{"id":1288,"date":"2019-05-12T13:50:50","date_gmt":"2019-05-12T16:50:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/unidades-universitarias\/ccne\/?p=1288"},"modified":"2019-05-12T22:59:54","modified_gmt":"2019-05-13T01:59:54","slug":"dia-das-maes-uma-data-romantizada-e-esvaziada-de-sentido-e-discussoes-sobre-o-que-e-ser-mae","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/unidades-universitarias\/ccne\/2019\/05\/12\/dia-das-maes-uma-data-romantizada-e-esvaziada-de-sentido-e-discussoes-sobre-o-que-e-ser-mae","title":{"rendered":"Dia das m\u00e3es, uma data romantizada e esvaziada de sentido e discuss\u00f5es sobre o que \u00e9 ser m\u00e3e"},"content":{"rendered":"\t\t
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Nesta \u00faltima sexta, dia 10, a Biblioteca Setorial do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Exatas (CCNE) abriu o seu espa\u00e7o e convidou a comunidade acad\u00eamica para vir refletir sobre os impactos da maternidade no meio acad\u00eamico em alus\u00e3o ao dia das m\u00e3es. O encontro levantou quest\u00f5es de uma realidade que \u00e9 bastante romantizada e que se perde em meio a flores e presentes pelo fato de ser uma data muito explorada pelo mercado. Assim, para a organiza\u00e7\u00e3o, a data comemorativa encontra-se esvaziada de sentido e de discuss\u00f5es sobre o que \u00e9 ser m\u00e3e.<\/span><\/p>\n

O evento veio discutir que ser m\u00e3e n\u00e3o \u00e9 algo impresso no gene e sim uma constru\u00e7\u00e3o social, a responsabilidade do cuidado dos filhos nem sempre foi responsabilidade materna, mas foi desenvolvida e naturalizada atrav\u00e9s de processos hist\u00f3ricos, discutir sobre o tema \u00e9 romper com uma ideia que adoece e oprime mulheres e impacta diretamente a vida das m\u00e3es que decidem seguir carreira acad\u00eamica, n\u00e3o conseguindo recuperar a produtividade exigida da universidade e se encontram em posi\u00e7\u00f5es desiguais de competi\u00e7\u00e3o perante seus colegas do sexo masculino. A academia foi durante muito tempo ocupada por homens que estavam no centro do conhecimento epistemol\u00f3gico, vozes de mulheres dificilmente foram ouvidas, hoje se tem mais abertura para essas vozes, por\u00e9m, a universidade ainda \u00e9 hostil com determinados assuntos como maternidade. <\/span><\/p>\n

O n\u00famero de participantes foi em torno de 30 pessoas, estavam presentes uma comiss\u00e3o, formada por diversos profissionais da UFSM e que pretende criar mecanismos que comportem a viv\u00eancia das m\u00e3es que estudam na Universidade que moram na casa do estudante, diferentes tipos de m\u00e3es que carregam suas pr\u00f3prias pautas e se veem desamparadas pela UFSM, no que diz respeito a editais, frald\u00e1rio, a creches etc. <\/span><\/p>\n

Daniel Stack, acad\u00eamico de Ci\u00eancias Sociais e bolsista na biblioteca, e que esteve \u00e0 frente da organiza\u00e7\u00e3o do evento relata que \u201cDiscutir sobre maternidade \u00e9 fundamental para compreender a constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica em cima da ideia de maternidade como algo instintivo, aprendi durante a conversa, que a maternidade tem um impacto muito grande sobre a mulher, \u00e9 um trabalho extremamente desgastante, e em diversos casos falta uma rede de apoio efetiva que acolha e torne esse processo menos exaustivo. Falta uma rede de acolhimento, aqui dentro da UFSM h\u00e1 professores que n\u00e3o aceitam crian\u00e7as e m\u00e3es em suas aulas e n\u00e3o compreendem que cuidar de uma vida e permanecer no espa\u00e7o acad\u00eamico \u00e9 dif\u00edcil. Nesse per\u00edodo de dias m\u00e3es tiramos um domingo para agradecer as mam\u00e3es pelo sacrif\u00edcio que fazem, romantizamos e disseminamos a ideia de que ser m\u00e3e \u00e9 se doar o tempo todo e esquecer de si mesma, algo cruel para ser imposto a qualquer indiv\u00edduo. Tamb\u00e9m devemos pensar que a sociedade n\u00e3o cobra as mesmas atitudes do pai, \u00e9 importante lutar para uma socializa\u00e7\u00e3o do cuidado, pois enquanto 28% das m\u00e3es desistem do emprego ap\u00f3s o nascimento dos filhos, o inverso acontece com percentual 5% para os pais.\u201d <\/span><\/p>\n

O encontro foi conduzido e mediado pela mestre e doutora em filosofia, Prof. Let\u00edcia Machado Spinelli, que coordenou um grupo de teoria pol\u00edtica feminista onde temas como maternidade apareciam de modos transversais com o feminismo e pela turism\u00f3loga, acad\u00eamica de ci\u00eancias sociais e m\u00e3e, Carol Farneze. <\/span><\/p>\n

Texto por: Daniel Stack, acad\u00eamico de Ci\u00eancias\u00a0Sociais e bolsista da Biblioteca Setorial do CCNE.<\/i><\/p>\n

Revis\u00e3o: Wellington Gon\u00e7alves, rela\u00e7\u00f5es p\u00fablicas do N\u00facleo de Divulga\u00e7\u00e3o Institucional do CCNE<\/i><\/p>\n

O evento faz parte do projeto de extens\u00e3o \u201cA biblioteca como espa\u00e7o de capacita\u00e7\u00e3o, cultura e debate\u201d com o objetivo de desenvolver a\u00e7\u00f5es com os mais variados temas, visando promover discuss\u00f5es importantes sobre machismo, lgbtfobia, racismo, sa\u00fade mental etc. que afetam grande parte da popula\u00e7\u00e3o, tamb\u00e9m chamar estudantes \u00a0de outros centros para utilizarem esses espa\u00e7os para estudos, discuss\u00f5es, questionamentos e transmiss\u00e3o de conhecimentos. <\/span><\/em><\/h6>\n

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