{"id":6681,"date":"2025-05-13T17:10:29","date_gmt":"2025-05-13T20:10:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/unidades-universitarias\/ct\/?p=6681"},"modified":"2025-06-17T17:42:51","modified_gmt":"2025-06-17T20:42:51","slug":"ctnareconstrucao-na-emergencia-centro-de-tecnologia-virou-fabrica-de-moveis-e-ponto-de-arrecadacao-de-utensilios-domesticos","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.55bet-pro.com\/unidades-universitarias\/ct\/2025\/05\/13\/ctnareconstrucao-na-emergencia-centro-de-tecnologia-virou-fabrica-de-moveis-e-ponto-de-arrecadacao-de-utensilios-domesticos","title":{"rendered":"#CTnaReconstru\u00e7\u00e3o: na emerg\u00eancia, Centro de Tecnologia virou f\u00e1brica de m\u00f3veis e ponto de arrecada\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios dom\u00e9sticos"},"content":{"rendered":"\t\t
Voc\u00ea se lembra do que estava fazendo h\u00e1 um ano atr\u00e1s, quando o Rio Grande do Sul enfrentava a maior cat\u00e1strofe clim\u00e1tica desde 1941? As chuvas come\u00e7aram no dia 27 de abril, ganharam for\u00e7a no dia 29 e assolaram o estado durante todo o m\u00eas de maio, em forma de enchentes e deslizamentos de terra. Segundo dados da Ag\u00eancia Gov, as inunda\u00e7\u00f5es causaram danos em 484 dos 497 munic\u00edpios ga\u00fachos. O Rio Gua\u00edba atingiu a marca de 5,37 metros acima do n\u00edvel normal em Porto Alegre \u2014 61 cent\u00edmetros acima da marca da enchente hist\u00f3rica de 1941. Foram 184 v\u00edtimas fatais, al\u00e9m de 806 feridos e 25 pessoas at\u00e9 hoje desaparecidas.\u00a0<\/span><\/p> Antes do pico registrado na capital ga\u00facha, Santa Maria foi a cidade com o maior volume de chuva no mundo no dia 1\u00ba de maio, com cerca de 214 mm, de acordo com dados do site meteorol\u00f3gico Ogimet. Na UFSM, esse dado j\u00e1 era sentido na v\u00e9spera: no in\u00edcio da tarde de 30 de abril, diversos locais do campus foram tomados pela \u00e1gua. No mesmo dia, as atividades acad\u00eamicas foram suspensas e s\u00f3 retornaram em 20 de maio, focadas em a\u00e7\u00f5es de acolhimento e sem a aplica\u00e7\u00e3o de provas e trabalhos.<\/span><\/p> A Subdivis\u00e3o de Comunica\u00e7\u00e3o preparou uma s\u00e9rie de reportagens intitulada <\/span>#CTnaReconstru\u00e7\u00e3o<\/b>, na qual voc\u00ea vai relembrar ou conhecer os projetos, servidores e estudantes que atuaram na linha de frente, seja com iniciativas de apoio imediato \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, seja com projetos de recupera\u00e7\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o a m\u00e9dio e longo prazo de \u00e1reas atingidas pela trag\u00e9dia clim\u00e1tica no RS. Na segunda reportagem, destacamos dois projetos emergenciais que fizeram a diferen\u00e7a na reconstru\u00e7\u00e3o das casas dos atingidos.\u00a0<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Foi durante a suspens\u00e3o das atividades que uma ideia veio ao professor Rene Quispe Rodriguez, do Departamento de Engenharia Mec\u00e2nica da UFSM. Percebendo a mobiliza\u00e7\u00e3o de pessoas em diferentes cidades e universidades diante dos estragos causados pelas enchentes, o docente viu o exemplo de uma institui\u00e7\u00e3o que fabricava rodos para auxiliar na limpeza das casas atingidas e pensou que poderia fazer algo semelhante em Santa Maria. Acreditava que, com os recursos dispon\u00edveis, seria poss\u00edvel projetar no computador um modelo de rodo em madeira e contribuir de forma pr\u00e1tica com a recupera\u00e7\u00e3o das \u00e1reas afetadas. A partir dessa ideia, tomou forma o projeto <\/span>M\u00f3veis Solid\u00e1rios<\/b>.<\/span><\/p> No in\u00edcio, em meio ao caos, o professor relata que foi dif\u00edcil encontrar apoio imediato. \u201cPensei: \u2018N\u00e3o estou sozinho, vou conversar com meus alunos\u2019\u201d,\u00a0 foi ent\u00e3o que Marina Senhor Sattler, Felipe Augusto Alves e Luis Fernando Mealho, estudantes que haviam realizado a disciplina de Mec\u00e2nica dos S\u00f3lidos com o docente, abra\u00e7aram a proposta e come\u00e7aram a mobilizar outros colegas.<\/span><\/p> O espa\u00e7o utilizado para as atividades foi o Laborat\u00f3rio de Tecnologia Mec\u00e2nica e Aeroespacial (Numae), cedido pelos professores respons\u00e1veis pelo local, que dispunha da estrutura necess\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o dos rodos e virou ponto de encontro para os volunt\u00e1rios. Embora o laborat\u00f3rio seja voltado principalmente para o trabalho com a\u00e7o, a equipe percebeu que o espa\u00e7o poderia ter outra fun\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria. \u201cA gente quis aproveitar [o espa\u00e7o] para fazer alguma coisa por todo mundo\u201d, conta Marina Sattler.<\/span><\/p> A ideia era produzir os rodos em madeira, por ser mais f\u00e1cil de manipular do que o a\u00e7o. A dificuldade inicial, no entanto, foi a escassez de materiais. As primeiras tentativas de conseguir doa\u00e7\u00f5es foram insuficientes. O professor Rene relata que chegou a negociar com uma madeireira, que ofereceu pre\u00e7os reduzidos, mas a burocracia para formalizar doa\u00e7\u00f5es ou tramitar a compra tornaria invi\u00e1vel o atendimento \u00e0 necessidade da popula\u00e7\u00e3o no tempo necess\u00e1rio. \u201cA enchente estava acontecendo, as casas estavam sujas, era uma coisa imediata\u201d, explica. Diante da urg\u00eancia, Rene decidiu comprar, com recursos pr\u00f3prios, a madeira necess\u00e1ria para dar in\u00edcio ao trabalho. Assim que o material chegou ao Numae, os alunos se mobilizaram para come\u00e7ar a produ\u00e7\u00e3o. As ferramentas, tamb\u00e9m precisaram ser improvisadas. Furadeiras, parafusadeiras e lixadeiras vieram das casas dos pr\u00f3prios estudantes e professores.\u00a0<\/span><\/p> No decorrer da produ\u00e7\u00e3o, surgiram novas necessidades. Al\u00e9m das ferramentas de corte e montagem, a equipe percebeu que seria invi\u00e1vel lixar manualmente todos os rodos. A preocupa\u00e7\u00e3o com a seguran\u00e7a tamb\u00e9m foi prioridade. \u201cA gente se preocupou para n\u00e3o mandar um rodo todo \u00e1spero para a pessoa utilizar e acabar se machucando. Ent\u00e3o, lix\u00e1vamos, pass\u00e1vamos verniz \u2014 ficava bonito, mas, principalmente, seguro e mais dur\u00e1vel\u201d, conta Felipe Augusto.<\/span><\/p> Aos poucos, a experi\u00eancia adquirida na confec\u00e7\u00e3o dos rodos permitiu que o grupo aprimorasse o processo. Os primeiros prot\u00f3tipos eram pesados e dif\u00edceis de manusear. \u201cNo come\u00e7o ele era muito fraco e muito pesado. A pessoa n\u00e3o conseguiria utilizar com facilidade\u201d, recorda Rene. Aplicando conceitos das aulas, os estudantes e professores ajustaram o modelo, e otimizaram a sua estrutura.<\/span><\/p> As melhorias inclu\u00edram a troca de pregos por parafusos, a redu\u00e7\u00e3o de pe\u00e7as desnecess\u00e1rias e o refor\u00e7o em pontos estrat\u00e9gicos. Tr\u00eas prot\u00f3tipos diferentes foram produzidos at\u00e9 que a equipe chegasse a um modelo resistente, seguro e r\u00e1pido de fabricar. No total, o grupo produziu 25 rodos, que foram distribu\u00eddos para moradores de \u00e1reas atingidas. A mobiliza\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ou de forma improvisada, mostrou a import\u00e2ncia da uni\u00e3o e da iniciativa diante de situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Com os rodos prontos, o grupo precisou definir para onde encaminhar as doa\u00e7\u00f5es. A prioridade foi atender as localidades mais afetadas, e Nova Palma foi o principal destino. Moradores da cidade entraram em contato diretamente com o professor Rene relatando a situa\u00e7\u00e3o. \u201cFalaram da necessidade que tinham l\u00e1 \u2014 a cidade tinha sofrido muito. Muita casa suja. Os bombeiros tinham acabado de se mudar de local e estavam com muita demanda\u201d, explica Rene.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Para fazer os rodos chegarem \u00e0s regi\u00f5es atingidas, a equipe tamb\u00e9m enfrentou dificuldades log\u00edsticas. Foi quando a mobiliza\u00e7\u00e3o chamou a aten\u00e7\u00e3o da dire\u00e7\u00e3o do CT e da Pr\u00f3-Reitoria de Extens\u00e3o (PRE), que passaram a apoiar formalmente a a\u00e7\u00e3o. Com o apoio institucional, o grupo conseguiu acesso a ve\u00edculos da UFSM para o transporte das doa\u00e7\u00f5es. Em uma das remessas, dois estudantes, Felipe Augusto e Marcos, organizaram a carga e seguiram com uma caminhonete at\u00e9 Nova Palma.\u00a0<\/span><\/p> A situa\u00e7\u00e3o encontrada na cidade foi de emerg\u00eancia e improviso. Os bombeiros, que haviam perdido o pr\u00e9dio rec\u00e9m-constru\u00eddo e equipamentos novos adquiridos, atuavam provisoriamente em outro espa\u00e7o. \u201cA gente chegou l\u00e1 no Corpo de Bombeiros. Haviam rec\u00e9m terminado o pr\u00e9dio, comprado equipamentos novos \u2014 barcos, cintos, tudo novo \u2014 e perderam tudo\u201d, relata Felipe Augusto. Os rodos foram entregues aos bombeiros, que se encarregaram de distribuir o material \u00e0s fam\u00edlias mais afetadas, j\u00e1 que conheciam melhor as \u00e1reas que mais precisavam.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Com mais apoio institucional, foi poss\u00edvel o fornecimento de madeira sem burocracia por parte do CT e da PRE. Depois de produzir os rodos, o grupo, coordenado pelo professor Rene Quispe Rodriguez, decidiu seguir com o trabalho e ampliar a iniciativa.\u00a0\u00a0<\/span><\/p> A ideia de produzir camas surgiu de forma natural, como uma continuidade ao trabalho dos rodos. \u201cPensamos em outras possibilidades, como estantes ou arm\u00e1rios, mas a cama era a prioridade. \u00c9 a primeira coisa que a pessoa precisa quando perde tudo: um lugar para dormir\u201d, conta Rene. Assim como no projeto anterior, os alunos analisaram diferentes ideias e testaram prot\u00f3tipos at\u00e9 chegar a um modelo vi\u00e1vel, seguro e resistente.<\/span><\/p> A experi\u00eancia adquirida na produ\u00e7\u00e3o dos rodos ajudou na adapta\u00e7\u00e3o dos materiais dispon\u00edveis. O grupo passou a utilizar caibros \u2014 pe\u00e7as de madeira no formato retangular \u2014 para estruturar os p\u00e9s das camas, substituindo solu\u00e7\u00f5es anteriores menos est\u00e1veis. O objetivo foi garantir durabilidade e seguran\u00e7a, considerando que muitas fam\u00edlias, incluindo crian\u00e7as, precisariam utilizar os m\u00f3veis por tempo indefinido.<\/span><\/p> A iniciativa cresceu rapidamente, com a capta\u00e7\u00e3o de mais materiais dispon\u00edveis para fabrica\u00e7\u00e3o dos m\u00f3veis. Os estudantes se organizaram em equipes para otimizar a produ\u00e7\u00e3o: enquanto alguns acompanhavam os projetos no computador, outros atuavam na montagem, no lixamento e no acabamento das pe\u00e7as. Com o tempo, o espa\u00e7o do Numae, tradicionalmente voltado para projetos em a\u00e7o, ganhou uma linha de produ\u00e7\u00e3o improvisada, incluindo uma serra constru\u00edda pelos pr\u00f3prios alunos e mesas de corte adaptadas para agilizar o trabalho.<\/span><\/p> Al\u00e9m da contribui\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica para as comunidades afetadas, a atividade tamb\u00e9m serviu como oportunidade de integra\u00e7\u00e3o entre estudantes e professores. \u201cJ\u00e1 \u00e9ramos amigos, e isso acabou nos aproximando ainda mais. Foi muito gratificante aplicar o que aprendemos em sala de aula em algo que realmente pudesse ajudar a comunidade\u201d, destaca Luis Fernando.<\/span><\/p> Os estudantes tamb\u00e9m perceberam na atividade uma oportunidade de colocar em pr\u00e1tica os conte\u00fados vistos em sala de aula. \u201cA gente pode retribuir, fazer o bem e ainda colocar a teoria que a gente v\u00ea em aula em pr\u00e1tica para ajudar\u201d, comenta Luis Fernando, natural de Rio Pardo, onde tamb\u00e9m houve estragos pelas inunda\u00e7\u00f5es. Para Marina, a motiva\u00e7\u00e3o foi al\u00e9m da sala de aula. \u201cA gente viu de perto todos os efeitos e achou uma \u00f3tima maneira de contribuir, de pelo menos tentar ajudar um pouco as pessoas que perderam praticamente tudo\u201d, conta.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t A log\u00edstica para a entrega \u00e1gil das camas, maiores e mais pesadas que os rodos, tamb\u00e9m exigiu solu\u00e7\u00f5es criativas. Apesar do apoio da universidade e da visibilidade na m\u00eddia local, o ritmo do processo burocr\u00e1tico ainda dificultava a agilidade nas a\u00e7\u00f5es do projeto. Para contornar o problema, o estudante Felipe conseguiu organizar parte das entregas por conta pr\u00f3pria. Por meio de contato com o pai de Felipe, a Campal \u2014 cooperativa de Nova Palma \u2014 disponibilizou um caminh\u00e3o para levar as camas at\u00e9 a cidade. O material foi descarregado no quartel dos Bombeiros, que novamente ficaram respons\u00e1veis pela distribui\u00e7\u00e3o \u00e0s fam\u00edlias afetadas. \u201cEles mandaram foto para a gente mostrando que tinha chegado tudo certinho\u201d, lembra Rene.<\/span><\/p> Mesmo com os desafios superados, a equipe de estudantes e professores da UFSM precisou interromper temporariamente a produ\u00e7\u00e3o de camas de madeira destinadas \u00e0s v\u00edtimas da enchente na regi\u00e3o. \u201cConseguimos ficar ali por um tempo, falei com os professores e nos autorizaram. Mas depois de alguns dias, com o retorno total das aulas, tivemos que desocupar\u201d, explicou Rene. Segundo o professor, o principal obst\u00e1culo para a continuidade do trabalho foi a falta de um espa\u00e7o adequado. Como o Numae n\u00e3o \u00e9 um ambiente pr\u00f3prio para trabalho com madeira, o uso do laborat\u00f3rio foi provis\u00f3rio.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t A equipe ent\u00e3o se transferiu para uma \u00e1rea pr\u00f3xima \u00e0 F\u00e1brica do CT, mas a estrutura tamb\u00e9m n\u00e3o estava dispon\u00edvel por muito tempo. \u201cQuando consegu\u00edamos um lugar, a gente seguia o trabalho. Mas foram duas mudan\u00e7as e, na \u00faltima, o novo espa\u00e7o logo entrou em reforma, e tivemos que parar\u201d, relata.<\/span><\/p> O professor conta que, apesar das dificuldades log\u00edsticas e do car\u00e1ter emergencial da a\u00e7\u00e3o, o projeto poderia ter ido ainda mais longe. \u201cTemos material suficiente para fabricar mais umas 15 camas. Parafusos, madeira, m\u00e3o de obra \u2014 est\u00e1 tudo pronto\u201d. O grupo segue disposto a reativar o projeto e a retomar a produ\u00e7\u00e3o caso surja uma nova necessidade. \u201cDeus queira que n\u00e3o, mas se acontecer outra emerg\u00eancia, agora a gente est\u00e1 preparado para atender\u201d, afirma Rene.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Em meio \u00e0 urg\u00eancia e \u00e0 vontade de ajudar, estudantes e professores do curso de Arquitetura e Urbanismo da UFSM tamb\u00e9m procuraram solu\u00e7\u00f5es criativas. Eles criaram o <\/span>Nossa CAUsa<\/i><\/b>, um projeto que se tornou refer\u00eancia pela mobiliza\u00e7\u00e3o em torno da arrecada\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios dom\u00e9sticos de cozinha para fam\u00edlias e estudantes afetados pelas enchentes na regi\u00e3o de Santa Maria.<\/span><\/p> O nome, um trocadilho carinhoso com a sigla do curso de Arquitetura e Urbanismo e a palavra causa, surgiu nas primeiras reuni\u00f5es. \u201cQuer\u00edamos um nome que representasse o nosso envolvimento, e que se conectasse com quem acompanha o nosso perfil. <\/span>Nossa CAUsa<\/span><\/i> traduz esse sentimento de pertencimento e cuidado\u201d, conta Anthonio Saraiva, acad\u00eamico e participante ativo da iniciativa. A escolha tamb\u00e9m dialoga com o hist\u00f3rico do curso, que tradicionalmente se engaja em a\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias e projetos de extens\u00e3o voltados para o desenvolvimento social e urbano.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t A primeira reuni\u00e3o do projeto aconteceu no dia 8 de maio, quando os volunt\u00e1rios definiram o funcionamento e a log\u00edstica de arrecada\u00e7\u00e3o, os crit\u00e9rios de composi\u00e7\u00e3o dos kits, a escolha dos pontos de coleta e a mobiliza\u00e7\u00e3o de parceiros externos. A preocupa\u00e7\u00e3o, desde o in\u00edcio, foi oferecer n\u00e3o apenas utens\u00edlios b\u00e1sicos de cozinha, mas tamb\u00e9m pequenos gestos de afeto que pudessem transmitir acolhimento, igualmente necess\u00e1rios.<\/span><\/p> No dia 13 de maio, as doa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser recebidas no \u00e1trio do pr\u00e9dio 9F do campus sede da UFSM, onde fica o curso de Arquitetura e Urbanismo, e em pontos organizados por apoiadores espalhados pela cidade. Segundo a professora Leonora Romano, o \u00e1trio se tornou um verdadeiro centro de encontro e solidariedade. \u201cEra bonito ver pessoas chegando com caixas, sacolas, \u00e0s vezes s\u00f3 com um prato ou uma caneca, mas sempre com a vontade de ajudar. N\u00e3o importava a quantidade, tudo somava para fazer a diferen\u00e7a\u201d, relembra.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Al\u00e9m dos itens b\u00e1sicos, muitas doa\u00e7\u00f5es inclu\u00edram pequenos detalhes que tornavam os kits mais acolhedores, como jogos de x\u00edcaras ou conjuntos de talheres bem conservados. A montagem dos kits seguiu uma linha de produ\u00e7\u00e3o organizada, com mesas separadas para pratos, copos e talheres, o que garantiu agilidade no processo. \u201cChegou um momento em que a quantidade era t\u00e3o grande que precis\u00e1vamos organizar tudo como se fosse uma f\u00e1brica solid\u00e1ria\u201d, brinca Leonora.<\/span><\/p> Entre os kits montados, alguns continham conjuntos de chimarr\u00e3o, com cuia, bomba e erva-mate. Os itens t\u00edpicos da cultura ga\u00facha se tornaram s\u00edmbolos da campanha, n\u00e3o apenas pelo valor cultural, mas pela mensagem que carregavam. \u201cO chimarr\u00e3o tem um valor simb\u00f3lico muito forte para a gente. Incluir isso nos kits era tamb\u00e9m uma forma de dizer: <\/span>voc\u00ea ainda pertence, voc\u00ea ainda faz parte daqui<\/span><\/i>\u201d, destaca Anthonio.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t Os kits foram destinados prioritariamente para fam\u00edlias e estudantes de munic\u00edpios da Quarta Col\u00f4nia, como Silveira Martins, Agudo, Faxinal do Soturno, entre outros da regi\u00e3o pr\u00f3xima a Santa Maria. A defini\u00e7\u00e3o dos destinos foi feita com base em contatos locais e informa\u00e7\u00f5es de volunt\u00e1rios da UFSM e prefeituras, que apontaram onde havia maior n\u00famero de fam\u00edlias carentes de utens\u00edlios dom\u00e9sticos.<\/span><\/p> A distribui\u00e7\u00e3o das doa\u00e7\u00f5es contou com o apoio log\u00edstico do Sesc Mesa Brasil, que auxiliou no transporte e na entrega dos kits em comunidades mais distantes e \u00e1reas de dif\u00edcil acesso. Al\u00e9m disso, o Rotary de Santa Maria foi parceiro essencial na triagem de fam\u00edlias beneficiadas e na organiza\u00e7\u00e3o da entrega em algumas cidades da regi\u00e3o. \u201cEra fundamental que nossa ajuda chegasse at\u00e9 l\u00e1, porque a log\u00edstica era dif\u00edcil e nem sempre as grandes campanhas conseguiam alcan\u00e7ar essas localidades. Sab\u00edamos que nosso papel era justamente chegar onde outros n\u00e3o conseguiam\u201d, explica Leonora<\/span>.<\/span><\/p>\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t As a\u00e7\u00f5es relatadas acima s\u00e3o exemplos que refor\u00e7am o papel social da Universidade p\u00fablica enquanto espa\u00e7o de forma\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e cient\u00edfica mas, acima de tudo, humana. Em momentos de crise, projetos como esses mostram que o conhecimento produzido dentro da academia pode e deve ser colocado a servi\u00e7o da sociedade.<\/span><\/p>Constru\u00e7\u00e3o de m\u00f3veis<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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<\/figure><\/div>\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tProjeto em suspenso<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\tArrecada\u00e7\u00e3o de utens\u00edlios dom\u00e9sticos<\/h2>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\tOrganiza\u00e7\u00e3o r\u00e1pida e rede de apoio<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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<\/figure><\/div>\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\t\tSolidariedade com cultura e identidade<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
Prioridade \u00e0s cidades mais atingidas<\/h3>\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t
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