usa diferentes metodologias de bioquímica, imunologia e biologia molecular para identificar e selecionar componentes importantes para a fisiologia do parasito. Como exemplo, o professor cita os avanços nas tecnologias “ômicas” (como genômica, transcriptômica e proteômica), as quais abriram oportunidades para ampliar a capacidade de identificação de novos antígenos vacinais.

Referências:

Rodríguez-Mallon, A. 2023. The Bm86 discovery: a revolution in the development of anti-tick vaccines. Pathogens 12:231. doi: 10.3390/pathogens12020231

Abbas, M. N., Jmel, M. A., Mekki, I., Dijkgraaf, I., and Kotsyfakis, M. 2023. Recent advances in tick antigen discovery and anti-tick vaccine development. Int. J. Mol. Sci. 24:4969. doi: 10.3390/ijms24054969

Parizi, L.F.; Githaka, N.W.; Logullo, C.; Zhou, J.; Onuma, M.; Termignoni, C.; da Silva Vaz, I., Jr. Universal Tick Vaccines: Candidates and Remaining Challenges. Animals 2023, 13, 2031. http://doi.org/10.3390/ani13122031

Tayline Alves
Bolsista de comunicação da Ciência Rural

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O aumento dos casos da doença em cães acende alerta para a doença em humanos.

Segundo dados do Informe Epidemiológico de Leishmanioses das Américas (Dez/2023), o Brasil teve 12.878 casos em 2022 e a tendência foi de crescimento de 2023 a 2024. Pesquisadores da Fiocruz alertam para o aumento no número de cães com a doença. O cenário, se não for controlado, pode indicar uma possível disseminação da doença em humanos. Diante dessa situação, o Plano de Ação para as Leishmanioses da Opas para o período 2023-2030 foi atualizado, discutido e acordado com países endêmicos, além de especialistas, pesquisadores e cientistas. O plano busca fortalecer as ações de vigilância e controle, incluindo a ampliação do acesso e implementação de metodologias de diagnóstico.

Para o Médico Veterinário Luís Antonio Sangioni, um dos motivos a serem considerados diante do avanço da doença são as alterações climáticas dos últimos anos, quando houve um aumento da população de mosquitos que transmitem o parasito. Além disso, para o professor, o fato do homem ocupar cada vez mais áreas silvestres, aumenta o risco de adquirir a infecção, tendo em vista a frequente presença desses vetores. Além disso, os mosquitos se adaptaram ao meio urbano e consequentemente houve a dispersão desses insetos nas cidades. Atualmente, o mosquito pode ser encontrado com frequência nas residências, pátios e quintais.

Em Santa Maria, cidade da região central do RS, foi identificado a presença do principal vetor (Lutzomya longipalpis) que é responsável por transmitir a leishmaniose visceral (Leishmania infantum). Com isso, o município foi classificado – pelos dirigentes sanitários – como “Área de Transmissão”. A cidade registrou, segundo o professor, duas mortes em humanos por leishmaniose visceral, nos dois últimos anos. Além disso, houve um aumento de diagnósticos da doença em cães no Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e outros hospitais veterinários privados da cidade.

Mas, o que a Leishmaniose pode causar?

A leishmaniose é uma doença considerada uma zoonose, ou seja, transmitida por animais e ocasionada por um protozoário (organismo de única célula), sendo transmitida por um flebotomíneo (mosquito-palha). No homem, a enfermidade se apresenta de duas formas: cutânea e visceral. A forma cutânea é manifestada por feridas na pele, que aumentam com o tempo de evolução. As lesões podem ser únicas ou disseminadas pelo corpo. Na forma visceral – mais grave – a doença se manifesta em lesões no fígado, baço, palidez, aumento do volume abdominal, febre, apatia e falta de apetite, podendo conduzir à morte. Para o professor Sangioni, é importante ficar em alerta para a presença de feridas na pele que não cicatrizam, ou observar algum mal-estar, como febre, fadiga, pele amarelada ou desconforto abdominal.

Os cães apresentam lesões disseminadas pela pele, perda de pelo, magreza (caquexia), perda de pelos, escoriações, aumento exagerado das unhas, endurecimento do coxim plantar e morte.

Conforme orienta Sangioni, quando o indivíduo for realizar atividades no meio silvestre ou próximo a matas, como pescarias, caminhadas em ambientes silvestres, recomenda-se a aplicação de repelentes, bem como, a utilização de calças compridas e camisas ou blusas de mangas longas. As janelas das residências ou estabelecimentos devem ser teladas e preconiza-se a aplicação de inseticidas ou a colocação de pastilhas inseticidas repelentes em aparelhos elétricos específicos, nos ambientes internos, no entardecer, para impedir a infestação dos mosquitos.

Nos berços e camas das crianças menores, a recomendação do professor é cobrir com mosquiteiros. Os pátios e quintais devem ser limpos constantemente, pois os mosquitos têm preferência por áreas onde existem matérias orgânicas. É importante observar os animais constantemente e verificar a existência de lesões cutâneas e perdas de pelos, além de secreção ocular, emagrecimento progressivo, apatia, coceiras, aumento de volumes em área de pescoço ou abdômen e qualquer anormalidade deve ser encaminhado ao médico veterinário ou comunicado aos órgãos sanitários públicos. Os animais que forem diagnosticados com a doença devem receber coleiras inseticidas para não permitir que novos mosquitos se alimentem e transmitam a enfermidade aos humanos e outros animais. O tratamento deve ser realizado precocemente para haver diminuição da carga parasitária.

No contexto mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que existam cerca de 1 milhão de casos de leishmaniose por ano. Dentre eles, aproximadamente 20 mil resultam em óbito. No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde, entre os anos de 2011 e 2020 foram confirmados mais de 33 mil casos de leishmaniose, com uma média de 3,3 mil por ano.

Tayline Alves

Bolsista de comunicação da Ciência Rural

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O Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal de Santa Maria impacta de forma positiva a comunidade Santa-mariense, no que diz respeito principalmente, à  formação da próxima geração de médicos veterinários.

Na promoção da saúde animal  o HVU da UFSM desempenha um papel fundamental, sendo cenário para o avanço da pesquisa científica e na formação de profissionais capacitados na área de medicina veterinária tanto de pets convencionais, como não convencionais, como hamster, chinchilas, coelho… e animais da fauna silvestre.

O espaço oferece serviços médicos especializados para diversos animais e atende não apenas às necessidades da comunidade, mas também contribui para o desenvolvimento de técnicas inovadoras. Além disso, serve como um ambiente de aprendizado prático para estudantes de medicina veterinária, permitindo que eles apliquem teorias acadêmicas em situações reais, ganhando uma experiência e delineando assim os problemas da profissão na prática, através do uso da criatividade e conhecimento teórico-prático para conduzir com os casos clínicos.

O HVU foi inaugurado em 1972, como nos relata o médico veterinário e diretor do hospital, Dr. Flávio Desessards De La Côrte. Os procedimentos realizados atualmente incluem atendimentos nas áreas de clínica médica e clínica cirúrgica para animais de pequeno porte (cães e gatos) e grandes animais (equinos, bovinos e ovinos), além de atendimentos para animais silvestres. Segundo De La Côrte, o hospital possui um setor de internação para cães e gatos, onde os animais são acompanhados 24h por dia, tratados e monitorados. “Sobre os procedimentos cirúrgicos pode se dividir em procedimentos de baixa e alta complexidade, executados por especialistas em anestesia e cirurgia veterinária, além de vários profissionais atuando na equipe de apoio, realizando o exame de admissão do paciente até sua alta”, afirma o médico veterinário

O  laboratório de análises clínicas oferece exames laboratoriais para diagnóstico das enfermidades, além do auxílio no preparo pré-cirúrgico. O banco de sangue é responsável por colher o sangue de cães e gatos doadores, realizar todos os testes e analisar as amostras para garantir a segurança ao receptor, bem como, armazenar bolsas para as transfusões de sangue, quando necessário.

De La Côrte explica que os exames de diagnóstico por imagem, por exemplo, são realizados em setor específico, onde trabalham técnicos em radiologia, professores especialistas na área e alunos de pós-graduação e residência. No local são realizados estudos radiográficos e ultra som com laudo técnico.

Além disso, o HVU dispõe de uma farmácia que presta suporte ao atendimento interno como despensa de medicamentos e até mesmo preparo da dosagem de quimioterápicos. “Os problemas mais frequentemente encontrados nos pets trazidos ao HVU são os da área da oncologia, ortopedia, neurologia, dermatologia e clínica geral, desde casos simples até os casos mais atípicos que acometem cada espécie animal. Nosso quadro é composto por profissionais extremamente qualificados para tratar cada patologia e em diferentes espécies”, completa o médico veterinário.

Atualmente, o HVU funciona diariamente das 7h30min às 19h30min, de segunda a sexta-feira. De La Côrte informa que as consultas são marcadas preferencialmente via WhatsApp, no número 55 99161-7477, com equipe preparada para avaliar e direcionar a demanda clínica para cada especialidade médica.

Os serviços são oferecidos a toda a comunidade em geral. “Recomendamos que toda pessoa que tiver um pet possa contatar nossos serviços para marcar a consulta, evitando uma espera desnecessária, ou trazer em caso de emergência seu bichinho. É importante enfatizar que o responsável pelo pet seja maior de idade com carteira de identidade, pois este deve assumir os custos dos serviços prestados e ser responsável pela retirada do paciente quando da alta médica”, afirma. Ao chegar no HVU o tutor faz a ficha do seu pet com os técnicos administrativos os quais são preparados para orientar e apoiar os clientes na hora da consulta e direcionar para cada médico. 

Para o médico veterinário, que também é professor da UFSM, o hospital é um grande campo de aprendizado para o futuro profissional. No local, ele tem a segurança de apoio pedagógico, acompanhando consultas clínicas de rotina, e especialidades como neurologia, dermatologia, oncologia e oftalmologia sempre com orientação e supervisão de profissionais.

Tayline Alves

Bolsista de comunicação da Ciência Rural

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O controle de plantas daninhas no cultivo de arroz se torna essencial ao pensar nos diversos impactos negativos que as plantas invasoras podem ter sobre a produção e qualidade do arroz. 

As plantas daninhas competem com as culturas de arroz por recursos essenciais, como luz solar, água, nutrientes e espaço. Essa competição pode ter impactos significativos na produção de arroz, prejudicando o rendimento e a qualidade do cultivo. De acordo com o professor e agrônomo André da Rosa Ulguim, a competição entre as plantas ocorre quando existem recursos limitados. Conforme o professor, quanto mais semelhante morfologicamente a planta daninha for da cultura, mais problemática ela será, devido a competitividade e a dificuldade de controle químico e cultural é maior.

As principais plantas daninhas presentes nas lavouras de arroz irrigado no Rio Grande do Sul (RS) são o arroz-daninho (Oryza sativa L.), capim-arroz (Echinochloa spp.) e as ciperáceas ou junquinho (Cyperus spp.). O arroz-daninho, por pertencer ao mesmo gênero e espécie do arroz cultivado (Oryza sativa L.), torna-se a principal planta daninha da cultura.

O grupo de pesquisa coordenado pelo Prof. André Ulguim realiza estudos para avaliar a interação entre a mistura do propaquizafop com herbicidas latifolicidas utilizados em arroz irrigado. Devido aos casos de resistência de plantas daninhas aos herbicidas inibidores da acetolactato sintase (ALS), uma alternativa para o controle de arroz-daninho resistente às imidazolinonas são as novas tecnologias de genótipos de arroz com tolerância aos herbicidas inibidores da acetil coenzima-A carboxilase (ACCase), com tolerância ao propaquizafop, sendo estudado para este trabalho a tecnologia Max Ace®.

                                                                                   

As plantas daninhas muitas vezes extraem nutrientes do solo, reduzindo a disponibilidade desses nutrientes para as plantas de arroz e diminuindo a produtividade. Isso pode levar a deficiências nutricionais nas plantas de arroz, afetando sua saúde e capacidade de produzir grãos de qualidade. Além disso, a presença de plantas daninhas na plantação de arroz pode resultar em contaminação dos grãos com sementes indesejadas, impurezas e resíduos de plantas daninhas. Isso pode comprometer a qualidade do arroz, afetando sua aceitação no mercado e seu valor comercial.

 

O controle eficiente de plantas daninhas é crucial para garantir o bom desempenho das culturas, como o arroz. Métodos de controle incluem práticas culturais, como rotação de culturas e manejo adequado do solo, bem como o uso de herbicidas e métodos mecânicos, dependendo das condições específicas da plantação.

 

Referências:

XXXIII Reunião Técnica da Cultura do Arroz Irrigado (7. : 2022 : Restinga Seca, RS)

Arroz irrigado [livro eletrônico] : recomendações técnicas da pesquisa para o sul do

Brasil — 33. ed. — Restinga Seca, RS : SOSBAI ; Porto Alegre, RS: Epagri, Embrapa,

Irga, UFPel, UFRGS, UFSM, 2023. — (Reunião técnica da cultura do arroz irrigado ; 33) PDF. Disponível em: http://www.sosbai.com.br/uploads/documentos/recomendacoes-tecnicas-da-pesquisa-para-o-sul-do-brasil_310.pdf

 

Silva AL, Streck NA, Zanon AJ, Ribas GG, Fruet BL, Ulguim AR. Levantamentos do manejo de plantas daninhas na produtividade do arroz irrigado no Sul do Brasil. Ciência das Ervas Daninhas . 2022;70(2):249-258. doi:10.1017/wsc.2021.77

 

Tayline Manganeli

 

Bolsista de comunicação da Ciência Rural 

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A patologia veterinária trata e estuda as doenças dos animais. Diversos exames podem ser feitos para que se possa fazer o diagnóstico das enfermidades.

 

Na busca constante para promover a saúde e o bem-estar dos animais, a Patologia Veterinária emerge como uma peça-chave na compreensão e no tratamento das doenças que os afetam. Este campo científico desempenha um papel crucial na identificação, diagnóstico e prevenção de condições que podem impactar a vida dos pets.

 

A patologia é uma área da Medicina Veterinária voltada ao diagnóstico de doenças dos animais com base no estudo de lesões macroscópicas e histológicas em tecidos. A esfera envolve a realização de autópsias em animais; análise macroscópica de peças de biópsia – retiradas cirurgicamente dos pacientes; e análise histopatológica.

 

Conforme a professora e médica veterinária Mariana Martins Flores, o patologista é o profissional capacitado para analisar cadáveres e peças cirúrgicas em busca de lesões macroscópicas – aquelas que conseguimos visualizar sem auxílio do microscópio – e histológicas nos tecidos. O conjunto de informações obtidas através das análises permite ao patologista estabelecer um diagnóstico para cada animal.

 

Diagnóstico preciso para tratamento eficaz

 

Um dos principais aspectos da Patologia Veterinária é o diagnóstico preciso. Ao examinar amostras de tecidos, os patologistas conseguem identificar padrões característicos de doenças. Esse conhecimento aprofundado permite aos veterinários clínicos prescrever tratamentos específicos, melhorando as chances de recuperação dos animais.

 

Aos tutores, vai o alerta da veterinária Flores: o patologista veterinário pode ser procurado em situações diversas. Um dos exemplos mais comuns, é quando se quer descobrir a causa da morte precoce ou súbita do pet. Nesses casos é preciso realizar a autópsia. Muitos veterinários também procuram o patologista quando querem diagnosticar alguma lesão retirada cirurgicamente de seus pacientes. Tudo isso ajuda na escolha do melhor tratamento. As doenças mais diagnosticadas em cães na nossa região, por exemplo, são as infecciosas e as neoplásicas. Dentre as mais comuns estão a leishmaniose, a parvovirose e a cinomose.

 

Patologia Veterinária e pesquisa científica

 

Além de sua aplicação clínica, a Patologia Veterinária desempenha um papel vital na pesquisa científica. Estudos patológicos contribuem para o avanço do entendimento das doenças animais, possibilitando a descoberta de novas terapias e aprimorando a prevenção de epidemias.

 

Tayline Manganeli

Bolsista de comunicação da Ciência Rural

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Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/2023/12/11/entenda-como-funciona-a-neurologia-veterinaria Mon, 11 Dec 2023 11:11:17 +0000 http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/?p=109

Quando ocorre alguma lesão na coluna vertebral é possível que o cão ou gato sofra com problemas neurológicos, tendo a sua movimentação dificultada. A neurologia veterinária é uma especialidade que trata os problemas relacionados ao sistema nervoso do animal.

O sistema nervoso dos animais é composto por tecidos delicados, responsáveis, entre elas, pela movimentação e coordenação dos músculos e geração de estímulos corporais. Por serem muito sensíveis, podem sofrer lesões e causar complicações. Foi assim que surgiu a Neurologia Veterinária.

Dentre as áreas de atuação da Medicina Veterinária, a Neurologia é a especialidade médica que estuda as doenças que envolvem o sistema nervoso. Segundo o médico veterinário Alexandre Mazzanti, doutor em Cirurgia Veterinária, são várias as doenças que podem acometer cães e gatos, sendo que as mais comuns são as que envolvem o sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal). Algumas doenças que envolvem o encéfalo são as de origem infecciosa e inflamatória, bem como tumores. Na medula espinhal, as doenças mais frequentes são a hérnia de disco, seguido de traumas vertebro-medulares e dos tumores medulares. Em gatos, a hérnia de disco, embora aconteça, é menos comum, tendo os traumas vertebro-medulares, tumores e as doenças infecciosas como as mais frequentes.

Para o médico veterinário, os principais sinais neurológicos que podem aparecer nos pets e indicar uma doença no encéfalo são as crises epilépticas, inclinação de cabeça, andar em círculo, mudança de comportamento (agressividade) e andar compulsivo. Quando detectados, o aconselhado é encaminhar com urgência a um médico veterinário com experiência em neurologia. “Quando a doença envolve a medula espinhal, uma atenção especial é a perda de movimentos nas patas (paraplegia), principalmente as traseiras”, indica Mazzanti. Isso porque tal sinal pode indicar uma lesão grave na medula espinhal e que, encaminhada a um especialista precocemente e tratada de forma correta, pode aumentar a chance de recuperação dos movimentos.

Há casos em que o tratamento envolve só a medicação. Porém, em outras vezes o tratamento é cirúrgico. Para Mazzanti, a recomendação é sobre a importância de encaminhar os animais a profissionais com experiência em neurologia. O Hospital Veterinário Universitário da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), é um exemplo. O espaço possui um Serviço de Neurologia e Neurocirurgia, que funciona há quase duas décadas e atende cerca de 700 casos de neurologia e neurocirurgia anualmente. O serviço pode ser agendado através do telefone 55 9 9616-7135.

A capacidade de regeneração do sistema nervoso é distinta entre as diferentes regiões. Mazzanti cita o exemplo dos nervos, que podem se regenerar. No entanto, quando se trata do sistema nervoso central (encéfalo e medula espinhal) essa habilidade é limitada.

Tayline Manganeli
Bolsista de comunicação da Ciência Rural

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Ciência Rural-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/2023/11/09/alternativas-para-producao-sustentavel-consorcio-graminea-e-leguminosas Thu, 09 Nov 2023 14:37:44 +0000 http://www.55bet-pro.com/siterevista/cienciarural/?p=107 O uso consorciado de leguminosas forrageiras em pastagens pode reduzir a emissão de gases de efeito estufa sem impactar na produtividade animal.

A pecuária no Brasil é baseada na utilização de pastagens, uma forma econômica de produção de leite e carne. Tendo em vista o mercado exigente, os produtores adotam medidas para mudar os modelos atuais de produção e assegurar a produtividade das propriedades. Fatores como a preservação dos recursos naturais e a mitigação dos impactos ambientais através de tecnologias sustentáveis devem ser levados em conta.

 

O consórcio entre gramíneas e leguminosas pode contribuir para um sistema de produção mais sustentável. A pesquisadora Marciana Retore, doutora em Produção Animal, avaliou o consórcio entre gramíneas e leguminosas para produção de fenos e pré-secados. Para ela, o objetivo do consórcio é usufruir dos benefícios que cada espécie oferece, mesmo competindo entre si por nutrientes e luminosidade. Por isso, segundo Retore, é interessante utilizar leguminosas que tenham velocidade de emergência e de crescimento semelhante à da gramínea, como o feijão-caupi, a soja, a crotalária-ochroleuca e o feijão-guandu, para que as duas espécies possam se estabelecer.

 

Em uma das pesquisas com o capim Tamani, foram usadas técnicas de conservação como pré-secado e feno. As plantas foram semeadas em linhas alternadas, com espaçamento de 45 cm entre elas. A pesquisadora constatou que o cultivo consorciado de capim Tamani com soja ou feijão-caupi manteve a produtividade total da biomassa e melhorou o valor nutricional do pré-secado e do feno.

 

Em relação à alimentação animal, a principal vantagem de se utilizar o consórcio, é o incremento no teor de proteína. “Quando consideramos o solo, a leguminosa promove a fixação biológica do nitrogênio atmosférico, deixando o nutriente disponível para a gramínea”, afirma Retore.

 

A pesquisadora conta que, na Embrapa Agropecuária Oeste, em Dourados-MS, foi utilizado o consórcio de Tamani com algumas leguminosas, na proporção 1:1, ou seja, uma linha do capim para uma linha da leguminosa. A produtividade de matéria seca foi, segundo ela, semelhante entre os tratamentos testados. Porém, houve aumento no teor de proteína bruta dos consórcios em relação ao cultivo do Tamani solteiro (sem leguminosa), menores teores de fibra e maior digestibilidade in vitro da matéria seca.

 

Consórcio de pastagens com leguminosas trazem benefícios para o produtor e para o ambiente. O uso consorciado de leguminosas forrageiras em pastagens pode impactar positivamente a produtividade animal devido a melhor qualidade do alimento ingerido, refletindo na menor emissão de gases de efeito estufa.

 


Tayline Alves           
Bolsista de comunicação da Ciência Rural

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