UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com Universidade Federal de Santa Maria Sat, 25 Apr 2026 12:31:50 +0000 pt-BR hourly 1 http://wordpress.org/?v=6.9 /app/themes/ufsm/images/icons/favicon.ico UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com 32 32 UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/11/07/observatorio-brasileiro-de-comunicacao-e-crise-lanca-e-book-glossario-de-crise-uma-perspectiva-comunicacional Fri, 07 Nov 2025 11:22:31 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=71295

arte quadrada colorida com informações sobre o ebook e imagem de uma tela de tablet com foto de um farol em uma ilhaO contexto atual da sociedade é marcado por crescentes incertezas e múltiplos riscos, com pessoas e organizações em alerta permanente num mundo em estado de crise. Os impactos da desinformação, dos eventos climáticos extremos, dos conflitos armados, entre outros, geram instabilidades, mortes e prejuízos de toda ordem, demandando sistemas de alerta e resposta ágeis, informações confiáveis, comunicação de risco e de crise proativas, gestão de risco e de crise eficientes e estruturas profissionais constituídas para o enfrentamento de situações críticas. Esse é o cenário apresentado pelos mais recentes relatórios nacionais e internacionais divulgados.

O Glossário de Crise

Em face desse panorama, nasceu a ideia do Glossário de Crise, o segundo e-book publicado pelo Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise (OBCC), uma iniciativa da UFSM em parceria com a USP, a UFRGS, a Fiocruz e a PUCRS.

Fruto da construção coletiva e colaborativa de dezenas de pesquisadores, professores e profissionais de mercado, a publicação almeja tornar mais acessíveis conceitos, termos técnicos e expressões relacionadas a risco e crise no contexto das organizações e da sociedade.

A perspectiva da obra é a comunicacional, contribuindo para maior familiaridade com os conceitos, popularização da ciência e fortalecimento do pensamento da área sobre o tema.

Para o idealizador da publicação, professor Jones Machado (UFSM), “o glossário representa mais um esforço do OBCC para reunir profissionais de diversas áreas em torno de temas urgentes para a sociedade. Precisamos falar sobre risco e crise e,
principalmente, do papel da comunicação neste cenário”.

60 verbetes interdisciplinares

A obra tem caráter interdisciplinar e sem a pretensão de contemplar a totalidade dos termos técnicos relacionados ao tema. Composto por 60 verbetes, o e-book contempla vocábulos como matriz de risco, hora de ouro, percepção de risco, policrises e prontidão.

Considerando a diversidade de áreas e de contextos em que estão inseridos os pesquisadores, professores e profissionais de mercado que colaboraram com a publicação, cada verbete reunido no glossário reflete as múltiplas interfaces e interrelações de outras áreas com a Comunicação e com a gestão de crises.

Especialistas convidados de seis países

Buscando a interdisciplinaridade da gestão de crises e as diferentes experiências de cada área, o glossário conta com profissionais da Saúde, Administração, Educação, Segurança e Comunicação. Nesse sentido, o projeto reuniu autores com atuação em diferentes frentes: gestores de empresas, professores universitários, consultores em comunicação, consultores de crise, jornalistas, pesquisadores acadêmicos, relações-públicas e assessores técnicos.

Nessa direção, levando em conta a maturidade de cada país sobre o tema, dentre os 47 convidados para a elaboração dos vocábulos, contribuíram especialistas que atuam em seis países (Brasil, Espanha, Estados Unidos, Inglaterra, Japão e Portugal), incluindo W. Timothy Coombs (PhD in Public Affairs and Issue Management, Advisor at the Centre for Crisis and Risk Communications), um dos pesquisadores de referência mundial em comunicação de crise.

Nas palavras de Ana Paula Sartor, vice-presidente de Engajamento Corporativo da Edelman Brasil e autora de um dos verbetes, “Compreender o contexto das crises sob a ótica da comunicação é essencial. O Glossário de Crise é uma contribuição valiosa nesse sentido: reúne conhecimento, experiência e reflexão para apoiar profissionais e organizações na construção de processos mais estruturados, respostas mais assertivas e uma comunicação mais transparente”.

Prefácio de João José Forni

Para chancelar a iniciativa do OBCC, o e-book conta com o prefácio de um dos primeiros e mais experientes consultores na área de gestão de crises e comunicação no Brasil, o professor João José Forni. No texto de abertura do glossário, ele destaca que é: “Importante registrar que não existe gestão de crises sem comunicação. Por isso, alguns conceitos conversam com os dois eixos num cenário de crise: a ação - o fato gerador da crise - e a comunicação. Porque toda crise grave quase sempre tem uma história para ser contada. E isso compete aos profissionais da comunicação. Quando as duas variáveis – o fato gerador e a comunicação – são bem gerenciadas, nos eventos negativos, o resultado é a resposta da organização sobre a crise. Essa resposta determina como a empresa enfrentou a crise e quanto afetou o seu core business e a sua reputação.”

Incansável na discussão e na ação para uma cultura de gestão de riscos e de crises no país, Forni é jornalista, Mestre em Comunicação pela UnB e MBA em gestão estratégica pela USP. Professor e consultor de comunicação com foco em gestão de crises, é o autor do livro “Gestão de Crises e Comunicação – O que Gestores e Profissionais de Comunicação Precisam Saber sobre Crises Corporativas” (Atlas, 2019, 3ª ed.).

A obra estará disponível para download gratuito a partir desta sexta-feira (7) no perfil do OBCC no Linkedin e também no link



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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2025/01/31/obcc-2-anos Fri, 31 Jan 2025 13:36:28 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=68205 O ano de 2024 gerou impactos profundos para a população e a sociedade. Dentre os acontecimentos mais marcantes, o desastre climático no Rio Grande do Sul e as queimadas em grande parte do Brasil. Tais episódios impuseram muitos desafios para as instituições, para as autoridades e para os gestores de áreas ligadas à proteção, defesa, segurança, logística, saúde e também à comunicação, os quais precisaram fazer frente a este cenário de modo a gerir as crises e mitigar seus impactos. Nesse contexto, o Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise (OBCC) tem o papel não apenas de registrar os acontecimentos críticos. Por meio de notícias, artigos, entrevistas, catalogação de produção científica e de orientações, busca informar e orientar a população e as organizações, inspirar ações, hábitos e comportamentos relacionados a situações de risco e de crise, apoiar e suscitar pesquisas acadêmicas, além de provocar a criação de políticas públicas. De forma mais abrangente, o OBCC buscou em sua atuação nestes 2 anos gerar discussões e reflexões em todos os âmbitos, desde pequenas comunidades, passando pelas universidades, que resultaram em ações concretas pelas organizações e pelo Poder Público. Para esta missão, o OBCC dispõe de uma equipe formada por pesquisadores e professores de quatro instituições: UFSM, UFRGS, USP e Fiocruz. Além disso, conta com um Conselho Consultivo formado por especialistas sêniores de universidades do Brasil e de Portugal, e também, com colaboradores eventuais que atuam nas áreas de comunicação, risco e crise.

Novas seções do portal do OBCC 

Em 2024, quatro novas seções foram incluídas no portal do OBCC: O estabelecimento da cultura de prevenção e de gestão de riscos e de crises exige olhar atento para o entorno e para os acontecimentos críticos já vivenciados, seus desdobramentos, impactos, aprendizados e legados. Tendo isso em vista foi criada a seção Casos de Crise, com o objetivo de registrar os fatos e a memória histórica, que fornece subsídios aos processos de prevenção e de gestão, a fim de que erros cometidos no passado não mais se repitam. A cada ano, serão incluídos 10 novos casos, com breve descrição de causas, comunicação empreendida, formas de gerenciamento, consequências, impactos e aprendizados. Nesse contexto - em que permanentes riscos e constantes ameaças se apresentam às organizações, ao meio ambiente, às pessoas e à sociedade - a comunicação tem papel-chave na prevenção de crises e na preparação para estes momentos críticos quando inevitáveis. Nessa direção, na seção Prevenção de Crises são compartilhadas iniciativas, materiais, ações e campanhas de comunicação que têm o objetivo de informar, alertar, prevenir e preparar a população a fim de diminuir os impactos de uma crise. Como forma de contribuir para a superação de cenários críticos, além de pensar em formas de aperfeiçoamento da comunicação em contextos extremos, o OBCC elenca na seção Orientações para a sociedade algumas direções básicas para prevenção, mitigação, preparação, resposta, restabelecimento e recuperação. As orientações partem de uma perspectiva comunicacional e leva em conta uma visão interdisciplinar visto que a gestão de riscos e de crises é um processo complexo de atuação conjunta de áreas especializadas. Tais sugestões são voltadas à população, às organizações públicas e privadas, governos e aos veículos de comunicação para ação em casos como ataques a escolas, tempestades, incêndios florestais, deslizamentos de encostas, ciclones, inundações e enchentes. E, a fim de que a população entenda cada uma destas situações, foi criada a seção Glossário de Crise, um espaço destinado à publicação de verbetes relacionados a risco e crise no contexto das organizações e da sociedade sob a perspectiva comunicacional. Com atualização quinzenal de vocábulos - que vão de A a Z - a ideia é tornar mais claros conceitos, termos técnicos e expressões, contribuindo para a popularização da ciência e para o pensamento sobre a área. Ao final, o conteúdo será transformado em um e-book a fim de que circule e cumpra o seu papel.

Novidades para 2025

Em constante evolução e aprimoramento, o Observatório terá três novidades para este terceiro ano de atuação: Primeiramente, o OBCC ganha uma renovação na marca e na denominação, a fim de abranger práticas e áreas que já vinham sendo contempladas, para além da comunicação de crise especificamente. Com isso, o OBCC passa a se chamar Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise, com o objetivo de demarcar sua atuação no Brasil e ampliar seu campo de análise. Esta é a primeira novidade, que já pode ser conferida em todos os espaços em que o Observatório tem presença digital. Além disso, a partir de 2025, o OBCC contará com uma Equipe de Colaboradores, além da equipe de coordenação e do conselho consultivo que já atuam junto ao Observatório. Serão cerca de 15 novas pessoas, entre elas especialistas, professores, consultores e pesquisadores das áreas de risco, crise e comunicação. Nesse sentido, busca-se amplificar a atuação do Observatório Brasileiro de Comunicação e Crise, gerando mais diversidade de conteúdos e conhecimentos. Por fim, neste ano, acontecerá o lançamento do e-book Glossário de Crise, publicação construída coletiva e colaborativamente que contará com 50 verbetes nesta edição. O objetivo é tornar mais claros conceitos, termos técnicos e expressões relacionadas a risco e crise no contexto das organizações e da sociedade sob a perspectiva comunicacional, contribuindo assim para a popularização da ciência e para o pensamento sobre a área. Texto: OBCC]]>
UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2024/06/12/rede-saude-unica-da-fiocruz-no-rs-passa-a-integrar-observatorio-da-comunicacao-de-crise-da-ufsm Wed, 12 Jun 2024 13:07:29 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=66036

No início de junho, a Rede Saúde Única (RSU/Fiocruz) do Rio Grande do Sul firmou uma parceria com a UFSM para compor o Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) da Instituição. A partir deste mês, a Rede Saúde Única passa a apoiar o Observatório na produção de conteúdos em diversos formatos, no mapeamento da produção de livros, trabalhos acadêmicos e materiais jornalísticos e audiovisuais que tratem da comunicação de risco e de prevenção de crises em saúde.

O Observatório de Comunicação de Crise (OBCC) é um projeto da UFSM em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e, a partir de agora, com a Rede Saúde Única, da Fiocruz. O Observatório atua com o objetivo de sistematizar o conhecimento produzido no campo da comunicação, monitorar situações de risco e crise no contexto das organizações e contribuir para que a cultura da prevenção e da gestão de riscos e crises seja criada ou fortalecida pelas organizações.

"Através desse mapeamento e criação de conteúdo, é possível promover a difusão científica de forma acessível e efetiva, oferecendo conteúdo acessível e gratuito para o público numa única plataforma. Este trabalho tem como fim capacitar profissionais envolvidos com a gestão de risco e crise no âmbito da comunicação organizacional e multiplicar o conhecimento sobre gestão de crise", afirma o professor do Departamento de Ciências da Comunicação Jones Machado, coordenador do Observatório.

A Rede Saúde Humana, Animal e Ambiental - Rede Saúde Única é um projeto da Fiocruz em parceria com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul que completa dez anos em 2024. São membros da RSU todas as universidades federais do RS, entre outras instituições. A Rede busca disseminar o conhecimento da abordagem de saúde única em diferentes instâncias da sociedade, capacitando para enfrentar questões sociais e de saúde pública que envolvam a saúde humana, animal e ambiental.

"A partir desta expertise se dará a colaboração da RSU com o Observatório de Comunicação de Crise, produzindo informação no âmbito da prevenção de crises e comunicação de risco", afirma Joyce Schramm, coordenadora da Rede Saúde Única do RS.

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O saber científico e o fazer das instituições de ensino superior públicas gaúchas, além de formar profissionais e cidadãos, também visa apresentar respostas a problemas complexos da sociedade. Com o estado de calamidade pública decretado no Rio Grande do Sul, decorrente dos eventos climáticos do mês de maio de 2024, essas instituições têm sido protagonistas em apresentar soluções e prognósticos para a crise, seja no atendimento e auxílio às pessoas desabrigadas ou no tratamento de animais, seja na gestão de projetos extensionistas ou como fonte de informação para a imprensa, para governantes e para a população, a partir da elaboração de análises, explicações, entrevistas, mapeamentos e relatórios técnicos.

A equipe do Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) organizou um levantamento de atividades focadas no gerenciamento da crise e dividiu em duas seções específicas: 1. Ações de atendimento e auxílio e 2. Ações de informação e comunicação. O quadro disponível no site do OBCC apresenta alguns dos resultados encontrados – quase 70 iniciativas – com links para mais informações. É importante salientar que devido ao volume expressivo de atividades (aproximadamente 200), o quadro é um recorte de parte das ações desenvolvidas apenas pelas IES públicas do RS e encontradas em seus sites oficiais.

Há também ações que envolvem várias universidades e entidades, das quais destacamos o Projeto Comunicação Universitária em Rede – Emergência Climática Rio Grande do Sul, do qual fazem parte as universidades federais da Fronteira Sul (UFFS), de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), de Santa Maria (UFSM), do Rio Grande do Sul (UFRGS), do Pampa (Unipampa), e Pelotas (UFPel), a Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG) – além de três universidades do sudeste – Fluminense (UFF), do ABC (UFABC), UFSCar e mais a Rede Saúde Única (Fiocruz RS). O projeto conversa com especialistas de diversas áreas sobre a crise climática para propor análises e soluções, além de combater fake news.

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O e-book “Risco e Crise no Contexto da Comunicação Organizacional: artigos e entrevistas de especialistas”, comemorativo ao primeiro ano de implementação do Observatório da Comunicação de Crise (OBCC), está sendo lançado nesta terça-feira (27) e encontra-se disponível para
download gratuito no portal do OBCC.

O livro é composto pelos principais conteúdos publicados no portal e organizados pelo professor da UFSM Jones Machado, coordenador-geral do OBCC. São  entrevistas e artigos de opinião de professores universitários, pesquisadores, consultores em gestão de crise e gestores de empresas de comunicação. Dentre os temas abordados estão inteligência artificial, cobertura midiática, media training, reputação, diversidade, visibilidade, entre outros. O e-book tem o objetivo de fomentar, propagar e fortalecer a cultura da prevenção e da gestão de riscos e de crises no Brasil a partir da circulação do conhecimento.

O OBCC é composto por pesquisadores de instituições de ensino superior brasileiras (UFSM, UFRGS e USP) e portuguesas (UMinho e UBI).

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Em fevereiro de 2023, foi implementado no âmbito do Curso de Relações Públicas da UFSM o Observatório da Comunicação de Crise (OBCC), dispositivo institucional inédito no país dedicado aos seguintes temas: risco, crise, gestão de risco, gestão de crise e comunicação de crise - especificamente na área de Comunicação Organizacional e Relações Públicas. Pensado para ser um repositório de acesso público que contribua e inspire pesquisas acadêmicas, práticas profissionais, atividades em sala de aula e outros estudos, o OBCC é fruto da colaboração de pesquisadores de Instituições de Ensino Superior brasileiras (UFSM, UFRGS, USP, Cásper Líbero e Faccat) e portuguesas (UMinho e UBI).   O Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) surge de uma lacuna no que se refere à memória, à historicidade e aos aprendizados oriundos de situações críticas, tendo dois objetivos principais: 1. Sistematizar o conhecimento produzido no Campo da Comunicação no que se refere a temas científicos como risco, crise, comunicação de crise, gestão de crise e comunicação de risco no âmbito das organizações (empresas, personalidades, marcas, instituições, ONGs, governos). Dessa forma, atua na direção de realizar o mapeamento contínuo da produção sobre os temas em livros, capítulos de livro, artigos em periódicos científicos e anais de eventos acadêmicos, teses e dissertações, filmes, séries e documentários; 2. Monitorar situações de risco e crise no contexto das organizações, através do acompanhamento das estratégias comunicacionais empreendidas, das práticas implementadas por profissionais da área nesse cenário e da observação dos desdobramentos midiáticos.   A partir disso, o observatório busca mapear pesquisas, monitorar cenários, categorizar os dados, analisar à luz do conhecimento científico tensionando com as teorias, e disponibilizar conteúdos de referência à sociedade. Assim, contribui para a popularização da Ciência, oferecendo conteúdo acessível e gratuito para o público numa única plataforma. Além disso, oferece subsídios para as práticas profissionais voltadas ao gerenciamento/à gestão de risco e crise no âmbito da comunicação organizacional. Do mesmo modo, vislumbra que o conhecimento disponível aqui se multiplique e se amplifique através da atuação de professores e estudantes de graduação e pós-graduação em sala de aula. E, nesse sentido, também almeja dar visibilidade para a subárea de estudos em Comunicação de Crise, da área de Relações Públicas e Comunicação Organizacional, contribuindo para a sua legitimação enquanto um campo de estudo sólido e robusto.   Para disponibilizar as informações e o conhecimento, o portal do OBCC está organizado em duas seções principais: Materiais para consulta (produção bibliográfica e acadêmico-científica: dissertações, teses e artigos; eventos, cursos, textos em sites/jornais/revistas, entrevistas, filmes, séries, podcasts e documentários, relatórios internacionais e links) e Notícias (artigos de opinião, análises de casos e acontecimentos atuais envolvendo situações de risco e crise).   Fazem parte da equipe do OBCC os seguintes pesquisadores: Prof. Dr. Jones Machado (UFSM/Coordenação-geral), Profª Drª Patrícia Milano Pérsigo (UFSM/Coordenação de Pesquisa), Profª Drª Daiane Scheid (UFSM/Coordenação de Monitoramento), Profª. Drª. Carolina Frazon Terra (Faculdade Cásper Líbero/Coordenação de Conteúdo), RP Dr. Jean Felipe Rossato (UFRGS/Coordenação de Comunicação), Acad. Francisco Ernesto Carvalho Soares (UFSM/Iniciação Científica). Figuram como conselheiros os seguintes professores: Profª Drª Andreia Athaydes (FACCAT), Profª Drª Gisela Gonçalves (UBI – Portugal), Prof. Me. João José Ferreira Forni (Comunicação & Crise), Prof. Dr. Jorge Duarte (USP/Embrapa), Prof. Dr. Luiz Alberto de Farias (USP), Profª Drª Marlene Regina Marchiori (UEL), Prof. Dr. Paulo Nassar (USP/Aberje), Prof. Dr. Rudimar Baldissera (UFRGS), Profª Drª Teresa Ruão (UMinho – Portugal), e Prof. Dr. Wilson da Costa Bueno (USP).   Portal do Observatório da Comunicação de Crise: http://www.55bet-pro.com/projetos/institucional/observatorio-crise    E-mail: observatorio.crise@55bet-pro.com    Linkedin: http://shre.ink/cHd5 ]]>
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O Observatório da Comunicação de Crise (OBCC) do campus de Frederico Westphalen da UFSM publicou hoje (19) um artigo com orientações para gestão de crise no contexto de ataques a escolas. Ao todo, são 40 diretrizes voltadas para escolas, imprensa, poder público, famílias e sociedade em geral. A publicação intitulada “Gestão de crise no contexto de ataques a escolas: uma lição de casa multissetorial, multidisciplinar e integrada" está disponível no portal do Observatório.

O artigo de autoria de Jones Machado, professor de Relações Públicas da UFSM em Frederico Westphalen e coordenador do OBCC ressalta a importância de não trabalhar a comunicação apenas em eventos críticos, mas, de forma integral, o que permite mapear sinais e evitar crises. A prática da gestão de riscos, pouco difundida no Brasil, traz respostas mais rápidas e eficazes, além de agir de forma preventiva. Para isso, é preciso um trabalho coletivo e conjunto de diferentes segmentos da sociedade.

“A gestão de riscos começa em casa, com a atuação de pais, tutores e responsáveis no acompanhamento das atividades dos filhos na internet e na escola. Continua com a escola cumprindo seu papel através da educação formal e do exercício da convivência coletiva. Passa pela mídia, que atravessa todas as esferas da sociedade ao pautar a opinião pública. Ainda depende da atuação governamental e do Poder Público, os quais devem garantir segurança”, avalia Machado.

Veja abaixo as orientações sugeridas no trabalho.

Pais, tutores e/ou responsáveis:
– Observar comportamento de isolamento e/ou de agressividade;
– Monitorar sites, redes sociais, aplicativos e jogos online que os filhos acessam;
– Não compartilhar boatos sobre possíveis ataques;
– Revisar materiais escolares dos filhos diariamente;
– Conversar com os filhos sobre temas (religião, raça, gênero, sexualidade, etc.) comumente presentes em práticas de discriminação, intolerância e bullying (homofobia, misoginia, xenofobia, racismo, transfobia, machismo, gordofobia, etc.);
– Observar o interesse por armas e explosivos, casos de massacres e/ou idolatria a figuras violentas;
– Monitorar a qualidade da saúde mental dos filhos e, se necessário, buscar ajuda especializada;
– Em caso de conhecimento de suspeitas de ataque, contatar a Escola, a Polícia ou denunciar em canais oficiais.

Escolas, creches e secretarias de Educação:
– Identificar e tomar medidas em casos de bullying;
– Identificar e tomar medidas em conflitos entre estudantes ou entre estudantes e professores;
– Não compartilhar boatos sobre possíveis ataques;
– Desenvolver atividades para a educação midiática e “alfabetização digital”;
– Manter equipe multidisciplinar para monitorar e auxiliar na saúde mental dos estudantes;
– Ter ações de acolhimento e escuta ativa;
– Identificar estudantes com comportamento violento e monitorar;
– Prevenir a violência por meio de atividades educativas;
– Realizar treinamento e capacitações para situações de emergência e de primeiros socorros para estudantes e professores;
– Desenvolver e divulgar para a equipe da escola/creche um plano de emergência contendo mapa de riscos, protocolos de ação, sistemas de alerta e de resposta;
– Ter porta-voz preparado para a comunicação com pais e imprensa;
– Em caso de suspeita/ameaça de ataque, contatar a Polícia.

Imprensa e influenciadores digitais:
– Evitar compartilhar boatos ou tentativas de ataques a fim de não promover medo e pânico;
– Evitar divulgar nome e foto dos envolvidos em ataques para não contribuir com o “efeito-contágio”;
– Evitar divulgar nome e foto de vítimas, principalmente se forem crianças;
– Evitar divulgar os casos de ataques de forma sensacionalista ou espetaculosa;
– Evitar descrever as táticas e estratégias das forças de segurança;
– Levar em conta o impacto das informações sobre a dignidade e a segurança das pessoas;
– Buscar desconstruir rumores, discursos de ódio e teorias conspiratórias;
– Divulgar informações de utilidade pública e didáticas, no sentido de auxiliar na prevenção, na mitigação de danos e da perda de vidas.

Executivo, Legislativo e Judiciário:
– Manter canal de denúncias específico permanentemente aberto, a exemplo do recém-criado Escola Segura;
– Propor políticas públicas voltadas ao desarmamento;
– Empreender a regulação de aplicativos de mensagens, mídias sociais digitais e sites de redes sociais digitais;
– Propor políticas públicas relativas à cultura de paz e contra o discurso de ódio;
– Exigir das Big Techs (Twitter, TikTok, Whatsapp, Facebook, Discord, Telegram, etc.) a remoção de conteúdo que faça menção à violência contra escolas, estudantes e professores e/ou incentive ataques;
– Identificar e responsabilizar pessoas que postam mensagens e imagens de ameaças a escolas ou de incentivo a ataques;
– Exigir das Big Techs a reprovação de conteúdos nazistas, fascistas, homofóbicos, transfóbicos e racistas, proibindo sua publicação e impulsionamento pago;
– Aplicar as leis existentes e propor novas leis que deem conta da complexidade do tema.

Sociedade em geral:
– Não espalhar boatos sobre ataques a fim de evitar medo e pânico;
– Denunciar suspeitas em canais oficiais dos governos e para a Polícia;
– Denunciar o compartilhamento de fake news às plataformas em que foram publicadas;
– Não compartilhar imagens e nomes de quem comete massacres;
– Não clicar ou compartilhar links contendo imagens de algum ataque.

 

Com informações do OBCC
Foto: Daniel Michelon De Carli

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UFSM - Feed Customizado RSS-55BET Pro http://www.55bet-pro.com/2023/02/08/lancamento-obcc Wed, 08 Feb 2023 11:00:56 +0000 http://www.55bet-pro.com/?p=61156

Esta quarta-feira, 08, marca o início da implementação do Observatório da Comunicação de Crise (OBCC), dispositivo inédito no país dedicado a reunir o conhecimento produzido no campo da Comunicação em torno da gestão de crise em organizações. Em um único site, o Observatório busca armazenar a produção sobre o tema nos mais diversos formatos, como artigos, capítulos de livros, teses e dissertações, além de filmes, séries e documentários. Paralelamente, artigos de opinião e análises de casos sobre acontecimentos atuais também estão presentes na plataforma.

A ação é coordenada pelo professor Jones Machado, do departamento de Ciências da Comunicação da UFSM, no campus de Frederico Westphalen. Juntam-se a ele demais pesquisadores da Instituição e de outras universidades, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Universidade de São Paulo (USP), a Fundação Cásper Líbero e a FACCAT - Faculdades Integradas de Taquara. A Universidade do Minho (UMinho) e a Universidade Beira Interior (UBI), localizadas em Portugal, também integram o projeto.

Gestão de crise: organizar, popularizar e orientar

Segundo o coordenador, o Observatório surge de uma lacuna de historicidade, memória e aprendizado de casos críticos que aconteceram no Brasil. “Veio dessa dificuldade de buscar, de encontrar e de verificar esses cenários em termos práticos e teóricos”, explica. Ele continua ao dizer que existem outros sites na temática, com enfoque mercadológico. Porém, o diferencial do OBCC é sua origem institucional, no Grupo de Pesquisa em Estratégias Midiáticas Organizacionais (EstratO), da UFSM em Frederico Westphalen.

Jones elenca os dois principais objetivos do projeto: o primeiro é a sistematização do conhecimento produzido no campo no que se refere a risco, crise, comunicação de crise, comunicação de risco e gestão de crise no âmbito das organizações. Já o segundo é o monitoramento das situações de risco nesse contexto, com o acompanhamento da forma como a crise é gerenciada, estratégias de comunicação empreendidas e as práticas implementadas pelos profissionais da área. A observação do desdobramento midiático desses casos também está abrangida no conteúdo da iniciativa. Jones explica ainda que "ao contribuir para a popularização da ciência, buscamos nos aproximar da sociedade, no oferecimento de repertório gratuito em uma única plataforma. Assim, oferecemos subsídios para práticas profissionais, pesquisas científicas, trabalhos em sala de aula, materiais para professores de graduação e pós-graduação, dando visibilidade à área".

O porquê de estudar Comunicação de Crise

A comunicação de crise é uma das principais subáreas da comunicação organizacional e das Relações Públicas, conta o professor, pois envolve elementos de extrema importância a uma organização, como identidade, imagem e reputação. Por conta disso, as discussões e pesquisas nesta área são essenciais não apenas para a existência das organizações, mas também à sociedade e para a análise de impactos sociais, ambientais e econômicos. Assim, o debate fomenta o aperfeiçoamento diário das práticas, não só de profissionais da comunicação, como também da administração, contabilidade, economia, dentre outras.

Para isso, o OBCC realiza a catalogação de diferentes materiais como livros, capítulos de livros, produtos audiovisuais, trabalhos acadêmicos e textos em geral.

[caption id="attachment_61158" align="aligncenter" width="800"] Itens já catalogados no Observatório[/caption]

Parceira internacional

Com a experiência do trabalho remoto no contexto da pandemia, as trocas entre universidades distantes se organizaram e se intensificaram, o que facilita a parceria com as instituições portuguesas no OBCC, aponta Jones. “Trocamos experiências e compartilhamos informações para mantermos as teorias sempre atualizadas e qualificadas”, acrescenta. Ainda, dentre os planos futuros, estão aprofundar as relações com mais países e publicar um livro.

Além disso, o Observatório auxilia na internacionalização da UFSM. “Temos o intuito de que esse tema se popularize, não apenas com casos que temos no Brasil. Logo, além dessa aproximação entre pesquisadores da área, vamos buscar o intercâmbio de práticas comunicacionais e gerenciais, tendo acesso às perspectivas de outras localidades sobre seus casos e comparar com as nossas vivências, por exemplo”, afirma Jones.

Discutir casos emergentes e evitá-los

A cultura da prevenção não é uma realidade no Brasil. Em gestão de crise, há diversos casos que poderiam ser evitados, caso houvesse o cuidado preliminar. Essa concepção é tratada em uma entrevista publicada no site do OBCC e serve de alerta aos profissionais, anuncia o coordenador.

Como exemplo, um dos acontecimentos que será abordado no OBCC é a invasão à Praça dos Três Poderes, em Brasília. Segundo Jones, houve diversos sinais que premeditaram o ataque à democracia, mas que foram ignorados, isto é, divulgação em redes sociais, organização de ônibus e o próprio atentado ao Capitólio norte-americano em janeiro de 2021. “Foi algo que podia ser evitado. Era uma questão de tempo e oportunidade para ocorrer”, relata. Com isso, o Observatório percorrerá as perguntas que ficaram em aberto, como a contestada reação de autoridades de Brasília, os prejuízos financeiros, físicos e simbólicos, a responsabilização, as medidas tomadas e os aprendizados de tudo isso. "Muitas crises não impactem em mortes, mas em pobreza, em mais desigualdade social, em problemas ambientais, acidentes, crimes, falência, desemprego, em falta de segurança. Nem todas são inesperadas, não surguem do ‘nada’. Antes de tudo isso, nós temos sinais, nós temos riscos, os quais nos dão informações. Os gestores, tanto da área de comunicação quanto das outras áreas, precisam estar atentos a esses sinais e a esses riscos justamente pra evitar essas outras grandes crises futuras", finaliza Jones.

Equipe integrada

Além do professor Jones, na coordenação geral, fazem parte da equipe do OBCC os seguintes pesquisadores: professoras Patrícia Milano Pérsigo (UFSM/Coordenação de Pesquisa), Daiane Scheid (UFSM/Coordenação de Monitoramento), Carolina Frazon Terra (Faculdade Cásper Líbero/Coordenação de Conteúdo), relações públicas Jean Felipe Rossato (UFRGS/Coordenação de Comunicação), acadêmico Francisco Ernesto Carvalho Soares (UFSM/Iniciação Científica).

Figuram como conselheiros os seguintes professores Andreia Athaydes (FACCAT), Gisela Gonçalves (UBI – Portugal), João José Ferreira Forni (Comunicação & Crise),  Jorge Duarte (USP/Embrapa), Luiz Alberto de Farias (USP), Marlene Regina Marchiori (UEL), Paulo Nassar (USP/Aberje), Rudimar Baldissera (UFRGS),Teresa Ruão (UMinho – Portugal) e Wilson da Costa Bueno (USP).

Texto: Gabrielle Pillon, estudante de jornalismo e bolsista da Agência de Notícias
Edição: Mariana Henriques, jornalista

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